Serviços de saúde estão mobilizados na Semana Mundial de Amamentação
Maternidades de todo o Estado de São Paulo estão mobilizadas para eventos voltados à Semana Mundial de Amamentação. Com o slogan “Comunique-se: amamentação uma experiência em 3D”, a semana chama a atenção para a necessidade de aproximação com as mães mais jovens e, paralelamente, busca valorizar o papel dos profissionais de saúde.
Na capital, a maternidade estadual Leonor Mendes de Barros, da Secretaria de Estado da Saúde, tem realizado uma série de atividades com os próprios funcionários no sentido de incentivá-los a utilizar as redes sociais como ferramenta de comunicação com as mães mais jovens.
Nesta sexta-feira, 5 de agosto, funcionários do Leonor irão participar da premiação “Funcionário Amigo do Peito”. O hospital foi dividido em cinco setores e cada um deveria eleger qual o profissional mais envolvido com o incentivo à amamentação.
“A Semana da Amamentação visa chamar a atenção em torno do assunto, mas o tema é trabalhado o ano inteiro. Queremos valorizar o funcionário, que é fundamental no processo de conscientização das mães e, ao mesmo tempo, tentar atingir a população mais jovem, que hoje em dia tem na internet a base de sua comunicação”, afirma Andrea Penha Spinola Fernandes, coordenadora do Banco de Leite do hospital.
Segundo a coordenadora, apesar da queda de 37% no número de grávidas adolescentes entre 1998 e 2009 no Estado, a população de mães com este perfil ainda é significativa e merece atenção especial.
Na zona sul da capital, três hospitais estaduais (Maternidade Interlagos, Hospital Geral do Grajaú e Hospital Regional Sul) se juntaram para realizar palestras de conscientização, que acontecem no próximo dia 16, reunindo cerca de 300 profissionais.
“Hoje 100% das mães saem daqui amamentando. A maior dificuldade para elas está relacionada a fatores externos, como a intervenção da família ou a falta de apoio das empresas onde elas trabalham”, afirma Roberta Ferrante Trevisan, diretora do Banco de Leite da Maternidade Interlagos.
Para doar
Mulheres de qualquer idade, que tenham bebês sendo alimentados exclusivamente com leite materno e que, ainda assim, tenham sobra do alimento, podem ser voluntárias e ajudar outros bebês. As únicas exigências são de que as doadoras não estejam consumindo medicação, drogas ilícitas ou mais de dez cigarros por dia.
Mulheres que amamentam e doam o leite evitam o empedramento das mamas e têm recuperação da forma física de forma mais rápida. A lista completa dos bancos de leite de São Paulo está disponível no portal www.redeblh.fiocruz.br.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
1 em cada 5 multas da lei antifumo é fruto de denúncias da população
Legislação completa dois anos de vigência neste sábado com adesão de 99% dos estabelecimentos vistoriados
Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que as denúncias da população paulista motivaram uma entre cada cinco multas aplicadas por descumprimento da lei antifumo no Estado. A legislação completa dois anos de vigência neste sábado, 7 de agosto.
Desde que entrou em vigor, em 2009, foram aplicadas 1.133 autuações, das quais 208 foram em inspeções realizadas a partir de denúncias feitas por intermédio do portal www.leiantifumo.sp.gov.br e pelo telefone 0800-771-3541. Neste período foram recebidas e apuradas 13,4 mil denúncias. Desse total, 95% não tiveram a irregularidade constatada durante a visita dos fiscais.
As multas aplicadas pela Vigilância Sanitária Estadual, vigilâncias municipais e Procon-SP representaram apenas 0,23% do total de 473 mil estabelecimentos vistoriados ao longo de dois anos, o que aponta expressiva adesão à lei que proíbe o consumo de produtos fumígenos em ambientes fechados de uso coletivo, com objetivo de combater o tabagismo passivo.
Apenas dois estabelecimentos foram interditados por 48 horas por reincidir duas vezes no descumprimento da legislação: um em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, e outro na zona norte da capital paulista.
A multa por descumprimento da Lei Antifumo é a partir de R$ 872,50 na primeira infração, dobrando em caso de reincidência. Na terceira vez, o estabelecimento é interditado por 48 horas e, na quarta, o fechamento é por 30 dias.
“O sucesso da lei antifumo só foi possível porque, além da fiscalização intensa, a população entendeu o caráter de promoção de saúde pública e prevenção do tabagismo passivo e vem contribuindo sistematicamente com denúncias de locais que permitem a poluição do tabaco em seus ambientes. Felizmente esses estabelecimentos são minoria no Estado, e a lei definitivamente pegou", diz Maria Cristina Megid, diretora da Vigilância Sanitária Estadual.
Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que as denúncias da população paulista motivaram uma entre cada cinco multas aplicadas por descumprimento da lei antifumo no Estado. A legislação completa dois anos de vigência neste sábado, 7 de agosto.
Desde que entrou em vigor, em 2009, foram aplicadas 1.133 autuações, das quais 208 foram em inspeções realizadas a partir de denúncias feitas por intermédio do portal www.leiantifumo.sp.gov.br e pelo telefone 0800-771-3541. Neste período foram recebidas e apuradas 13,4 mil denúncias. Desse total, 95% não tiveram a irregularidade constatada durante a visita dos fiscais.
As multas aplicadas pela Vigilância Sanitária Estadual, vigilâncias municipais e Procon-SP representaram apenas 0,23% do total de 473 mil estabelecimentos vistoriados ao longo de dois anos, o que aponta expressiva adesão à lei que proíbe o consumo de produtos fumígenos em ambientes fechados de uso coletivo, com objetivo de combater o tabagismo passivo.
Apenas dois estabelecimentos foram interditados por 48 horas por reincidir duas vezes no descumprimento da legislação: um em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, e outro na zona norte da capital paulista.
A multa por descumprimento da Lei Antifumo é a partir de R$ 872,50 na primeira infração, dobrando em caso de reincidência. Na terceira vez, o estabelecimento é interditado por 48 horas e, na quarta, o fechamento é por 30 dias.
“O sucesso da lei antifumo só foi possível porque, além da fiscalização intensa, a população entendeu o caráter de promoção de saúde pública e prevenção do tabagismo passivo e vem contribuindo sistematicamente com denúncias de locais que permitem a poluição do tabaco em seus ambientes. Felizmente esses estabelecimentos são minoria no Estado, e a lei definitivamente pegou", diz Maria Cristina Megid, diretora da Vigilância Sanitária Estadual.
