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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Um em cada cinco adolescentes com Aids abandona o tratamento

Levantamento do Instituto de Infectologia Emílio Ribas aponta que jovens não frequentam as consultas médicas por falta de estrutura familiar; projetos dão alternativas para a adesão dos pacientes

Levantamento do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e referência no tratamento de HIV/Aids para a América Latina, acendeu o “sinal amarelo” entre os médicos: um em cada cinco dos adolescentes com Aids acompanhados pelo hospital abandonou o tratamento em 2012. O preconceito com a doença e a negligência dos pais são os principais motivos.

         O estudo avaliou 581 adolescentes em tratamento na unidade, com idade entre 12 e 17 anos. Desse total, 131 está há pelo menos seis meses sem agendar uma consulta médica ou comparecer a um retorno. Entre eles, 71 são do sexo masculino e 60 do sexo feminino. A maioria foi infectada pela mãe durante o parto (transmissão vertical).

Segundo a médica Marinella Della Negra, infectologista do Emílio Ribas, os motivos que levam esses jovens a abandonar o tratamento estão ligados às características da adolescência. “Quando entram na adolescência, questionam por que precisam tomar o remédio mesmo quando se sentem fisicamente bem. O remédio representa a doença, por isso, não tomar é esquecer que a tem”, explica.

A rotina social e o preconceito é um desafio para diversos pacientes dessa faixa etária. A médica explica que o fato de ir ao hospital periodicamente e ter que tomar os remédios muitas vezes causa desconforto ao jovem. “Além de atrapalhar os compromissos como escola, cursos ou outras atividades, esse adolescente se sente envergonhado em explicar aos colegas e professores o porquê vai com tanta frequência ao hospital pegar remédio”, complementa.

Segundo a infectologista, o ambiente familiar contribui bastante para a não adesão ao tratamento. “Os adolescentes que seguem o tratamento normalmente são os que convivem em um ambiente familiar e social de equilíbrio, com diálogos e apoio em casa”, salienta, acrescentando que os jovens que abandonam o tratamento geralmente não estão em dia com os estudos e têm de lidar não só com o drama da doença, mas também com outros dramas familiares como alcoolismo, divórcio e agressões.

Para Robério Carneiro Jr, médico do ambulatório pediátrico do hospital, um dos principais motivos desses jovens em não aderir aos antirretrovirais é a negligência por parte da mãe. “Existem casos em que a mãe tem problema psicológico e barra o uso de remédios do adolescente. Algumas mães simplesmente não supervisionam se o filho está tomando a medicação de forma correta”, alerta.

Segundo o infectologista há também jovens que tem problemas psicológicos e não conseguem aderir e dar continuidade ao acompanhamento médico. Problemas clínicos, que geram mal estar também atrapalham. Em alguns casos, a religião desestabiliza e tira o foco do jovem do tratamento quando ele é influenciado a deixar os medicamentos por uma falsa ilusão de cura por meio da fé.

O serviço social do Instituto Emílio Ribas faz uma busca ativa pelos adolescentes que não frequentam a unidade há mais de três meses. Devido ao índice de abandono, a instituição criou um programa para acrescer e conservar a adesão dos jovens em tratamento. O projeto chama- se VIDA (Vivendo a Integração da Adesão), que tem como objetivo acompanhar o jovem durante o tempo que ele está no hospital.

Para assegurar que o adolescente cumpra toda a sua rotina médica e trabalhe o seu lado psicológico e social, o programa estabelece um canal com o jovem por meio de uma sala multidisciplinar, equipada com computadores, livros, cartilhas e o jogo de tabuleiro ‘Vida’, idealizado por jovens em tratamento, que faz uma alusão à vida de uma pessoa com HIV. A atividade consiste em mostrar que a cada etapa cumprida do tratamento, o jogador avança casas e conquista novos valores, inclusive qualidade de vida.

