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quarta-feira, 13 de março de 2013

SP interna 9 ciclistas por dia vítimas de acidente de trânsito

De acordo com levantamento da Secretaria de Estado da Saúde, em 2012, o SUS gastou R$ 3,3 milhões com as internações
Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo indica que a cada dia nove ciclistas são internados em hospitais públicos vítimas de acidentes de trânsito.

Em 2012 foram 3,2 mil pessoas internadas pelo SUS a um gasto de R$ 3,3 milhões ao SUS (Sistema Único de Saúde) para tratar esses pacientes. O gasto dos últimos cinco anos seria suficiente para construir, por exemplo, três unidades da Rede Lucy Montoro ou quatro AMEs (Ambulatório Médico de Especialidades), com cerca de 2,3 mil m² cada um.

“O número de acidentes graves envolvendo ciclistas continua alto porque as bicicletas precisam dividir cada vez mais espaço com os veículos. É preciso haver respeito mutuo e mais locais sinalizados e adequados aos ciclistas. Entre os principais fatores de risco estão a embriaguez ou desatenção dos motoristas”, afirma Hassan Yassine Neto, médico socorrista do Grau (Grupo de Atendimento e Resgate às Urgências), da Secretaria.

O médico lembra, ainda, sobre a importância da utilização dos equipamentos de proteção individual, como capacete, joelheira e cotoveleira. Segundo Yassine Neto, o uso desses equipamentos de segurança é essencial para diminuir a gravidade dos casos.

As lesões mais frequentes são os traumatismos cranianos e da coluna vertebral e as fraturas da pelve (bacia), dos ossos do antebraço, do fêmur e da tíbia.

A cada dois dias, pelo menos um ciclista internado vítima de acidente de trânsito morre no Estado.

Abaixo algumas recomendações de segurança para os ciclistas (Fonte CET-SP):

- Velocidade: como a bicicleta é o veículo mais frágil, o aumento da velocidade implica o aumento do risco, portanto não é uma boa prática no trânsito;

- Vias de trânsito rápido: por lei, é proibido o tráfego de bicicletas em vias expressas e rodovias. O tráfego em avenidas apesar de não ser proibido é uma prática pouco segura para o ciclista;

- Calçada: a calçada é de uso exclusivo do pedestres, salvo se o órgão de trânsito liberá-la para o tráfego de bicicletas e para isto a calçada deverá ser sinalizada;

- Equipamentos de segurança: o capacete é um equipamento de segurança recomendável para o ciclista e é essencial que ele seja de boa qualidade. Além disso, é obrigatório o uso de refletivos nos pedais, laterais, dianteira e traseira da bicicleta. E para melhorar a visibilidade do ciclista pelos demais motoristas, recomenda-se o uso de roupas claras e acessórios refletivos;

- Tráfego pelo corredor: apesar de ser permitido circular entre veículos parados no “corredor” formado entre os carros junto ao bordo da pista, é necessário ressaltar que o ciclista estará se expondo a um risco muito grande;

- Conversão à direita: se não pretende realizar esta conversão, o ciclista deve sinalizar e sair do bordo direito da pista, evitando, assim, ser cortado pelos carros que vão virar à direita; 

- Posicionamento no semáforo: é imprescindível que o ciclista se posicione à frente dos carros parados no semáforo, de modo a conseguir reservar seu lugar na pista. Como a bicicleta é definida como veículo (não motorizado), deve se sujeitar a toda sinalização implantada na via.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Motociclistas respondem por 95% das lesões graves de ombro atendidas no HC

Número de casos no Instituto de Ortopedia cresceu sete vezes em dez anos

Levantamento feito no Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, unidade ligada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, mostra que o número de pacientes atendidos na unidade com lesão de plexo braquial – desligamento dos nervos que saem da coluna e vão para os braços – aumentou 600% nos últimos 10 anos. Em 2002, foram registrados 11 casos e, no ano passado, foram 78.

Segundo o ortopedista Marcelo Rosa de Rezende, esta é uma lesão extremamente complexa, com alto grau de sequelas, caracterizada pela perda de movimentos e sensibilidade do membro superior. “Em muitos casos, associa-se a dor crônica de difícil tratamento”, afirma.

O estudo aponta ainda que 95% dos pacientes com lesão de plexo braquial atendidos na instituição são vítimas de acidentes motociclístico. A idade média destes lesionados caiu de 38 para 31 anos.

“Muitas situações exigem a técnica de microcirúrgica, para reconstruir o maior número de nervos lesados”, ressalta o especialista.

Em um acidente, não há como evitar este tipo de lesão, pois ela independe do uso de equipamentos de segurança. O mecanismo do trauma está ligado a um estiramento da cabeça em relação ao ombro, o que leva ao esgarçamento dos nervos que vão para o membro superior.

“Estes pacientes têm sequelas importantes que comprometem as suas inserções no mercado de trabalho”, finaliza o ortopedista.