Programa Meu Prato Saudável traz dicas de como preparar e transportar as refeições adequadamente
O programa Meu Prato Saudável, parceria do Instituto do Coração (InCor) e do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP com a LatinMed Editora em Saúde, faz um alerta sobre os cuidados na preparação e transporte de marmitas de casa para o trabalho (veja opções abaixo).
Hábito cada vez mais comum, a marmita deve conter uma refeição saudável, equilibrada e balanceada. Além de ser econômica, é preciso evitar contaminação e intoxicação alimentar.
“Se o trajeto até o trabalho for longo, o ideal é acondicionar o recipiente em uma bolsa térmica. Assim, é possível manter a temperatura dos alimentos e evitar que sofram alterações no sabor, na cor e na textura ou até mesmo que estraguem. Saquinhos de gelo podem ajudar” explica Lara Natacci, nutricionista do Programa Meu Prato Saudável.
A especialista recomenda que, antes de montar a marmita, coloque os alimentos em um prato. Isso facilita na hora de calcular a quantidade de cada alimento. Metade do prato deve ser preenchida com verduras e legumes. A outra metade pode ser completada da seguinte maneira: 1/4 com carboidrato (arroz ou batata ou massas) e o 1/4 restante com proteínas vegetais (feijão, soja, lentilha, ervilha, grão-de-bico) e animais (carne bovina, frango, peixe e ovo). “É importante colocar uma fruta para a sobremesa”, orienta Lara.
Ao colocar os alimentos dentro do recipiente, separe os quentes dos frios. “Alguns deles possuem divisórias, o que facilita na hora de montar. Outra opção é levar a salada em recipiente à parte”, diz.
Além disso, a nutricionista sugere que se evite colocar na marmita alimentos fritos, que levam molhos ou ovos, pois têm maior probabilidade de estragar e podem contaminar todo o restante da comida. Outra dica é temperar a salada apenas na hora de comer.
Opções de marmitas saudáveis:
Opção 1:
Salada: Alface americana, tomate, cenoura ralada e beterraba ralada.
Prato quente: Arroz, feijão carioca, couve refogada e carne cozida.
Opção 2:
Salada que pode ser esquentada: Legumes cozidos no vapor: cenoura, brócolis, couve flor e berinjela.
Prato quente: macarrão integral e filé de frango grelhado.
Opção 3:
Prato frio: salada de folhas variadas, tomate cereja, cenouras baby, grão de bico cozido, milho cozido, croutons e atum ralado.
Opção 4:
Prato único: Arroz de forno: arroz, molho de tomate fresco, frango desfiado, ervilha, cenoura em cubinhos, brócolis, champignon.
Opção 5:
Sanduíche: pão integral, queijo cremoso, rosbife fatiado, folhas de alface, rúcula e erva-doce picada.
Atenção aos tipos de recipientes:
Plástico: São mais práticos, mas é importante tomar alguns cuidados. Para não correr riscos, retire a comida da marmita e coloque em um prato na hora de esquentar no micro-ondas e, se for no fogão, coloque em uma panela. Evite o banho-maria, o plástico pode derreter.
Existem algumas versões elétricas, mas prefira as que têm divisórias.
Vidro: É a melhor opção, e pode ser colocado no micro-ondas, sua higienização é simples.
Alumínio: A tradicional marmita é de alumínio, que pode alterar a composição e o sabor da comida, como molho de tomate, por exemplo. E também não pode ir direto no micro-ondas. Recomenda-se esquentá-la em banho-maria.
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sexta-feira, 9 de agosto de 2013
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Acidentes de trabalho matam um por dia em SP
Em 2012 foram realizados cerca de 70 atendimentos diários em serviços do SUS por este tipo de ocorrência, aponta Secretaria de Estado da Saúde
Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que, em média, uma pessoa morre por dia vítima de acidentes de trabalho no Estado de São Paulo. Em 2012, foram registradas 444 mortes no Estado.
Os dados são do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador e da Divisão de Saúde do Trabalhador da Vigilância Sanitária Estadual, com base nas notificações feitas pelos municípios paulistas.
Desde 2006, foram registradas 2.239 mortes por acidentes de trabalho em todo o Estado. No mesmo período, 119.088 trabalhadores receberam atendimentos ambulatoriais e emergenciais pelo SUS em São Paulo. Só em 2012, foram realizados 25.486 atendimentos, cerca de 70 por dia.
Acidentes de trabalho podem ser evitados com o controle dos ambientes e das condições oferecidas aos trabalhadores. Portanto, a investigação das ocorrências tem como objetivo a prevenção. “É muito importante que todos os casos sejam notificados pelos serviços conveniados ao SUS”, explica Rosemairy Inamine, diretora técnica da Divisão de Saúde do Trabalhador da Vigilância Sanitária Estadual.
Algumas medidas como a obediência às regras de segurança e cuidados nas atividades diárias de trabalho também podem prevenir acidentes.
