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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Imprudência é causa de 9 a cada 10 acidentes com moto em SP

Culpa divide-se igualmente entre os motoristas e os condutores de outros veículos, mostra levantamento coordenado pelo Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas 

Pesquisa coordenada pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, maior complexo hospitalar da América Latina, ligado à Secretaria de Estado da Saúde, apontou que 88% dos acidentes envolvendo motos na capital paulista acontecem por imprudência.

Em 49% dos casos a culpa é do motociclista e, em 51%, pelo condutor de outro veículo. “A culpa divide-se igualmente entre motociclistas e motoristas”, diz a responsável pelo estudo, Júlia Greve, médica do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do HC.

Durante três meses, num regime de 24 horas, feitos em dias alternados, foram coletados dados das vítimas em unidades hospitalares da zona oeste da cidade de São Paulo e no local do acidente.

Em 71% dos acidentes os condutores de moto excederam o limite de velocidade. A maior parte dos acidentes, 94%, aconteceram com pista seca; 67% durante o dia.

Segundo Júlia Greve, o comportamento do motociclista e do motorista é o principal fator dos acidentes. “Há um despreparo dos condutores para direção veicular em ambiente congestionado das grandes cidades”, diz.

A coleta hospitalar foi feita com motociclistas atendidos no Pronto-Socorro Municipal Bandeirantes (Dr. Caetano Virgílio Neto), no Pronto Socorro da Lapa, no Hospital Universitário (HU) da USP, e no Hospital das Clínicas. No local , foram coletados dados de todos os acidentes ocorridos na Zona Oeste notificados pela equipe de plantão.

O projeto contou com a participação de vários departamentos da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e de órgãos públicos e privados, como Companhia de Engenharia de Tráfico (CET), Polícia Militar e Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, além do apoio da Abraciclo (Associação Brasileira de Ciclomotores).

“Este estudo teve como principal objetivo avaliar os fatores associados com os acidentes de trânsito com motocicletas em relação: à vítima, à via, ao veículo, e à inter-relação das causas”, diz a coordenadora da pesquisa Júlia Greve.


Principais dados da pesquisa:

1.   Identificação da vítima
•         Gênero: 92% eram  homens
•         Idade média : 29,7
•         Escolaridade:  58% ensino médio completo ou incompleto; 20% superior completo
•         62% tem renda de 1 a 3 salários mínimos.
•         73% usam a motocicleta para transporte e 23% para o trabalho
•     55% sofreram acidentes anteriores e 18% internações anteriores pelo acidente

2.   Diagnóstico e Desfecho
•    44%  tiveram lesões  consideradas  graves.
•    17% tiveram fraturas de membros inferiores e 12% tiveram fraturas de membros superiores,  9% tiveram politraumatismos e 5% tiveram trauma crânio- encefálico
•    67% das vítimas sem habilitação tiveram lesões graves e 43% das com habilitação foram graves.
•    28% (93 vítimas) dos casos foram internados, sete pacientes morreram (2%) e 56%  tiveram alta.

3.   Habilitação e treinamento
•         23% das vítimas não tinham habilitação para dirigir motocicleta e 33 % a tinham há menos de quatro anos
•         75%  das vítimas sem habilitação tinham menos que 32 anos
•         67%  das vítimas aprenderam a pilotar sozinho.
•         45% tinham motocicleta há menos de dois anos
•     31% dos condutores tinham curso de direção defensiva

4.    Equipamentos de segurança
•    90,2% das vítimas usavam capacete
•    Apenas 17,8 % usavam capacete, bota e  jaqueta.
•    31% dos motofretistas e 14% dos motociclistas estavam usando capacete, bota e jaqueta.

5.   Motofretista x Motociclista
•    23% das vítimas eram motofretistas.
•    Os motofretistas dirigem em (média) oito horas por dia e os motociclistas duas horas.

6.   Uso de álcool e drogas
•         21,3% dos acidentados tiveram dosagem positiva  para álcool/ droga em, pelo menos, uma amostra biológica.
•         7,1% (22 vítimas) tinham usado álcool e 14,2 (44%), outras drogas.
•         Depois do álcool, a cocaína foi a droga mais encontrada.
•         3,6 %  com alcoolemia  positiva  (com  valores até três vezes  acima de 0,6g/l).

