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terça-feira, 11 de junho de 2013

Mioma interna 33 mulheres por dia em SP


80% dos casos de internações registrados são de pacientes entre 20 e 49 anos; diagnóstico precoce é importante para evitar cirurgias

        Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo revela que, em média, 33 paulistanas foram internadas por dia em decorrência de miomas somente em 2012. No total foram 12 mil internações em todo o Estado no ano passado, número 15% maior que o total de 2008, quando 10,5 mil mulheres foram internadas no Estado.

O mioma é um tumor benigno, uma proliferação do músculo chamado miométrio, que fica no útero da mulher. É alimentado pelo estrógeno, hormônio liberado durante todo o período fértil, que vai da primeira menstruação até a menopausa. Isso explica o motivo pelo qual 80% dos casos de internações registrados serem em mulheres entre 20 e 49 anos. Entre as causas do aparecimento de miomas, está o fator hereditário. Além disso, mulheres da raça negra tem maior probabilidade de desenvolver o mioma.

“É importante que as mulheres façam acompanhamento regular com o médico, já que os miomas, geralmente são assintomáticos. Em casos mais graves a paciente pode apresentar sintomas como dores durante o período menstrual, hemorragia, desconforto abdominal, infertilidade e até dor durante a relação sexual”, explica André Luiz Malavasi, diretor do setor de ginecologia do hospital estadual Pérola Byington, unidade da Secretaria especializada em saúde da mulher na capital paulista. O serviço realiza anualmente cerca de mil cirurgias de miomas.

Segundo o médico, o tratamento é escolhido de acordo com alguns fatores, como idade, saúde geral da mulher, gravidade dos sintomas, tipo do mioma e o desejo de engravidar futuramente.

Quando a paciente não apresenta sintomas, o tratamento é ambulatorial. Em mulheres que desejam ter filhos posteriormente, é feita a miomectomia, cirurgia na qual se retiram apenas os miomas.

Como a possibilidade de voltar a ter um mioma é alta, cerca de 60%, estas mulheres não devem retardar a gestação após a cirurgia, pois caso contrário voltarão a apresentar os mesmos sintomas.  Em casos onde a paciente não deseja mais engravidar, todo o útero é retirado por procedimento de histerectomia, que pode ser laparotomia  ou laparoscopia. Em mulheres com idade próxima da menopausa, é aconselhável o tratamento medicamentoso, visto que ao sair do período fértil, a tendência é o mioma sumir.

 “É muito importante lembrar que o mioma não vira câncer, ele é uma neoplasia benigna que cresce com a liberação do hormônio estrógeno, por isso acomete a maioria das mulheres em idade fértil”, ressalta Malavasi.

terça-feira, 12 de março de 2013

Internações de mulheres por infarto crescem 34% em 4 anos no Estado

Atendimento a vítimas de derrame também cresceu; alimentos podem prevenir doenças, alerta especialista do programa Meu Prato Saudável

No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde aponta aumento de 34% no número de mulheres internadas por infarto no Estado de São Paulo nos últimos quatro anos em hospitais públicos.

Em 2012 foram 8.570 internações de pessoas do sexo feminino com a complicação, contra 6.395 em 2008. Os dados do ano passado mostram que, em média, sete mulheres infartadas são atendidas por hora em hospitais do SUS (Sistema Único de Saúde) paulista. Desse total, 66% têm menos de 70 anos.

Os principais fatores de risco para as mulheres são a hipertensão, o colesterol alto, diabetes, obesidade abdominal, sedentarismo, cigarro e a combinação entre anticoncepcional e fumo.

Já o número de mulheres vítimas de AVC (derrame) internadas em hospitais públicos cresceu 14% no mesmo período, conforme o levantamento da Secretaria. Foram 20.428 atendimentos em 2012 contra 17.789 em 2008.

Alimentação
A alimentação adequada, aliada à prática de atividades físicas diárias, pode prevenir o surgimento de problemas cardiovasculares como o AVC e o infarto, em mulheres e homens.