Icesp promove “dia de modelo” para mulheres com câncer de mama
Evento nesta sexta-feira também terá palestras sobre a doença e distribuição de perucas para elevar a autoestima das pacientes
Mulheres em tratamento de câncer de mama no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP, terão uma tarde especial nesta sexta-feira, 5 de agosto.
Entre as ações programadas, a partir das 14h, está uma produção de beleza completa das pacientes, com maquiagem, distribuição de perucas coloridas e uma sessão de fotografias, que serão entregues às participantes. Além disso, haverá palestra sobre a doença e distribuição de guias com explicações sobre o câncer de mama.
“Resgatar essa confiança e recuperar a autoestima é nosso principal objetivo com o evento. Esse tipo de ação, além de beneficiar a paciente, contribui muito para ajudar no tratamento”, avalia Daniela Vivas, gerente de Enfermagem do Icesp.
O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo fica na avenida Dr. Arnaldo, 251 - Cerqueira César.
Mulheres em tratamento de câncer de mama no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP, terão uma tarde especial nesta sexta-feira, 5 de agosto.
Entre as ações programadas, a partir das 14h, está uma produção de beleza completa das pacientes, com maquiagem, distribuição de perucas coloridas e uma sessão de fotografias, que serão entregues às participantes. Além disso, haverá palestra sobre a doença e distribuição de guias com explicações sobre o câncer de mama.
“Resgatar essa confiança e recuperar a autoestima é nosso principal objetivo com o evento. Esse tipo de ação, além de beneficiar a paciente, contribui muito para ajudar no tratamento”, avalia Daniela Vivas, gerente de Enfermagem do Icesp.
O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo fica na avenida Dr. Arnaldo, 251 - Cerqueira César.
Emílio Ribas abre inscrições para 150 voluntários
Palestras nos dias 6 e 11 de agosto abordarão temática do voluntariado e situações do dia a dia
Estão abertas as inscrições para os interessados em participar do grupo de voluntariado do hospital estadual Emílio Ribas, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo especializado em tratamento de doenças infecto-contagiosas na capital paulista. O hospital oferece 150 vagas para trabalho voluntário.
Palestras de orientação dos interessados acontecem nos próximos dias 6 e 11 de agosto, às 19h30, nas dependências do hospital. O participante pode escolher o dia, conforme sua disponibilidade.
Essa atividade é realizada como forma de apresentação para o Curso de Voluntariado, que acontecerá em setembro e outubro deste ano.
As inscrições para palestra serão feitas através do e-mail secretaria@versocial.com.br ou pelo telefone (11) 3896-1436, das 10h às 16h.
Estão abertas as inscrições para os interessados em participar do grupo de voluntariado do hospital estadual Emílio Ribas, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo especializado em tratamento de doenças infecto-contagiosas na capital paulista. O hospital oferece 150 vagas para trabalho voluntário.
Palestras de orientação dos interessados acontecem nos próximos dias 6 e 11 de agosto, às 19h30, nas dependências do hospital. O participante pode escolher o dia, conforme sua disponibilidade.
Essa atividade é realizada como forma de apresentação para o Curso de Voluntariado, que acontecerá em setembro e outubro deste ano.
As inscrições para palestra serão feitas através do e-mail secretaria@versocial.com.br ou pelo telefone (11) 3896-1436, das 10h às 16h.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
SP quer vacinar 2,8 milhões de crianças em 2ª fase contra paralisia infantil
Campanha acontece no próximo dia 13 de agosto em todo o Estado
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo pretende vacinar 2,83 milhões de crianças menores de cinco anos contra a paralisia infantil durante a segunda etapa da campanha de imunização, que acontece no próximo dia 13 de agosto, um sábado. O número corresponde a 95% do total de 2,98 milhões de paulistas nessa faixa etária.
Na primeira etapa da campanha, realizada em junho, 2,85 milhões de crianças entre 0 e 4 anos de idade foram vacinadas. Para a segunda fase serão mobilizados aproximadamente 14,8 mil postos fixos e volantes e 58,3 mil profissionais em todo o Estado, em parceria com as prefeituras.
Todas as crianças menores incluídas na vacinação, independentemente de terem sido ou não imunizadas na primeira fase da campanha, devem retornar aos postos de saúde no próximo dia 13. As salas de vacina irão funcionar das 8h às 17h. Será possível também atualizar a caderneta de vacinação, gratuitamente.
“É muito importante que os pais e responsáveis estejam atentos e levem seus filhos para tomar as duas gotas da vacina Sabin, protegendo as crianças contra a poliomielite e colaborando para evitar o retorno da circulação do vírus causador da doença ao Estado”, afirma Maristela Rossi, da Divisão de Imunização da Secretaria.
São Paulo não registra nenhum caso de paralisia infantil desde 1988. No entanto, como o vírus da poliomielite ainda circula em países da África e da Ásia, é fundamental que todas as crianças menores de cinco anos sejam imunizadas todos os anos.
População de crianças menores de cinco anos no Estado (por região)
Obs.: meta é vacinar 95% desse total
Capital - 859.148
Grande ABC - 182.556
Alto Tiete e Guarulhos - 217.336
Franco da Rocha - 41.587
Osasco - 235.047
Araçatuba - 43.752
Araraquara - 59.006
Assis - 30.435
Barretos - 26.296
Bauru - 69.213
Botucatu - 38.285
Campinas - 271.167
Franca - 46.422
Marília - 37.097
Piracicaba - 92.820
Presidente Prudente - 44.898
Vale do Ribeira - 21.557
Ribeirão Preto - 87.915
Baixada Santista - 123.324
São João da Boa Vista - 48.364
São José dos Campos - 161.108
São José do Rio Preto - 85.356
Sorocaba - 159.489
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo pretende vacinar 2,83 milhões de crianças menores de cinco anos contra a paralisia infantil durante a segunda etapa da campanha de imunização, que acontece no próximo dia 13 de agosto, um sábado. O número corresponde a 95% do total de 2,98 milhões de paulistas nessa faixa etária.
Na primeira etapa da campanha, realizada em junho, 2,85 milhões de crianças entre 0 e 4 anos de idade foram vacinadas. Para a segunda fase serão mobilizados aproximadamente 14,8 mil postos fixos e volantes e 58,3 mil profissionais em todo o Estado, em parceria com as prefeituras.
Todas as crianças menores incluídas na vacinação, independentemente de terem sido ou não imunizadas na primeira fase da campanha, devem retornar aos postos de saúde no próximo dia 13. As salas de vacina irão funcionar das 8h às 17h. Será possível também atualizar a caderneta de vacinação, gratuitamente.
