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segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Emílio Ribas diagnostica todo dia 4 novos casos de doenças transmitidas pelo sexo
Sífilis representa 40% do total de casos; parte dos pacientes atendidos já está infectado pelo vírus do HIV
Levantamento realizado pelo Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e referência nacional no tratamento de doenças infecciosas, revela que a cada dia, em média, 3,6 novos casos de doenças sexualmente transmissíveis são diagnosticados no hospital.
Os homens são as principais vítimas, respondendo por 82% das infecções detectadas. O mapeamento refere-se aos atendimentos realizados em 2012. No total, 1.330 casos de DSTs foram registrados. A sífilis congênita é responsável por 40% das ocorrências, seguida pela hepatite B, com 19%, e a candidíase, que representa 11% dos diagnósticos. As demais doenças registradas foram HPV (que causa câncer de colo de útero), clamídia, cancro mole e gonorreia.
Para o infectologista Ralcyon Teixeira, não usar preservativo durante o sexo é o principal motivo para o número elevado de casos. “A prevenção é a forma mais eficiente de não se contrair uma DST. É preciso utilizar camisinha inclusive durante o sexo oral, pois esta é uma das principais formas de infecção se for feita de forma desprotegida.
O estudo aponta que a maioria dos pacientes tem idade entre 30 e 40 anos. O elevado número de novos casos por dia preocupa os médicos, pois de acordo com os dados, parte desses pacientes é infectada pelo vírus do HIV e já faz acompanhamento no Instituto.
“Isso alerta para a falta de cuidados dessa população. Além das DSTs mais comuns, eles podem estar transmitindo HIV para os parceiros”, comenta Teixeira.
Segundo o infectologista, Jean Gorinchteyn, também do Emílio Ribas, nos últimos anos que a população perdeu o medo de se contaminar por doenças sexualmente transmissíveis. “As pessoas acham que pelo fato dessas doenças terem medicamentos não há problema. Elas ignoram ou não sabem que o tratamento não é simples e que as patologias podem evoluir para complicações e levar até mesmo a morte”, afirma.
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quinta-feira, 11 de abril de 2013
Emílio Ribas alerta para o aumento de gripes e resfriados durante o outono
Doenças respiratórias infecciosas e inflamatórias são comuns nesta época do ano, é importante estar atento aos sintomas, não se automedicar e procurar um serviço de saúde
O Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, referência nacional no tratamento de doenças infecciosas, faz um alerta para o aumento de gripes, resfriados e alergias durante o outono.
A baixa umidade do ar somada às diversas alterações de temperatura durante o dia e aglomerações de pessoas em ambientes fechados facilitam o contágio por vírus, aumentam o número de casos de inflamações das vias respiratórias e alergias, agravos comuns nesta época do ano.
Segundo o infectologista Ralcyon Teixeira, do Instituto Emílio Ribas, é muito comum as pessoas confundirem gripes com resfriados, mas apesar de ambas apresentarem sintomas semelhantes são provocados por vírus distintos e devem receber o diagnóstico e tratamentos adequados.
“O resfriado tem sintomas mais leves, como corisa e leves dores no corpo. O vírus do resfriado permanece no organismo por no máximo três dias. Já a gripe exige mais atenção, pois ela aparece de maneira mais agressiva e prolongada, manifestando-se por febre, fortes dores no corpo, tosse seca e falta de ar. Neste caso, o ideal é procurar ajuda médica”, esclarece Ralcyon.
As doenças respiratórias mais frequentes no outono, como a asma brônquica e as alergias também devem ser observadas e distinguidas de maneira correta. A asma brônquica, popularmente conhecida como bronquite, doença pulmonar que provoca chiados e dificuldades para respirar, é incidente no outono e em temperaturas frias, bem como em exposição à poluição, fumaça e pólen. Esse problema pode se tornar extremamente grave caso não seja acompanhado e tratado desde os primeiros sintomas.
Já as alergias mais comuns nesta época do ano são as rinites e as sinusites, inflamações das vias respiratórias provocada pelas variações climáticas bruscas e o contato com o pó e poluentes. “As pessoas que sofrem tanto pela bronquite como pela rinite devem estar atentas ao retirar roupas guardadas há muito tempo no armário, pois elas podem reter pó e odores nocivos para as alergias”, orienta o doutor Ralcyon.
O infectologista salienta, ainda, a importância de beber bastante água e se ater aos sintomas. “É muito importante observar os primeiros sintomas e procurar auxílio profissional imediato para evitar que um simples resfriado possa se tornar uma pneumonia ou algo mais grave”, diz Ralcyon lembrando que a automedicação deve ser evitada.
Entenda os vírus
Os quatro principais vírus que circulam no outono são: influenza, sincicial, rinovírus e adenovírus. O pneumologista Fábio Muchão, do AME Heliópolis, explica que a influenza pode ser contraída por pessoas de todas as idades, mas é potencialmente mais perigosa em crianças, idosos e doentes crônicos.
“Os sintomas mais comuns são dor de garganta, musculares e de cabeça, tosse, febre entre outros”, explica Muchão.
Outro vírus que oferece risco maior para o público infantil é o sincicial, principal causador das bronquiolites, que provoca as crises de chiado em bebês. Já o rinovírus é responsável pelos resfriados comuns nessa época. O adenovírus possui sintomas semelhantes aos problemas gripais, porém, com quadro respiratório mais amplo, além de sintomas gastrointestinais, febre prolongada entre outros. Procurar ajuda médica é sempre recomendado diante de qualquer sintoma prolongado.
O Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, referência nacional no tratamento de doenças infecciosas, faz um alerta para o aumento de gripes, resfriados e alergias durante o outono.
A baixa umidade do ar somada às diversas alterações de temperatura durante o dia e aglomerações de pessoas em ambientes fechados facilitam o contágio por vírus, aumentam o número de casos de inflamações das vias respiratórias e alergias, agravos comuns nesta época do ano.
