Em dois anos as mortes por este tipo de acidente aumentaram 18%; internações e gravidade dos casos também cresceram
Levantamento inédito realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paula revela que em dois anos o número de motociclistas mortos em acidentes de trânsito aumentou 18%. Além disso, os gastos com internações por este tipo de acidente quase dobrou neste período. Os dados apontam que em 2009 morreram no Estado 1.479 motociclistas. Em 2011, o número subiu para 1.721.
O estudo aponta ainda que somente no ano passado foram internados cerca de 55 motociclistas por dia no estado. Em 2011 foram gastos no Estado cerca de R$ 27,2 milhões com internações de motociclistas, valor 76% superior aos R$ 15,4 milhões gastos em 2008.
“Esse aumento nos gastos se deve a maior complexidade dos casos ao longo dos anos. Os acidentes estão cada vez mais violentos, provavelmente por causa da imprudência e excesso de velocidade”, explica Julia Greve, médica do Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
Em um comparativo regional, quem lidera o ranking de internações é a região de Araçatuba, onde a taxa de internação foi cinco vezes maior em dois anos. Em 2008 foi registrada uma taxa de 1,13 internações por 10 mil habitantes e em 2011 esse índice subiu para 6,06 internações por 10 mil habitantes.
A única região do Estado a apresentar queda no número de internações foi Barretos, onde a taxa foi de 3,21 internações por 10 mil habitantes em 2008 e 2,94 internações por 10 mil habitantes em 2011.
Na Grande São Paulo foram internados 7.299 motociclistas em 2008 e 10.674 em 2011. Apesar de ser um número bem superior ao de outras regiões, a taxa de internação não é a mais alta, visto que a população da região também é maior. Em 2008 a taxa de internação de motociclistas na região foi 3,72 e em 2011, 5,38, um aumento de 44,72%. Até setembro de 2012 foram internados na região 7.647 motociclistas vítimas de acidentes de trânsito.
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Motociclistas respondem por 95% das lesões graves de ombro atendidas no HC
Número de casos no Instituto de Ortopedia cresceu sete vezes em dez anos
Levantamento feito no Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, unidade ligada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, mostra que o número de pacientes atendidos na unidade com lesão de plexo braquial – desligamento dos nervos que saem da coluna e vão para os braços – aumentou 600% nos últimos 10 anos. Em 2002, foram registrados 11 casos e, no ano passado, foram 78.
Segundo o ortopedista Marcelo Rosa de Rezende, esta é uma lesão extremamente complexa, com alto grau de sequelas, caracterizada pela perda de movimentos e sensibilidade do membro superior. “Em muitos casos, associa-se a dor crônica de difícil tratamento”, afirma.
O estudo aponta ainda que 95% dos pacientes com lesão de plexo braquial atendidos na instituição são vítimas de acidentes motociclístico. A idade média destes lesionados caiu de 38 para 31 anos.
“Muitas situações exigem a técnica de microcirúrgica, para reconstruir o maior número de nervos lesados”, ressalta o especialista.
Em um acidente, não há como evitar este tipo de lesão, pois ela independe do uso de equipamentos de segurança. O mecanismo do trauma está ligado a um estiramento da cabeça em relação ao ombro, o que leva ao esgarçamento dos nervos que vão para o membro superior.
“Estes pacientes têm sequelas importantes que comprometem as suas inserções no mercado de trabalho”, finaliza o ortopedista.
Levantamento feito no Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, unidade ligada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, mostra que o número de pacientes atendidos na unidade com lesão de plexo braquial – desligamento dos nervos que saem da coluna e vão para os braços – aumentou 600% nos últimos 10 anos. Em 2002, foram registrados 11 casos e, no ano passado, foram 78.
Segundo o ortopedista Marcelo Rosa de Rezende, esta é uma lesão extremamente complexa, com alto grau de sequelas, caracterizada pela perda de movimentos e sensibilidade do membro superior. “Em muitos casos, associa-se a dor crônica de difícil tratamento”, afirma.
O estudo aponta ainda que 95% dos pacientes com lesão de plexo braquial atendidos na instituição são vítimas de acidentes motociclístico. A idade média destes lesionados caiu de 38 para 31 anos.
“Muitas situações exigem a técnica de microcirúrgica, para reconstruir o maior número de nervos lesados”, ressalta o especialista.
Em um acidente, não há como evitar este tipo de lesão, pois ela independe do uso de equipamentos de segurança. O mecanismo do trauma está ligado a um estiramento da cabeça em relação ao ombro, o que leva ao esgarçamento dos nervos que vão para o membro superior.
“Estes pacientes têm sequelas importantes que comprometem as suas inserções no mercado de trabalho”, finaliza o ortopedista.
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