“É muito importante que os pais e responsáveis estejam atentos e levem seus filhos para tomar as duas gotas da vacina Sabin, protegendo as crianças contra a poliomielite e colaborando para evitar o retorno da circulação do vírus causador da doença ao Estado”, afirma Maristela Rossi, da Divisão de Imunização da Secretaria.
São Paulo não registra nenhum caso de paralisia infantil desde 1988. No entanto, como o vírus da poliomielite ainda circula em países da África e da Ásia, é fundamental que todas as crianças menores de cinco anos sejam imunizadas todos os anos.
População de crianças menores de cinco anos no Estado (por região)
Obs.: meta é vacinar 95% desse total
Capital - 859.148
Grande ABC - 182.556
Alto Tiete e Guarulhos - 217.336
Franco da Rocha - 41.587
Osasco - 235.047
Araçatuba - 43.752
Araraquara - 59.006
Assis - 30.435
Barretos - 26.296
Bauru - 69.213
Botucatu - 38.285
Campinas - 271.167
Franca - 46.422
Marília - 37.097
Piracicaba - 92.820
Presidente Prudente - 44.898
Vale do Ribeira - 21.557
Ribeirão Preto - 87.915
Baixada Santista - 123.324
São João da Boa Vista - 48.364
São José dos Campos - 161.108
São José do Rio Preto - 85.356
Sorocaba - 159.489
Inscrições para eleição do mais belo idoso de SP terminam nesta 5ª
Cerca de 100 moradores da capital com 60 anos ou mais já se inscreveram; finalistas serão escolhidos na segunda-feira
A Secretaria de Estado da Saúde encerra nesta quinta-feira, 4 de agosto, as inscrições para o concurso que irá eleger o mais belo idoso da cidade de São Paulo.
O Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia (IPGG), ligado à pasta, já recebeu cerca de 100 inscrições de moradores da capital com 60 anos ou mais que concorrem ao título de “Mais belo idoso” e aos títulos de Mister Beleza, Mister Elegância, Mister Timidez, Mister Simpatia e Mister Sorriso.
Após o final das inscrições, na segunda-feira, dia 9, às 13 horas, haverá uma pré-seleção para escolher os 25 finalistas.
O mais belo idoso e os contemplados na demais categorias (Mister Beleza, Mister Elegância, Mister Timidez, Mister Simpatia e Mister Sorriso) serão conhecidos do público em evento programado para o próximo dia 11, às 14h, na sede do IPGG. A premiação fará parte dos eventos em comemoração ao Dia dos Pais.
Para compor o corpo de jurados desta edição, foram convidadas as vencedoras do prêmio “Mais Bela Idosa” dos últimos quatro anos. “Nosso objetivo principal é promover a autoestima e valorizar a beleza na terceira idade”, afirma Nilton Guedes, diretor de convivência do IPGG.
No ano passado, o vencedor do concurso de mais belo idoso da capital foi o aposentado e atleta amador Sebastião Pereira de Souza, hoje com 77 anos. “Ganhar a eleição foi uma sensação incrível. Foi difícil segurar as lágrimas depois do resultado”, diz Sebastião, que é pai de dois filhos e avô de seis netos.
As inscrições para o concurso que elegerá o mais belo idoso de São Paulo podem ser realizadas de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h, pelo telefone (11) 2030-4000, ou nos setores de convivência ou voluntariado do IPGG. O endereço é Praça Padre Aleixo Monteiro Mafra (antiga Praça do Forró), 34, em São Miguel Paulista.
A Secretaria de Estado da Saúde encerra nesta quinta-feira, 4 de agosto, as inscrições para o concurso que irá eleger o mais belo idoso da cidade de São Paulo.
O Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia (IPGG), ligado à pasta, já recebeu cerca de 100 inscrições de moradores da capital com 60 anos ou mais que concorrem ao título de “Mais belo idoso” e aos títulos de Mister Beleza, Mister Elegância, Mister Timidez, Mister Simpatia e Mister Sorriso.
Após o final das inscrições, na segunda-feira, dia 9, às 13 horas, haverá uma pré-seleção para escolher os 25 finalistas.
O mais belo idoso e os contemplados na demais categorias (Mister Beleza, Mister Elegância, Mister Timidez, Mister Simpatia e Mister Sorriso) serão conhecidos do público em evento programado para o próximo dia 11, às 14h, na sede do IPGG. A premiação fará parte dos eventos em comemoração ao Dia dos Pais.
Para compor o corpo de jurados desta edição, foram convidadas as vencedoras do prêmio “Mais Bela Idosa” dos últimos quatro anos. “Nosso objetivo principal é promover a autoestima e valorizar a beleza na terceira idade”, afirma Nilton Guedes, diretor de convivência do IPGG.
No ano passado, o vencedor do concurso de mais belo idoso da capital foi o aposentado e atleta amador Sebastião Pereira de Souza, hoje com 77 anos. “Ganhar a eleição foi uma sensação incrível. Foi difícil segurar as lágrimas depois do resultado”, diz Sebastião, que é pai de dois filhos e avô de seis netos.
As inscrições para o concurso que elegerá o mais belo idoso de São Paulo podem ser realizadas de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h, pelo telefone (11) 2030-4000, ou nos setores de convivência ou voluntariado do IPGG. O endereço é Praça Padre Aleixo Monteiro Mafra (antiga Praça do Forró), 34, em São Miguel Paulista.
18% dos homens com câncer assumem consumo exagerado de bebidas alcoólicas
Levantamento foi realizado pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo com mais de 26 mil pacientes
Levantamento do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP, apontou que 11% dos pacientes oncológicos atendidos na unidade assumem ter mantido durante a vida, ou ainda manter, o consumo exagerado de bebidas alcoólicas. O estudo foi realizado com base nas informações de 26,1 mil pacientes atendidos entre agosto de 2008 e fevereiro de 2011.
O estudo mostra ainda que 6% dos que assumem essa postura são jovens com até 39 anos. Além disso, foi possível verificar que o vício está mais presente entre os homens: dos 12,5 mil pacientes do sexo masculino investigados, 18% relataram consumo abusivo de álcool. No comparativo apenas com os pacientes jovens analisados (964), a porcentagem é de 9%.
Entre as mulheres, o percentual de pacientes que admitem o hábito do etilismo é de 4%, de um total de 13,6 mil participantes do levantamento. A média se mantém na análise exclusiva do público jovem, onde há 1.650 mulheres de até 39 anos.