O voluntariado do hospital também participa ativamente com o Programa de Adesão Poder Jovem Institucional, que visa integrar jovens e estabelecer a  oportunidade de trocar experiências e dividir suas dúvidas e angústias, seja por vergonha ou medo. O projeto auxilia a descoberta de características individuais e potenciais de cada paciente para solucionar desafios do dia a dia e mostrar a esse jovem que ele pode ter uma vida como a de qualquer outro adolescente na sua idade.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

HC individualiza tratamento de transplantados de rim

Novo centro de monitorização, inédito no SUS, irá utilizar técnica de espectrometria de massas para a dosagem de imunossupressores, usados para evitar rejeição do órgão e minimizar efeitos tóxicos da medicação

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, ganha nesta sexta-feira, 26 de outubro, o primeiro Centro de Monitorização de Imunossupressores Pós- Transplante Renal da rede pública do país. Com investimento de US$ 300 mil, a unidade deve aumentar em 50% a capacidade de processamento dos exames.

Equipado com o que há de mais avançado, o centro vai monitorar de forma mais precisa os medicamentos imunossupressores, usados para evitar rejeição, dos pacientes transplantados atendidos pelo Serviço de Transplante Renal do HC.

Com a utilização da tecnologia da espectrometria de massas, introduzida para a dosagem de imunossupressores, será possível que o médico tenha maior segurança na tomada de decisões e acompanhamento do paciente transplantado pela sensibilidade e especificidade metodológica.

Com o novo equipamento, o Serviço de Bioquímica Clínica será capaz de analisar simultaneamente até cinco medicamentos imunossupressores utilizados pelos transplantados, identificar se as dosagens das drogas administradas são apropriadas para prevenir a rejeição do órgão e, ao mesmo tempo, minimizar os efeitos tóxicos. A partir dos resultados, o médico consegue precisar as doses terapêuticas de cada fármaco, respeitando os ajustes individuais.

O Serviço de Transplante Renal realiza, em média, 24 transplantes renais por mês e presta 1.300 atendimentos ambulatoriais. Nos últimos nove meses, foram 216 transplantes e 11.700 atendimentos.

Pela alta precisão, economia e agilidade nos resultados, o Centro de Monitorização de Imunossupressores do HC pretende se tornar uma referência para todos os demais centros transplantadores do Brasil.

O centro vai funcionar nas dependências do Serviço de Bioquímica Clínica do Laboratório Central do Hospital das Clínicas, que passou por obras de readequação da área para receber a inovação.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

40% das crianças obesas abandonam tratamento pela metade

Além disso, 60% das crianças não conseguem reduzir os fatores de risco para a saúde ligados à obesidade, aponta estudo do Dante Pazzanese

Levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo com crianças e adolescentes obesos acompanhados pelo Ambulatório de Nutrição do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, unidade da pasta na zona sul da capital paulista, mostrou que 40% dos pacientes abandonaram o tratamento antes de sua conclusão.

A pesquisa trabalhou com 51 crianças e adolescentes que passaram por tratamento no ambulatório, e apontou que destes, 20 interromperam o tratamento antes do fim. Os efeitos da suspensão no tratamento também foram constatados pela pesquisa. Os dados mostram que 40% das crianças atendidas obtiveram redução nos fatores de risco. Outras 40% mantiveram os fatores e 20% chegaram a ter até mesmo um aumento nos fatores de risco.

“A obesidade na infância e na adolescência pode sérios prejuízos, como alteração no perfil lipídico, na pressão arterial e na glicemia”, diz a nutricionista do Departamento de Nutrição, Cristiane Kovacs.

Além do Ambulatório de Nutrição, o Instituto Dante Pazzanese passou a contar há um mês com um ambulatório específico para o tratamento da obesidade infantil. Segundo Cristiane, considerando os indicadores revelados pela pesquisa, os ambulatórios passaram a reforçar o trabalho com a educação nutricional, propondo metas de mudança de estilo de vida e de hábitos alimentares dentro do ambiente familiar.

