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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Homens jovens são principais vítimas de acidentes de trânsit

Pessoas do sexo masculino entre 20 e 29 anos de idade representaram um em cada cinco dos condutores internados por acidentes em 2012

Levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que 22% das internações de vítimas envolvidas em acidente de trânsito em hospitais do SUS (Sistema Único de Saúde) paulista em 2012 foram de homens do sexo masculino com idade entre 20 e 29 anos.

Das 3.863 internações de condutores ou passageiros de veículos de passeio, 881 se encaixaram nesse perfil.  Lembrado nesta quinta-feira, 25 de julho, o Dia do Motorista serve de alerta para que acidentes e mortes no trânsito sejam evitados.

Segundo Ricardo Vanzetto, gerente médico do Grau (Grupo de Resgate e Atendimento às Urgências), da Secretaria, o consumo de bebidas alcoólicas e o uso de estimulantes estão entre os principais responsáveis pelos acidentes que vitimam jovens do sexo masculino. “Dormir pouco, fumar demais e comer mal são combinações perigosas que colocam em risco à vida de jovens motoristas”, explica.

Em segundo lugar no ranking de internações, estão homens com idades entre 30 e 39 anos. Foram 636 no mesmo período. Em seguida vêm os adultos de 40 a 49 anos (379 internações).

As mulheres de 20 a 29 anos aparecem em quarto lugar do ranking, com 282 internações em 2012.
O médico do Grau explica que, na maioria dos casos, as vítimas de acidente no trânsito ficam presas nas ferragens dos veículos, sofrem fraturas nos membros e traumas no tórax. “No caso de obesos, por exemplo, há risco de infarto e AVC”, completa.

Veja 5 dicas que ajudam a evitar os acidentes com motoristas:

- Não consumir bebida alcoólica de maneira nenhuma se for dirigir
- Evitar o uso de estimulantes
- Realizar paradas para descanso a cada três horas de direção
- Ingerir líquidos para favorecer a hidratação do corpo
- Manter alimentação saudável e equilibrada

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Um em cada cinco adolescentes com Aids abandona o tratamento

Levantamento do Instituto de Infectologia Emílio Ribas aponta que jovens não frequentam as consultas médicas por falta de estrutura familiar; projetos dão alternativas para a adesão dos pacientes

Levantamento do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e referência no tratamento de HIV/Aids para a América Latina, acendeu o “sinal amarelo” entre os médicos: um em cada cinco dos adolescentes com Aids acompanhados pelo hospital abandonou o tratamento em 2012. O preconceito com a doença e a negligência dos pais são os principais motivos.

         O estudo avaliou 581 adolescentes em tratamento na unidade, com idade entre 12 e 17 anos. Desse total, 131 está há pelo menos seis meses sem agendar uma consulta médica ou comparecer a um retorno. Entre eles, 71 são do sexo masculino e 60 do sexo feminino. A maioria foi infectada pela mãe durante o parto (transmissão vertical).

Segundo a médica Marinella Della Negra, infectologista do Emílio Ribas, os motivos que levam esses jovens a abandonar o tratamento estão ligados às características da adolescência. “Quando entram na adolescência, questionam por que precisam tomar o remédio mesmo quando se sentem fisicamente bem. O remédio representa a doença, por isso, não tomar é esquecer que a tem”, explica.

A rotina social e o preconceito é um desafio para diversos pacientes dessa faixa etária. A médica explica que o fato de ir ao hospital periodicamente e ter que tomar os remédios muitas vezes causa desconforto ao jovem. “Além de atrapalhar os compromissos como escola, cursos ou outras atividades, esse adolescente se sente envergonhado em explicar aos colegas e professores o porquê vai com tanta frequência ao hospital pegar remédio”, complementa.

Segundo a infectologista, o ambiente familiar contribui bastante para a não adesão ao tratamento. “Os adolescentes que seguem o tratamento normalmente são os que convivem em um ambiente familiar e social de equilíbrio, com diálogos e apoio em casa”, salienta, acrescentando que os jovens que abandonam o tratamento geralmente não estão em dia com os estudos e têm de lidar não só com o drama da doença, mas também com outros dramas familiares como alcoolismo, divórcio e agressões.

Para Robério Carneiro Jr, médico do ambulatório pediátrico do hospital, um dos principais motivos desses jovens em não aderir aos antirretrovirais é a negligência por parte da mãe. “Existem casos em que a mãe tem problema psicológico e barra o uso de remédios do adolescente. Algumas mães simplesmente não supervisionam se o filho está tomando a medicação de forma correta”, alerta.

Segundo o infectologista há também jovens que tem problemas psicológicos e não conseguem aderir e dar continuidade ao acompanhamento médico. Problemas clínicos, que geram mal estar também atrapalham. Em alguns casos, a religião desestabiliza e tira o foco do jovem do tratamento quando ele é influenciado a deixar os medicamentos por uma falsa ilusão de cura por meio da fé.

O serviço social do Instituto Emílio Ribas faz uma busca ativa pelos adolescentes que não frequentam a unidade há mais de três meses. Devido ao índice de abandono, a instituição criou um programa para acrescer e conservar a adesão dos jovens em tratamento. O projeto chama- se VIDA (Vivendo a Integração da Adesão), que tem como objetivo acompanhar o jovem durante o tempo que ele está no hospital.