"O consumo exagerado de álcool eleva as chances de desenvolver câncer de boca, laringe, esôfago, pâncreas e fígado. Além disso, pode aumentar o efeito carcinogênico de outras substâncias, principalmente o tabaco”, afirma o diretor do ICESP, Paulo Hoff.
Câncer de boca
Dos 2,8 mil pacientes do Icesp que assumiram ter adotado ou ainda manter um perfil de abuso de bebidas alcoólicas, 36% desenvolveram tumores na região da boca e garganta.
Embora o cigarro seja a principal causa de doenças na região da cabeça e do pescoço, o consumo abusivo de bebidas alcoólicas também contribui, e muito, para o surgimento destes tumores, principalmente quando associados ao tabagismo. Semanalmente, o Instituto recebe de 5 a 10 novos casos de câncer nesta região do corpo.
A doença pode ser evitada com medidas simples, como não consumir bebidas alcoólicas em excesso, não fumar e dar preferência a alimentos como frutas, verduras e legumes crus.
Também é importante que as pessoas se habituem a examinar a boca diante do espelho à procura de caroços, aftas, manchas brancas e outros ferimentos. Além disso, cuidar da higiene bucal e visitar o dentista periodicamente, podem ajudar a realizar a detecção precoce de um câncer. Vale ressaltar que qualquer alteração que não melhore, como aftas que não cicatrizam, sangramentos que não passam sozinhos ou dor de garganta que persista por mais de 14 dias é motivo para uma visita ao médico.
“Esse levantamento sugere como o álcool é nocivo também à saúde bucal, podendo estar relacionado ao surgimento de tumores nessa região”, alerta o oncologista clínico do Icesp Gilberto Castro.
Levantamento do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP, apontou que 11% dos pacientes oncológicos atendidos na unidade assumem ter mantido durante a vida, ou ainda manter, o consumo exagerado de bebidas alcoólicas. O estudo foi realizado com base nas informações de 26,1 mil pacientes atendidos entre agosto de 2008 e fevereiro de 2011.
O estudo mostra ainda que 6% dos que assumem essa postura são jovens com até 39 anos. Além disso, foi possível verificar que o vício está mais presente entre os homens: dos 12,5 mil pacientes do sexo masculino investigados, 18% relataram consumo abusivo de álcool. No comparativo apenas com os pacientes jovens analisados (964), a porcentagem é de 9%.
Entre as mulheres, o percentual de pacientes que admitem o hábito do etilismo é de 4%, de um total de 13,6 mil participantes do levantamento. A média se mantém na análise exclusiva do público jovem, onde há 1.650 mulheres de até 39 anos.
"O consumo exagerado de álcool eleva as chances de desenvolver câncer de boca, laringe, esôfago, pâncreas e fígado. Além disso, pode aumentar o efeito carcinogênico de outras substâncias, principalmente o tabaco”, afirma o diretor do ICESP, Paulo Hoff.
Câncer de boca
Dos 2,8 mil pacientes do Icesp que assumiram ter adotado ou ainda manter um perfil de abuso de bebidas alcoólicas, 36% desenvolveram tumores na região da boca e garganta.
Embora o cigarro seja a principal causa de doenças na região da cabeça e do pescoço, o consumo abusivo de bebidas alcoólicas também contribui, e muito, para o surgimento destes tumores, principalmente quando associados ao tabagismo. Semanalmente, o Instituto recebe de 5 a 10 novos casos de câncer nesta região do corpo.
A doença pode ser evitada com medidas simples, como não consumir bebidas alcoólicas em excesso, não fumar e dar preferência a alimentos como frutas, verduras e legumes crus.
Também é importante que as pessoas se habituem a examinar a boca diante do espelho à procura de caroços, aftas, manchas brancas e outros ferimentos. Além disso, cuidar da higiene bucal e visitar o dentista periodicamente, podem ajudar a realizar a detecção precoce de um câncer. Vale ressaltar que qualquer alteração que não melhore, como aftas que não cicatrizam, sangramentos que não passam sozinhos ou dor de garganta que persista por mais de 14 dias é motivo para uma visita ao médico.
“Esse levantamento sugere como o álcool é nocivo também à saúde bucal, podendo estar relacionado ao surgimento de tumores nessa região”, alerta o oncologista clínico do Icesp Gilberto Castro.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Cardíacos desconhecem alimentos que fazem bem ao coração
Estudo foi feito no hospital estadual Dante Pazzanese, que criou ‘cardápios’ para que pacientes possam manter a saúde do coração em dia
Uma pesquisa da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo realizada com pacientes cardiopatas do hospital estadual Dante Pazzanese, referência em tratamento cardíaco na capital paulista, aponta falta de conhecimento sobre os alimentos que previnem e auxiliam no tratamento das doenças cardiovasculares.
Em um questionário aplicado com cerca de 50 pacientes em tratamento, todos afirmaram conhecer ao menos um de uma lista de 17 alimentos mais recomendados para o cuidado com o coração, mas desconheciam os benefícios da grande maioria deles.
O estudo revelou também que a maioria dos pacientes não sabe qual a quantidade diária recomendada de cada alimento. Segundo o levantamento, os alimentos cardioprotetores mais consumidos pelos pacientes dentro das quantidades recomendadas foram o azeite (87,23%), o alho (82,98%), a linhaça (76,60%), os produtos integrais (72,34%) e a aveia (70,21%).
No trabalho de orientação alimentar realizado pela equipe de nutricionistas Dante Pazzanese, a dieta ideal para o cardíaco deve ser composta principalmente de alimentos como: linhaça, peixes (como o salmão, a sardinha e o atum), chá verde, chocolate amargo, azeite, alho, abacate, aveia, soja, cereais e produtos integrais, óleos vegetais, iogurte, tomate, vinho, suco de uva e margarina com fitosteróis (componente que tem ação para diminuição do colesterol ruim).
Os alimentos cardioprotetores são compostos bioativos que possuem ação sobre a diminuição da pressão arterial, do colesterol LDL (conhecido como colesterol ruim), triglicérides e controle do peso. Também contribuem na melhora do HDL (colesterol bom) e a diminuição da agregação plaquetária, que é responsável por controlar a boa circulação sanguínea para evitar coágulos e derrames.
