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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Homens que implantam prótese peniana fazem sucesso com suas parceiras


82% das mulheres entrevistadas em estudo inédito do ‘Hospital do Homem’ se disseram satisfeitas; índice foi inclusive maior que o dos homens que passaram pelo procedimento

Levantamento inédito realizado pelo Centro de Referência em Saúde do Homem, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo gerenciada em parceria com a SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), na capital paulista, apontou que 82% das parceiras dos homens com implante peniano estão satisfeitas sexualmente com o resultado das próteses. A satisfação masculina com a prótese alcançou 75% de aprovação.

A pesquisa foi realizada ao longo de dois anos e quatro meses, com depoimentos de 99 pacientes tratados no hospital estadual e que se submeteram ao procedimento, como opção de tratamento, devido disfunção erétil por causas orgânicas. Os implantes são realizados gratuitamente para os pacientes.

Esta é a primeira pesquisa nacional de satisfação com o implante de prótese do tipo semirrígida. A análise dos dados também verificou que os níveis de infecção para este tipo de procedimento foram bem abaixo do que é previsto na literatura médica, cerca de 3%, sendo que se espera entre 5 a 7%. O Centro de Referência em Saúde do Homem é uma unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo gerenciada pela SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina).

Além do alto índice de aprovação feminina, 66% dos homens afirmaram estarem satisfeitos com o tamanho do pênis com a prótese. Os urologistas explicam que o percentual é positivo e que está dentro da expectativa para este tipo de implante.

“A pesquisa trouxe dados formidáveis do trabalho altamente especializado oferecido pelo nosso centro. Os resultados são satisfatórios não só para o homem e sua parceira, como também para toda equipe empenhada em oferecer o que há de mais atual no campo do tratamento da disfunção erétil”, afirma o coordenador do ambulatório de disfunção erétil, o urologista Alcides Mosconi.

Questionadas sobre a satisfação sexual antes da cirurgia, 56,25% das mulheres responderam estar insatisfeitas. A pesquisa também avaliou se recomendariam o tratamento para outros pacientes. Do total de entrevistados, 92% dos homens responderam que sim e 87,5% das mulheres também endossaram a recomendação.

Neste grupo de pacientes com implante peniano, foram entrevistados homens com idade mínima de 45 anos e máxima de 83 anos. Muitos tinham doenças associadas como cardiopatias e diabetes, além de pacientes que sofreram a retirada da próstata em razão do câncer.

O implante peniano é uma opção de tratamento para homens que sofrem de disfunção erétil grave. É uma forma definitiva, que substitui o mecanismo natural de ereção por uma prótese artificial que promove ereção.
O implante faz com que o homem volte a manter relações sexuais com ejaculação e orgasmos normais.

No Centro de Referência em Saúde do Homem, é utilizado implante de prótese do tipo semirrígida, que permite colocá-la em qualquer posição enquanto mantém uma ereção suficiente para a relação sexual. O implante peniano é uma opção para os casos graves, pois elimina os gastos com medicamentos orais, ou injetáveis, além de oferecer uma ereção duradoura, sendo uma solução a longo prazo. A cirurgia de implante peniano é irreversível, pois destrói os tecidos cavernosos do membro.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Homens jovens são principais vítimas de acidentes de trânsit

Pessoas do sexo masculino entre 20 e 29 anos de idade representaram um em cada cinco dos condutores internados por acidentes em 2012

Levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que 22% das internações de vítimas envolvidas em acidente de trânsito em hospitais do SUS (Sistema Único de Saúde) paulista em 2012 foram de homens do sexo masculino com idade entre 20 e 29 anos.

Das 3.863 internações de condutores ou passageiros de veículos de passeio, 881 se encaixaram nesse perfil.  Lembrado nesta quinta-feira, 25 de julho, o Dia do Motorista serve de alerta para que acidentes e mortes no trânsito sejam evitados.

Segundo Ricardo Vanzetto, gerente médico do Grau (Grupo de Resgate e Atendimento às Urgências), da Secretaria, o consumo de bebidas alcoólicas e o uso de estimulantes estão entre os principais responsáveis pelos acidentes que vitimam jovens do sexo masculino. “Dormir pouco, fumar demais e comer mal são combinações perigosas que colocam em risco à vida de jovens motoristas”, explica.

Em segundo lugar no ranking de internações, estão homens com idades entre 30 e 39 anos. Foram 636 no mesmo período. Em seguida vêm os adultos de 40 a 49 anos (379 internações).