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Acidentes de trabalho matam um por dia em SP

Em 2012 foram realizados cerca de 70 atendimentos diários em serviços do SUS por este tipo de ocorrência, aponta Secretaria de Estado da Saúde
 
Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que, em média, uma pessoa morre por dia vítima de acidentes de trabalho no Estado de São Paulo. Em 2012, foram registradas 444 mortes no Estado.
Os dados são do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador e da Divisão de Saúde do Trabalhador da Vigilância Sanitária Estadual, com base nas notificações feitas pelos municípios paulistas.
Desde 2006, foram registradas 2.239 mortes por acidentes de trabalho em todo o Estado. No mesmo período, 119.088 trabalhadores receberam atendimentos ambulatoriais e emergenciais pelo SUS em São Paulo. Só em 2012, foram realizados 25.486 atendimentos, cerca de 70 por dia.
Acidentes de trabalho podem ser evitados com o controle dos ambientes e das condições oferecidas aos trabalhadores. Portanto, a investigação das ocorrências tem como objetivo a prevenção. “É muito importante que todos os casos sejam notificados pelos serviços conveniados ao SUS”, explica Rosemairy Inamine, diretora técnica da Divisão de Saúde do Trabalhador da Vigilância Sanitária Estadual.
Algumas medidas como a obediência às regras de segurança e cuidados nas atividades diárias de trabalho também podem prevenir acidentes.
“É indispensável que cada trabalhador tome as medidas de segurança necessárias para sua área de atuação, como por exemplo, o uso adequado e continuo dos equipamentos de proteção”, enfatiza Rosemairy
Casos de acidentes de trabalho fatais, graves e ocorridos em crianças e adolescentes, classificados como de notificação compulsória, devem ser comunicados pelos serviços de saúde às secretarias municipais de Saúde por meio de ficha de investigação devidamente preenchida por um profissional de saúde, com o diagnóstico clínico.
Quando o trabalhador tiver direito ao Seguro Acidente de Trabalho do INSS, a notificação também deve ser comunicada à Previdência Social, por meio da abertura de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT).
 
 Dicas para prevenir acidentes de trabalho
 
- Siga todas as regras de segurança na realização de atividades mais perigosas
- Organize seu local de trabalho para que tenha tudo que precise à mão e não necessite improvisar
- Procure se informar sobre os riscos e cuidados que deve ter na realização de suas atividades diárias
- Sempre que puder, participe de ações ou cursos de prevenção de acidentes que forem oferecidos na empresa em que trabalha
- Utilize sempre os equipamentos de proteção adequados para a área em que atua, principalmente proteções auriculares, óculos, capacetes e dispositivos anti-queda, equipamentos de proteção-respiratória, entre outros.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Homens jovens são principais vítimas de acidentes de trânsit

Pessoas do sexo masculino entre 20 e 29 anos de idade representaram um em cada cinco dos condutores internados por acidentes em 2012

Levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que 22% das internações de vítimas envolvidas em acidente de trânsito em hospitais do SUS (Sistema Único de Saúde) paulista em 2012 foram de homens do sexo masculino com idade entre 20 e 29 anos.

Das 3.863 internações de condutores ou passageiros de veículos de passeio, 881 se encaixaram nesse perfil.  Lembrado nesta quinta-feira, 25 de julho, o Dia do Motorista serve de alerta para que acidentes e mortes no trânsito sejam evitados.

Segundo Ricardo Vanzetto, gerente médico do Grau (Grupo de Resgate e Atendimento às Urgências), da Secretaria, o consumo de bebidas alcoólicas e o uso de estimulantes estão entre os principais responsáveis pelos acidentes que vitimam jovens do sexo masculino. “Dormir pouco, fumar demais e comer mal são combinações perigosas que colocam em risco à vida de jovens motoristas”, explica.

Em segundo lugar no ranking de internações, estão homens com idades entre 30 e 39 anos. Foram 636 no mesmo período. Em seguida vêm os adultos de 40 a 49 anos (379 internações).

As mulheres de 20 a 29 anos aparecem em quarto lugar do ranking, com 282 internações em 2012.
O médico do Grau explica que, na maioria dos casos, as vítimas de acidente no trânsito ficam presas nas ferragens dos veículos, sofrem fraturas nos membros e traumas no tórax. “No caso de obesos, por exemplo, há risco de infarto e AVC”, completa.

Veja 5 dicas que ajudam a evitar os acidentes com motoristas:

- Não consumir bebida alcoólica de maneira nenhuma se for dirigir
- Evitar o uso de estimulantes
- Realizar paradas para descanso a cada três horas de direção
- Ingerir líquidos para favorecer a hidratação do corpo
- Manter alimentação saudável e equilibrada

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Amputações por acidente de trânsito dobram em SP

Levantamento do Hospital das Clínicas revela que membros inferiores são os mais atingidos; acidentes com moto são a principal causa

          Levantamento do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, maior complexo hospitalar da América Latina, ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, aponta que o número de amputados em seu Instituto de Ortopedia e Traumatologia em decorrência de acidentes de trânsito teve aumento de 100% em 2011, quando foram registrados 13 casos, para 2012, em que houve 26 casos.