Segundo Renata Alves, nutricionista e responsável pela pesquisa no Dante Pazzanese, alguns desses alimentos possuem até mais de um composto, e os benefícios para o paciente cardíaco dependem do consumo frequente e nas quantidades recomendadas por um nutricionista após uma avaliação individual. “Uma alimentação saudável, quando aliada ao tratamento clínico, melhora não só quadro geral do cardiopata, mas possibilita qualidade de vida ao longo do tratamento, principalmente nos casos crônicos”, explica.
Nutrólogos e cardiologistas do Instituto Dante Pazzanese fazem um alerta sobre o assunto e sugerem cardápios para a saúde do coração, ricos em compostos bioativos para as refeições diárias. Seguem, abaixo, dois exemplos:
Cardápio para a saúde do coração (sugestão da equipe de nutrição do hospital estadual Dante Pazzanese)
Opção 1
Café da manhã:
- Pão francês pode ser substituído por pão integral, bolacha de água e sal ou torrada com margarina com fitosteróis (para diminuição do colesterol ruim).
- Leite desnatado ou queijo branco, leite de soja, ou iogurte natural.
- Pode-se substituir café por chá verde. Cereais, ou aveia;
Lanche da manhã: fruta da época ou suco natural (uva, ou suco de uva);
Almoço e jantar:
- Arroz (preferencialmente integral) ou batata ou mandioca ou milho ou inhame ou cará. Feijão pode ser trocado por ervilha, soja, grão de bico, ou lentilha.
- Carnes magras e grelhadas, cozidas e assadas, preferencialmente frango ou peixe.
- Ovo cozido ou omelete. Incluir legumes crus e cozidos como: tomate, cenoura, beterraba, nabo, rabanete, abobrinha, abóbora, chuchu, berinjela, quiabo, vagem, pepino, jiló. A sugestão é que sejam temperados com um pouco de azeite e alho;
- Verduras cruas e cozidas como: alface, acelga, agrião, escarola, mostarda, espinafre, couve, rúcula ou almeirão;
Fruta ou suco natural;
Importante: Uma colher de farinha de linhaça na refeição do almoço ajuda a diminuir a absorção de gorduras e carboidratos;
Lanche da tarde: fruta ou suco natural;
Lanche da noite: chá e torradas. Substituir o pão francês por pão integral.
Opção 2
Café da manhã: iogurte com morangos e cereais sem açúcar, ou vitamina de leite de soja com aveia em flocos e banana, ou leite desnatado com pão integral e margarina light.
Almoço ou jantar: salada verde com abacaxi e azeite para temperar. Arroz (preferencialmente integral), ou batata cozida, ou purê de mandioca ou purê de mandioquinha. Feijão ou vinagrete de grão (lentilha, soja, feijão branco ou ervilha). Filé de peixe assado empanado com linhaça e gergelim, ou filé de frango grelhado. Tomate recheado com queijo branco ou legumes cozidos (cenoura, beterraba, chuchu, abobrinha). Suco de laranja com couve. Queijo branco com geleia de goiaba sem açúcar ou fruta da época;
Lanche da tarde: abacate ou fruta com farinha de linhaça, ou suco de limão com água de coco;
Ceia: chá verde com suco de maracujá;
Sugestão de lanches saudáveis: pastel assado de berinjela, sanduíche de pão integral com atum enlatado em água e sal, cebola e alface. Sopa de abóbora com gengibre.
Uma pesquisa da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo realizada com pacientes cardiopatas do hospital estadual Dante Pazzanese, referência em tratamento cardíaco na capital paulista, aponta falta de conhecimento sobre os alimentos que previnem e auxiliam no tratamento das doenças cardiovasculares.
Em um questionário aplicado com cerca de 50 pacientes em tratamento, todos afirmaram conhecer ao menos um de uma lista de 17 alimentos mais recomendados para o cuidado com o coração, mas desconheciam os benefícios da grande maioria deles.
O estudo revelou também que a maioria dos pacientes não sabe qual a quantidade diária recomendada de cada alimento. Segundo o levantamento, os alimentos cardioprotetores mais consumidos pelos pacientes dentro das quantidades recomendadas foram o azeite (87,23%), o alho (82,98%), a linhaça (76,60%), os produtos integrais (72,34%) e a aveia (70,21%).
No trabalho de orientação alimentar realizado pela equipe de nutricionistas Dante Pazzanese, a dieta ideal para o cardíaco deve ser composta principalmente de alimentos como: linhaça, peixes (como o salmão, a sardinha e o atum), chá verde, chocolate amargo, azeite, alho, abacate, aveia, soja, cereais e produtos integrais, óleos vegetais, iogurte, tomate, vinho, suco de uva e margarina com fitosteróis (componente que tem ação para diminuição do colesterol ruim).
Os alimentos cardioprotetores são compostos bioativos que possuem ação sobre a diminuição da pressão arterial, do colesterol LDL (conhecido como colesterol ruim), triglicérides e controle do peso. Também contribuem na melhora do HDL (colesterol bom) e a diminuição da agregação plaquetária, que é responsável por controlar a boa circulação sanguínea para evitar coágulos e derrames.
Segundo Renata Alves, nutricionista e responsável pela pesquisa no Dante Pazzanese, alguns desses alimentos possuem até mais de um composto, e os benefícios para o paciente cardíaco dependem do consumo frequente e nas quantidades recomendadas por um nutricionista após uma avaliação individual. “Uma alimentação saudável, quando aliada ao tratamento clínico, melhora não só quadro geral do cardiopata, mas possibilita qualidade de vida ao longo do tratamento, principalmente nos casos crônicos”, explica.
Nutrólogos e cardiologistas do Instituto Dante Pazzanese fazem um alerta sobre o assunto e sugerem cardápios para a saúde do coração, ricos em compostos bioativos para as refeições diárias. Seguem, abaixo, dois exemplos:
Cardápio para a saúde do coração (sugestão da equipe de nutrição do hospital estadual Dante Pazzanese)
Opção 1
Café da manhã:
- Pão francês pode ser substituído por pão integral, bolacha de água e sal ou torrada com margarina com fitosteróis (para diminuição do colesterol ruim).
- Leite desnatado ou queijo branco, leite de soja, ou iogurte natural.
- Pode-se substituir café por chá verde. Cereais, ou aveia;
Lanche da manhã: fruta da época ou suco natural (uva, ou suco de uva);
Almoço e jantar:
- Arroz (preferencialmente integral) ou batata ou mandioca ou milho ou inhame ou cará. Feijão pode ser trocado por ervilha, soja, grão de bico, ou lentilha.
- Carnes magras e grelhadas, cozidas e assadas, preferencialmente frango ou peixe.