Segundo o infectologista Ralcyon Teixeira, do Instituto Emílio Ribas, é muito comum as pessoas confundirem gripes com resfriados, mas apesar de ambas apresentarem sintomas semelhantes são provocados por vírus distintos e devem receber o diagnóstico e tratamentos adequados.
“O resfriado tem sintomas mais leves, como corisa e leves dores no corpo. O vírus do resfriado permanece no organismo por no máximo três dias. Já a gripe exige mais atenção, pois ela aparece de maneira mais agressiva e prolongada, manifestando-se por febre, fortes dores no corpo, tosse seca e falta de ar. Neste caso, o ideal é procurar ajuda médica”, esclarece Ralcyon.
As doenças respiratórias mais frequentes no outono, como a asma brônquica e as alergias também devem ser observadas e distinguidas de maneira correta. A asma brônquica, popularmente conhecida como bronquite, doença pulmonar que provoca chiados e dificuldades para respirar, é incidente no outono e em temperaturas frias, bem como em exposição à poluição, fumaça e pólen. Esse problema pode se tornar extremamente grave caso não seja acompanhado e tratado desde os primeiros sintomas.
Já as alergias mais comuns nesta época do ano são as rinites e as sinusites, inflamações das vias respiratórias provocada pelas variações climáticas bruscas e o contato com o pó e poluentes. “As pessoas que sofrem tanto pela bronquite como pela rinite devem estar atentas ao retirar roupas guardadas há muito tempo no armário, pois elas podem reter pó e odores nocivos para as alergias”, orienta o doutor Ralcyon.
O infectologista salienta, ainda, a importância de beber bastante água e se ater aos sintomas. “É muito importante observar os primeiros sintomas e procurar auxílio profissional imediato para evitar que um simples resfriado possa se tornar uma pneumonia ou algo mais grave”, diz Ralcyon lembrando que a automedicação deve ser evitada.
Entenda os vírus
Os quatro principais vírus que circulam no outono são: influenza, sincicial, rinovírus e adenovírus. O pneumologista Fábio Muchão, do AME Heliópolis, explica que a influenza pode ser contraída por pessoas de todas as idades, mas é potencialmente mais perigosa em crianças, idosos e doentes crônicos.
“Os sintomas mais comuns são dor de garganta, musculares e de cabeça, tosse, febre entre outros”, explica Muchão.
Outro vírus que oferece risco maior para o público infantil é o sincicial, principal causador das bronquiolites, que provoca as crises de chiado em bebês. Já o rinovírus é responsável pelos resfriados comuns nessa época. O adenovírus possui sintomas semelhantes aos problemas gripais, porém, com quadro respiratório mais amplo, além de sintomas gastrointestinais, febre prolongada entre outros. Procurar ajuda médica é sempre recomendado diante de qualquer sintoma prolongado.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Saúde alerta para os riscos de doenças durante período de chuvas e enchentes
Leptospirose, Hepatite A e Febre Tifoide são algumas das doenças que podem ser transmitidas por contato com água contaminada
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo faz uma alerta para os cuidados que devem ser tomados durante o período de chuvas fortes e tempestades. O objetivo é evitar o risco de contágio de doenças infectocontagiosas transmitidas pelo contato com a água de áreas com alagamentos, enchentes e transbordamento de esgotos e rios, normalmente com presença de diversos vírus e bactérias nocivos à saúde humana.
Entre essas principais doenças está a leptospirose, que pode ocorrer após o contato com urina de ratos contaminados com a bactéria leptospira. Ao entrar em contato com a pele humana, por meio das águas de inundações, a bactéria pode penetrar no organismo causando sintomas como febre, dores de cabeça e nos músculos e náuseas. Quando não diagnosticada com antecedência, a leptospirose pode levar a morte.
Segundo o infectologista Jean Gorinchteyn, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, os sinais da doença podem aparecer no dia seguinte após o contato com as águas de chuva, ou até depois de um mês.
“Os primeiros sintomas podem ser febre, dores na cabeça e no corpo, principalmente na panturrilha. Na ausência de tratamento de urgência, alguns casos podem ser mais graves, provocando riscos de insuficiência renal com sangramento nos pulmões”, explica o médico.
Assim como a leptospirose, outras doenças podem se manifestar após o contato com águas contaminadas pelo transbordamento de esgoto humano como a Hepatite A, diarreia e Febre Tifoide, causada pela salmonella typhi, bactéria encontrada nas fezes de animais.
De acordo com Gorinchteyn, a principal recomendação neste período é evitar ao máximo o contato com a água contaminada e seguir à risca os procedimentos de higiene e limpeza da residência ou estabelecimentos comerciais caso esses locais sejam atingidos pelas enchentes.
“Evite pisar em poças d´água, principalmente em águas de inundações. Caso seja inevitável, fique atento aos primeiros sintomas e procure um médico”, adverte.
Confira dicas para evitar a contaminação por água da chuva:
- Não deixe que crianças nadem ou brinquem na água e na lama das enchentes, pois, além do perigo das enxurradas, elas podem ficar doentes.
- Evite manusear objetos que tenham sido atingidos pela água ou lama. Proteja os pés e as mãos com botas e luvas de borracha ou sacos plásticos duplos.
- Evite contato com as águas das enchentes. Caso isto seja inevitável, é recomendável permanecer o menor tempo possível na água ou na lama.
- Jogue fora medicamentos e alimentos (frutas, legumes, verduras, carnes, grãos, leites e derivados, enlatados etc.) que entraram em contato com as águas da enchente, mesmo que estejam embalados com plásticos ou fechados, pois, ainda assim, podem estar contaminados.