         Segundo o ortopedista e coordenador do grupo de trauma do instituto, Kodi Kojima, a maioria destes casos acontece nos membros inferiores e 80% são causados por motos.

         Ainda segundo o levantamento, dos esmagamentos de membros, cerca de 80% são passiveis de reconstrução, 10% sofrem amputação imediata (no local do acidente), e nos outros 10% há uma tentativa inicial de preservação dos membros, mas eles acabam sendo amputados durante a hospitalização.

         “Durante a internação, esses pacientes passam em média por três procedimentos cirúrgicos, e nos dois anos subsequentes, 60% necessitam de reinternação e mais cirurgias”, diz Kodi. Das vítimas, 40% voltam a ter um nível funcional bom e 30%, muito ruim.

         Para Kojima, além dos problemas físicos, há os psicossociais. “Esses indivíduos podem passar por um ou mais do que se chama os ‘4Ds’ do amputado: divorciado, deprimido, desempregado e desmoralizado”, explica.

         Mulheres, idosos, fumantes, e pessoas com doenças prévias podem ter maior probabilidade de apresentar complicações neste tipo de trauma. “Além do impactos físicos e psicossociais causados, o custo de amputar um membro ao longo da vida pode chegar a R$ 500 mil, entre próteses, retornos médicos e reabilitação”, conclui o especialista.

quarta-feira, 13 de março de 2013

SP interna 9 ciclistas por dia vítimas de acidente de trânsito

De acordo com levantamento da Secretaria de Estado da Saúde, em 2012, o SUS gastou R$ 3,3 milhões com as internações
Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo indica que a cada dia nove ciclistas são internados em hospitais públicos vítimas de acidentes de trânsito.

Em 2012 foram 3,2 mil pessoas internadas pelo SUS a um gasto de R$ 3,3 milhões ao SUS (Sistema Único de Saúde) para tratar esses pacientes. O gasto dos últimos cinco anos seria suficiente para construir, por exemplo, três unidades da Rede Lucy Montoro ou quatro AMEs (Ambulatório Médico de Especialidades), com cerca de 2,3 mil m² cada um.

“O número de acidentes graves envolvendo ciclistas continua alto porque as bicicletas precisam dividir cada vez mais espaço com os veículos. É preciso haver respeito mutuo e mais locais sinalizados e adequados aos ciclistas. Entre os principais fatores de risco estão a embriaguez ou desatenção dos motoristas”, afirma Hassan Yassine Neto, médico socorrista do Grau (Grupo de Atendimento e Resgate às Urgências), da Secretaria.

O médico lembra, ainda, sobre a importância da utilização dos equipamentos de proteção individual, como capacete, joelheira e cotoveleira. Segundo Yassine Neto, o uso desses equipamentos de segurança é essencial para diminuir a gravidade dos casos.

As lesões mais frequentes são os traumatismos cranianos e da coluna vertebral e as fraturas da pelve (bacia), dos ossos do antebraço, do fêmur e da tíbia.

A cada dois dias, pelo menos um ciclista internado vítima de acidente de trânsito morre no Estado.

Abaixo algumas recomendações de segurança para os ciclistas (Fonte CET-SP):

- Velocidade: como a bicicleta é o veículo mais frágil, o aumento da velocidade implica o aumento do risco, portanto não é uma boa prática no trânsito;

- Vias de trânsito rápido: por lei, é proibido o tráfego de bicicletas em vias expressas e rodovias. O tráfego em avenidas apesar de não ser proibido é uma prática pouco segura para o ciclista;

- Calçada: a calçada é de uso exclusivo do pedestres, salvo se o órgão de trânsito liberá-la para o tráfego de bicicletas e para isto a calçada deverá ser sinalizada;

- Equipamentos de segurança: o capacete é um equipamento de segurança recomendável para o ciclista e é essencial que ele seja de boa qualidade. Além disso, é obrigatório o uso de refletivos nos pedais, laterais, dianteira e traseira da bicicleta. E para melhorar a visibilidade do ciclista pelos demais motoristas, recomenda-se o uso de roupas claras e acessórios refletivos;

- Tráfego pelo corredor: apesar de ser permitido circular entre veículos parados no “corredor” formado entre os carros junto ao bordo da pista, é necessário ressaltar que o ciclista estará se expondo a um risco muito grande;

- Conversão à direita: se não pretende realizar esta conversão, o ciclista deve sinalizar e sair do bordo direito da pista, evitando, assim, ser cortado pelos carros que vão virar à direita; 

- Posicionamento no semáforo: é imprescindível que o ciclista se posicione à frente dos carros parados no semáforo, de modo a conseguir reservar seu lugar na pista. Como a bicicleta é definida como veículo (não motorizado), deve se sujeitar a toda sinalização implantada na via.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Cinco motociclistas morrem por dia em SP

Em dois anos as mortes por este tipo de acidente aumentaram 18%; internações e gravidade dos casos também cresceram

Levantamento inédito realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paula revela que em dois anos o número de motociclistas mortos em acidentes de trânsito aumentou 18%. Além disso, os gastos com internações por este tipo de acidente quase dobrou neste período. Os dados apontam que em 2009 morreram no Estado 1.479 motociclistas. Em 2011, o número subiu para 1.721.

