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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Amputações por acidente de trânsito dobram em SP

Levantamento do Hospital das Clínicas revela que membros inferiores são os mais atingidos; acidentes com moto são a principal causa

          Levantamento do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, maior complexo hospitalar da América Latina, ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, aponta que o número de amputados em seu Instituto de Ortopedia e Traumatologia em decorrência de acidentes de trânsito teve aumento de 100% em 2011, quando foram registrados 13 casos, para 2012, em que houve 26 casos.

         Segundo o ortopedista e coordenador do grupo de trauma do instituto, Kodi Kojima, a maioria destes casos acontece nos membros inferiores e 80% são causados por motos.

         Ainda segundo o levantamento, dos esmagamentos de membros, cerca de 80% são passiveis de reconstrução, 10% sofrem amputação imediata (no local do acidente), e nos outros 10% há uma tentativa inicial de preservação dos membros, mas eles acabam sendo amputados durante a hospitalização.

         “Durante a internação, esses pacientes passam em média por três procedimentos cirúrgicos, e nos dois anos subsequentes, 60% necessitam de reinternação e mais cirurgias”, diz Kodi. Das vítimas, 40% voltam a ter um nível funcional bom e 30%, muito ruim.

         Para Kojima, além dos problemas físicos, há os psicossociais. “Esses indivíduos podem passar por um ou mais do que se chama os ‘4Ds’ do amputado: divorciado, deprimido, desempregado e desmoralizado”, explica.

         Mulheres, idosos, fumantes, e pessoas com doenças prévias podem ter maior probabilidade de apresentar complicações neste tipo de trauma. “Além do impactos físicos e psicossociais causados, o custo de amputar um membro ao longo da vida pode chegar a R$ 500 mil, entre próteses, retornos médicos e reabilitação”, conclui o especialista.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Casos de pedra no rim crescem 30% no verão

Problema atinge duas vezes mais homens do que mulheres; cuidados com a alimentação ajudam a evitar a doença

Levantamento do Centro de Referência da Saúde do Homem, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, aponta que entre os meses de janeiro e março, o número de atendimentos aos pacientes com quadros de cálculos renais aumenta 30%.

O problema é mais comum no verão, pois as pessoas transpiram mais e acabam ingerindo menos líquido do que o necessário para hidratar o corpo.

Além disso, na época de férias, os cuidados com a alimentação costumam ser deixados de lado e a ingestão de alimentos industrializados e de petiscos como amendoim, castanha do Pará, calabresa e camarão facilitam a formação das pedras.

O urologista Fábio Vicentini, médico chefe do ambulatório de litíase (cálculo) renal, explica que estas refeições são ricas em sódio e cálcio e devem ser consumidas com moderação, principalmente por indivíduos propensos a doença, que atinge duas vezes mais os homens do que as mulheres.

Os frutos do mar ainda contêm altas doses de ácido úrico, um dos responsáveis pelo desenvolvimento dos cálculos renais.

A obesidade também está ligada ao problema, já que os pacientes com índice de massa corporal elevado podem apresentar mais cálcio e ácido úrico na urina.

A recomendação para combater a doença ao longo do ano todo, portanto, é ingerir bastante água – em torno de dois litros por dia –, e outros líquidos como os sucos naturais de melão, laranja e limão. Estas frutas contém citrato, substância que contribui para o bom funcionamento renal.

Além disso, é importante reforçar que o sal (cloreto de sódio) continua sendo o maior vilão dos rins. Use o mínimo possível do tempero no preparo dos alimentos e, sempre que possível, dê preferência as ervas naturais – salsinha, cebolinha, limão e orégano, por exemplo – que adicionam sabor e aroma as refeições. Os especialistas ainda alertam que o famoso chá de quebra-pedra não faz milagres.

“O que ajuda a dissolver e eliminar a pedra é a água do chá e não suas folhas. É importante tomar cuidado ao preparar estas bebidas, pois as ervas podem causar intoxicação se utilizadas em excesso”, ressalta o urologista Cláudio Murta, coordenador do hospital.

Em torno de 15% da população apresenta cálculos renais. Em 85% dos casos as pedras são pequenas e expelidas naturalmente, pela urina. O restante dos pacientes apresenta dores fortes e infecções e necessita de tratamento medicamentoso ou de intervenção cirúrgica. A chance de reincidência da doença também é grande – metade dos doentes volta a ter e alguns sofrem ainda pela terceira vez.

“Por isto é extremamente importante que os pacientes que tiveram cálculo renal procurem o médico para fazer o acompanhamento e evitar novas crises”, finaliza Vicentini.