As mulheres de 20 a 29 anos aparecem em quarto lugar do ranking, com 282 internações em 2012.
O médico do Grau explica que, na maioria dos casos, as vítimas de acidente no trânsito ficam presas nas ferragens dos veículos, sofrem fraturas nos membros e traumas no tórax. “No caso de obesos, por exemplo, há risco de infarto e AVC”, completa.

Veja 5 dicas que ajudam a evitar os acidentes com motoristas:

- Não consumir bebida alcoólica de maneira nenhuma se for dirigir
- Evitar o uso de estimulantes
- Realizar paradas para descanso a cada três horas de direção
- Ingerir líquidos para favorecer a hidratação do corpo
- Manter alimentação saudável e equilibrada

segunda-feira, 18 de março de 2013

1 em cada 4 homens com mais de 50 anos tem problema na próstata

A partir dos 80 anos, o aumento benigno do órgão atinge mais de 90% dos pacientes; exame de toque ainda é “rejeitado”

Levantamento realizado no ambulatório de urologia do Centro de Referência da Saúde do Homem, órgão da Secretaria de Estado da Saúde, mostra que 25% dos homens com mais de 50 anos tem a chamada hiperplasia prostática benigna, ou seja, o aumento benigno da próstata. A partir dos 65 anos, este número cresce para 30% e, após os 80 anos, a taxa de incidência da doença chega a 90%.

A próstata é responsável pela produção do esperma e pesa cerca de 20 gramas. O crescimento da glândula é normal ao longo dos anos, entretanto, quando as células prostáticas invadem os tecidos vizinhos, a bexiga e a uretra ficam comprimidas e provocam o primeiro sintoma da doença, que é a dificuldade em urinar.

A capacidade de retenção da bexiga também é reduzida e o doente passa a sentir necessidade de ir ao banheiro com mais frequência, principalmente à noite.

“O homem precisa levantar várias vezes durante a noite para urinar. De dia, as pausas também são constantes e podem prejudicar o rendimento no trabalho ou impedir uma viagem distante, por exemplo. A doença acaba comprometendo a sua qualidade de vida”, destaca o médico coordenador do serviço Cláudio Murta.

O problema pode ser hereditário – pai ou irmão com a hiperplasia representam três vezes mais chances de desenvolvimento da doença – e está ligado, ainda, a alta ingestão de gorduras.

O diagnóstico é realizado por meio do teste de PSA (antígeno prostático específico), exame laboratorial que mede os níveis desta substância e serve como um marcador biológico, além do exame físico da próstata, conhecido por “toque”.

“É importante ressaltar que nenhum homem vai sentir dor diretamente na próstata, por isto é fundamental a realização do check-up anual a partir dos 45 anos de idade”, ressalta o especialista.

Exame de toque: 20% ainda recusam
Em 2011, mais de 15 mil homens com idade entre 45 e 70 anos passaram em consultas médicas com os grupos de oncologia e patologias da próstata no hospital. Deste total, cerca de 80% já conheciam o exame e sua importância na detecção precoce das doenças da próstata, e aceitaram a atuação do especialista. Os 20% restantes, cerca de três mil pacientes, não fizeram o exame.

 Os especialistas relacionam o resultado da pesquisa a questões culturais, que ainda associam o homem ao único provedor da família, forte e imune às doenças.

“Podemos afirmar que os homens estão mais conscientes e, por influência da esposa e dos filhos, buscam mais ajuda médica. Mesmo assim, eles ainda vivem menos do que as mulheres. Nosso trabalho é acabar com a insegurança criando uma relação de confiança com estes pacientes”, exemplifica Murta.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Homens com câncer ganham ensaio fotográfico e fazem desfile de moda

Iniciativa do Icesp, a primeira voltada a pessoas do sexo masculino, visa elevar a autoestima e o bem-estar dos pacientes; ação acontece nesta sexta-feira

O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), unidade ligada à Secretaria de Estado da Saúde, promove nesta sexta-feira, 23 de novembro, a partir das 10h30, seu primeiro desfile de moda voltado exclusivamente aos homens em tratamento oncológico. O evento, intitulado “Agora é que são Eles”, visa alertar sobre a importância para a prevenção de tumores que atinge essa população, em especial o câncer de próstata.

 Os modelos, todos pacientes do Icesp, serão especialmente produzidos para o desfile, com direito a sessão de maquiagem e fotos, feitos por profissionais especializados. Todos receberão, de presente, um ensaio fotográfico. O objetivo da ação, que contará com apresentação do ator Carlos Machado, é demonstrar a força dos que lutam contra a doença, chamando a atenção, de maneira descontraída, para a saúde do homem, importância da prevenção e realização dos exames de diagnóstico precoce, além do valor da adesão ao tratamento.