O estudo aponta ainda que somente no ano passado foram internados cerca de 55 motociclistas por dia no estado. Em 2011 foram gastos no Estado cerca de R$ 27,2 milhões com internações de motociclistas, valor 76% superior aos R$ 15,4 milhões gastos em 2008.

“Esse aumento nos gastos se deve a maior complexidade dos casos ao longo dos anos. Os acidentes estão cada vez mais violentos, provavelmente por causa da imprudência e excesso de velocidade”, explica Julia Greve, médica do Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Em um comparativo regional, quem lidera o ranking de internações é a região de Araçatuba, onde a taxa de internação foi cinco vezes maior em dois anos. Em 2008 foi registrada uma taxa de 1,13 internações por 10 mil habitantes e em 2011 esse índice subiu para 6,06 internações por 10 mil habitantes.

A única região do Estado a apresentar queda no número de internações foi Barretos, onde a taxa foi de 3,21 internações por 10 mil habitantes em 2008 e 2,94 internações por 10 mil habitantes em 2011.

Na Grande São Paulo foram internados 7.299 motociclistas em 2008 e 10.674 em 2011. Apesar de ser um número bem superior ao de outras regiões, a taxa de internação não é a mais alta, visto que a população da região também é maior. Em 2008 a taxa de internação de motociclistas na região foi 3,72 e em 2011, 5,38, um aumento de 44,72%. Até setembro de 2012 foram internados na região 7.647 motociclistas vítimas de acidentes de trânsito.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

'Casa móvel' mostra cuidados para evitar acidentes domésticos

Projeto tem como objetivo reduzir o número de acidentes dentro de casa e a gravidade dos casos

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo lança nesta quinta-feira, 14 de fevereiro, a casa móvel da “Casa + Segura”. O projeto, parceria com a Associação Médica Brasileira (AMB), tem como objetivo reduzir o número de acidentes domésticos.

A pasta investiu R$ 400 mil para a implantação da carreta e na confecção de materiais de orientação. A carreta vai ficar instalada no Parque do Ibirapuera em São Paulo e a população poderá interagir com ambientes que simulam os perigos encontrados em uma residência.

“Esse tipo de ocorrência vitima especialmente os extremos da idade: crianças e idosos. Muitos cuidados básicos podem evitar problemas importantes. Por exemplo, um tropeção em um tapete mal posicionado, cabos de panelas voltados para fora no fogão, escadas mal iluminadas, brinquedos espalhados.”, alerta Florentino Cardoso, presidente da AMB.

Na Casa + Segura, os instrutores irão acompanhar os visitantes, informando sobre dicas de prevenção e no bem-estar. Duas carretas foram unidas com área total de 38 m² e sete cômodos foram transformados para mostrar como pequenos descuidos podem provocar graves acidentes.

O projeto ficará instalado até 28 de fevereiro na Arena de Eventos (Portão 10 do Parque do Ibirapuera), das 8h às 18h. A entrada é gratuita. As pessoas que visitarem o local receberão uma cartilha com informações sobre segurança e prevenção.

Uma pesquisa realizada pelo Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde aponta que os acidentes são a principal causa externa de morte entre crianças de 1 a 14 anos, representando quase 40% dos óbitos.

Quedas, queimaduras e intoxicações acidentais também são os maiores responsáveis pelas internações entre jovens entre 10 e 14 anos, com 38% dos atendimentos.

"É difícil imaginar que, apesar de todos os avanços alcançados pela medicina e pela saúde pública nos últimos anos, muitas pessoas ainda morram por causas completamente evitáveis. Por isso a iniciativa da Casa + Segura é tão importante. Pequenos cuidados e medidas simples resolveriam grande parte deste problema", afirma José Manoel de Camargo Teixeira, secretário de Estado da Saúde em exercício.

Você sabia?
- Você sabia que as queimaduras, que ocorrem principalmente em acidentes envolvendo produtos de limpeza (álcool, cloro) e utensílios domésticos (panelas), atingem, em 44% das ocorrências, a cabeça, e suas principais vítimas são adultos na faixa entre 20 e 30 anos?

- Você sabia que no Brasil, somente em 2007, foram internadas, vítimas de lesões decorrentes de acidentes domésticos, 55.499 crianças com idade entre zero e nove anos?