- Se sua casa for atingida pela enchente, após o recuo da água providencie a limpeza e desinfecção dos ambientes, utensílios, móveis e outros objetos. Usando luvas, botas de borrachas ou outro tipo de proteção para as pernas e braços (como sacos plásticos duplos), descarte para a coleta pública tudo o que não puder ser recuperado e remova – com escova, sabão e água limpa – a lama que restou nos ambientes, utensílios, móveis e outros objetos da casa.
- No caso dos utensílios domésticos (panelas, copos, pratos e objetos lisos e laváveis), lave-os normalmente com água e sabão. Depois, prepare uma solução desinfetante, diluindo um copo (200 ml) de água sanitária (hipoclorito de sódio a 2,5%) em quatro copos de água (800 ml). Mergulhe na solução os objetos lavados, deixando-os ali por, pelo menos, uma hora.
- No caso dos pisos, paredes, móveis e outros objetos, após retirar a lama, lave o local com água e sabão e, a seguir, prepare uma solução diluindo um copo (200ml) de água sanitária (hipoclorito de sódio a 2,5%) para um balde de 20 litros de água. Umedeça um pano na solução e passe nas superfícies, deixando-as secar naturalmente.
- Lave bem as mãos antes de preparar alimentos e ao se alimentar. Procure beber sempre água potável, que não tenha tido contato algum com as enchentes, e a utilize no preparo dos alimentos, especialmente das crianças menores de um ano.
- Para garantir que a água é segura para consumo, ferva-a por ao menos um minuto, ou adicione duas gotas de hipoclorito de sódio com concentração de 2,5% (água sanitária) para cada litro de água.
- Os frascos de hipoclorito de sódio a 2,5%, próprios para diluir na água de beber e cozinhar, podem ser encontrados em farmácias ou supermercados. Na falta dessas opções, utilize água sanitária, tomando o cuidado de adquirir apenas aquelas que tenham registro e não contenham outras misturas, como perfumes.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo faz uma alerta para os cuidados que devem ser tomados durante o período de chuvas fortes e tempestades. O objetivo é evitar o risco de contágio de doenças infectocontagiosas transmitidas pelo contato com a água de áreas com alagamentos, enchentes e transbordamento de esgotos e rios, normalmente com presença de diversos vírus e bactérias nocivos à saúde humana.
Entre essas principais doenças está a leptospirose, que pode ocorrer após o contato com urina de ratos contaminados com a bactéria leptospira. Ao entrar em contato com a pele humana, por meio das águas de inundações, a bactéria pode penetrar no organismo causando sintomas como febre, dores de cabeça e nos músculos e náuseas. Quando não diagnosticada com antecedência, a leptospirose pode levar a morte.
Segundo o infectologista Jean Gorinchteyn, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, os sinais da doença podem aparecer no dia seguinte após o contato com as águas de chuva, ou até depois de um mês.
“Os primeiros sintomas podem ser febre, dores na cabeça e no corpo, principalmente na panturrilha. Na ausência de tratamento de urgência, alguns casos podem ser mais graves, provocando riscos de insuficiência renal com sangramento nos pulmões”, explica o médico.
Assim como a leptospirose, outras doenças podem se manifestar após o contato com águas contaminadas pelo transbordamento de esgoto humano como a Hepatite A, diarreia e Febre Tifoide, causada pela salmonella typhi, bactéria encontrada nas fezes de animais.
De acordo com Gorinchteyn, a principal recomendação neste período é evitar ao máximo o contato com a água contaminada e seguir à risca os procedimentos de higiene e limpeza da residência ou estabelecimentos comerciais caso esses locais sejam atingidos pelas enchentes.
“Evite pisar em poças d´água, principalmente em águas de inundações. Caso seja inevitável, fique atento aos primeiros sintomas e procure um médico”, adverte.
Confira dicas para evitar a contaminação por água da chuva:
- Não deixe que crianças nadem ou brinquem na água e na lama das enchentes, pois, além do perigo das enxurradas, elas podem ficar doentes.
- Evite manusear objetos que tenham sido atingidos pela água ou lama. Proteja os pés e as mãos com botas e luvas de borracha ou sacos plásticos duplos.
- Evite contato com as águas das enchentes. Caso isto seja inevitável, é recomendável permanecer o menor tempo possível na água ou na lama.
- Jogue fora medicamentos e alimentos (frutas, legumes, verduras, carnes, grãos, leites e derivados, enlatados etc.) que entraram em contato com as águas da enchente, mesmo que estejam embalados com plásticos ou fechados, pois, ainda assim, podem estar contaminados.
- Se sua casa for atingida pela enchente, após o recuo da água providencie a limpeza e desinfecção dos ambientes, utensílios, móveis e outros objetos. Usando luvas, botas de borrachas ou outro tipo de proteção para as pernas e braços (como sacos plásticos duplos), descarte para a coleta pública tudo o que não puder ser recuperado e remova – com escova, sabão e água limpa – a lama que restou nos ambientes, utensílios, móveis e outros objetos da casa.
- No caso dos utensílios domésticos (panelas, copos, pratos e objetos lisos e laváveis), lave-os normalmente com água e sabão. Depois, prepare uma solução desinfetante, diluindo um copo (200 ml) de água sanitária (hipoclorito de sódio a 2,5%) em quatro copos de água (800 ml). Mergulhe na solução os objetos lavados, deixando-os ali por, pelo menos, uma hora.
- No caso dos pisos, paredes, móveis e outros objetos, após retirar a lama, lave o local com água e sabão e, a seguir, prepare uma solução diluindo um copo (200ml) de água sanitária (hipoclorito de sódio a 2,5%) para um balde de 20 litros de água. Umedeça um pano na solução e passe nas superfícies, deixando-as secar naturalmente.
- Lave bem as mãos antes de preparar alimentos e ao se alimentar. Procure beber sempre água potável, que não tenha tido contato algum com as enchentes, e a utilize no preparo dos alimentos, especialmente das crianças menores de um ano.
- Para garantir que a água é segura para consumo, ferva-a por ao menos um minuto, ou adicione duas gotas de hipoclorito de sódio com concentração de 2,5% (água sanitária) para cada litro de água.