“É indispensável que cada trabalhador tome as medidas de segurança necessárias para sua área de atuação, como por exemplo, o uso adequado e continuo dos equipamentos de proteção”, enfatiza Rosemairy
Casos de acidentes de trabalho fatais, graves e ocorridos em crianças e adolescentes, classificados como de notificação compulsória, devem ser comunicados pelos serviços de saúde às secretarias municipais de Saúde por meio de ficha de investigação devidamente preenchida por um profissional de saúde, com o diagnóstico clínico.
Quando o trabalhador tiver direito ao Seguro Acidente de Trabalho do INSS, a notificação também deve ser comunicada à Previdência Social, por meio da abertura de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT).
Dicas para prevenir acidentes de trabalho
- Siga todas as regras de segurança na realização de atividades mais perigosas
- Organize seu local de trabalho para que tenha tudo que precise à mão e não necessite improvisar
- Procure se informar sobre os riscos e cuidados que deve ter na realização de suas atividades diárias
- Sempre que puder, participe de ações ou cursos de prevenção de acidentes que forem oferecidos na empresa em que trabalha
- Utilize sempre os equipamentos de proteção adequados para a área em que atua, principalmente proteções auriculares, óculos, capacetes e dispositivos anti-queda, equipamentos de proteção-respiratória, entre outros.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Acidentes de trabalho matam 38 pessoas por mês em SP
Levantamento inédito também aponta que, somente em 2011, mais de 55,4 mil acidentes com trabalhadores foram notificados no Estado
Os dados são da Divisão de Saúde do Trabalhador da Vigilância Sanitária Estadual, com base nas notificações feitas ao Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação). Do total de 55,4 mil acidentes de trabalho notificados no estado em 2011, 464 foram fatais.
Entre os principais tipos de acidentes estão os graves ou fatais em menores de 18, que respondem por 48% das notificações, seguido das intoxicações por causas externas (25,5%) e dos acidentes provocados por material biológico (20,1%). Câncer relacionado ao trabalho, transtorno mental e perda auditiva induzida por ruído também estão entre os acidentes apontados.
Em relação aos óbitos, as principais causas são os acidentes de trânsito, as quedas de edifícios, exposição à corrente elétrica e o impacto causado por objetos lançados, projetados ou em quedas.
Das 1.752 mortes notificadas no Estado desde 2006, 1.274 foram trabalhadores entre 20 e 49 anos. Desse total, 1.649 eram homens e 103 mulheres.
“Os acidentes de trabalho podem ser evitados se houver controle dos ambientes e das condições oferecidas ao trabalhador. Por isso, a investigação dos acidentes tem como principio prevenir que outros, iguais ou semelhantes, se repitam”, diz Simone Alves dos Santos, diretora Técnica da Divisão de Saúde do Trabalhador da Vigilância Sanitária Estadual.
Todos os casos de acidentes de trabalho, classificados como de notificação compulsória, devem ser comunicados aos gestores municipais de saúde, por meio de uma ficha de investigação do Sinan, que deverá ser preenchida por um profissional de saúde do serviço de atendimento, com o diagnóstico clínico. A notificação também deve ser comunicada à Previdência Social, por meio da abertura de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT).
Os dados são da Divisão de Saúde do Trabalhador da Vigilância Sanitária Estadual, com base nas notificações feitas ao Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação). Do total de 55,4 mil acidentes de trabalho notificados no estado em 2011, 464 foram fatais.
Entre os principais tipos de acidentes estão os graves ou fatais em menores de 18, que respondem por 48% das notificações, seguido das intoxicações por causas externas (25,5%) e dos acidentes provocados por material biológico (20,1%). Câncer relacionado ao trabalho, transtorno mental e perda auditiva induzida por ruído também estão entre os acidentes apontados.
Em relação aos óbitos, as principais causas são os acidentes de trânsito, as quedas de edifícios, exposição à corrente elétrica e o impacto causado por objetos lançados, projetados ou em quedas.
Das 1.752 mortes notificadas no Estado desde 2006, 1.274 foram trabalhadores entre 20 e 49 anos. Desse total, 1.649 eram homens e 103 mulheres.
“Os acidentes de trabalho podem ser evitados se houver controle dos ambientes e das condições oferecidas ao trabalhador. Por isso, a investigação dos acidentes tem como principio prevenir que outros, iguais ou semelhantes, se repitam”, diz Simone Alves dos Santos, diretora Técnica da Divisão de Saúde do Trabalhador da Vigilância Sanitária Estadual.
Todos os casos de acidentes de trabalho, classificados como de notificação compulsória, devem ser comunicados aos gestores municipais de saúde, por meio de uma ficha de investigação do Sinan, que deverá ser preenchida por um profissional de saúde do serviço de atendimento, com o diagnóstico clínico. A notificação também deve ser comunicada à Previdência Social, por meio da abertura de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT).
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