Pessoas do sexo masculino entre 20 e 29 anos de idade representaram um em cada cinco dos condutores internados por acidentes em 2012
Levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que 22% das internações de vítimas envolvidas em acidente de trânsito em hospitais do SUS (Sistema Único de Saúde) paulista em 2012 foram de homens do sexo masculino com idade entre 20 e 29 anos.
Das 3.863 internações de condutores ou passageiros de veículos de passeio, 881 se encaixaram nesse perfil. Lembrado nesta quinta-feira, 25 de julho, o Dia do Motorista serve de alerta para que acidentes e mortes no trânsito sejam evitados.
Segundo Ricardo Vanzetto, gerente médico do Grau (Grupo de Resgate e Atendimento às Urgências), da Secretaria, o consumo de bebidas alcoólicas e o uso de estimulantes estão entre os principais responsáveis pelos acidentes que vitimam jovens do sexo masculino. “Dormir pouco, fumar demais e comer mal são combinações perigosas que colocam em risco à vida de jovens motoristas”, explica.
Em segundo lugar no ranking de internações, estão homens com idades entre 30 e 39 anos. Foram 636 no mesmo período. Em seguida vêm os adultos de 40 a 49 anos (379 internações).
As mulheres de 20 a 29 anos aparecem em quarto lugar do ranking, com 282 internações em 2012.
O médico do Grau explica que, na maioria dos casos, as vítimas de acidente no trânsito ficam presas nas ferragens dos veículos, sofrem fraturas nos membros e traumas no tórax. “No caso de obesos, por exemplo, há risco de infarto e AVC”, completa.
Veja 5 dicas que ajudam a evitar os acidentes com motoristas:
- Não consumir bebida alcoólica de maneira nenhuma se for dirigir
- Evitar o uso de estimulantes
- Realizar paradas para descanso a cada três horas de direção
- Ingerir líquidos para favorecer a hidratação do corpo
- Manter alimentação saudável e equilibrada
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quinta-feira, 25 de julho de 2013
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Amputações por acidente de trânsito dobram em SP
Levantamento do Hospital das Clínicas revela que membros inferiores são os mais atingidos; acidentes com moto são a principal causa
Levantamento do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, maior complexo hospitalar da América Latina, ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, aponta que o número de amputados em seu Instituto de Ortopedia e Traumatologia em decorrência de acidentes de trânsito teve aumento de 100% em 2011, quando foram registrados 13 casos, para 2012, em que houve 26 casos.
Segundo o ortopedista e coordenador do grupo de trauma do instituto, Kodi Kojima, a maioria destes casos acontece nos membros inferiores e 80% são causados por motos.
Ainda segundo o levantamento, dos esmagamentos de membros, cerca de 80% são passiveis de reconstrução, 10% sofrem amputação imediata (no local do acidente), e nos outros 10% há uma tentativa inicial de preservação dos membros, mas eles acabam sendo amputados durante a hospitalização.
“Durante a internação, esses pacientes passam em média por três procedimentos cirúrgicos, e nos dois anos subsequentes, 60% necessitam de reinternação e mais cirurgias”, diz Kodi. Das vítimas, 40% voltam a ter um nível funcional bom e 30%, muito ruim.
Para Kojima, além dos problemas físicos, há os psicossociais. “Esses indivíduos podem passar por um ou mais do que se chama os ‘4Ds’ do amputado: divorciado, deprimido, desempregado e desmoralizado”, explica.
Mulheres, idosos, fumantes, e pessoas com doenças prévias podem ter maior probabilidade de apresentar complicações neste tipo de trauma. “Além do impactos físicos e psicossociais causados, o custo de amputar um membro ao longo da vida pode chegar a R$ 500 mil, entre próteses, retornos médicos e reabilitação”, conclui o especialista.
Levantamento do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, maior complexo hospitalar da América Latina, ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, aponta que o número de amputados em seu Instituto de Ortopedia e Traumatologia em decorrência de acidentes de trânsito teve aumento de 100% em 2011, quando foram registrados 13 casos, para 2012, em que houve 26 casos.
Segundo o ortopedista e coordenador do grupo de trauma do instituto, Kodi Kojima, a maioria destes casos acontece nos membros inferiores e 80% são causados por motos.
Ainda segundo o levantamento, dos esmagamentos de membros, cerca de 80% são passiveis de reconstrução, 10% sofrem amputação imediata (no local do acidente), e nos outros 10% há uma tentativa inicial de preservação dos membros, mas eles acabam sendo amputados durante a hospitalização.
“Durante a internação, esses pacientes passam em média por três procedimentos cirúrgicos, e nos dois anos subsequentes, 60% necessitam de reinternação e mais cirurgias”, diz Kodi. Das vítimas, 40% voltam a ter um nível funcional bom e 30%, muito ruim.
Para Kojima, além dos problemas físicos, há os psicossociais. “Esses indivíduos podem passar por um ou mais do que se chama os ‘4Ds’ do amputado: divorciado, deprimido, desempregado e desmoralizado”, explica.
Mulheres, idosos, fumantes, e pessoas com doenças prévias podem ter maior probabilidade de apresentar complicações neste tipo de trauma. “Além do impactos físicos e psicossociais causados, o custo de amputar um membro ao longo da vida pode chegar a R$ 500 mil, entre próteses, retornos médicos e reabilitação”, conclui o especialista.
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