- Os frascos de hipoclorito de sódio a 2,5%, próprios para diluir na água de beber e cozinhar, podem ser encontrados em farmácias ou supermercados. Na falta dessas opções, utilize água sanitária, tomando o cuidado de adquirir apenas aquelas que tenham registro e não contenham outras misturas, como perfumes.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
SP ganha laboratório de investigação molecular em cardiologia
Espaço conta com sistema de sequenciamento genético de doenças cardíacas; Dante Pazzanese também terá laboratório de Doença de Chagas e novo ambulatório que amplia em 30% investigação diagnóstica de doenças coronarianas
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo entregou nesta sexta-feira, 21 de setembro, dois novos laboratórios de ciências básicas e o novo Ambulatório de Angioplastia Coronária do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, novos espaços dedicados ao atendimento e ao aperfeiçoamento do tratamento médico. O investimento foi de aproximadamente R$ 2 milhões.
Localizado num espaço totalmente reformado de 180m2, os dois laboratórios de Ciências Básicas, compostos pelos laboratórios de Investigação Molecular em Cardiologia e o de Doenças de Chagas, são áreas dedicadas à pesquisa científica para o avanço do tratamento de doenças cardíacas.
No Laboratório de Investigação Molecular em Cardiologia, por exemplo, há 20 projetos de pesquisas que envolvem a criação de um banco de DNA, estudos de mutação associados a distúrbios cardiovasculares, diagnóstico precoce de doença crônico-degenerativas de origem genética, resistência ao tratamento farmacológico, entre outros.
Para as produções das pesquisas científicas, entre os aparelhos adquiridos pelo Dante Pazzanese estão dois equipamentos importados, dos quais um pirosequenciador e um sistema de sequenciamento, ambos utilizados nos estudos que envolvem o sequenciamento genético de doenças cardíacas.
Já o Laboratório de Doenças de Chagas mantém cerca de 60 cristalizadores, que são os recipientes dedicados ao cultivo do inseto Barbeiro, utilizados para o desenvolvimento de pesquisas, em conjunto com o Instituto Adolfo Lutz, sobre marcadores sorológicos que facilitarão no avanço do diagnóstico da doença.
O Ambulatório de Angioplastia Coronária ampliará em até 33% o atendimento e o acompanhamento de pacientes cardiopatas com necessidade de investigação diagnóstica.
Distribuído em um espaço de 1.000m2 e composto por uma recepção, 20 consultórios médicos, mini-auditório, sala de reunião e sala de análise de exames, o novo ambulatório realizará uma média de 2.000 atendimentos mensais, 500 a mais antes da configuração do novo espaço.
Além disso, o novo ambulatório proporcionará maior integração para realização de análises dos exames de angiografia (utilizado na avaliação do grau de obstrução dos vasos coronarianos), ultrassom (realizações de imagens em preto e branco para avaliação do grau de obstrução e das placas existentes em vasos coronarianos) e histologia virtual (produção de imagens coloridas, que aprofunda o diagnóstico dos componentes de uma placa coronariana), todos já realizados pelo hospital.
“Com essas novas alas, o Dante Pazzanese avança ainda mais na assistência e na produção científica destinada aos tratamentos cardiológicos”, afirma o secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Giovanni Guido Cerri.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo entregou nesta sexta-feira, 21 de setembro, dois novos laboratórios de ciências básicas e o novo Ambulatório de Angioplastia Coronária do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, novos espaços dedicados ao atendimento e ao aperfeiçoamento do tratamento médico. O investimento foi de aproximadamente R$ 2 milhões.
Localizado num espaço totalmente reformado de 180m2, os dois laboratórios de Ciências Básicas, compostos pelos laboratórios de Investigação Molecular em Cardiologia e o de Doenças de Chagas, são áreas dedicadas à pesquisa científica para o avanço do tratamento de doenças cardíacas.
No Laboratório de Investigação Molecular em Cardiologia, por exemplo, há 20 projetos de pesquisas que envolvem a criação de um banco de DNA, estudos de mutação associados a distúrbios cardiovasculares, diagnóstico precoce de doença crônico-degenerativas de origem genética, resistência ao tratamento farmacológico, entre outros.
Para as produções das pesquisas científicas, entre os aparelhos adquiridos pelo Dante Pazzanese estão dois equipamentos importados, dos quais um pirosequenciador e um sistema de sequenciamento, ambos utilizados nos estudos que envolvem o sequenciamento genético de doenças cardíacas.
Já o Laboratório de Doenças de Chagas mantém cerca de 60 cristalizadores, que são os recipientes dedicados ao cultivo do inseto Barbeiro, utilizados para o desenvolvimento de pesquisas, em conjunto com o Instituto Adolfo Lutz, sobre marcadores sorológicos que facilitarão no avanço do diagnóstico da doença.
O Ambulatório de Angioplastia Coronária ampliará em até 33% o atendimento e o acompanhamento de pacientes cardiopatas com necessidade de investigação diagnóstica.
Distribuído em um espaço de 1.000m2 e composto por uma recepção, 20 consultórios médicos, mini-auditório, sala de reunião e sala de análise de exames, o novo ambulatório realizará uma média de 2.000 atendimentos mensais, 500 a mais antes da configuração do novo espaço.
Além disso, o novo ambulatório proporcionará maior integração para realização de análises dos exames de angiografia (utilizado na avaliação do grau de obstrução dos vasos coronarianos), ultrassom (realizações de imagens em preto e branco para avaliação do grau de obstrução e das placas existentes em vasos coronarianos) e histologia virtual (produção de imagens coloridas, que aprofunda o diagnóstico dos componentes de uma placa coronariana), todos já realizados pelo hospital.
“Com essas novas alas, o Dante Pazzanese avança ainda mais na assistência e na produção científica destinada aos tratamentos cardiológicos”, afirma o secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Giovanni Guido Cerri.