Os ambulatórios também estão reforçando o apoio psicológico oferecido para casos em que a necessidade seja detectada. O atendimento é oferecido para os pacientes encaminhados que passaram previamente por atendimento nas unidades básicas de saúde municipais.

10 dicas para proteger seu filho da obesidade: 

1 - Coloque horários regulares para as refeições (café da manhã, almoço, jantar) e evite a substituição por lanches;

2 - Lanches intermediários devem ter opções saudáveis: iogurte desnatado, frutas, cereais;

3 - Pais devem sempre estimular seus filhos a praticar atividade física;

4 - Aumentar o consumo de frutas, verduras e legumes. No mínimo, três porções diárias devem ser consumidas;

5 - Estimular o consumo de arroz e feijão diariamente, evitando alimentos industrializados, ricos em gordura e sódio (lasanha, macarrão instantâneo, nuggets, hambúrguer, salsicha);

6 - Os pais devem dar o exemplo com hábitos e estilo de vida saudáveis; 

7 - Escolas e pais devem buscar ferramentas de educação nutricional com professores e nutricionistas para propor atividades que estimulem as crianças ao gosto por uma vida mais saudável como oficinas de culinária, hortas, aulas de nutrição;

8 - As escolas podem e devem colaborar com a questão, com opções de lanches saudáveis;

9 - Os pais devem montar lancheiras com mais opções saudáveis (frutas, sucos, cereais, iogurtes) e evitar alimentos industrializados (bolacha, bolos prontos, salgadinhos e refrigerantes);

10 - Se observar sobrepeso em seu filho, procure a orientação de médicos, nutricionistas e até mesmo de psicólogos;

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Desfile de primavera reúne pacientes com câncer nesta sexta-feira

Mulheres em tratamento no hospital estadual Pérola Byington irão desfilar na Universidade Anhembi Morumbi a partir das 14h30; alunos customizaram as roupas das próprias pacientes

Pacientes em tratamento contra o câncer do hospital estadual Pérola Byington, unidade da Secretaria de Estado da Saúde referência em saúde da mulher, na capital paulista, participam nesta sexta-feira, 28 de setembro, às 14h30, de um desfile de primavera, no qual serão as protagonistas.

O evento reunirá 21 pacientes diagnosticadas com câncer de mama ou ginecológico, tratadas na unidade estadual. O tema deste ano é “Jogo de Damas” e o look das "modelos" foi feito com peças das próprias pacientes, customizadas pelos alunos da Escola de Moda da Universidade Anhembi Morumbi.

As pacientes esperam ansiosamente pelo desfile, que reúne beleza, autoestima e luta pela vida. Embora não haja comprovação científica, a diretora técnica do departamento de saúde do Pérola Byington, Faride Amar Cohen, afirma que a autoestima elevada aumenta a imunidade e, consequentemente, a adesão continua e correta ao tratamento.

“Pacientes com câncer não precisam ser vistas como pessoas essencialmente doentes. Elas continuam inseridas na sociedade. E esse desfile ajuda essencialmente nesta questão, além de ajudar a amenizar o preconceito que algumas dessas pacientes enfrentam”, afirma a médica.

O evento contará com a presença de familiares e amigos das pacientes, profissionais do hospital e da faculdade, além de colaboradores e é aberto ao público. O desfile será no teatro do campus Centro da Universidade Anhembi Morumbi, que fica na rua Dr. Almeida Lima, 1.176, Mooca, zona leste da capital.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Vacinação em dia ajuda pacientes com câncer a enfrentar a doença


Imunização é especial e com restrições para esse grupo de pessoas, mas fundamental para o tratamento oncológico, alerta Instituto do Câncer de SP

O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), unidade da rede pública estadual e maior centro de oncologia da América Latina, faz um alerta para que pacientes em tratamento de câncer mantenham a vacinação em dia.

Isso porque a prevenção de doenças é muito importante para a manutenção do bom estado clínico destes pacientes que, em função do câncer, tornaram-se imunodeprimidos. Assim, manter a caderneta em dia, tanto de quem está em tratamento quanto de quem cuida, é fundamental.   