A atividade também contará com apresentações musicais e poesias, que foram elaboradas com a ajuda de familiares dos participantes, contando sobre uma passagem marcante da vida destes pacientes-modelos. Os contos serão narrados no momento em que cada um dos pacientes começar a cruzar a passarela.

“A luta contra o câncer envolve a reestruturação do paciente sob diversos aspectos. A proposta da ação é mostrar que, muito além do que pregam os estereótipos, é possível ser feliz e redescobrir a beleza mesmo durante o tratamento”, afirma Maria Helena da Cruz Sponton, coordenadora de Humanização do Icesp.

 O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo fica na avenida Doutor Arnaldo, 251 – Cerqueira César (próximo à Estação Clínicas do Metrô).

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

1 em cada 5 homens fazem uso inadequado de estimulante sexual

Estudo foi realizado no Centro de Referência em Saúde do Homem, maior serviço público de urologia do Estado

O desejo de melhorar o desempenho sexual leva jovens de 20 a 35 anos a utilizarem medicamentos para disfunção erétil de maneira irregular, ou seja, sem indicação de um especialista. É o que aponta o levantamento inédito realizado no ambulatório de sexualidade do Centro de Referência em Saúde do Homem, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, na zona sul da capital paulista.

A unidade atende mais de 300 homens por mês com problemas sexuais e cerca de 20% deste total afirma já ter feito o uso de estimulantes sexuais, pelo menos uma vez, sem prescrição médica.

 Na hora da consulta, as explicações são sempre as mesmas: curiosidade, vontade de aprimorar a “performance” sexual e, claro, o receio de falhar na “hora H”.

No entanto, o médico chefe do serviço de urologia do hospital, Joaquim Claro, explica que os comprimidos não apresentam resultados para grande parte dos homens. “A medicação não é instantânea e muito menos mágica como acreditam os pacientes. Se o indivíduo já é saudável, o pênis dele não vai ficar ainda mais rígido após o consumo. Portanto, não vai haver mudança no desempenho”.

 Ele alerta que os estimulantes sexuais podem causar dores de cabeça e musculares, diarreia, alergias, visão dupla e, em casos mais severos, até cegueira. Os pacientes cardiopatas também não podem ingerir este tipo de medicamento, considerado um vasodilatador, principalmente sem supervisão médica. Somente o especialista pode diagnosticar a necessidade de uso e, ainda, o melhor método, conforme critérios como idade, histórico familiar e condição financeira.

 “Os efeitos colaterais são perigosos, mas há ainda o risco da dependência psicológica. O homem passa a supervalorizar a droga e liga o seu próprio desempenho sexual ao uso do remédio. Esta atitude gera um grau elevado de ansiedade e o paciente fica com medo de não ter mais relações satisfatórias se não contar com a ajuda medicamentosa”, destaca Claro.

A prática de atividade física é uma maneira saudável e eficaz de melhorar a atuação na hora do sexo, segundo os médicos. Os exercícios contribuem com o condicionamento físico, melhoram a circulação sanguínea e aumentam resistência trabalhando as regiões do peito, ombros, braços e pernas, além de elevar a autoestima.

Conheça outras atitudes importantes para manter uma vida sexual ativa e segura, segundo sugestões de especialistas do “Hospital do Homem”:

- Proteja o seu corpo
Use camisinha nas relações sexuais e evite o contato com as doenças sexualmente transmissíveis. Não deixe de visitar o médico pelo menos uma vez ao ano para realização de check-up e dos exames preventivos.

- Converse sobre sexo
Tenha um bom diálogo com o seu parceiro. A confiança é importante para que o sexo satisfaça plenamente o casal.

- Prepare o ambiente
A pressão psicológica e os problemas do dia a dia podem atrapalhar o desempenho. É importante escolher o local e o momento ideal propício para a relação.

 - Esqueça as lendas
Segundo estudos, o tempo médio de uma relação é de 15 a 20 minutos. Saber disso é um dos primeiros passos para que o casal consiga diminuir as suas próprias expectativas.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Queda da própria altura mata 1 pessoa a cada 4 dias em SP

Saúde registra 83 óbitos e 20,2 mil internações em todo o Estado em 2011 e homens são as principais vítimas

Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que, a cada quatro dias, uma pessoa morre em decorrência de tropeção, escorregão ou queda da altura do próprio corpo. Em todo o Estado foram registrados 83 óbitos em 2011. Das vítimas fatais, 55% eram homens.