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segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Campanha para colocar em dia vacinação de crianças vai até sexta-feira
Objetivo da Secretaria é colocar em dia a imunização de 2,9 milhões de paulistas menores de cinco anos de idade para 15 tipos de doenças
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo decidiu indicar aos municípios paulistas a prorrogação da campanha de multivacinação para crianças menores de cinco anos em todo o Estado. O objetivo é colocar em dia a imunização de 2,9 milhões de paulistas nessa faixa etária.Até a última sexta-feira, 24 de agosto, segundo dados informados pelas secretarias municipais de Saúde, 1,4 milhões de crianças foram levadas às salas de vacinação. A campanha agora segue até 31 de agosto, sexta-feira da próxima semana. Os postos de saúde abrem de segunda a sexta, das 8h às 17h.
Nesta campanha são oferecidas doses contra 15 tipos de doenças, como paralisia infantil, pneumonia, febre amarela, gripe, rotavírus e meningite. Também foi disponibilizada, pela primeira vez, a vacina Pentavalente, que imuniza contra as doenças difteria, tétano, coqueluche, meningite e hepatite B.
A campanha é destinada, prioritariamente, aos menores de cinco anos que forem levados aos postos por pais ou responsáveis com a caderneta de vacinação das crianças, documento fundamental para comprovar quais doses já foram aplicadas, quais estão em atraso e quais deverão ser aplicadas nos meses ou anos seguintes.
Caso os pais ou responsáveis tenham perdido a caderneta de vacinação de seus filhos, a recomendação é de que eles compareçam ao mesmo posto de saúde onde vacinaram as crianças anteriormente, para que seja possível consultar a ficha de registro nos arquivos da unidade sobre quais vacinas já foram ou não aplicadas.
“Esta campanha é fundamental para proteger as crianças contra doenças transmissíveis e que podem ser perigosas. Estamos fazendo um verdadeiro mutirão para ampliar a cobertura vacinal no Estado e erradicadas as doenças como a poliomielite e o sarampo, além de reforçar o controle das doenças imunopreveníveis”, afirma a médica pediatra Helena Sato, diretora de Imunização da Secretaria.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo decidiu indicar aos municípios paulistas a prorrogação da campanha de multivacinação para crianças menores de cinco anos em todo o Estado. O objetivo é colocar em dia a imunização de 2,9 milhões de paulistas nessa faixa etária.Até a última sexta-feira, 24 de agosto, segundo dados informados pelas secretarias municipais de Saúde, 1,4 milhões de crianças foram levadas às salas de vacinação. A campanha agora segue até 31 de agosto, sexta-feira da próxima semana. Os postos de saúde abrem de segunda a sexta, das 8h às 17h.
Nesta campanha são oferecidas doses contra 15 tipos de doenças, como paralisia infantil, pneumonia, febre amarela, gripe, rotavírus e meningite. Também foi disponibilizada, pela primeira vez, a vacina Pentavalente, que imuniza contra as doenças difteria, tétano, coqueluche, meningite e hepatite B.
A campanha é destinada, prioritariamente, aos menores de cinco anos que forem levados aos postos por pais ou responsáveis com a caderneta de vacinação das crianças, documento fundamental para comprovar quais doses já foram aplicadas, quais estão em atraso e quais deverão ser aplicadas nos meses ou anos seguintes.
Caso os pais ou responsáveis tenham perdido a caderneta de vacinação de seus filhos, a recomendação é de que eles compareçam ao mesmo posto de saúde onde vacinaram as crianças anteriormente, para que seja possível consultar a ficha de registro nos arquivos da unidade sobre quais vacinas já foram ou não aplicadas.
“Esta campanha é fundamental para proteger as crianças contra doenças transmissíveis e que podem ser perigosas. Estamos fazendo um verdadeiro mutirão para ampliar a cobertura vacinal no Estado e erradicadas as doenças como a poliomielite e o sarampo, além de reforçar o controle das doenças imunopreveníveis”, afirma a médica pediatra Helena Sato, diretora de Imunização da Secretaria.
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quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Metade dos dependentes químicos têm doenças psíquicas associadas
Índice de transtornos é maior entre as mulheres, aponta estudo da Secretaria de Estado da Saúde
Um estudo realizado pela Secretaria de Estado da Saúde sobre o perfil de 1,3 mil dependentes em álcool e drogas tratados nos últimos três anos na unidade estadual de álcool e drogas do Hospital Lacan, em São Bernardo do Campo, revelou que 51% deles apresentavam doenças psiquiátricas como depressão, transtorno bipolar e transtorno obsessivo-compulsivo.
Entre os homens, o índice de pacientes com doenças psíquicas foi de 50,1%. Já entre as pacientes mulheres o percentual foi mais alto: 56%.
Segundo o coordenador da área de saúde mental da Secretaria, Sérgio Tamai, o dado demonstra que os pacientes que sofrem desses transtornos são mais vulneráveis à dependência química.
“Um indivíduo que sofra de depressão, por exemplo, tem chance mais elevada de tentar buscar drogas estimulantes ou abusar de bebidas alcoólicas”, afirma o psiquiatra.
Por outro lado, o consumo de entorpecentes ou de álcool em excesso pode ter um forte impacto negativo, que vai além da saúde física do indivíduo, potencializando as doenças psíquicas para as quais haja pré-disposição genética. Segundo Tamai, já está comprovado que indivíduos com pré-disposição genética para doenças psíquicas, como a esquizofrenia, aumentam em até sete vezes os riscos de desenvolvê-las, quando fazem o consumo de drogas.
Ele explica, ainda, que uma das poucas formas de se identificar a pré-disposição é investigando o histórico familiar de doenças psíquicas, o que é extremamente complexo.