O programa Meu Prato Saudável, parceria do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da FMUSP com a LatinMed Editora em Saúde, produziu uma lista específica de alimentos voltada para a proteção do organismo das mulheres contra as doenças cardiovasculares (veja abaixo).

“As mulheres estão cada vez mais parecidas com os homens no estilo de vida, mas é possível mudar esse quadro por meio da prevenção”, diz Lara Natacci, nutricionista do Meu Prato Saudável.

A ideia “Meu Prato Saudável” é mudar, sem muitas restrições ou dietas sacrificantes, os hábitos alimentares da população, por meio de orientações de como se alimentar de forma saudável em todas as refeições do dia, e assim, manter um peso saudável ou até mesmo reduzi-lo, evitando, desta forma, doenças relacionadas à má alimentação.

Um prato saudável deve conter porções que contemplem carboidratos, proteínas, lipídeos, fibras, vitaminas e minerais. Assim, deve-se preencher metade do prato com verduras e legumes (crus e cozidos), variando bastante a qualidade dos legumes e verduras, ingerindo alimentos de cores diferentes.

Para a outra metade, coloque 1/4 de alimento rico em proteínas (frango, peixe, ovos, com pouca gordura), que pode ser complementada com leguminosas (feijão, grão de bico, soja, lentilha); e o outro 1/4 com alimentos ricos em carboidratos, de preferência em sua forma integral, rico em fibras (arroz, massas, batatas, mandioca, mandioquinha, farinhas).

Informações sobre refeições saudáveis podem ser obtidas pelo aplicativo “Meu Prato Saudável”, disponível gratuitamente para celulares do tipo smartphone, e pelo portal www.meupratosaudavel.com.br.

Alimentos que protegem o sistema vascular e o coração
(fonte: Programa Meu Prato Saudável)
1) Azeite de oliva: ajuda a reduzir o colesterol, possui anti-inflamatórios naturais e ação antioxidante;
2) Uva: reduz taxas de LDL (colesterol “mau”), remove gordura;
3) Arroz integral: ajuda a eliminar os excessos e reduz a absorção de colesterol “ruim”;
4) Abacate: antioxidante, tem ação de bloqueio ao LDL
5) Sementes oleaginosas (exemplo: nozes) : ação oxidante, reduz índice de colesterol ruim, previne doenças coronarianas com seu ômega 3, ação anti-inflamatória;
6) Aveia e linhaça: reduzem a absorção de colesterol (linhaça também é rica em ômega 3);
7) Peixes de águas frias, chia: ricos em ômega 3
8) Soja: reduz colesterol e o LDL
9) Molho de tomate: ação oxidante, reduz o LDL
10) Goiaba, melancia: ação oxidante, reduz o LDL
11) Alho: propriedades anti-hipertensiva e antioxidantes
12) Damasco, banana e água de coco: efeito diurético e anti-hipetensiva
13) Frutas vermelhas: efeitos antioxidantes
14) Chocolate amargo (70% de cacau): propriedades antioxidantes;

quinta-feira, 7 de março de 2013

Falta de libido é a principal queixa de 65% das mulheres

Levantamento do Ambulatório da Sexualidade do HC aponta, ainda, que 23% das mulheres que procuram unidade reclamam de ausência orgasmo

Na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o Hospital das Clínicas da FMUSP, ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, chama atenção para um tema que, ainda considerado tabu, é o responsável pelo maior número de queixas registradas no Ambulatório de Sexualidade da Ginecologia: a falta de libido feminina.

Levantamento feito pelo HC mostra que 65% das mulheres que procuram o ambulatório se queixam de falta de libido. Por mês, o HC registra entre 150 e 200 pacientes no ambulatório, sempre encaminhados por outras unidades de saúde. Dessas, além das 65% que reclamam da falta de libido, 23% sofrem de anorgasmia (ausência de orgasmo) e 13% se queixam de “vaginismo” (contração involuntária de músculos próximos da vagina).