- Ovo cozido ou omelete. Incluir legumes crus e cozidos como: tomate, cenoura, beterraba, nabo, rabanete, abobrinha, abóbora, chuchu, berinjela, quiabo, vagem, pepino, jiló. A sugestão é que sejam temperados com um pouco de azeite e alho;
- Verduras cruas e cozidas como: alface, acelga, agrião, escarola, mostarda, espinafre, couve, rúcula ou almeirão;
Fruta ou suco natural;
Importante: Uma colher de farinha de linhaça na refeição do almoço ajuda a diminuir a absorção de gorduras e carboidratos;
Lanche da tarde: fruta ou suco natural;
Lanche da noite: chá e torradas. Substituir o pão francês por pão integral.
Opção 2
Café da manhã: iogurte com morangos e cereais sem açúcar, ou vitamina de leite de soja com aveia em flocos e banana, ou leite desnatado com pão integral e margarina light.
Almoço ou jantar: salada verde com abacaxi e azeite para temperar. Arroz (preferencialmente integral), ou batata cozida, ou purê de mandioca ou purê de mandioquinha. Feijão ou vinagrete de grão (lentilha, soja, feijão branco ou ervilha). Filé de peixe assado empanado com linhaça e gergelim, ou filé de frango grelhado. Tomate recheado com queijo branco ou legumes cozidos (cenoura, beterraba, chuchu, abobrinha). Suco de laranja com couve. Queijo branco com geleia de goiaba sem açúcar ou fruta da época;
Lanche da tarde: abacate ou fruta com farinha de linhaça, ou suco de limão com água de coco;
Ceia: chá verde com suco de maracujá;
Sugestão de lanches saudáveis: pastel assado de berinjela, sanduíche de pão integral com atum enlatado em água e sal, cebola e alface. Sopa de abóbora com gengibre.
HC ganha tratamento inovador para transtornos do equilíbrio
Tecnologia inédita na América Latina beneficia pacientes com maior precisão dos resultados
O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, ligado à Secretaria de Estado da Saúde, acaba de adotar tecnologia pioneira na América Latina para maior precisão no diagnóstico dos transtornos do equilíbrio e tonturas, responsáveis pelo desequilíbrio e quedas principalmente de idosos.
O paciente é colocado em uma cadeira computadorizada giratória capaz de produzir situações que predispõem a tontura. O equipamento dispõe de óculos especiais, com câmaras e espelhos que permitem registrar o movimento involuntário dos olhos do paciente no momento da rotação. Esse movimento é captado, digitalizado, registrado e convertido em gráficos e números. A análise computadorizada determina o tipo de distúrbio funcional que esta provocando as queixas do paciente.
O diagnóstico mais preciso da disfunção labiríntica pode levar a um tratamento curativo das vertigens na maioria dos casos, explica o Dr. Marco Aurélio Bottino, diretor do setor de otoneurologia do HCFMUSP.
Outra vantagem é que o aparelho, além da condição diagnóstica, tem a função de acompanhar a evolução do tratamento, o que permite ao médico alterar condutas e indicar novas estratégias.
A inovação também abrirá um vasto campo na investigação das causas dos distúrbios, especialmente na terceira idade. “O desequilíbrio, seguido de queda, pode ser fatal para o idoso”, enfatiza o médico. O Setor de Otoneurologia do Hospital das Clínicas atende, em media, 300 pacientes por mês.
O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, ligado à Secretaria de Estado da Saúde, acaba de adotar tecnologia pioneira na América Latina para maior precisão no diagnóstico dos transtornos do equilíbrio e tonturas, responsáveis pelo desequilíbrio e quedas principalmente de idosos.
O paciente é colocado em uma cadeira computadorizada giratória capaz de produzir situações que predispõem a tontura. O equipamento dispõe de óculos especiais, com câmaras e espelhos que permitem registrar o movimento involuntário dos olhos do paciente no momento da rotação. Esse movimento é captado, digitalizado, registrado e convertido em gráficos e números. A análise computadorizada determina o tipo de distúrbio funcional que esta provocando as queixas do paciente.
O diagnóstico mais preciso da disfunção labiríntica pode levar a um tratamento curativo das vertigens na maioria dos casos, explica o Dr. Marco Aurélio Bottino, diretor do setor de otoneurologia do HCFMUSP.
Outra vantagem é que o aparelho, além da condição diagnóstica, tem a função de acompanhar a evolução do tratamento, o que permite ao médico alterar condutas e indicar novas estratégias.
A inovação também abrirá um vasto campo na investigação das causas dos distúrbios, especialmente na terceira idade. “O desequilíbrio, seguido de queda, pode ser fatal para o idoso”, enfatiza o médico. O Setor de Otoneurologia do Hospital das Clínicas atende, em media, 300 pacientes por mês.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
SP lança plano de combate ao álcool na infância e adolescência
Projeto com programa exclusivo de tratamento e educação tem apoio do MP e entidades representativas de bares, restaurantes e supermercados; nova lei prevê multa de até R$ 87 mil e fechamento de estabelecimentos que permitirem consumo de álcool por menores
O governo do Estado de São Paulo lançou nesta segunda-feira, 1º de agosto, um programa exclusivo para combater o consumo de álcool na infância e adolescência. O projeto, que conta com o apoio do Ministério Público de São Paulo e representantes dos bares, supermercados e restaurantes, envolve também diversas secretariais estaduais, como Saúde, Educação, Segurança Pública, Justiça e Comunicação, além de órgãos como o Procon-SP e a Vigilância Sanitária Estadual.
Segundo o projeto apresentado pelo governador Geraldo Alckmin, serão desenvolvidas ações para tratamento, educação e fiscalização do consumo indevido por álcool por adolescentes nos estabelecimentos comerciais do Estado. Haverá também a abertura de clínicas de tratamento, com mais leitos para dependentes e ações específicas nas escolas, além de intensificação das blitze da polícia para flagrar e punir motoristas alcoolizados.
A proposta foi discutida ao longo dos últimos seis meses por representantes da sociedade civil, agentes do governo e especialistas em dependência causada por álcool e suas consequências. Levantamento feito pela Secretaria da Saúde aponta que uma pessoa é internada no Estado por problemas decorrentes do uso do álcool a cada 20 minutos. Os motivos vão desde intoxicação por abuso pontual até cirrose alcoólica, problemas cardíacos e câncer. A OMS (Organização Mundial de Saúde) estima que 4% das mortes ocorridas no mundo (cerca de 2,5 milhões de pessoas) são ocasionadas pela bebida, sem contar crimes passionais e acidentes de trânsito potencializados por ela.