“O uso de drogas ou o abuso de bebidas alcoólicas pode ser entendido praticamente como uma roleta russa porque o paciente não pode prever exatamente quais serão as consequências”, diz Tamai.
Modelo terapêutico
A unidade estadual para tratamento de dependentes químicos existe desde 2009, e teve projeto terapêutico desenvolvido por especialistas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
O serviço adota um modelo de assistência multidisciplinar, formada por médicos, psicólogos, enfermeiros e terapeutas ocupacionais, com respeito às necessidades individuais, visando à recuperação do paciente e sua reinserção social.
Os pacientes em tratamento na clínica de São Bernardo do Campo têm acompanhamento psicológico individual e coletivo, participam de atividades físicas e esportivas e realizam terapias ocupacionais, como oficinas de pintura e entre outras. Além disso, a unidade garante o devido acompanhamento ambulatorial pós-alta dos pacientes.
Um estudo realizado pela Secretaria de Estado da Saúde sobre o perfil de 1,3 mil dependentes em álcool e drogas tratados nos últimos três anos na unidade estadual de álcool e drogas do Hospital Lacan, em São Bernardo do Campo, revelou que 51% deles apresentavam doenças psiquiátricas como depressão, transtorno bipolar e transtorno obsessivo-compulsivo.
Entre os homens, o índice de pacientes com doenças psíquicas foi de 50,1%. Já entre as pacientes mulheres o percentual foi mais alto: 56%.
Segundo o coordenador da área de saúde mental da Secretaria, Sérgio Tamai, o dado demonstra que os pacientes que sofrem desses transtornos são mais vulneráveis à dependência química.
“Um indivíduo que sofra de depressão, por exemplo, tem chance mais elevada de tentar buscar drogas estimulantes ou abusar de bebidas alcoólicas”, afirma o psiquiatra.
Por outro lado, o consumo de entorpecentes ou de álcool em excesso pode ter um forte impacto negativo, que vai além da saúde física do indivíduo, potencializando as doenças psíquicas para as quais haja pré-disposição genética. Segundo Tamai, já está comprovado que indivíduos com pré-disposição genética para doenças psíquicas, como a esquizofrenia, aumentam em até sete vezes os riscos de desenvolvê-las, quando fazem o consumo de drogas.
Ele explica, ainda, que uma das poucas formas de se identificar a pré-disposição é investigando o histórico familiar de doenças psíquicas, o que é extremamente complexo.
“O uso de drogas ou o abuso de bebidas alcoólicas pode ser entendido praticamente como uma roleta russa porque o paciente não pode prever exatamente quais serão as consequências”, diz Tamai.
Modelo terapêutico
A unidade estadual para tratamento de dependentes químicos existe desde 2009, e teve projeto terapêutico desenvolvido por especialistas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
O serviço adota um modelo de assistência multidisciplinar, formada por médicos, psicólogos, enfermeiros e terapeutas ocupacionais, com respeito às necessidades individuais, visando à recuperação do paciente e sua reinserção social.
Os pacientes em tratamento na clínica de São Bernardo do Campo têm acompanhamento psicológico individual e coletivo, participam de atividades físicas e esportivas e realizam terapias ocupacionais, como oficinas de pintura e entre outras. Além disso, a unidade garante o devido acompanhamento ambulatorial pós-alta dos pacientes.
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sexta-feira, 13 de julho de 2012
60% dos homens só vão ao médico já com a doença avançada, aponta estudo
Em atenção ao Dia Internacional do Homem, comemorado no domingo, especialistas alertam para os cuidados com a saúde que ajudam na prevenção de doenças
O preconceito e a vergonha ainda mantêm os homens longe dos consultórios médicos, é o que aponta levantamento realizado com pacientes do Centro de Referência da Saúde do Homem, órgão da Secretaria de Estado da Saúde, na zona sul da capital paulista. Por mês, mais de 1,5 mil homens, ou 60% do total de pacientes, chegam ao hospital com quadros considerados avançados e que necessitam de intervenção cirúrgica para combatê-los.
Muitos destes pacientes desconheciam suas condições de saúde e ignoraram os sintomas iniciais da doença, adiando a busca por ajuda especializada. Atitudes como esta facilitam, ao longo do tempo, a evolução de um problema comum e facilmente tratável para um caso mais sério, que representa riscos para o paciente caso ele não passe por uma cirurgia, por exemplo.
Por outro lado, o diagnóstico precoce permite tratamentos menos agressivos e com maiores chances de cura. Além disso, a recuperação do paciente também costuma ser mais rápida, enquanto os gastos com o procedimento e a hospitalização são reduzidos.
De acordo com o médico chefe do serviço de urologia do hospital, Joaquim Claro, os homens estão conscientes e procuram com mais frequência o médico da família para realizar os exames preventivos e o check-up anual, se compararmos com a realidade de alguns anos atrás. Entretanto, por questões exclusivamente culturais, há ainda os que só passam pelo consultório quando sentem fortes dores, dificuldades para urinar ou perda total da libido.
“Infelizmente estes pacientes acreditam que o provedor da casa não pode ficar doente e nem deve sair da rotina de trabalho para visitar o especialista. É um grande equívoco, pois é na consulta de rotina que o médico detecta doenças comuns e que demoram a apresentar sintomas, como é o caso do aumento benigno da próstata, recorrente a partir dos 50 anos”, ressalta o médico coordenador Cláudio Murta.
Em atenção ao Dia Internacional do Homem, comemorado no próximo domingo (15/7), os especialistas da unidade listaram os cuidados básicos com a saúde para evitar o aparecimento de algumas doenças:
- Autoexame dos testículos deve ser mensal
Prática pode evitar o aparecimento de câncer de testículo e deve ser realizada entre os 15 e 35 anos, após o banho, com o objetivo de detectar nódulos, ou a presença de varizes testiculares.
