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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Tatoo Week 2013 tem testes grátis de HIV, sífilis e hepatite

Estimativa da Secretaria é atender 450 pessoas até domingo, no Expo Center Norte; resultados são sigilosos e sairão em cerca de uma hora e meia

            A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo promoverá testes gratuitos de HIV, sífilis e hepatites B e C durante o 3º Encontro Internacional de Tatuadores e Body Piercings do Brasil. O evento começa nesta sexta-feira, 19 de julho e termina no domingo, dia 21, no pavilhão Amarelo do Expo Center Norte, na capital paulista.

A expectativa é atender 150 pessoas por dia, num total de 1.800 exames, contando os quatro testes. A ação conta com 60 profissionais entre enfermeiros, biologistas, psicólogos, assistentes sociais e técnicos do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids. Os testes são simples, rápidos e indolores e realizados com privacidade e sigilo. Os resultados dos quatro testes ficam prontos por volta de uma hora e meia após a coleta.

Para o coordenador adjunto do Programa Estadual DST/AIDS-SP, Artur Kalichman, a ação também serve para difundir informações sobre prevenção.

“O HIV, sífilis e hepatites podem ser transmitidos pelos equipamentos e acessórios usados para fazer tatuagens e colocação de piercings, que devem estar perfeitamente higienizados. Além disso, a desinfecção adequada dos locais e também do profissional é fundamental para a segurança de todos”, diz Kalichman.

            Os testes que serão feitos no evento também estão disponíveis, sem nenhum custo, em toda a rede pública de saúde. Informações sobre os locais podem ser obtidas pelo 0800-16-25-50.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Hospital estadual em Santos promove campanha de teste rápido de hepatite C

Profissionais darão orientações e farão encaminhamentos nos casos de resultados positivos

O hospital estadual Guilherme Álvaro, da Secretaria de Estado da Saúde, em parceria com a ONG Grupo Esperança, promove a partir desta segunda-feira, 10 de setembro, uma semana inteira de testes rápidos para incentivar a prevenção e o diagnóstico precoce da hepatite C.

A campanha acontece até sexta-feira, 14 de setembro, no ambulatório geral do hospital, um dos primeiros polos de aplicação do tratamento da doença no Brasil.

Todos que passarem pelo ambulatório da unidade poderão fazer o teste rápido de detecção da hepatite C, que é semelhante ao teste de diabetes. Caso o resultado seja positivo, o paciente receberá orientações e será encaminhado para atendimento médico e para tratamento gratuito pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

“A hepatite C é uma doença silenciosa e traiçoeira, que progride lentamente. Se não for detectada e tratada, pode se tornar crônica e evoluir para cirrose e até câncer de fígado. Porém, quando diagnosticada precocemente, a cura é possível”, diz Ricardo Hayden, diretor técnico do hospital.

A campanha ocorrerá das 8h às 17h. O hospital estadual Guilherme Álvaro fica na rua Oswaldo Cruz, 197, no Boqueirão, em Santos.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Hepatite atinge 6 em cada 10 pacientes com problemas no fígado


Doença é responsável por quase metade dos transplantes de fígado realizados no Hospital de Transplantes do Estado; Dia Mundial de Combate à Hepatite é comemorado neste sábado

Levantamento realizado no serviço de hepatologia do Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo, unidade da Secretaria de Estado da Saúde na capital paulista, mostra que 60% dos pacientes com problemas no fígado atendidos no local são portadores de hepatite.

A doença é a maior responsável pela cirrose hepática e, por consequência, pelos transplantes de fígado. Cerca de 40% dos procedimentos ocorrem em pessoas contaminadas pelo vírus do tipo C. Já a hepatite B é responsável por 8% das cirurgias.

A hepatite é uma doença silenciosa e que demora a apresentar sintomas, pois o período de incubação do vírus pode variar entre 10 e 30 anos. Os danos causados pela inflamação nas células do fígado são irreversíveis e comprometem as funções vitais do órgão, como a produção de proteínas do sangue e a refinação dos alimentos absorvidos pelo intestino.