Segundo recomendação do Icesp, pacientes imunodeprimidos devem tomar alguns cuidados especiais na hora da vacinação. Pessoas em tratamento oncológico podem receber vacinas com patógenos mortos ou com vírus e bactérias inativados, como a da influenza, pneumonia e tétano.

Imunizações que apresentam vírus e bactérias atenuados, como a tríplice viral e a de febre amarela, não devem ser ministradas ao paciente oncológico ou a pessoas portadoras de outras doenças que causem imunodepressão.

Também é importante que os familiares e cuidadores desses pacientes mantenham-se imunizados, para evitar a transmissão cruzada de doenças.

“Ainda que a resposta de pacientes com câncer seja menor que a da população comum, estas pessoas devem receber as vacinas indicadas. Também é essencial que seus familiares tomem as doses de vacinação adequadamente. Ao se manterem saudáveis, eles contribuem para a preservação da doença de quem está sendo cuidado”, orienta Lígia Camera Pierrotti, médica infectologista do Icesp.

Pessoas nessas condições que ainda não tenham se imunizado contra a gripe podem procurar o Centro de Imunizações do Hospital das Clínicas ou os Centros de Referências de Imunizações Especiais (CRIES). A vacinação é gratuita.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

SP ganha 95 leitos para tratamento de dependência em crack

Governo do Estado vai investir R$ 3,1 milhões por ano em vagas para adultos e gestantes; também serão oferecidos cursos profissionalizantes

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo entrega nesta quarta-feira, 25 de julho, 95 leitos exclusivos para tratamento gratuito de dependentes químicos. As vagas serão disponibilizadas no Instituto Américo Bairral, no município de Itapira, e serão custeadas integralmente pelo governo do Estado de São Paulo.

As novas vagas fazem parte do projeto da Secretaria de ampliação da rede de internação para dependentes químicos no SUS (Sistema Único de Saúde) paulista para 1,2 mil, ampliando em 143% a capacidade no Estado.

Dos novos leitos, 15 serão destinados, especificamente, para gestantes dependentes químicas. Com a ampliação das vagas a Secretaria estima que serão acrescidos mais 320 pacientes por ano no Bairral, além dos 426 paciente/ano já atendidos na unidade pelo SUS, com custeio do governo do Estado. Para os novos leitos a Secretaria deverá investir, anualmente, mais R$ 3,1 milhões.

A Fundação Espírita Américo Bairral investiu R$ 1,2 milhão em reforma e adequação do espaço físico para receber estes pacientes. As obras foram iniciadas em novembro de 2011 e concluídas em maio de 2012. Pelo menos 10 leitos destinados às gestantes já estão ocupados.

“Estes novos leitos vão ser diferenciados, pois são destinados a pacientes que já passaram por um período de internação em outro serviço público do Estado. São pessoas que não têm família e/ou suporte social, e que, portanto, precisam de cuidados prolongados”, destaca Giovanni Guido Cerri, secretário de Estado da Saúde.

Os pacientes terão nestes novos leitos uma espécie de “moradia transitória”, recomendada ao tratamento da drogadependência em sua fase menos aguda. Além disso, será oferecido aos pacientes cursos profissionalizantes, como técnico agrícola ou técnico em guia de eco-turismo, visando atender a demanda da região.

Com estes novos leitos, a Secretaria passará a contar com 587 leitos, em clínicas próprias ou serviços contratados, para internação de dependentes químicos no Estado. Essas vagas são custeadas integralmente com recursos do tesouro estadual.