A população com mais de 60 anos está mais exposta ao óbito após uma queda, com o registro de 65 ocorrências no ano passado. Segundo o supervisor médico do Grupo de Resgate e Atendimento a Urgência (Grau) da Secretaria, Gustavo Feriani, uma fratura nessa faixa etária é mais difícil de ser tratada.

“Durante a internação ainda podem aparecer complicações que fragilizam o quadro clínico do paciente idoso, como tromboses e problemas pulmonares”, afirma Feriani.

O médico alerta sobre alguns cuidados que ajudam a diminuir a incidência de acidentes em pessoas com mais de 60 anos. “Não deixar tapetes no caminho de um idoso e instalar barras de apoio e adesivos antiderrapantes podem evitar as quedas”, orienta.

As regiões que apresentam mais casos de óbito em decorrência de queda do mesmo nível, escorregão ou tropeção são São José do Rio Preto (14), Baixada Santista (13), Grande São Paulo (10) e São João da Boa Vista (10).

Internações

Em 2011, a Secretaria ainda registrou 20,2 mil internações por conta de queda do mesmo nível, escorregão ou tropeção. Isso equivale a seis hospitalizações diárias em todo o Estado. Os homens lideram as hospitalizações, com 60%.

O maior índice de internações se concentra entre os 30 e 49 anos (5,2 mil ocorrências). Na sequência estão as pessoas com mais de 70 anos (3,9 mil) e a faixa etária dos 15 aos 29 anos (3,8 mil).

A Grande São Paulo é a região com maior número de internações, com 10,7 mil, seguida por Campinas, com 2 mil, e Taubaté, com 1,7 mil.

De acordo com Feriani, o homem em idade ativa se expõe mais que a mulher, por isso estaria mais suscetível a esse tipo de acidente. Para o especialista, além de escoriações, a vítima também pode apresentar quadros de entorse, contusão e até fratura.

“Além da qualidade e da preservação da pavimentação em que se anda, a ocorrência de mal súbito, desmaio, labirintite ou até mesmo uma crise provocada por diabetes podem ser possíveis causas para uma queda da própria altura”, explica o supervisor do Grau.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Homens com câncer procuram cada vez mais tratamentos de beleza em hospital

Serviços oferecidos pelo Icesp já fazem parte da rotina do público masculino atendido na unidade; pesquisa foi feita com mais de 15 mil pacientes

Um levantamento realizado pelo Instituto do Câncer do Estado de S. Paulo (Icesp), unidade da rede pública estadual e maior centro de oncologia da América Latina, mostra que os homens em tratamento de câncer estão se preocupando cada vez mais com a aparência.

Mais de 40% dos pacientes do Icesp que procuraram os tratamentos de beleza oferecidos na unidade no último ano são do sexo masculino. No início do projeto “Cantinho da Beleza”, oferecido pelo Serviço de Hotelaria e Hospitalidade, o índice de participação de homens era de 15%.

Ao todo são oferecidos sete serviços estéticos para os pacientes, homens e mulheres: corte de barba e cabelo, minicursos de maquiagem e de como colocar lenços, hidratação das mãos, higienização da pele e manicure.

Higienização da pele é a ação mais procurada, sendo alvo da demanda de 31% dos pacientes. Em seguida, estão os serviços de manicure, com 24% da demanda, hidratação das mãos (15%), maquiagem (12%), corte de cabelo (8%), corte de barba (6%) e como colocar lenços (4%). Entre os homens, os serviços mais procurados são barba e unha, responsáveis por cerca de 10% dos atendimentos.

Segundo a gerente do setor, Vânia Pereira, ações como essa ajudam na autoestima do paciente, além de amenizar o processo do tratamento. “Tanto para os internados quanto para quem está em atendimento ambulatorial, receber uma atenção desse tipo é fundamental. E que bom que os homens também aderiram a esses cuidados”, avalia.

O Icesp disponibiliza os serviços do Cantinho da Beleza aos pacientes em tratamento ambulatorial de quimioterapia e os que se encontram internados na unidade. Os atendimentos são realizados por dois profissionais todas as segundas, terças e sextas-feiras, durante três horas por dia.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Nove em cada 10 homens com impotência sexual são sedentários


Fumantes também representam 40% dos pacientes que sofrem com o problema, aponta pesquisa realizada no Centro de Referência da Saúde do Homem

A maioria dos homens não gosta de falar sobre o assunto, mas a tão temida disfunção erétil traz mais de 300 pacientes por mês ao Centro de Referência da Saúde do Homem, órgão da Secretaria de Estado da Saúde, na zona sul da capital paulista.

