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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Simpósio marca 30 anos de combate à Aids no Estado de SP


Evento acontecerá entre os dias 29, 30 e 31 de outubro; inscrições já estão abertas

Para marcar os 30 anos do Programa Estadual DST/Aids de São Paulo, a Secretaria de Estado da Saúde promoverá um simpósio que discutirá a evolução do combate e do tratamento da Aids no Estado.

O evento acontecerá entre os dias 29, 30 e 31 de outubro, no Centro de Convenções Rebouças, na zona oeste da capital. Contará com as participações de palestrantes nacionais e internacionais e discussões de assuntos a exemplo crack e HIV, vulnerabilidade e saúde integral de travestis e transexuais, envelhecimento e necessidades especiais de pessoas com HIV/Aids, entre outros.

As inscrições para o simpósio, que deverá reunir 600 pessoas e será voltado, em especial, para profissionais da área da saúde, já estão abertas e seguem até o dia 21 de outubro.

Haverá, ainda, uma mostra audiovisual interativa sobre combate à Aids, com imagens a serem encaminhadas por instituições não-governamentais e interlocutores municipais e regionais do setor que participaram de ações nesses 30 anos. Inscrições para o evento e informações sobre envio de imagens estão no site http://www.saude.sp.gov.br/centro-de-referencia-e-treinamento-dstaids-sp/

“Promoveremos um grande encontro com especialistas renomados, para discutir as ações do passado e do presente e, assim, lançar novas perspectivas de saúde pública no setor”, afirma a coordenadora do CRT DST/Aids, Maria Clara Gianna.

O Programa Estadual de Combate à Aids serviu como modelo para o programa nacional e virou exemplo para a Organização Mundial da  Saúde (OMS).

Evento “30 anos do Programa Estadual de AIDS de São Paulo”
Data: 29, 30 e 31 de outubro
Local: Centro de Convenções Rebouças – Avenida Rebouças, 600 – Jardim Paulista
Inscrições e informações: até o dia 21 de outubro, no site http://www.saude.sp.gov.br/centro-de-referencia-e-treinamento-dstaids-sp/

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Tatoo Week 2013 tem testes grátis de HIV, sífilis e hepatite

Estimativa da Secretaria é atender 450 pessoas até domingo, no Expo Center Norte; resultados são sigilosos e sairão em cerca de uma hora e meia

            A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo promoverá testes gratuitos de HIV, sífilis e hepatites B e C durante o 3º Encontro Internacional de Tatuadores e Body Piercings do Brasil. O evento começa nesta sexta-feira, 19 de julho e termina no domingo, dia 21, no pavilhão Amarelo do Expo Center Norte, na capital paulista.

A expectativa é atender 150 pessoas por dia, num total de 1.800 exames, contando os quatro testes. A ação conta com 60 profissionais entre enfermeiros, biologistas, psicólogos, assistentes sociais e técnicos do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids. Os testes são simples, rápidos e indolores e realizados com privacidade e sigilo. Os resultados dos quatro testes ficam prontos por volta de uma hora e meia após a coleta.

Para o coordenador adjunto do Programa Estadual DST/AIDS-SP, Artur Kalichman, a ação também serve para difundir informações sobre prevenção.

“O HIV, sífilis e hepatites podem ser transmitidos pelos equipamentos e acessórios usados para fazer tatuagens e colocação de piercings, que devem estar perfeitamente higienizados. Além disso, a desinfecção adequada dos locais e também do profissional é fundamental para a segurança de todos”, diz Kalichman.

            Os testes que serão feitos no evento também estão disponíveis, sem nenhum custo, em toda a rede pública de saúde. Informações sobre os locais podem ser obtidas pelo 0800-16-25-50.

sexta-feira, 1 de março de 2013

20% das pessoas que fazem teste de HIV não voltam para buscar o resultado

Para especialista, o medo e a falta de informação fazem as pessoas preferirem conviver com dúvida; os riscos de transmissão, porém, são maiores

Levantamento realizado pelo Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade ligada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, aponta que um quinto das pessoas que fizeram exame de sorologia para HIV, entre janeiro e dezembro de 2012, não voltaram para buscar o resultado do teste. No período, foram realizados 867 testes no Instituto.

Medo, insegurança e falta de informação são alguns dos fatores preponderantes que levam muitas pessoas a abandonarem os resultados de exames realizados para a sorologia de HIV.

De acordo com o infectologista Jean Gorinchteyn, o medo de receber um diagnóstico positivo é um dos principais motivos que levam as pessoas a preferirem conviver com a dúvida a saber que foram infectados.

“O número é assustador, pois a pessoa infectada, desconhecendo o resultado, além de poder ficar muito doente, também pode continuar a transmitir o vírus. O diagnostico precoce é essencial para a eficácia do tratamento”, explica Gorinchteyn.

Ainda segundo o médico, a falta de informação sobre a doença, que é muito estigmatizada, também faz com que as pessoas procurem o serviço de saúde somente quando já estão muito doentes. Nessa fase, o paciente fica com a saúde muito mais debilitada favorecendo o aparecimento de doenças oportunistas e tornando a recuperação mais lenta.