Em abril de 2012, o governo do Estado inaugurou o primeiro serviço especializado em internação de grávidas dependentes químicas, em São Bernardo do Campo. Com investimento aproximado de R$ 700 mil/ano, o Hospital Psiquiátrico Lacan disponibiliza 10 leitos para gestantes, com acompanhamento clínico, psiquiátrico e obstetrício.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Cratod realiza 300 mil atendimentos a dependentes químicos no Estado em 10 ano

Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas completa 10 anos com mais de 6,4 mil pessoas matriculadas
O Cratod (Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas), unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, no bairro do Bom Retiro, na capital paulista, completa uma década de assistência multidisciplinar a dependentes de substâncias psicoativas. Nos últimos 10 anos, a unidade já realizou cerca de 300 mil atendimentos com mais de 6,4 mil pessoas matriculadas. Além de ser o órgão responsável pela capacitação de 1.660 profissionais de saúde em 126 municípios para a implantação dos Caps Ad (Centros de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas).
Para comemorar a data, o centro oferecerá, nesta sexta-feira, 29 de junho, uma programação voltada a pacientes, funcionários e ao público em geral.
A partir das 9h, a diretora da unidade, Marta Jezierski, apresentará a palestra “Os 10 anos de Cratod aberto à comunidade: possibilidades e limite”, onde vai apresentar um balanço das atividades neste período, com destaque para as principais realizações do órgão. Simultaneamente, serão oferecidas diversas outras atividades ao público presente (confira abaixo).
O Centro é referência também na promoção de ações comunitárias em ruas movimentadas da região central da cidade, orientando a população sobre os riscos do consumo de derivados do tabaco, álcool e demais drogas. A unidade ainda traz a oferta de acompanhamento especializado por equipe de médicos, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais e até dentistas, além de distribuição gratuita de medicamentos e oficinas terapêuticas.
“Iniciamos este Centro com a criação e o desenvolvimento de modelos de atendimento a população que de atenção especial. Porém, com o tempo, percebemos que éramos capazes de mais e, assim, passamos a atuar em campo, nas ruas, para oferecer mais que acompanhamento clínico, promover ações preventivas em regiões com índice significativo de risco ao contato com as drogas”, destaca Marta Jezierski.
Em março de 2012, o Centro passou a funcionar em período integral, incluindo os finais de semana e feriados. Com a ampliação da assistência aos usuários e de leitos de observação para casos agudos, a adesão de pacientes em busca de atendimento também aumentou: a média de 500 atendimentos semanais anterior ao período de ampliação do serviço subiu para 750 atendimentos por semana. Até o momento, pelo menos 34 pacientes utilizaram o atendimento no período expandido.
O Cratod fica na Rua Prates, 165, no Bom Retiro, região Central da capital paulista.
Programação por ambiente do centro: 
  • Térreo: Oficina de fuxico e de reciclado; Bazar do fuxico; orientações odontológicas sobre prevenção;
  • 1º andar: Arte Terapia, Avaliação Física e Nutricional e exibição dos filmes Uma Mente Brilhante e Gênio Indomado;
  • Quadra: Atividade física (jogos, basquete e futebol) e uma apresentação musical de pacientes do Centro.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

SP recruta crianças que fazem xixi na cama para pesquisa e tratamento


Projeto multidisciplinar do Hospital das Clínicas da FMUSP vai atender crianças e adolescentes de 6 a 17 anos que têm enurese noturna

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, unidade da rede pública estadual e maior complexo hospitalar da América Latina, está recrutando crianças e adolescentes de seis a dezessete anos que tenham episódios de enurese noturna (xixi na cama ao dormir) pelo menos uma vez por semana.

O “Projeto Enurese” é multidisciplinar e conta com a atuação de profissionais do HC das áreas de Psicologia, Fisioterapia, Nefrologia Pediátrica e Neurologia Pediatria. Segundo a coordenadora do projeto, Vera Koch, o objetivo é dar um olhar interdisciplinar para a enurese. “Não se trata somente de xixi na cama. Pode ser um reflexo da imaturidade do desenvolvimento do indivíduo.”

O “xixi na cama” é muitas vezes negligenciado pelos pais ou até mesmo por profissionais de saúde. Entretanto, pode acarretar sérios problemas sociais e emocionais para quem sofre desse problema.