“São mulheres que procuram a clínica em busca de um medicamento, uma formula mágica para o problema, cuja prevalência independe da idade e do extrato social”, explica Elsa Gay, sexóloga do HC.

Na maioria dos casos, o desinteresse pelo sexo está ligado a fatores emocionais, sendo um dos motivos mais reclamados a monotonia conjugal. A diminuição do desejo pode acontecer já no segundo ano de casamento.

 No ambulatório do HC, as pacientes são submetidas à terapia cognitiva comportamental em grupo. O tratamento leva oito semanas e os resultados dependem de como a mulher vivencia a sua sexualidade, como ela lida com o seu desejo, com o seu medo, com o seu corpo e com as suas fantasias.

Segundo a sexóloga, durante o tratamento a mulher aprende a investir no relacionamento e a trabalhar a sexualidade, hoje relegada em último plano, em função dos diferentes papéis que desempenha no seu dia-a-dia. A partir daí, a paciente passa a conhecer o corpo, comunicar e negociar com o parceiro para evitar, inclusive, o sexo por obrigação.

“A menopausa também não é justificativa para perda de libido”, afirma a médica.

De acordo com Elsa, descobrir o seu próprio erotismo, imaginar e estimular a fantasia são fatores que tornam a vida sexual mais prazerosa, em qualquer idade.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Desfile de primavera reúne pacientes com câncer nesta sexta-feira

Mulheres em tratamento no hospital estadual Pérola Byington irão desfilar na Universidade Anhembi Morumbi a partir das 14h30; alunos customizaram as roupas das próprias pacientes

Pacientes em tratamento contra o câncer do hospital estadual Pérola Byington, unidade da Secretaria de Estado da Saúde referência em saúde da mulher, na capital paulista, participam nesta sexta-feira, 28 de setembro, às 14h30, de um desfile de primavera, no qual serão as protagonistas.

O evento reunirá 21 pacientes diagnosticadas com câncer de mama ou ginecológico, tratadas na unidade estadual. O tema deste ano é “Jogo de Damas” e o look das "modelos" foi feito com peças das próprias pacientes, customizadas pelos alunos da Escola de Moda da Universidade Anhembi Morumbi.

As pacientes esperam ansiosamente pelo desfile, que reúne beleza, autoestima e luta pela vida. Embora não haja comprovação científica, a diretora técnica do departamento de saúde do Pérola Byington, Faride Amar Cohen, afirma que a autoestima elevada aumenta a imunidade e, consequentemente, a adesão continua e correta ao tratamento.

“Pacientes com câncer não precisam ser vistas como pessoas essencialmente doentes. Elas continuam inseridas na sociedade. E esse desfile ajuda essencialmente nesta questão, além de ajudar a amenizar o preconceito que algumas dessas pacientes enfrentam”, afirma a médica.

O evento contará com a presença de familiares e amigos das pacientes, profissionais do hospital e da faculdade, além de colaboradores e é aberto ao público. O desfile será no teatro do campus Centro da Universidade Anhembi Morumbi, que fica na rua Dr. Almeida Lima, 1.176, Mooca, zona leste da capital.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Mulheres com câncer de mama vivem 'dia de modelo' nesta sexta-feira

Participantes receberão maquiagem especial e terão sessão de fotos no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo

O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), unidade ligada à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP, promove nesta sexta-feira, 21 de setembro, a partir das 14h, um “dia de modelo” para cerca de 60 mulheres em tratamento de câncer de mama na instituição.

Entre as ações programadas, está uma produção de beleza, com maquiagem, distribuição de perucas coloridas, figurino para composição de looks variados e uma sessão de fotografias, que serão entregues às participantes. Além disso, haverá palestra sobre a doença e distribuição de guias explicativos.

Durante o tratamento contra o câncer, muitas mulheres sofrem com mudanças físicas, como a queda do cabelo. Segundo a coordenadora do Centro Integrado de Humanização do Icesp, Maria Helena Sponton, enquanto enfrentam a doença, estas pacientes também precisam aprender a “redescobrir” sua beleza.