- Você sabia que os medicamentos são responsáveis por aproximadamente 43% dos casos de lesões na pele ou urticária, atingindo principalmente adultos entre 21 e 40 anos? Siga as instruções de seu médico ao usar qualquer medicamento e leia a bula.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Acidentes com animais peçonhentos aumentam 30% no período de chuvas

Primeiro atendimento é fator determinante para recuperação, alerta o Instituto Butantan

O Instituto Butantan, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, faz um alerta sobre os cuidados que devem ser tomados para evitar acidentes com animais peçonhentos, principalmente de dezembro a março, quando o tempo se torna mais quente e chuvoso e os acidentes deste tipo crescem em torno de 30%.

É muito importante que as pessoas saibam como proceder nestes casos. Diferentemente do que se costuma ouvir, não se deve amarrar o local do ferimento, já que isto pode produzir necrose e não evita a disseminação do veneno.

Em caso de acidentes com cobras, por exemplo, é recomendável, se possível, lavar o local afetado somente com água e sabão e não passar nenhum outro produto ou medicação. Quanto à ferroada de escorpião, a primeira medida que deve ser adotada é colocar compressas de água morna sobre a ferida. Essas medidas ajudam a aliviar a dor até a chegada ao serviço de saúde mais próximo.

Já em caso de picadas de aranhas e queimaduras de taturanas é importante não mexer no ferimento e procurar atendimento médico imediatamente.

Para evitar estes acidentes, alguns cuidados básicos devem ser adotados, como: manter limpos quintais, jardins e terrenos baldios, não acumulando entulho e lixo doméstico; aparar a grama dos jardins e recolher as folhas caídas; vedar soleiras de portas com saquinhos de areia ou friso de borracha, colocar telas nas janelas, vedar ralos de pia, tanque e de chão com tela ou válvula apropriada; colocar o lixo em sacos plásticos, que devem ser mantidos fechados para evitar aparecimento de baratas, moscas e outros insetos, que são o alimento predileto de escorpiões; examinar roupas, calçados, toalhas e roupas de cama antes de usá-las; andar sempre calçado e usar luvas de raspa de couro ao trabalhar com material de construção, lenha, etc.

“É fundamental que as pessoas sigam essas recomendações em casos de acidentes com animais peçonhentos e procurem, o quanto antes, o serviço médico mais próximo. Isso garantirá o diagnóstico precoce e um tratamento eficaz”, alerta o biólogo e diretor do Museu Biológico, Giuseppe Puorto.

O Hospital Vital Brazil disponibiliza um telefone de orientação em casos de emergência e acidentes com animais peçonhentos. O serviço funciona 24 horas por dia e orienta a população sobre o local mais próximo para atendimento. (11) 2627-9529. Dicas de prevenção também estão disponíveis no site www.butantan.gov.br.

O que fazer em caso de acidentes:
- Lavar o local da picada apenas com água ou com água e sabão;
- Dar bastante água à vítima para manter a hidratação;
- Procurar serviço médico o quanto antes;

O que não fazer em caso de acidentes:
- Fazer torniquetes, ou seja, amarrar o local para evitar a circulação sanguínea; Cortar ou furar o local da picada para tentar extrair o veneno;
- Não passar produtos como manteiga, cremes ou outras substancias gordurosas no local do ferimento;
- Em caso de aparecimento de algum animal peçonhento, tentar removê-lo sem ajuda de um profissional qualificado.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

30 crianças são vítimas de acidentes com escorpiões por dia no Estado de SP

Em 2011, foram mais de 11 mil acidentes; primeiro atendimento é fator determinante para a recuperação

Levantamento realizado pelo Instituto Butantan, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, por intermédio do Hospital Vital Brazil, apontou que no ano de 2011, as crianças foram vítimas de aproximadamente 11 mil acidentes com escorpiões no Estadode São Paulo.

Desse total, foram registrados 40 óbitos de crianças, letalidade 220% maior que a registrada em adultos, com 51 mortes em 46 mil casos. Isso ocorre porque as crianças são mais suscetíveis a lesões mais graves e a ação do veneno do animal.

Para evitar os acidentes, alguns cuidados básicos devem ser adotados, como manter limpos quintais, jardins e terrenos baldios, não acumulando entulho e lixo doméstico (veja mais dicas de prevenção abaixo).

 Em caso de acidentes, a primeira medida que deve ser adotada é realizar compressas de água morna sobre a picada. Isso pode aliviar a dor até a chegada ao serviço de saúde mais próximo. Outro alerta é não usar gelo, água gelada ou álcool, pois podem piorar a dor.