Antigamente a questão era enxergada somente como um transtorno psiquiátrico. No entanto, sabe-se hoje que podem existir outras causa. “O HC é um centro em que esse trabalho multidisciplinar é possível. Os profissionais de diferentes áreas médicas trabalham juntos, as pessoas se conversam e isso possibilita essa pesquisa mais profunda”, afirma a coordenadora.

A inscrição pode ser feita pelo telefone (11) 3091-1961. Após o cadastro inicial, a equipe envia alguns questionários pelo correio, juntamente com um envelope selado para que sejam devolvidos. A triagem é feita nas dependências do HC, por uma equipe que conta com médicas, psicólogos e fisioterapeutas.

As crianças e adolescentes passam por diversos procedimentos de avaliação, como exame físico, exames laboratoriais, polissonografia, avaliação psicológica e posturografia. A terapia recomendada pode envolver uso de medicamentos e/ou utilização de alarme, conforme a necessidade de cada paciente.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Butantan testa proteína que regenera tecidos do corpo humano

Pesquisa inédita prevê o tratamento de doenças degenerativas, diabéticos e queimados; primeiros testes com animais foram bem sucedidos

O Instituto Butantan, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo responsável por mais de 80% de soros e vacinas para uso profilático e curativo produzidos no Brasil, desenvolve estudo inédito de regeneração de tecido humano a partir de uma proteína encontrada em lagartas.

A pesquisa, desenvolvida por um grupo de pesquisadores do Laboratório de Bioquímica e Biofísica do Instituto, pode ser uma esperança para o tratamento de diversas doenças degenerativas, diabéticos, vítimas de queimaduras e asmáticos.

Durante seis anos, os pesquisadores estudaram a ação da proteína Lopap, encontrada nas cerdas da lagarta Lonomia. Essa substância contém um poderoso elemento com propriedade cicatrizante, que estimula a liberação de moléculas responsáveis pela regeneração de alguns tecidos do corpo humano.

Durante esse período, a plataforma foi aplicada em animais portadores de asma e úlceras diabéticas, para verificar como era a reação quanto à regeneração de tecidos. Os primeiros resultados mostraram a eficiência do medicamento na cicatrização do local afetado, além da superioridade, se comparado a medicamentos já existentes.

“Ficamos extremamente felizes com os primeiros resultados desse estudo. A ideia da pesquisa é dar esperança a pacientes que precisam desse tipo de tratamento”, explica Ana Marisa Chudzinsk-Tavassi, diretora do Laboratório de Bioquímica e Biofísica do Instituto Butantan.

O próximo passo da pesquisa vai testar a eficiência do medicamento em seres humanos.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

HC quer individualizar tratamento de TOC infantil

Pesquisa tem como objetivo definir terapêuticas baseadas nas características de cada criança ou adolescente; estudos serão ampliados

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, unidade da rede pública estadual e maior complexo hospitalar da América Latina, está ampliando suas pesquisas para descobrir as causas e os melhores tratamentos, em cada caso, para o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) em crianças.

O objetivo é definir qual sequência de tratamentos é mais adequada para jovens e crianças que sofrem com TOC. Para isso, foi desenvolvido projeto de tratamentos sequenciais randomizados, do inglês Sequential Multiple Assignment Randomized Trial, ou SMART.

A pesquisa pretende verificar se existem diferenças entre se iniciar o tratamento do TOC com medicamentos ou com terapia cognitiva-comportamental, em grupo para crianças e adolescentes, levando em conta diversas características dos pacientes, como sexo, idade de início dos sintomas e presença de outros diagnósticos psiquiátricos concomitantes, entre outros itens.

“É uma maneira de oferecer tratamentos de primeira linha na rede pública baseados em resultados que levem em conta características dos pacientes e fatores que influenciam a resposta aos diferentes tipos de tratamento”, explica Rosa Magaly Morais, psiquiatra da infância e adolescência e organizadora de uma das pesquisas do HC.

