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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

HC chega à marca de 500 transplantes de fígado em crianças

Trabalho é realizado há 23 anos pelo Instituto da Criança; paciente é o mais novo já transplantado, com dois meses de vida

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, celebra nesta sexta-feira, 26 de outubro, o sucesso do transplante de fígado de nº 500 realizado em crianças na unidade.

Essa marca traz conquistas históricas. O paciente de número 500 é o bebê mais novo já transplantado, com apenas dois meses de vida. Além disso, traz casos interessantes, como a mãe de uma criança que se tornou funcionária da equipe terceirizada do Hospital para poder ficar mais perto do filho operado, pois geralmente após a cirurgia, o paciente precisa ficar internado por, no mínimo, quatro semanas e passa a ter acompanhamento médico para o resto da vida.

A cerimônia acontecerá no anfiteatro do Instituto e tem como objetivo homenagear os pacientes submetidos ao transplante e seus familiares, além dos parentes dos doadores, que mesmo num momento de dor puderam salvar outras vidas, bem como as equipes multiprofissionais envolvidas no processo.

Com um trabalho de excelência, a equipe do Serviço de Cirurgia Pediátrica é especialista também em cirurgia em adultos. Para a realização em crianças, na maioria das vezes, parte do fígado do pai ou da mãe é retirada e transplantada no paciente quase instantaneamente.

“A operação é complexa, principalmente por ser realizada devido às doenças graves. É preciso tomar imunossupressores antes, o que diminui a zero a imunidade”, afirma o chefe do Serviço, Uenis Tannuri.

O primeiro transplante realizado foi em setembro de 1989 e desde então o serviço foi se aprimorando, atendendo a todo o Brasil e também a outros países da América do Sul. No ano passado foram realizados 60 transplantes de fígado em crianças no Estado de São Paulo, dos quais 11 no Hospital das Clínicas. Em 2012, até outubro, foram 42 procedimentos, nove deles HC.

“Todo esse trabalho constitui, sem dúvida, uma forma espetacular de devolver à sociedade tudo aquilo que o poder público investe na Universidade”, finaliza Tannuri.

Evento
Data: 26/10/2012
Horário: 10 horas
Local: Anfiteatro do Instituto da Criança
Endereço: Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 647 portaria 2

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Hepatite atinge 6 em cada 10 pacientes com problemas no fígado


Doença é responsável por quase metade dos transplantes de fígado realizados no Hospital de Transplantes do Estado; Dia Mundial de Combate à Hepatite é comemorado neste sábado

Levantamento realizado no serviço de hepatologia do Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo, unidade da Secretaria de Estado da Saúde na capital paulista, mostra que 60% dos pacientes com problemas no fígado atendidos no local são portadores de hepatite.

A doença é a maior responsável pela cirrose hepática e, por consequência, pelos transplantes de fígado. Cerca de 40% dos procedimentos ocorrem em pessoas contaminadas pelo vírus do tipo C. Já a hepatite B é responsável por 8% das cirurgias.

A hepatite é uma doença silenciosa e que demora a apresentar sintomas, pois o período de incubação do vírus pode variar entre 10 e 30 anos. Os danos causados pela inflamação nas células do fígado são irreversíveis e comprometem as funções vitais do órgão, como a produção de proteínas do sangue e a refinação dos alimentos absorvidos pelo intestino.

“A insuficiência hepática decorrente da cirrose leva o doente a necessitar de um transplante para sobreviver. Além disso, as chances do paciente apresentar câncer também são maiores”, ressalta Carlos Baía, médico coordenador do serviço de hepatologia do Hospital de Transplantes.

Os dados oficiais mais recentes apontam que há no Brasil cerca de 1,5 milhão de infectados pelo vírus do tipo C. Por ano são notificados mais de 33 mil novos casos de hepatites virais. “As chances de o indivíduo ter contato com este 'agente' são 100 vezes maiores do que com o vírus da Aids, por exemplo. Por isto é fundamental fazer o teste por meio de um exame de sangue. O médico da família pode, e deve, solicitá-lo periodicamente”, destaca Baía.

A vacina para a hepatite B está disponível gratuitamente na rede pública de saúde e, segundo o especialista, com os medicamentos disponíveis no SUS (Sistema Único de Saúde) a doença pode ser curada, principalmente se for diagnosticada no início.

Veja algumas recomendações para evitar o contato com os vírus das hepatites:

- Utilize preservativo nas relações sexuais

Em 70% dos casos, a hepatite B é transmitida em relações sexuais. O contágio pode ocorrer em uma única relação sem proteção.

- Não compartilhe objetos cortantes
Na visita a manicure recomenda-se levar seu próprio kit com alicates e outros instrumentos. Também tenha a sua própria lâmina de barbear e só utilize agulhas ou seringas que sejam descartáveis. Colocação de piercings e tatuagens são procedimentos arriscados, quando não realizados com os devidos cuidados de esterilização.

- Fique atento a higiene de utensílios e alimentos
A hepatite A é transmitida por ingestão do vírus. Assim, alimentos e até mesmo água comercializados nas ruas ou em ambientes precários, sem que haja condições básicas de higiene, podem servir de vetores para o vírus.