“É fundamental que as pessoas procurem o hospital mais próximo de sua residência. Isso garantirá diagnóstico e tratamento mais eficaz”, relata o diretor-médico do Hospital Vital Brazil, Carlos Medeiros.

 O Hospital Vital Brazil disponibiliza o telefone (11) 2627-9528 de orientação em casos de emergência e acidentes com animais peçonhentos. O serviço funciona 24 horas por dia e orienta a população sobre o local mais próximo para atendimento.

Dicas para evitar acidentes com escorpiões:

·Vedar soleiras de portas com saquinhos de areia ou friso de borracha, colocar telas nas janelas, vedar ralos de pia, tanque e de chão com tela ou válvula apropriada;

·Colocar o lixo em sacos plásticos, que devem ser mantidos fechados para evitar aparecimento de baratas, moscas e outros insetos, alimentos prediletos de escorpiões; examinar roupas, calçados, toalhas e roupas de cama antes de usá-las;

·Andar sempre calçado e usar luvas de raspa de couro ao trabalhar com material de construção, lenha etc.·Aparar a grama dos jardins e recolher as folhas caídas.Mais dicas de prevenção estão disponíveis no site www.butantan.gov.br.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Acidentes em parques de diversões internam 4 por dia em SP

Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde mostra que ao menos uma criança ou adolescente é internada por dia por este motivo

Quatro pessoas são internadas, em média, todos os dias no Estado de São Paulo vítimas de acidentes em playgrounds ou parques de diversões. O dado é da Secretaria de Estado da Saúde, com base nos números de 2011, quando houve 1.641 internações de pessoas que se feriram nesses locais.

Os frequentadores entre 20 e 39 anos são os que mais se acidentaram. Nesta faixa etária foram registradas 584 internações em 2011, o que representa 36% dos casos. Em seguida aparecem adultos entre 40 e 59 anos, com 410 hospitalizações (25%). Entre crianças e adolescentes, com até 19 anos, foram registradas 353 internações (22%), praticamente uma por dia no Estado.

Segundo o supervisor médico do Grupo de Resgate e Atendimento a Urgência (Grau) da Secretaria, Gustavo Feriani, bater no próprio brinquedo ou no mecanismo de proteção, quedas da própria altura ou até a ejeção de um brinquedo podem vitimar adultos nos playgrounds ou parque de diversões.

“Nessas situações, a pessoa está exposta a ocorrência de ferimentos ou até fraturas mais graves em diferentes partes do corpo”, afirma Feriani. Para o especialista, atentar-se ao uso correto do equipamento de proteção dos brinquedos ajuda a evitar acidentes.

Além disso, o médico ainda alerta para a falta de proteção na região da cabeça, sugerindo que, para alguns brinquedos, administradores de parques poderiam adotar, como prevenção, capacetes protetores.

Com relação aos acidentes infantis, Feriani ressalta, especialmente, os perigos da cadeira de balanço. Caso o corpo seja projetado para trás, a criança fica exposta a fraturas da coluna e da região posterior da cabeça. Se for ejetada para frente, são mais frequentes as fraturas e ferimentos no punho, mão, braço, face e cabeça.

Para o supervisor médico, o escorregador também é considerado um local de risco para acidentes com crianças, com quedas de alturas superiores a 1,5m, o que pode provocar múltiplas fraturas, além do rompimento de vísceras, do baço e dos vasos do intestino.

“A melhor recomendação é que um adulto sempre acompanhe as crianças quando estiverem brincando num playground, uma vez que elas não têm noção do perigo e do limite”, avisa Feriani.

Feriani alerta, ainda, para a importância de se manter a vacinação em dia. “Como alguns brinquedos podem não apresentar boa conservação, e terem pontos de ferrugem, essa atitude é essencial para imunizar o paciente contra o tétano”, finaliza.

Das 1.641 internações registradas no ano passado, 76% foram na região de Campinas (1.241). Na sequência está a Grande São Paulo, com 269 hospitalizações (16%).

Saúde promove simulado de atendimento em acidente de trânsito ocorrido na Régis

Atores que se passarem por ‘vítimas’ serão atendidos no Hospital Geral de Itapecerica da Serra, unidade estadual

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo promove nesta quinta-feira, 26 de julho, a partir das 10h, um simulado no Hospital Geral de Itapecerica da Serra, unidade estadual, para atendimento de pacientes vítimas de um grande “acidente de trânsito”, supostamente ocorrido na rodovia Regis Bittencourt

A ação faz parte de ação interna que o hospital está promovendo com o objetivo de capacitar toda a equipe para situações de emergência com múltiplas vítimas, quando ocorre mudança na rotina de atendimento. Cerca de 50 pessoas, entre vítimas e equipe médica, vão participar da ação.