Podem participar da seleção crianças e adolescentes entre seis e 17 anos de idade que apresentem pensamentos, imagens ou impulsos repetitivos e comportamentos repetitivos. O estudo vai oferecer avaliação da saúde mental dos participantes e o tratamento poderá ser com uso de medicamentos e/ou terapia cognitiva-comportamental em grupo. O acompanhamento especializado durará um ano.

O HC está desenvolvendo, também, um estudo inédito de caracterização em crianças e adolescentes de fatores de risco para o TOC. O estudo busca identificar relações entre o fato de os pais terem TOC e outros transtornos de ansiedade e a chance de que seus filhos também desenvolvam o problema. Desta forma, será possível traçar estratégias de prevenção contra o desenvolvimento da patologia.

Podem participar da seleção pais com transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), pânico, transtorno de ansiedade generalizada (TAG) e fobia social com diagnóstico estabelecido por médico psiquiatra, e que tenham filhos com idade entre 3 a 17 anos.

Também serão aceitos casos de crianças com idade entre 3 a 17 anos que tenham irmãos com um dos diagnósticos acima citados (TOC, pânico, TAG e fobia social). Este projeto conta com uma avaliação psicopatológica e neuropsicológica completas.

“A pesquisa poderá significar um avanço importante no diagnóstico e no tratamento precoce das crianças e adolescentes, com impacto direto da diminuição do sofrimento e melhora da qualidade de vida das crianças e suas famílias”, afirma a psicóloga Priscila Chacon, responsável pela pesquisa.

Em ambas as pesquisas os participantes terão a oportunidade de serem avaliados gratuitamente pelos profissionais do Instituto de Psiquiatria.

As inscrições, para as duas pesquisas, podem ser feitas pelo telefone 2661-7594 e, para a pesquisa com os pais e filhos, poderá ser efetuada, também, pelo e-mail priscilachacon@usp.br.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Emílio Ribas coordena maior pesquisa sobre tratamento de Aids do mundo


Com participação de 223 centros de saúde em 35 países, objetivo do estudo é avaliar qual o melhor momento para iniciar o tratamento

O Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo referência nacional para o tratamento das doenças infectocontagiosas, na capital paulista, está à frente de um dos maiores estudos internacionais para o tratamento medicamentoso contra o vírus HIV.

Chamado “Start”, o projeto tem como principal financiador o National Institutes of Health (NIH) dos Estados Unidos e conta com a participação de 223 centros de saúde em 35 países de todos os continentes.
O objetivo da pesquisa é responder sobre o melhor momento para se iniciar o tratamento antirretroviral. Além disso, o estudo pretende verificar se a qualidade de vida do paciente soropositivo pode ser melhorada quando a terapia medicamentosa é antecipada.

Para acompanhar os resultados da dinâmica do tratamento, foram selecionados 90 pacientes do Emílio Ribas, que tiveram recente diagnóstico para o HIV. Após um sorteio aleatório, um grupo iniciou tratamento mais cedo do que o recomendado pelos padrões brasileiros, e o outro será incluído dentro dos moldes utilizados atualmente. Os casos serão acompanhados durante cinco anos.

No Brasil, a indicação para o início da terapia anti-HIV é realizada quando o CD4 (células de defesa no sangue) está abaixo de 350 células por milímetro cúbico. A avaliação para a realização do tratamento também é feita conforme a condição clínica do paciente, e de acordo com o caso, inicia-se precocemente, ou seja, quando o CD4 do paciente soropositivo estiver abaixo de 500.

Segundo o infectologista Luiz Carlos Pereira Junior, coordenador do “Start” o objetivo é avaliar o impacto que o tratamento precoce pode ter sobre a qualidade de vida do paciente, além de outros fatores associados, como alterações neurológicas, ósseas, renais, cardiovasculares e hepáticas, entre outras.