“Nossa proposta é mostrar que a beleza feminina vai muito além de estereótipos e arquétipos”, avalia. Segundo ela, ações como esta permitem levar um pouco de alegria e leveza para quem está passando por um período difícil.

“Renovar as esperanças, por meio da recuperação da confiança e da autoestima, traz contribuições profundas para o bom andamento do tratamento”.

O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) foi inaugurado em 6 de maio de 2008, numa parceria entre o governo do Estado de São Paulo, a Fundação Faculdade de Medicina (FFM) e a Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), para ser uma referência em atendimento humanizado, ensino e pesquisa do câncer em âmbito nacional e internacional. Atualmente é o maior centro oncológico da América Latina.

Voltado ao atendimento de pacientes da rede pública de saúde (SUS) e especializado no tratamento de casos de câncer de alta complexidade, o Instituto foi concebido e equipado para fornecer atenção integral ao paciente oncológico, do tratamento à reabilitação.

Mensalmente realiza cerca de 11,6 mil consultas médicas, 12,5 mil exames de imagem e 4 mil sessões de radioterapia. Por ano, atende cerca de 9 mil novos casos de câncer. O Icesp possui cerca de 500 leitos de internação, dos quais 48 leitos de UTI, 67 consultórios médicos e mais de 4 mil funcionários. O custeio do Icesp é de R$ 27 milhões por mês.

O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo fica na avenida Doutor Arnaldo, 251, Cerqueira César, zona oeste da capital.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Queda da própria altura mata 1 pessoa a cada 4 dias em SP

Saúde registra 83 óbitos e 20,2 mil internações em todo o Estado em 2011 e homens são as principais vítimas

Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que, a cada quatro dias, uma pessoa morre em decorrência de tropeção, escorregão ou queda da altura do próprio corpo. Em todo o Estado foram registrados 83 óbitos em 2011. Das vítimas fatais, 55% eram homens.

A população com mais de 60 anos está mais exposta ao óbito após uma queda, com o registro de 65 ocorrências no ano passado. Segundo o supervisor médico do Grupo de Resgate e Atendimento a Urgência (Grau) da Secretaria, Gustavo Feriani, uma fratura nessa faixa etária é mais difícil de ser tratada.

“Durante a internação ainda podem aparecer complicações que fragilizam o quadro clínico do paciente idoso, como tromboses e problemas pulmonares”, afirma Feriani.

O médico alerta sobre alguns cuidados que ajudam a diminuir a incidência de acidentes em pessoas com mais de 60 anos. “Não deixar tapetes no caminho de um idoso e instalar barras de apoio e adesivos antiderrapantes podem evitar as quedas”, orienta.

As regiões que apresentam mais casos de óbito em decorrência de queda do mesmo nível, escorregão ou tropeção são São José do Rio Preto (14), Baixada Santista (13), Grande São Paulo (10) e São João da Boa Vista (10).

Internações

Em 2011, a Secretaria ainda registrou 20,2 mil internações por conta de queda do mesmo nível, escorregão ou tropeção. Isso equivale a seis hospitalizações diárias em todo o Estado. Os homens lideram as hospitalizações, com 60%.

O maior índice de internações se concentra entre os 30 e 49 anos (5,2 mil ocorrências). Na sequência estão as pessoas com mais de 70 anos (3,9 mil) e a faixa etária dos 15 aos 29 anos (3,8 mil).

A Grande São Paulo é a região com maior número de internações, com 10,7 mil, seguida por Campinas, com 2 mil, e Taubaté, com 1,7 mil.

De acordo com Feriani, o homem em idade ativa se expõe mais que a mulher, por isso estaria mais suscetível a esse tipo de acidente. Para o especialista, além de escoriações, a vítima também pode apresentar quadros de entorse, contusão e até fratura.

“Além da qualidade e da preservação da pavimentação em que se anda, a ocorrência de mal súbito, desmaio, labirintite ou até mesmo uma crise provocada por diabetes podem ser possíveis causas para uma queda da própria altura”, explica o supervisor do Grau.