Pesquisa realizada no ambulatório de sexualidade do Centro aponta que 90% deste total são sedentários e não praticam atividade física nem aos finais de semana. O levantamento também mostra que os fumantes representam 40% dos pacientes com queixas de impotência.

Além de estímulos como o toque, a visão e até mesmo as memórias e os pensamentos, o homem precisa de equilíbrio no próprio organismo para ter uma ereção. Cabe ao cérebro comandar as reações nos nervos, músculos e na circulação para que os corpos cavernosos do pênis encham de sangue e o órgão fique enrijecido.

O sedentarismo, entretanto, contribui com o aparecimento de hipertensão arterial sistêmica, colesterol e triglicerídeos altos, fatores de riscos para as doenças cardiovasculares que, junto com a diabetes mellitus, formam as principais causas orgânicas da disfunção erétil, pois tornam os vasos sanguíneos mais rígidos e dificultam a vasodilatação.

Quem não pratica atividades físicas - e possui maus hábitos alimentares - ainda pode ganhar peso e gordura na região abdominal diminuindo, desta forma, a produção de testosterona - hormônio masculino importante para o bom desempenho sexual.

O urologista Joaquim Claro, médico chefe do hospital, explica que o cigarro “entope” os vasos e como consequência a circulação de sangue no pênis é bem menor. “Os pacientes tabagistas com mais de 55 anos dificilmente não vão apresentar algum grau de impotência sexual. A atuação do tabaco nas artérias é similar ao dos fatores orgânicos como a diabetes”, destaca o especialista.

Cerca de 25 milhões de brasileiros acima dos 18 anos já sofreu com o problema pelo menos uma vez na vida. Entre a faixa dos 40 anos, mais de 40% não conseguem ter relações por falta de ereção. “É importante que o homem saiba reconhecer quando as falhas são eventuais e quando é o momento de procurar ajuda médica”, ressalta o urologista responsável pelo serviço de urologia Cláudio Murta.

A disfunção sexual pode ser tratada com terapia de apoio, medicamentos ou com a implantação de prótese peniana, mas somente um especialista é capaz de fazer o diagnóstico da doença e indicar o melhor método de tratamento.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

2 em cada 10 homens 'fogem' do exame de toque


Pesquisa realizada no ‘Hospital do Homem’, maior serviço público de urologia do Estado, aponta que 3 mil pacientes rejeitaram avaliação que pode detectar precocemente câncer de próstata


Levantamento do Centro de Referência em Saúde do Homem, unidade da Secretaria de Estado da Saúde na capital paulista, aponta que 20% dos pacientes não permitiram que o médico urologista realizasse o exame físico retal, popularmente chamado de “toque”.

Em 2011, mais de 15 mil homens com idade entre 45 e 70 anos passaram em consultas médicas com os grupos de oncologia e patologias da próstata no ambulatório de urologia do hospital. Deste total, cerca de 80% já conheciam o exame e sua importância na detecção precoce do câncer de próstata, e aceitaram a atuação do especialista. Os 20% restantes, cerca de três mil pacientes, não fizeram o exame.

Já quando a análise em questão é laboratorial, via exame de sangue, o pedido é bem aceito por todos os homens. O teste de PSA (antígeno prostático específico) mede os níveis desta substância e serve como um marcador biológico no diagnóstico das doenças da próstata, como a hiperplasia benigna (aumento benigno do órgão) ou o câncer de próstata.

Os especialistas relacionam o resultado da pesquisa a questões culturais, que ainda associam o homem ao único provedor da família, forte e imune às doenças. “Não é só preconceito e medo de perder a masculinidade com o exame. O homem não se sente à vontade quando ‘perde’ a sua posição de chefe da família para cuidar de sua própria saúde e iniciar tratamentos médicos”, ressalta o médico chefe do Centro de Saúde do Homem Joaquim Claro.

O câncer de próstata é o mais comum entre os homens e está entre as doenças que mais os mata. O diagnóstico precoce é fundamental no combate a patologia e facilita, inclusive, o tratamento tornando-o menos invasivo. A partir dos 45 anos a realização de um check-up anual vira obrigação para toda a população masculina.

“Podemos afirmar que os homens estão mais conscientes e, por influência da esposa e dos filhos, buscam mais ajuda médica. Mesmo assim, eles ainda vivem menos do que as mulheres. Nosso trabalho é acabar com a insegurança criando uma relação de confiança com estes pacientes”, exemplifica Cláudio Murta, médico coordenador do serviço de urologia do hospital.

O Centro de Referência em Saúde do Homem é administrado pela organização social de saúde “Associação Paulista de Desenvolvimento da Medicina” (SPDM).