- O exame físico da próstata (“toque”) passa a ser obrigatório após os 40 anos
O câncer de próstata é o mais comum entre os homens e está entre as doenças que mais os matam. A patologia pode ser evitada (e o tratamento será menos invasivo) se o paciente realizar o check-up anual que inclui, também, coleta de sangue.
- Tabagismo é um grande vilão
A fumaça do cigarro contêm muitas substâncias químicas que são absorvidas e eliminadas pelo organismo pela urina, o que aumenta o risco de desenvolvimento de tumores na bexiga. Além disso, o cigarro “entope” os vasos sanguíneos e como consequência a circulação de sangue no pênis é bem menor, facilitando a ocorrência de disfunção erétil.
- Prevenção ajuda a viver mais e melhor
Não deixe de usar camisinha nas relações sexuais e de fazer os exames preventivos. Além disso, tenha um bom diálogo com sua parceira. A confiança é importante para que o sexo satisfaça plenamente o casal.
O preconceito e a vergonha ainda mantêm os homens longe dos consultórios médicos, é o que aponta levantamento realizado com pacientes do Centro de Referência da Saúde do Homem, órgão da Secretaria de Estado da Saúde, na zona sul da capital paulista. Por mês, mais de 1,5 mil homens, ou 60% do total de pacientes, chegam ao hospital com quadros considerados avançados e que necessitam de intervenção cirúrgica para combatê-los.
Muitos destes pacientes desconheciam suas condições de saúde e ignoraram os sintomas iniciais da doença, adiando a busca por ajuda especializada. Atitudes como esta facilitam, ao longo do tempo, a evolução de um problema comum e facilmente tratável para um caso mais sério, que representa riscos para o paciente caso ele não passe por uma cirurgia, por exemplo.
Por outro lado, o diagnóstico precoce permite tratamentos menos agressivos e com maiores chances de cura. Além disso, a recuperação do paciente também costuma ser mais rápida, enquanto os gastos com o procedimento e a hospitalização são reduzidos.
De acordo com o médico chefe do serviço de urologia do hospital, Joaquim Claro, os homens estão conscientes e procuram com mais frequência o médico da família para realizar os exames preventivos e o check-up anual, se compararmos com a realidade de alguns anos atrás. Entretanto, por questões exclusivamente culturais, há ainda os que só passam pelo consultório quando sentem fortes dores, dificuldades para urinar ou perda total da libido.
“Infelizmente estes pacientes acreditam que o provedor da casa não pode ficar doente e nem deve sair da rotina de trabalho para visitar o especialista. É um grande equívoco, pois é na consulta de rotina que o médico detecta doenças comuns e que demoram a apresentar sintomas, como é o caso do aumento benigno da próstata, recorrente a partir dos 50 anos”, ressalta o médico coordenador Cláudio Murta.
Em atenção ao Dia Internacional do Homem, comemorado no próximo domingo (15/7), os especialistas da unidade listaram os cuidados básicos com a saúde para evitar o aparecimento de algumas doenças:
- Autoexame dos testículos deve ser mensal
Prática pode evitar o aparecimento de câncer de testículo e deve ser realizada entre os 15 e 35 anos, após o banho, com o objetivo de detectar nódulos, ou a presença de varizes testiculares.
- O exame físico da próstata (“toque”) passa a ser obrigatório após os 40 anos
O câncer de próstata é o mais comum entre os homens e está entre as doenças que mais os matam. A patologia pode ser evitada (e o tratamento será menos invasivo) se o paciente realizar o check-up anual que inclui, também, coleta de sangue.
- Tabagismo é um grande vilão
A fumaça do cigarro contêm muitas substâncias químicas que são absorvidas e eliminadas pelo organismo pela urina, o que aumenta o risco de desenvolvimento de tumores na bexiga. Além disso, o cigarro “entope” os vasos sanguíneos e como consequência a circulação de sangue no pênis é bem menor, facilitando a ocorrência de disfunção erétil.
- Prevenção ajuda a viver mais e melhor
Não deixe de usar camisinha nas relações sexuais e de fazer os exames preventivos. Além disso, tenha um bom diálogo com sua parceira. A confiança é importante para que o sexo satisfaça plenamente o casal.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Butantan testa método que detecta comportamento de mosquitos transmissores de doenças
Idéia é aprimorar vigilância epidemiológica e controle de vetores, prevenindo moléstias por regiões
O Instituto Butantan, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, na capital paulista, testa uma nova ferramenta que pode ajudar a combater e a entender o comportamento dos mosquitos transmissores de doenças, como o Aedes aegypti, vetor da dengue.
A idéia dos Pesquisadores do Laboratório de Parasitologia do Butantan é criar um modelo de baixo custo para a execução da correta diagnose a partir da amostragem da asa dos insetos e, com isso, repassar o conhecimento às vigilâncias epidemiológicas do Estado e do país, capacitando seus profissionais e ampliando ainda mais a prevenção das doenças.
O método se utiliza da morfologia da asa de cada inseto, apresentando a diferença entre eles e verificando se realmente são daquela região, além de determinar quais espécies são vetoras. Isto representa um grande passo para a melhoria da vigilância, aumentando a capacidade de prevenção de diversas doenças, como a dengue e malária, por exemplo.
Os primeiros resultados mostraram que o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, é um inseto regionalizado, mas que pode aumentar sua área de circulação se estiver em busca de alimento e água parada para sua proliferação.
Devido a esse comportamento, é possível saber que medidas de prevenção e ações de vigilância e controle de vetores devem ser adotadas
“A implementação dessa ferramenta será importante para o diagnóstico correto em cada região, facilitando o controle das doenças e sua adequada ação de vigilância”, relata Lincoln Suesdek, Pesquisador Científico do Laboratório de Parasitologia do Instituto Butantan.
O próximo passo da pesquisa vai estudar e criar um modelo de prevenção unificado entre os insetos.
