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sexta-feira, 14 de junho de 2013

9 idosos são internados por semana vítimas de agressão em SP


Principal causa é o uso de força corporal; Centro de Referência do Idoso (CRI) Norte contará com núcleo de atendimento à violência contra o idoso

 Levantamento inédito da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que, no Estado de São Paulo, nove pessoas com 60 anos ou mais são internadas por semana em hospitais públicos em razão de agressões físicas. O estudo mostra, ainda, que a maior causa das internações de idosos é o uso de força corporal, que pode causar diversos danos físicos e mentais aos agredidos. Em 2012, no Estado, 126 idosos foram internados em hospitais públicos vítimas de agressões físicas.

“Existem muitos tipos de violência contra idosos, e, na maioria dos casos, os agressores são causadas por pessoas próximas, como filhos, netos, cuidadores ou familiares”, explica Andréia Magalhães, coordenadora do Serviço Social do Centro de Referência do Idoso (CRI) da Zona Norte, unidade da Secretaria.

         Andréia explica que, para cada tipo de agressão, há os sintomas específicos, mais fáceis de serem identificados. No caso das agressões físicas, por exemplo, o aparecimento de hematomas é um dos primeiros sinais de agressão a serem notados. Para este tipo de violência, também é comum mudanças de comportamento, como isolamento e depressão.

         É importante que qualquer ato de violência contra os idosos seja denunciado. As ocorrências podem ser registradas na Delegacia do Idoso mais próxima ou em qualquer delegacia de polícia.

O CRI Norte deverá criar neste ano um Núcleo de Atendimento de Violência contra o Idoso. No local, os pacientes que sofrem ou sofreram com algum tipo de violência receberão atendimento médico e psicológico de profissionais capacitados para lidarem com as situações.

Os profissionais que atenderão no Núcleo serão os próprios funcionários do CRI, que já possuem familiaridade com os pacientes e receberão capacitação especial. A previsão é que o primeiro curso de capacitação dos funcionários aconteça em agosto.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

1 em cada 5 vítimas de queda atendidas no HC caíram em calçadas

Levantamento mostra que os entorses são as lesões mais frequentes, seguidas das contusões e fraturas

Estudo feito no Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, unidade ligada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, aponta que 18% das vítimas de quedas atendidas na unidade caíram em calçadas.

No período estudado, dos 197 pacientes vítimas de queda que deram entrada no PS da ortopedia do HC, 35 relataram ter caído na calçada. Destes, 40% caíram devido a presença de buracos. Apesar de 77% serem do sexo feminino, o salto alto só era usado em 8,5% das quedas. O tênis foi o calçado mais usado entre os entrevistados (45%).

No levantamento, a idade que prevalece é entre 36 e 50 anos. “Ao contrário do que se pensa, não são os idosos que mais se acidentam nas ruas e calçadas”, diz o ortopedista Jorge dos Santos Silva. Dos relatos, 85% das pessoas caíram espontaneamente.

As entorses são as lesões mais frequentes (45%), seguidas das contusões (35%) e fraturas (8,5%). A estimativa é que um paciente internado devido a queda na calçada custe em média RS 40 mil para o sistema de saúde.

“Apesar de 90% dos pacientes terem alta no mesmo dia, há um risco de ocorrerem lesões graves nos pedestres”, conclui o ortopedista.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

30 crianças são vítimas de acidentes com escorpiões por dia no Estado de SP

Em 2011, foram mais de 11 mil acidentes; primeiro atendimento é fator determinante para a recuperação

Levantamento realizado pelo Instituto Butantan, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, por intermédio do Hospital Vital Brazil, apontou que no ano de 2011, as crianças foram vítimas de aproximadamente 11 mil acidentes com escorpiões no Estadode São Paulo.

Desse total, foram registrados 40 óbitos de crianças, letalidade 220% maior que a registrada em adultos, com 51 mortes em 46 mil casos. Isso ocorre porque as crianças são mais suscetíveis a lesões mais graves e a ação do veneno do animal.

Para evitar os acidentes, alguns cuidados básicos devem ser adotados, como manter limpos quintais, jardins e terrenos baldios, não acumulando entulho e lixo doméstico (veja mais dicas de prevenção abaixo).