O treinamento vai seguir uma história, como se um acidente de grandes proporções tivesse ocorrido na Regis Bittencourt, envolvendo um caminhão de peso leve, um carro de passeio, um ciclista e sete pedestres em um ponto de ônibus.

A ação acontece no pronto-atendimento do hospital, que fica na rua Guacy Fernandes Domingues, 200, bairro Indu-Mirim, em Itapecerica da Serra.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

SP interna 9 ciclistas por dia vítimas de acidente de trânsito

Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde aponta que 3,4 mil pessoas foram internadas pelo SUS em 2011

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo concluiu um levantamento que indica que a cada dia nove ciclistas são internados em hospitais públicos vítimas de acidentes de trânsito.
“Muitas vezes os ciclistas são atingidos por automóveis ou mesmo por ônibus, o que torna comum a ocorrência de politraumatismo”, diz Jorge dos Santos Silva, chefe do Grupo de Trauma Ortopédico do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do HCFMUSP, unidade ligada à Secretaria de Estado da Saúde.
Segundo o médico, as lesões mais frequentes são os traumatismos cranianos e da coluna vertebral e as fraturas da pelve (bacia), dos ossos do antebraço, do fêmur e da tíbia.
Em 2011 foram 3,4 mil pessoas internadas, gerando um gasto de R$ 3,25 milhões ao SUS (Sistema Único de Saúde) para tratar esses pacientes.
A cada dia, pelo menos um ciclista internado vítima de acidente de trânsito morre no Estado.
Abaixo algumas recomendações de segurança para os ciclistas (Fonte CET-SP):
  • Velocidade: como a bicicleta é o veículo mais frágil, o aumento da velocidade implica o aumento do risco, portanto não é uma boa prática no trânsito;
  • Vias de trânsito rápido: por lei, é proibido o tráfego de bicicletas em vias expressas e rodovias. O tráfego em avenidas apesar de não ser proibido é uma prática pouco segura para o ciclista;
     
  • Calçada: a calçada é de uso exclusivo do pedestres, salvo se o órgão de trânsito liberá-la para o tráfego de bicicletas e para isto a calçada deverá ser sinalizada;
  • Equipamentos de segurança: o capacete é um equipamento de segurança recomendável para o ciclista e é essencial que ele seja de boa qualidade. Além disso, é obrigatório o uso de refletivos nos pedais, laterais, dianteira e traseira da bicicleta. E para melhorar a visibilidade do ciclista pelos demais motoristas, recomenda-se o uso de roupas claras e acessórios refletivos;
  • Tráfego pelo corredor: apesar de ser permitido circular entre veículos parados no “corredor” formado entre os carros junto ao bordo da pista, é necessário ressaltar que o ciclista estará se expondo a um risco muito grande;
  • Conversão à direita: se não pretende realizar esta conversão, o ciclista deve sinalizar e sair do bordo direito da pista, evitando, assim, ser cortado pelos carros que vão virar à direita;
  • Posicionamento no semáforo: é imprescindível que o ciclista se posicione à frente dos carros parados no semáforo, de modo a conseguir reservar seu lugar na pista. Como a bicicleta é definida como veículo (não motorizado), deve se sujeitar a toda sinalização implantada na via.

terça-feira, 19 de junho de 2012

3 de cada 4 acidentes com escorpião ocorrem em área urbana

Dados do Instituto Butantan apontaram que, nos últimos dois anos, foram registradas mais de 10 mil ocorrências desse tipo

Levantamento realizado por pesquisadores do Laboratório de Artrópodes do Instituto Butantan, órgão da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, revelou que 75% dos acidentes com escorpiões ocorrem em áreas urbanas. Entre os anos de 2010 e 2011, dos 13 mil acidentes notificados em São Paulo, 10 mil ocorreram na própria cidade.

Os principais causadores desses acidentes são os escorpiões amarelo e marrom, ambos com fácil adaptação a locais com escassez de saneamento básico e acúmulo de lixo. Além disso, o escorpião amarelo, por exemplo, possui alta capacidade de reprodução, já que a fêmea não precisa do macho para se reproduzir, chegando a cerca de três proles por ano, com média de 20 filhotes por vez.

As principais causas para esses acidentes ocorrerem em grandes cidades são o desmatamento e crescimento desordenado das áreas urbanas. Desta forma, os animais, por terem sido desalojados, procuram abrigo e alimento próximo e dentro das residências.

Alguns cuidados simples podem evitar esse tipo de acidentes com os escorpiões. Vedamento de ralos, caixas de gordura, tanques, soleiras de portas, evitar plantas próximas às paredes das casas, retirar o entulho, evitar acúmulo de telhas acumuladas nos quintais, assim como rebocar as paredes para evitar que eles utilizem as frestas dos tijolos como abrigos, são as principais armas de prevenção do aparecimento desses animais.