O Instituto de Infectologia Emílio Ribas é o centro coordenador do “Start” no país, juntamente com a Universidade Federal do Rio de Janeiro e a participação do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids e a Faculdade de Medicina da USP, além de outros cinco centros de pesquisa para o tratamento da Aids no país.



terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

SP ganha ambulatório para tratar alterações ósseas em pacientes com Aids

Estima-se que 52% dos soropositivos desenvolvam osteopenia e 15%, osteoporose

A cidade de São Paulo acaba de ganhar um serviço ambulatorial especializado em tratamento de alterações ósseas em pacientes infectados pelo vírus HIV. Fica no Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, unidade da Secretaria de Estado da Saúde na zona sul da capital paulista.

Segundo a infectologista Gisele Gosuen, responsável pelo ambulatório, estima-se que 15% dos soropositivos apresentam perda de resistência óssea (osteoporose) e 52% desenvolvem diminuição da densidade mineral óssea (osteopenia).

Além disso, em virtude de um processo de desmineralização por deficiência de vitamina D, observa-se também entre os pacientes a incidência de casos de perda de consistência óssea (osteomalácia).

“Vários fatores estão envolvidos na ocorrência de alterações ósseas em pacientes infectados pelo HIV, tais como o tempo de infecção, idade avançada, baixo peso, tabagismo, raça branca, sexo feminino, valor da carga viral, além de usos de medicamentos, como inibidores de protease, análogos nucleosídeos – entre eles estavudina e tenovofir – e corticoides”, ressalta Gisele.

Segundo a especialista, mulheres em menopausa e homens com idade igual ou superior aos 50 anos e com história prévia de fratura têm risco mais elevado para apresentação de fraturas.

Pacientes com este perfil serão submetidos alguns exames para investigação e prescrição de tratamento, entre os quais a realização da densitometria óssea (radiografia) e medições das taxas de ureia, creatinina e cálcio total.

“Para prevenir a ocorrência de problemas ósseos, é necessário que os pacientes portadores de HIV promovam mudanças de hábitos de vidas, como parar com o tabagismo e a ingestão de álcool, realizar atividades físicas regulares, se expor ao sol e realizar uma dieta nutricional adequada”, finaliza a infectologista.

O novo ambulatório fica na rua Santa Cruz, 81, Vila Mariana, zona sul da capital.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

SP entra na reta final para produzir vacina inédita contra o ‘HPV bovino’

Testes em 15 animais, realizados pelo Instituto Butantan, foram considerados um sucesso; vírus infecta 70% do rebanho e pode levar animais à morte

Testes da vacina contra Papilomatose Bovina, causada pelo BPV, vírus da mesma família do Papilomavirus Humano (HPV), realizados pelo Instituto Butantan, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde, apresentaram resultados surpreendentes, comprovando a eficácia do produto.

Animais que receberam a vacina foram mantidos em campo durante um período de 300 dias em observação, e apresentaram resposta imunológica significativa, quando comparados ao grupo de controle. Durante 300 dias, 15 animais foram isolados e receberam uma dose da vacina. Os estudos permitiram ampliar os conhecimentos sobre o ciclo viral e as formas de transmissão.

O desenvolvimento da vacina contra o “HPV” bovino visa proporcionar um incremento na qualidade da criação de gado leiteiro, constantemente prejudicada pelo surgimento de feridas no úbere, o que impossibilita a ordenha. Além disso, a doença também provoca o aparecimento de verrugas, fator que diminui a qualidade do couro, favorece a manifestação de câncer no esôfago ou bexiga e pode causar grande perda financeira aos produtores. O BPV infecta cerca de 70% do rebanho, podendo levar os animais à morte.

Os pesquisadores trabalham em uma vacina de duplo caráter, que seja capaz não apenas de imunizar os animais sadios, como tratar aqueles já atingidos pelas doenças ligadas ao vírus.

“A vacina já apresentou eficácia nos testes, representando um avanço significativo no tratamento de uma doença pouco compreendida pelos criadores, mas que é extremamente prejudicial para o rebanho”, relata Rita de Cássia Stocco, diretora do Laboratório de Genética do Instituto Butantan.

A próxima e última etapa compreenderá testes de durabilidade da vacina.