Os jovens, principal alvo deste programa estadual, merecem atenção especial. O Cratod (Centro de Referência em Tratamento de Álcool, Tabaco e Outras Drogas) detectou que 80% dos pacientes diagnosticados alcoólatras deram o primeiro gole antes dos 18 anos, parte deles muito jovens, com 11 ou 12 anos.
Pesquisa do Instituto Ibope, feita a pedido do governo do estado, apontou que 18% dos adolescentes entre 12 e 17 anos bebem regularmente, e que quatro entre dez menores compram livremente bebidas alcoólicas no comércio. Segundo a pesquisa, o consumo de álcool acontece, em média, aos 13 anos.
Um projeto de lei, encaminhado à Assembléia Legislativa pelo governador nesta segunda-feira, prevê aplicação de multas de até R$ 87,2 mil, além de interdição por 30 dias, ou até mesmo a perda da inscrição no cadastro de contribuintes do ICMS, de estabelecimentos que vendam, ofereçam, entreguem ou permitam o consumo, em suas dependências, de bebida com qualquer teor alcoólico entre menores de 18 anos de idade em todo o Estado.
Atualmente, o comerciante só pode vender bebidas alcoólicas a maiores de 18 anos. No entanto, se essa pessoa repassa o álcool ao adolescente ou criança no estabelecimento, ele não tem qualquer responsabilidade. A nova legislação muda esse ponto e obriga o comerciante a pedir documento de identificação para realizar a venda ou deixar que o produto seja consumido no local. Essas medidas têm como objetivo evitar que adolescentes tenham acesso a bebidas alcoólicas, que podem causar dependência, doenças, problemas familiares, violência, acidentes e mortes.
O projeto de lei paulista determina sanções administrativas, além das punições civis e penais já previstas pela legislação brasileira, a quem vende bebidas alcoólicas a menores de idade.
Os fornecedores de produtos ou serviços no Estado deverão afixar avisos de proibição de venda, oferecimento e permissão de consumo de bebidas alcoólicas a menores de idade, com indicação da nova lei, orientar os funcionários para que informem permanentemente aos consumidores sobre a restrição e exigir documento oficial com foto para comprovar a maioridade do interessado em consumir bebida alcoólica. Os estabelecimentos poderão abster-se de vender ou fornecer bebidas alcoólicas a quem se recuse a apresentar documento de identificação.
Além disso, caberá aos responsáveis pelos estabelecimentos demonstrar, sempre que abordado por agentes fiscalizadores, que a venda ou o consumo de bebidas alcoólicas no local não fere a nova legislação, especialmente em relação à idade dos consumidores que no momento da fiscalização estejam fazendo uso desses produtos. Caso o estabelecimento se recuse a comprovar a maioridade das pessoas que estejam consumindo bebida alcoólica, estará sujeito a multa e interdição. Todos os estabelecimentos que operam como autoserviço, como supermercados, padarias e lojas de conveniência, entre outros, deverão expor as bebidas alcoólicas em espaço separado dos demais produtos, com a devida sinalização sobre a lei.
Penalidades
O descumprimento da nova legislação sujeitará os infratores a multa de no mínimo 100 e no máximo 5.000 Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (Ufesp) para cada infração cometida, além de interdição do estabelecimento por até 30 dias. Atualmente uma Ufesp equivale a R$ 17,45. O valor da multa, que dobrará em caso de reincidência, será estipulado conforme o faturamento do estabelecimento e a natureza da infração, que poderá ser classificada como leve, média ou grave.
Estabelecimentos que descumprirem a obrigatoriedade de afixação de avisos sobre a nova lei ou não os afixarem em número suficiente, infração considerada leve, poderão ser multados em 100, 500 ou 1.500 Ufesp, conforme sua receita bruta anual. Já a não separação das bebidas alcoólicas dos demais produtos em local específico, infração média, irá gerar multas de 150, 750 ou 1.500 unidades fiscais.
A infração mais grave, que é a venda, oferecimento ou permissão de consumo de álcool por menores no interior do estabelecimento, ou ainda a não comprovação por parte do estabelecimento de que as pessoas consumindo bebidas alcoólicas no local são maiores de idade, será punida com multa de 200, 1.000 ou 2.500 Ufesp e interdição por até 30 dias.
Se o estabelecimento descumprir a interdição ou insistir em continuar vendendo, oferecendo ou permitindo o consumo de bebidas alcoólicas entre menores de idade, poderá, após nova fiscalização, perder o registro de sua inscrição junto ao cadastro de contribuintes do ICMS.
Depois de aprovada e sancionada, a lei será regulamentada para definição da forma de fiscalização, instâncias fiscalizadoras e tamanho dos avisos a serem afixados nos estabelecimentos, entre outros itens. O início da aplicação das penalidades previstas na nova lei será precedido de ampla campanha educativa, realizada pelo governo do Estado, nos meios de comunicação para esclarecimento sobre os deveres, proibições e sanções.
"É uma lei extremamente importante, que tem caráter de saúde pública, protegendo crianças e adolescentes da ingestão precoce de bebidas alcoólicas. Não se deve permitir que jovens tenham acesso a substâncias psicoativas que viciam e podem causar sérios danos à saúde, além de problemas de convívio social e familiar", afirma o governador Geraldo Alckmin.
"Parte das pessoas que começam a beber na infância e na juventude torna-se, mais tarde, abusadora dessas substâncias, ingerindo regularmente quantidade diária de álcool acima da considerada tolerável pela Organização Mundial de Saúde. Daí para a dependência química é um pulo. E é isso, exatamente, que pretendemos evitar", diz Giovanni Guido Cerri, secretário de Estado da Saúde de São Paulo.
O governo do Estado de São Paulo lançou nesta segunda-feira, 1º de agosto, um programa exclusivo para combater o consumo de álcool na infância e adolescência. O projeto, que conta com o apoio do Ministério Público de São Paulo e representantes dos bares, supermercados e restaurantes, envolve também diversas secretariais estaduais, como Saúde, Educação, Segurança Pública, Justiça e Comunicação, além de órgãos como o Procon-SP e a Vigilância Sanitária Estadual.
Segundo o projeto apresentado pelo governador Geraldo Alckmin, serão desenvolvidas ações para tratamento, educação e fiscalização do consumo indevido por álcool por adolescentes nos estabelecimentos comerciais do Estado. Haverá também a abertura de clínicas de tratamento, com mais leitos para dependentes e ações específicas nas escolas, além de intensificação das blitze da polícia para flagrar e punir motoristas alcoolizados.