“A insuficiência hepática decorrente da cirrose leva o doente a necessitar de um transplante para sobreviver. Além disso, as chances do paciente apresentar câncer também são maiores”, ressalta Carlos Baía, médico coordenador do serviço de hepatologia do Hospital de Transplantes.

Os dados oficiais mais recentes apontam que há no Brasil cerca de 1,5 milhão de infectados pelo vírus do tipo C. Por ano são notificados mais de 33 mil novos casos de hepatites virais. “As chances de o indivíduo ter contato com este 'agente' são 100 vezes maiores do que com o vírus da Aids, por exemplo. Por isto é fundamental fazer o teste por meio de um exame de sangue. O médico da família pode, e deve, solicitá-lo periodicamente”, destaca Baía.

A vacina para a hepatite B está disponível gratuitamente na rede pública de saúde e, segundo o especialista, com os medicamentos disponíveis no SUS (Sistema Único de Saúde) a doença pode ser curada, principalmente se for diagnosticada no início.

Veja algumas recomendações para evitar o contato com os vírus das hepatites:

- Utilize preservativo nas relações sexuais

Em 70% dos casos, a hepatite B é transmitida em relações sexuais. O contágio pode ocorrer em uma única relação sem proteção.

- Não compartilhe objetos cortantes
Na visita a manicure recomenda-se levar seu próprio kit com alicates e outros instrumentos. Também tenha a sua própria lâmina de barbear e só utilize agulhas ou seringas que sejam descartáveis. Colocação de piercings e tatuagens são procedimentos arriscados, quando não realizados com os devidos cuidados de esterilização.

- Fique atento a higiene de utensílios e alimentos
A hepatite A é transmitida por ingestão do vírus. Assim, alimentos e até mesmo água comercializados nas ruas ou em ambientes precários, sem que haja condições básicas de higiene, podem servir de vetores para o vírus. 

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Saúde promove testes rápidos e vacinação contra hepatite

Ações nesta sexta e sábado marcam comemoração do Dia Mundial de Combate às Hepatites

Em comemoração ao Dia Mundial de Combate às Hepatites (28 de julho), a Secretaria de Estado da Saúde reforça a prevenção com ações de vacinação e testes rápidos para diagnosticar a doença nesta sexta-feira, dia 27 de julho, e no sábado, 28.

A hepatite é uma doença viral, dividida em cinco tipos (A, B, C, D, E), em muitos casos silenciosa e com consequências graves. Somente no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade da Secretaria na capital paulista, todos os dias sete novos casos são diagnosticados, principalmente das hepatites do tipo B e C.

Essas duas doenças são transmitidas pelo sangue contaminado e a hepatite B ainda pode ser transmitida por relação sexual desprotegida. Quando não diagnosticadas precocemente, as hepatites geram consequências graves como cirrose, insuficiência hepática, câncer de fígado, além de complicações em outros órgãos.

Em São Paulo, a Coordenação Estadual DST/Aids-SP, o Programa de Hepatites Virais da Secretaria Estadual da Saúde e o Programa Municipal DST/Aids-SP vão promover nesta sexta-feira uma ação para realização de testes rápido para hepatites B e C, das 9h às 14 h, no Serviço de Assistência Especializada do Campos Elíseos, que fica na alameda Cleveland, 374, centro. Serão ofertados 120 testes rápidos.

Já no sábado (28), o Instituto Emílio Ribas manterá plantão das 8h às 17h para vacinar a população contra a hepatite B, na avenida Dr. Arnaldo, 165, Cerqueira Cesar.

Os alvos da campanha para a vacinação contra a Hepatite B são os recém-nascidos logo nas primeiras 12 horas, com mais duas doses no segundo e no sexto mês de vida. A indicação da vacina também compreende doses crianças (entre 1 e 12 anos), adolescentes (entre 13 e 19 anos) e adultos jovens com até 29 anos de idade. São necessárias três doses para ficar imune à doença.