 Em caso de acidentes, a primeira medida que deve ser adotada é realizar compressas de água morna sobre a picada. Isso pode aliviar a dor até a chegada ao serviço de saúde mais próximo. Outro alerta é não usar gelo, água gelada ou álcool, pois podem piorar a dor.

“É fundamental que as pessoas procurem o hospital mais próximo de sua residência. Isso garantirá diagnóstico e tratamento mais eficaz”, relata o diretor-médico do Hospital Vital Brazil, Carlos Medeiros.

 O Hospital Vital Brazil disponibiliza o telefone (11) 2627-9528 de orientação em casos de emergência e acidentes com animais peçonhentos. O serviço funciona 24 horas por dia e orienta a população sobre o local mais próximo para atendimento.

Dicas para evitar acidentes com escorpiões:

·Vedar soleiras de portas com saquinhos de areia ou friso de borracha, colocar telas nas janelas, vedar ralos de pia, tanque e de chão com tela ou válvula apropriada;

·Colocar o lixo em sacos plásticos, que devem ser mantidos fechados para evitar aparecimento de baratas, moscas e outros insetos, alimentos prediletos de escorpiões; examinar roupas, calçados, toalhas e roupas de cama antes de usá-las;

·Andar sempre calçado e usar luvas de raspa de couro ao trabalhar com material de construção, lenha etc.·Aparar a grama dos jardins e recolher as folhas caídas.Mais dicas de prevenção estão disponíveis no site www.butantan.gov.br.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

SP interna 9 ciclistas por dia vítimas de acidente de trânsito

Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde aponta que 3,4 mil pessoas foram internadas pelo SUS em 2011

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo concluiu um levantamento que indica que a cada dia nove ciclistas são internados em hospitais públicos vítimas de acidentes de trânsito.
“Muitas vezes os ciclistas são atingidos por automóveis ou mesmo por ônibus, o que torna comum a ocorrência de politraumatismo”, diz Jorge dos Santos Silva, chefe do Grupo de Trauma Ortopédico do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do HCFMUSP, unidade ligada à Secretaria de Estado da Saúde.
Segundo o médico, as lesões mais frequentes são os traumatismos cranianos e da coluna vertebral e as fraturas da pelve (bacia), dos ossos do antebraço, do fêmur e da tíbia.
Em 2011 foram 3,4 mil pessoas internadas, gerando um gasto de R$ 3,25 milhões ao SUS (Sistema Único de Saúde) para tratar esses pacientes.
A cada dia, pelo menos um ciclista internado vítima de acidente de trânsito morre no Estado.
Abaixo algumas recomendações de segurança para os ciclistas (Fonte CET-SP):
  • Velocidade: como a bicicleta é o veículo mais frágil, o aumento da velocidade implica o aumento do risco, portanto não é uma boa prática no trânsito;
  • Vias de trânsito rápido: por lei, é proibido o tráfego de bicicletas em vias expressas e rodovias. O tráfego em avenidas apesar de não ser proibido é uma prática pouco segura para o ciclista;
     
  • Calçada: a calçada é de uso exclusivo do pedestres, salvo se o órgão de trânsito liberá-la para o tráfego de bicicletas e para isto a calçada deverá ser sinalizada;
  • Equipamentos de segurança: o capacete é um equipamento de segurança recomendável para o ciclista e é essencial que ele seja de boa qualidade. Além disso, é obrigatório o uso de refletivos nos pedais, laterais, dianteira e traseira da bicicleta. E para melhorar a visibilidade do ciclista pelos demais motoristas, recomenda-se o uso de roupas claras e acessórios refletivos;
  • Tráfego pelo corredor: apesar de ser permitido circular entre veículos parados no “corredor” formado entre os carros junto ao bordo da pista, é necessário ressaltar que o ciclista estará se expondo a um risco muito grande;
  • Conversão à direita: se não pretende realizar esta conversão, o ciclista deve sinalizar e sair do bordo direito da pista, evitando, assim, ser cortado pelos carros que vão virar à direita;
  • Posicionamento no semáforo: é imprescindível que o ciclista se posicione à frente dos carros parados no semáforo, de modo a conseguir reservar seu lugar na pista. Como a bicicleta é definida como veículo (não motorizado), deve se sujeitar a toda sinalização implantada na via.