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sexta-feira, 11 de maio de 2012
SP lança manual para padronizar tratamento de soropositivos com DST no SUS
Material, composto por 152 páginas, será distribuído aos profissionais da saúde de 200 unidades ambulatoriais em todo o Estado
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo decidiu normatizar as condutas no atendimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde) aos pacientes com HIV/Aids, portadores também de doenças sexualmente transmissíveis.
Para isso, profissionais do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, unidade ligada à pasta, elaboraram o “Manual para manejo das doenças sexualmente transmissíveis em pessoas vivendo com HIV”.
Composto por 152 páginas e distribuído em 200 unidades ambulatoriais em todo o Estado, o manual tem por objetivo de orientar profissionais da saúde sobre cuidados diferenciados, voltados aos pacientes portadores de HIV/AIDS acometidos por doenças sexualmente transmissíveis (HPV, candidíase, clamídia, entre outras).
Entre temas abordados pelo manual estão cuidados durante a gravidez com portadores de infecção provocada pelo HIV, anticoncepção para pessoas com HIV, diagnósticos laboratoriais, além de informações sobre sífilis, hepatites, entre outras doenças sexualmente transmissíveis.
“Esperamos que esse manual possa auxiliar os técnicos de saúde a trabalharem no melhor manejo possível de pessoas infectadas pelo HIV, que também apresentam algum tipo de DST”, avalia Maria Clara Gianna, coordenadora do CRT DST/AIDS.
As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são infecções adquiridas pela prática do sexo sem preservativo. Segundo Valdir Monteiro Pinto, ginecologista do CRT, a situação se agrava pelo falo de muitas DST não apresentarem sintomas específicos.
“Nas pessoas que vivem com HIV/Aids, dependendo do estado imunológico, as DST podem se apresentar de formas atípicas e o tempo de recuperação também pode ser mais longo”, explica o ginecologista.
O “Manual para Manejo das Doenças Sexualmente Transmissíveis em pessoas vivendo com HIV” é fruto de trabalho multiprofissional e multidisciplinar, em parceria com os Programas Nacional e Municipal DST/Aids, Sociedade Brasileira de DST, universidades e serviços especializados em DST/HIV e Aids do Estado de São Paulo.
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quarta-feira, 11 de abril de 2012
Vigilância faz videoconferência para debater sarampo, rubéola e outras doenças
Evento acontece anualmente para atualizar profissionais da área e reforçar prevenção à doenças em processo de eliminação
O Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) “Professor Alexandre Vranjac”, da Secretaria de Estado da Saúde, promove nesta sexta-feira, 13 de abril, a sua videoconferência anual “Sarampo, Rubéola e SRC (Síndrome da Rubéola Congênita): doenças em processo de eliminação”. ”O evento é voltado para profissionais da área, como médicos, enfermeiros e técnicos.
Segundo a médica Ana Lúcia Frugis Yu, da Divisão de Doenças de Transmissão Respiratória do CVE, todos os 28 grupos de vigilância do Estado participarão da videoconferência. “É uma espécie de reciclagem, em que nós nos atualizamos sobre a situação epidemiológica dessas doenças no Brasil, no mundo e no Estado de São Paulo”, afirmou Ana Lúcia.
Quatro especialistas irão apresentar e fazer uma análise do panorama atual dessas doenças. Os participantes, mesmo de grupos que estiverem fora da capital, poderão tirar suas dúvidas com os palestrantes e até debater os temas.
“Este tipo de discussão é importante para manter nossas equipes em alerta sobre casos dessas doenças em fase de eliminação e, assim, podermos manter o controle e tomar as medidas preventivas necessárias”, diz Ana Lúcia.
O evento acontece entre 10h e 12h. O endereço para acesso à videoconferência é o http://media.escolasdegoverno.sp.gov.br/respiratoria. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 3066-8757.
Programação:
Atualização da Situação Epidemiológica: sarampo, rubéola e SRC com Ana Lúcia Frugis Yu
Sistema de Informação – notificação e conclusão de casos com Sandra Cunha
Diagnóstico Laboratorial – fluxo e manejo de amostras biológicas com Ana Sardinha Afonso
Imunização – bloqueio vacinal e coberturas vacinais e homogeneidade com Helena Sato
O Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) “Professor Alexandre Vranjac”, da Secretaria de Estado da Saúde, promove nesta sexta-feira, 13 de abril, a sua videoconferência anual “Sarampo, Rubéola e SRC (Síndrome da Rubéola Congênita): doenças em processo de eliminação”. ”O evento é voltado para profissionais da área, como médicos, enfermeiros e técnicos.
Segundo a médica Ana Lúcia Frugis Yu, da Divisão de Doenças de Transmissão Respiratória do CVE, todos os 28 grupos de vigilância do Estado participarão da videoconferência. “É uma espécie de reciclagem, em que nós nos atualizamos sobre a situação epidemiológica dessas doenças no Brasil, no mundo e no Estado de São Paulo”, afirmou Ana Lúcia.
Quatro especialistas irão apresentar e fazer uma análise do panorama atual dessas doenças. Os participantes, mesmo de grupos que estiverem fora da capital, poderão tirar suas dúvidas com os palestrantes e até debater os temas.
“Este tipo de discussão é importante para manter nossas equipes em alerta sobre casos dessas doenças em fase de eliminação e, assim, podermos manter o controle e tomar as medidas preventivas necessárias”, diz Ana Lúcia.
O evento acontece entre 10h e 12h. O endereço para acesso à videoconferência é o http://media.escolasdegoverno.sp.gov.br/respiratoria. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 3066-8757.
Programação:
Atualização da Situação Epidemiológica: sarampo, rubéola e SRC com Ana Lúcia Frugis Yu
Sistema de Informação – notificação e conclusão de casos com Sandra Cunha
Diagnóstico Laboratorial – fluxo e manejo de amostras biológicas com Ana Sardinha Afonso
Imunização – bloqueio vacinal e coberturas vacinais e homogeneidade com Helena Sato
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