Para assegurar que o adolescente cumpra toda a sua rotina médica e trabalhe o seu lado psicológico e social, o programa estabelece um canal com o jovem por meio de uma sala multidisciplinar, equipada com computadores, livros, cartilhas e o jogo de tabuleiro ‘Vida’, idealizado por jovens em tratamento, que faz uma alusão à vida de uma pessoa com HIV. A atividade consiste em mostrar que a cada etapa cumprida do tratamento, o jogador avança casas e conquista novos valores, inclusive qualidade de vida.

O voluntariado do hospital também participa ativamente com o Programa de Adesão Poder Jovem Institucional, que visa integrar jovens e estabelecer a  oportunidade de trocar experiências e dividir suas dúvidas e angústias, seja por vergonha ou medo. O projeto auxilia a descoberta de características individuais e potenciais de cada paciente para solucionar desafios do dia a dia e mostrar a esse jovem que ele pode ter uma vida como a de qualquer outro adolescente na sua idade.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Adolescentes com HIV tratados no Emílio Ribas ganham viagem a Campos do Jordão

Embarque ocorre hoje, sexta-feira; além de lazer, pacientes vão conhecer a história da região e sua relação com o médico sanitarista Emílio Ribas, que deu nome ao hospital centenário na capital

Hoje, 14 de setembro, um grupo de jovens com HIV/Aids tratados no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo referência em tratamento de doenças infectocontagiosas, trocarão suas consultas médicas por um final de semana turístico na cidade de Campos do Jordão, no interior paulista.

Além de lazer, os pacientes poderão conhecer de perto a história da região e sua relação com o médico sanitarista Emílio Ribas, que dá nome ao hospital estadual centenário da capital paulista. O embarque acontece a partir das 14h, em frente ao instituto.

Cerca de 30 jovens participantes do grupo chamado “Poder Jovem”, com idade entre 13 e 18 anos, participarão durante este final de semana da excursão organizada e programada pelo grupo de Voluntariado do hospital.

No roteiro da viagem estão programados passeios pelos principais pontos históricos da cidade: Palácio Boa Vista, Auditório Claudio Santoro, museus, bondinho e a estrada de ferro, idealizada por Emílio Ribas para transportar pacientes com Tuberculose no início do século passado.

Os adolescentes contraíram o vírus por meio de transmissão vertical, pela mãe no momento do parto, e são tratados no hospital Emílio Ribas desde a infância.

Muitos deles são órfãos ou acamados e recebem o apoio educacional, psicológico e de desenvolvimento dentro do projeto. “Somos uma família para eles. É aqui que eles se desenvolvem, buscam apoio e aprendem a lidar com a doença e suas descobertas”, afirma Sandra Santos, coordenadora do grupo.

Segundo Glória Bruneti, diretora do Voluntariado do hospital, que administra o grupo de jovens, a excursão para Campos do Jordão, além de tirar os pacientes da rotina hospitalar, será valiosa e inesquecível na vida desses adolescentes.

“Estamos formando cidadãos. Será um momento cultural e de reflexão sobre a vida, bem como o aprendizado sobre a obra do Patrono da Saúde Pública de São Paulo”.

O Instituto de Infectologia Emílio Ribas fica na avenida Dr. Arnaldo, 165, zona oeste da capital.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Triplica obesidade entre jovens paulistas em 30 anos


Pesquisa do Instituto Dante Pazzanese teve como base registros de informações de 2,54 milhões de homens alistados no serviço militar no Estado de São Paulo entre 1978 e 2008

Estudo realizado pela divisão de nutrição clínica do Instituto Dante Pazzanese, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo referência em cardiologia, aponta que, em 30 anos, triplicou o número de homens obesos no Estado.

A pesquisa foi realizada com 2,54 milhões de homens, moradores do Estado de São Paulo, em início da vida adulta, alistados no serviço militar entre os anos de 1978 e 2008.

No final dos anos 1970, apenas 0,9% dos alistados no Exército que fizeram a primeira medição eram classificados como obesos. Em 2008 a taxa dos jovens na faixa de obesidade subiu para 2,8%.

De acordo com Daniel Magnoni, médico da Divisão de Nutrição Clínica do Instituto Dante Pazzanese e um dos coordenadores da pesquisa, explica que, entre os fatores que justificam o aumento da obesidade no universo masculino está o estímulo do aleitamento artificial em detrimento do aleitamento materno.

Além disso, a elevação do sedentarismo durante a infância e a juventude, o maior consumo de fast-food e a mudança do perfil nutricional da família brasileira também contribuíram para o crescimento da obesidade no universo masculino.

“O jovem brasileiro deixou de comer arroz e feijão para se alimentar mais de massas e de doces”, afirma Magnoni.

Entre medidas sugeridas pelo especialista para controlar o avanço da doença na população paulista está a implantação da educação nutricional na pré-escola, o aumento da realização da atividade física e a desoneração de imposto dos alimentos mais saudáveis, como frutas e verduras.

A obesidade é definida para pessoas que tem o índice de massa corpórea maior do que 30. Esse índice é calculado através da divisão do peso pela altura, elevada ao quadrado (IMC=P/H²).

Além de diminuir a qualidade e a expectativa de vida, a obesidade aumenta o risco do desenvolvimento de diabetes, hipertensão, doenças coronariana e acidentes vasculares.

A pesquisa será apresentada nesta quinta-feira, 31 de maio, durante a realização da “Semana Obesidade Zero”, evento promovido pelo Dante Pazzanese para orientar e conscientizar a população e os profissionais da saúde sobre os perigos e tratamentos da doença.

O Instituto Dante Pazzanese fica na avenida Dante Pazzanese, 500, Ibirapuera, zona sul da capital.