A proposta foi discutida ao longo dos últimos seis meses por representantes da sociedade civil, agentes do governo e especialistas em dependência causada por álcool e suas consequências. Levantamento feito pela Secretaria da Saúde aponta que uma pessoa é internada no Estado por problemas decorrentes do uso do álcool a cada 20 minutos. Os motivos vão desde intoxicação por abuso pontual até cirrose alcoólica, problemas cardíacos e câncer. A OMS (Organização Mundial de Saúde) estima que 4% das mortes ocorridas no mundo (cerca de 2,5 milhões de pessoas) são ocasionadas pela bebida, sem contar crimes passionais e acidentes de trânsito potencializados por ela.
Os jovens, principal alvo deste programa estadual, merecem atenção especial. O Cratod (Centro de Referência em Tratamento de Álcool, Tabaco e Outras Drogas) detectou que 80% dos pacientes diagnosticados alcoólatras deram o primeiro gole antes dos 18 anos, parte deles muito jovens, com 11 ou 12 anos.
Pesquisa do Instituto Ibope, feita a pedido do governo do estado, apontou que 18% dos adolescentes entre 12 e 17 anos bebem regularmente, e que quatro entre dez menores compram livremente bebidas alcoólicas no comércio. Segundo a pesquisa, o consumo de álcool acontece, em média, aos 13 anos.
Um projeto de lei, encaminhado à Assembléia Legislativa pelo governador nesta segunda-feira, prevê aplicação de multas de até R$ 87,2 mil, além de interdição por 30 dias, ou até mesmo a perda da inscrição no cadastro de contribuintes do ICMS, de estabelecimentos que vendam, ofereçam, entreguem ou permitam o consumo, em suas dependências, de bebida com qualquer teor alcoólico entre menores de 18 anos de idade em todo o Estado.
Atualmente, o comerciante só pode vender bebidas alcoólicas a maiores de 18 anos. No entanto, se essa pessoa repassa o álcool ao adolescente ou criança no estabelecimento, ele não tem qualquer responsabilidade. A nova legislação muda esse ponto e obriga o comerciante a pedir documento de identificação para realizar a venda ou deixar que o produto seja consumido no local. Essas medidas têm como objetivo evitar que adolescentes tenham acesso a bebidas alcoólicas, que podem causar dependência, doenças, problemas familiares, violência, acidentes e mortes.
O projeto de lei paulista determina sanções administrativas, além das punições civis e penais já previstas pela legislação brasileira, a quem vende bebidas alcoólicas a menores de idade.
Os fornecedores de produtos ou serviços no Estado deverão afixar avisos de proibição de venda, oferecimento e permissão de consumo de bebidas alcoólicas a menores de idade, com indicação da nova lei, orientar os funcionários para que informem permanentemente aos consumidores sobre a restrição e exigir documento oficial com foto para comprovar a maioridade do interessado em consumir bebida alcoólica. Os estabelecimentos poderão abster-se de vender ou fornecer bebidas alcoólicas a quem se recuse a apresentar documento de identificação.
Além disso, caberá aos responsáveis pelos estabelecimentos demonstrar, sempre que abordado por agentes fiscalizadores, que a venda ou o consumo de bebidas alcoólicas no local não fere a nova legislação, especialmente em relação à idade dos consumidores que no momento da fiscalização estejam fazendo uso desses produtos. Caso o estabelecimento se recuse a comprovar a maioridade das pessoas que estejam consumindo bebida alcoólica, estará sujeito a multa e interdição. Todos os estabelecimentos que operam como autoserviço, como supermercados, padarias e lojas de conveniência, entre outros, deverão expor as bebidas alcoólicas em espaço separado dos demais produtos, com a devida sinalização sobre a lei.
Penalidades
O descumprimento da nova legislação sujeitará os infratores a multa de no mínimo 100 e no máximo 5.000 Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (Ufesp) para cada infração cometida, além de interdição do estabelecimento por até 30 dias. Atualmente uma Ufesp equivale a R$ 17,45. O valor da multa, que dobrará em caso de reincidência, será estipulado conforme o faturamento do estabelecimento e a natureza da infração, que poderá ser classificada como leve, média ou grave.
Estabelecimentos que descumprirem a obrigatoriedade de afixação de avisos sobre a nova lei ou não os afixarem em número suficiente, infração considerada leve, poderão ser multados em 100, 500 ou 1.500 Ufesp, conforme sua receita bruta anual. Já a não separação das bebidas alcoólicas dos demais produtos em local específico, infração média, irá gerar multas de 150, 750 ou 1.500 unidades fiscais.
A infração mais grave, que é a venda, oferecimento ou permissão de consumo de álcool por menores no interior do estabelecimento, ou ainda a não comprovação por parte do estabelecimento de que as pessoas consumindo bebidas alcoólicas no local são maiores de idade, será punida com multa de 200, 1.000 ou 2.500 Ufesp e interdição por até 30 dias.
Se o estabelecimento descumprir a interdição ou insistir em continuar vendendo, oferecendo ou permitindo o consumo de bebidas alcoólicas entre menores de idade, poderá, após nova fiscalização, perder o registro de sua inscrição junto ao cadastro de contribuintes do ICMS.
Depois de aprovada e sancionada, a lei será regulamentada para definição da forma de fiscalização, instâncias fiscalizadoras e tamanho dos avisos a serem afixados nos estabelecimentos, entre outros itens. O início da aplicação das penalidades previstas na nova lei será precedido de ampla campanha educativa, realizada pelo governo do Estado, nos meios de comunicação para esclarecimento sobre os deveres, proibições e sanções.
"É uma lei extremamente importante, que tem caráter de saúde pública, protegendo crianças e adolescentes da ingestão precoce de bebidas alcoólicas. Não se deve permitir que jovens tenham acesso a substâncias psicoativas que viciam e podem causar sérios danos à saúde, além de problemas de convívio social e familiar", afirma o governador Geraldo Alckmin.
"Parte das pessoas que começam a beber na infância e na juventude torna-se, mais tarde, abusadora dessas substâncias, ingerindo regularmente quantidade diária de álcool acima da considerada tolerável pela Organização Mundial de Saúde. Daí para a dependência química é um pulo. E é isso, exatamente, que pretendemos evitar", diz Giovanni Guido Cerri, secretário de Estado da Saúde de São Paulo.
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