“No entanto, a recomendação é que todos, em primeiro lugar, façam uso de preservativo, mas em caso de qualquer tipo de exposição que ofereça risco, procure um serviço de saúde, deixe o medo de lado – seja ele qual for, e não fique na dúvida”, finaliza Jean.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

SP inicia campanha para diagnóstico precoce de HIV, hepatites e sífilis

Até 1º de dezembro serão oferecido 150 mil testes em todo o Estado

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo pretende realizar, até 1º de dezembro, Dia Mundial de Combate à Aids, 150 mil exames gratuitos para detecção do vírus HIV, além de sífilis e hepatites B e C.

A campanha “Fique Sabendo”, promovida pelo Programa Estadual de DST/Aids em parceria com o Instituto Adolfo Lutz e as secretarias municipais de Saúde, tem como objetivo incentivar o diagnóstico precoce dessas doenças.

Do total de exames oferecidos, 30 mil serão testes rápidos anti-HIV. Ao todo, 526 municípios do Estado aderiram à campanha, num total de mais de 2 mil unidades de saúde. Foram mobilizados para a ação cerca de 40 mil profissionais de saúde de diferentes áreas (gestores, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e técnicos de laboratório, entre outros).

Em 262 municípios serão realizadas atividades de testagem fora dos serviços de saúde, e em 257 municípios, unidades abrirão em um ou mais dias no fim de semana dias 24 e 25 de novembro, para expandir o acesso do exame anti-HIV à população.

No estado de São Paulo foram notificados 217.390 casos de Aids entre 1980 a junho de 2012. Embora o patamar de novas infecções esteja estável e a taxa de óbito tenha caído nos últimos anos, oito pessoas, em média, morrem todos os dias no Estado vítimas da doença.

“A campanha tem como objetivo alertar a população para a importância de se realizar o exame, que está disponível na rede pública de saúde durante o ano todo”, diz Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa Estadual DST/Aids-SP.

A campanha também pretende incentivar pessoas que nunca realizaram o teste a conhecerem o seu status sorológico, independentemente de sua orientação sexual.

“É fundamental que as pessoas com vida sexual ativa façam o teste, para descobrirem se são ou não portadora do vírus HIV. Se o teste der positivo, é importante iniciar imediatamente o seguimento médico”, explica Maria Clara.

Para divulgar a ação foram confeccionados e distribuídos aos serviços de todo Estado 10 mil cartazes, cinco milhões de folders sobre a importância da testagem e 500 mil folders sobre teste rápido, além de 30 mil camisetas e 30 mil coletes para profissionais de saúde envolvidos na campanha.

Os testes para sífilis e hepatite B são tão importantes quanto o de HIV. Em caso de soropositividade, possibilita tratamento precoce, interrupção da transmissão de mãe para filho, assim como para parceiros.

O teste rápido do HIV, feito a partir de punção digital, com pequena amostra de sangue, demora cerca de 40 minutos e sua eficácia é igual ao tradicional. Os testes de sífilis e hepatites B e C utilizam a mesma tecnologia do exame para HIV.

O Centro de Testagem do Centro de Referência e Treinamento em DST-Aids, unidade da Secretaria localizada na rua Santa Cruz, 81, na Vila Mariana, próximo ao metrô Santa Cruz, é um dos locais que ficarão abertos no dia 24, sábado, das 9h às 16h.

Informações sobre as unidades que estão participando da campanha podem ser obtidas pelo Disque DST/Aids (0800-16-25-50) e no site www.crt.saude.sp.gov.br.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Adolescentes com HIV tratados no Emílio Ribas ganham viagem a Campos do Jordão

Embarque ocorre hoje, sexta-feira; além de lazer, pacientes vão conhecer a história da região e sua relação com o médico sanitarista Emílio Ribas, que deu nome ao hospital centenário na capital

Hoje, 14 de setembro, um grupo de jovens com HIV/Aids tratados no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo referência em tratamento de doenças infectocontagiosas, trocarão suas consultas médicas por um final de semana turístico na cidade de Campos do Jordão, no interior paulista.

Além de lazer, os pacientes poderão conhecer de perto a história da região e sua relação com o médico sanitarista Emílio Ribas, que dá nome ao hospital estadual centenário da capital paulista. O embarque acontece a partir das 14h, em frente ao instituto.

Cerca de 30 jovens participantes do grupo chamado “Poder Jovem”, com idade entre 13 e 18 anos, participarão durante este final de semana da excursão organizada e programada pelo grupo de Voluntariado do hospital.

No roteiro da viagem estão programados passeios pelos principais pontos históricos da cidade: Palácio Boa Vista, Auditório Claudio Santoro, museus, bondinho e a estrada de ferro, idealizada por Emílio Ribas para transportar pacientes com Tuberculose no início do século passado.

Os adolescentes contraíram o vírus por meio de transmissão vertical, pela mãe no momento do parto, e são tratados no hospital Emílio Ribas desde a infância.

Muitos deles são órfãos ou acamados e recebem o apoio educacional, psicológico e de desenvolvimento dentro do projeto. “Somos uma família para eles. É aqui que eles se desenvolvem, buscam apoio e aprendem a lidar com a doença e suas descobertas”, afirma Sandra Santos, coordenadora do grupo.