“É muito importante que jovens e adultos até 29 anos não deixem de tomar a vacina contra hepatite B, uma vez que 20% dos portadores do vírus poderão desenvolver, ao longo da vida, tumores hepáticos ou cirrose”, diz a médica Helena Sato, diretora de imunização da Secretaria.

A vacina contra a hepatite B está disponível na rede pública de saúde, todos os dias do ano. O intervalo entre a primeira e a segunda doses deve ser de um mês. Já o intervalo entre a primeira e a terceira dose deve ser de seis meses. Mesmo aqueles que perderam o prazo entre uma dose e outra não devem deixar de tomar as três doses.

A vacina da hepatite B também é destinada aos profissionais de saúde, como trabalhadores que manuseiam objetos cortantes e perfurantes como manicures, tatuadores, podólogos, entre outros grupos com maior risco de contágio. Estima-se que mais de 300 milhões de pessoas no mundo sejam portadoras da hepatite B.

“Esta doença infecciosa mata quatro vezes mais do que a Aids, embora haja vacina disponível. Por isso é preciso cada vez mais reforçarmos a importância desta imunização.”, enfatiza o infectologista Roberto Focaccia, coordenador do Grupo de Hepatites do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Hepatite “ataca” também no carnaval

Especialista do Hospital de Transplantes do Estado alerta sobre importância da prevenção, como sexo seguro

O Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo “Dr. Euryclides de Jesus Zerbini”, unidade da Secretaria de Estado da Saúde, faz um alerta sobre a necessidade de prevenção às hepatites, durante o Carnaval e durante todo o ano.

Os vírus A, B, ou C atacam o organismo de forma silenciosa e podem causar danos irreversíveis ao fígado durante anos, sem que a pessoa perceba. Para evitar o contato com a doença, é importante seguir algumas recomendações médicas começando pela vacinação de combate a hepatite B, disponível, gratuitamente, na rede pública de saúde para pessoas entre zero e 19 anos.

Segundo o médico hepatologista Carlos Baía, coordenador dos transplantes de fígado do Hospital de Transplantes, o uso de preservativo é fundamental para evitar a contaminação com o vírus do tipo B, que em 70% dos casos é transmitido em relações sexuais e chega a contagiar até 100 vezes mais do que o vírus da Aids.

“Sexo seguro deve ser feito com camisinha, seja durante o carnaval, ou ao longo do ano. O contágio com a hepatite B pode ocorrer em uma única relação sem proteção”, enfatiza Baía.

Também é importante ficar atento na hora das refeições. Alimentos e até mesmo água comercializados nas ruas ou em ambientes precários, sem que haja condições básicas de higiene, podem estar contaminados e servir de vetores para a hepatite A. O ideal é evitar, inclusive, dividir copos, latinhas de cerveja e talheres, pois este tipo de vírus é transmitido, também, pelo contato pessoal.

“A troca de saliva pode transportar o vírus. Portanto, não compartilhar bebidas com desconhecidos, por exemplo, é uma forma simples de prevenção”, explica o especialista.

A hepatite C é a maior responsável pela cirrose hepática em todo Brasil e desencadeia cerca de 40% dos transplantes de fígado realizados no Estado. Transmitido pelo sangue contaminado, o vírus do tipo C sobrevive por várias horas ou até por alguns dias fora do corpo. “A maior preocupação em períodos de festa é com os usuários de drogas injetáveis, que costumam dividir seringas e, sem saber, acabam se contaminando”, destaca Carlos Baía.

A preparação para o carnaval também exige cuidados contra a hepatite C. Para as mulheres a dica é levar o seu próprio kit com alicate e outros instrumentos às manicures. Já os homens devem ficar atentos à higiene com tesouras e outros utensílios na ida ao barbeiro. E se a folia incluir, também, uma nova tatuagem no corpo, só vale se as agulhas do estúdio forem esterilizadas.