“A prevenção, aliada à educação, é a forma mais eficiente de evitar o número de acidentes desse tipo. São práticas simples e que ajudam a diminuir esse alto número de ocorrências com esses animais”, comenta Denise Candido, Bióloga do Laboratório de Artrópodes do Instituto Butantan.

Em caso de acidentes com escorpiões, recomenda-se lavar o ferimento com água e sabão e fazer compressas mornas para alívio da dor até a chegada ao serviço de saúde mais próximo. Diferentemente do que pregam os mitos, torniquete, corte na região da picada, sugar o veneno ou ingerir qualquer tipo de garrafada não resolve o problema, tampouco são ações recomendadas.

O Hospital Vital Brazil funciona dentro do Instituto Butantan e é especializado no tratamento de acidentes por animais peçonhentos, disponibilizando à população assistência médica gratuita e orientação telefônica 24 horas por dia. Para mais informações, basta acessar o portal http://www.butantan.gov.br/ ou ligar para (11) 2627-9529 e (11) 2627-9528.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Acidentes de trabalho matam 38 pessoas por mês em SP

Levantamento inédito também aponta que, somente em 2011, mais de 55,4 mil acidentes com trabalhadores foram notificados no Estado

Os dados são da Divisão de Saúde do Trabalhador da Vigilância Sanitária Estadual, com base nas notificações feitas ao Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação). Do total de 55,4 mil acidentes de trabalho notificados no estado em 2011, 464 foram fatais.

Entre os principais tipos de acidentes estão os graves ou fatais em menores de 18, que respondem por 48% das notificações, seguido das intoxicações por causas externas (25,5%) e dos acidentes provocados por material biológico (20,1%). Câncer relacionado ao trabalho, transtorno mental e perda auditiva induzida por ruído também estão entre os acidentes apontados.

Em relação aos óbitos, as principais causas são os acidentes de trânsito, as quedas de edifícios, exposição à corrente elétrica e o impacto causado por objetos lançados, projetados ou em quedas.

Das 1.752 mortes notificadas no Estado desde 2006, 1.274 foram trabalhadores entre 20 e 49 anos. Desse total, 1.649 eram homens e 103 mulheres.

“Os acidentes de trabalho podem ser evitados se houver controle dos ambientes e das condições oferecidas ao trabalhador. Por isso, a investigação dos acidentes tem como principio prevenir que outros, iguais ou semelhantes, se repitam”, diz Simone Alves dos Santos, diretora Técnica da Divisão de Saúde do Trabalhador da Vigilância Sanitária Estadual.

Todos os casos de acidentes de trabalho, classificados como de notificação compulsória, devem ser comunicados aos gestores municipais de saúde, por meio de uma ficha de investigação do Sinan, que deverá ser preenchida por um profissional de saúde do serviço de atendimento, com o diagnóstico clínico. A notificação também deve ser comunicada à Previdência Social, por meio da abertura de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT).

quinta-feira, 1 de março de 2012

Acidentes com motos provocam 45% dos casos de fratura na clavícula

Em decorrência dos acidentes, pacientes ficaram cerca de 2 meses afastados do trabalho, revela estudo do Hospital das Clínicas

Levantamento feito pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP revela que 45% dos casos cirúrgicos de fraturas de clavícula são provocados por acidentes de moto. Desde maio de 2010, o Instituto de Ortopedia e Traumatologia do HC avaliou 33 pacientes com fratura da clavícula com indicação cirúrgica.

Segundo o ortopedista responsável pelo estudo, Fernando Brandão, este tipo de fratura é mais comum em jovens, pois é a faixa etária que mais se expõe a acidentes pessoais, como traumas automobilísticos e esportivos. Ele ainda explica que, “em geral, são casos de jovens que andam de moto e, no momento da queda, sofrem um impacto da região superior e lateral do ombro contra o solo, levando à fratura”.

Do grupo acompanhado na pesquisa, todos os acidentados usavam a moto como meio de transporte e ficaram, em média, dois meses afastados do trabalho. O estudo é realizado com um tipo específico de fratura da clavícula e avalia os casos submetidos ao tratamento cirúrgico.

A fratura da clavícula é causada por traumatismos de média intensidade e, além dos acidentes de moto, é encontrada frequentemente em traumas esportivos e acidentes domésticos. Em geral, é um tipo de fratura que não deixa seqüelas, mas é necessária a realização de fisioterapia e um período de afastamento das atividades habituais para a recuperação.

Segundo Brandão, a prevenção desses acidentes é difícil, e uma direção mais cautelosa por parte dos motociclistas e motoristas poderia evitar um grande número de fraturas da clavícula e outros tipos de lesões.