Segundo Glória Bruneti, diretora do Voluntariado do hospital, que administra o grupo de jovens, a excursão para Campos do Jordão, além de tirar os pacientes da rotina hospitalar, será valiosa e inesquecível na vida desses adolescentes.

“Estamos formando cidadãos. Será um momento cultural e de reflexão sobre a vida, bem como o aprendizado sobre a obra do Patrono da Saúde Pública de São Paulo”.

O Instituto de Infectologia Emílio Ribas fica na avenida Dr. Arnaldo, 165, zona oeste da capital.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Emílio Ribas lança atendimento domiciliar para pacientes em cuidados paliativos de HIV


Novo serviço será oferecido a pacientes em tratamento no hospital e que precisam ser acompanhados no processo de dor aguda e alívio do sofrimento pela complicação de doenças infectocontagiosas

O Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo referência nacional em doenças infectocontagiosas, na capital paulista, iniciou atendimento domiciliar para pacientes soropositivos e com outras doenças infectocontagiosas em processo de terminalidade.

O serviço de cuidados paliativos em HIV do Emílio Ribas, que é pioneiro no país, implantará o atendimento domiciliar de forma gradativa para os pacientes em estado avançado da doença. A iniciativa vai beneficiar pacientes e cuidadores que são atendidos pela Instituição, que estão com quadro agudo de dor, em sofrimento físico, psicossocial, ou espiritual.

Inicialmente, 10 pacientes serão acompanhados por uma equipe multidisciplinar formada por 15 profissionais. Na estrutura assistencial, serão 400 atendimentos mensais, incluindo medicação, curativos, atendimentos terapêuticos especializados, treinamento de cuidadores, entre outros procedimentos. O trabalho será realizado por profissionais de saúde especialistas em dor e cuidados paliativos, incluindo médicos, assistentes sociais, enfermeiras, auxiliares de enfermagem, nutricionistas, terapeutas ocupacionais, além de capelães.

O Centro de Referência de Cuidados Paliativos do Emílio Ribas é uma unidade formadora de profissionais de saúde e o único serviço da América Latina especializado no atendimento em cuidados paliativos para pacientes com HIV. Na nova proposta de assistência em domicílio, os pacientes serão escolhidos de acordo com critérios terapêuticos específicos conforme avaliação em função da dor, processo de terminalidade e falência de tratamento.

Segundo a coordenadora do Núcleo, a terapeuta ocupacional, Mônica Estuque, o atendimento domiciliar será uma extensão humanizada e acolhedora do tratamento terapêutico hospitalar. Ela explica que o enfrentamento da doença terminal na residência garante condições especiais não só para o paciente, como para a família que também recebe acompanhamento durante o período de luto. “Nossa intenção é estender a assistência de forma integral para valorizar o tratamento terapêutico no controle da dor física com apoio ao paciente do diagnóstico ao óbito”, complementa.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

SP lança manual para padronizar tratamento de soropositivos com DST no SUS


Material, composto por 152 páginas, será distribuído aos profissionais da saúde de 200 unidades ambulatoriais em todo o Estado

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo decidiu normatizar as condutas no atendimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde) aos pacientes com HIV/Aids, portadores também de doenças sexualmente transmissíveis.

Para isso, profissionais do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, unidade ligada à pasta, elaboraram o “Manual para manejo das doenças sexualmente transmissíveis em pessoas vivendo com HIV”.

Composto por 152 páginas e distribuído em 200 unidades ambulatoriais em todo o Estado, o manual tem por objetivo de orientar profissionais da saúde sobre cuidados diferenciados, voltados aos pacientes portadores de HIV/AIDS acometidos por doenças sexualmente transmissíveis (HPV, candidíase, clamídia, entre outras).

Entre temas abordados pelo manual estão cuidados durante a gravidez com portadores de infecção provocada pelo HIV, anticoncepção para pessoas com HIV, diagnósticos laboratoriais, além de informações sobre sífilis, hepatites, entre outras doenças sexualmente transmissíveis.

“Esperamos que esse manual possa auxiliar os técnicos de saúde a trabalharem no melhor manejo possível de pessoas infectadas pelo HIV, que também apresentam algum tipo de DST”, avalia Maria Clara Gianna, coordenadora do CRT DST/AIDS.

As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são infecções adquiridas pela prática do sexo sem preservativo. Segundo Valdir Monteiro Pinto, ginecologista do CRT, a situação se agrava pelo falo de muitas DST não apresentarem sintomas específicos.

“Nas pessoas que vivem com HIV/Aids, dependendo do estado imunológico, as DST podem se apresentar de formas atípicas e o tempo de recuperação também pode ser mais longo”, explica o ginecologista.

O “Manual para Manejo das Doenças Sexualmente Transmissíveis em pessoas vivendo com HIV” é fruto de trabalho multiprofissional e multidisciplinar, em parceria com os Programas Nacional e Municipal DST/Aids, Sociedade Brasileira de DST, universidades e serviços especializados em DST/HIV e Aids do Estado de São Paulo.