terça-feira, 31 de julho de 2012

Fratura de fêmur interna 32 idosos por dia em SP

Do total de internações realizadas em 2011, 68% foram de mulheres; número de hospitalizações cresceu 70% em 10 anos no Estado

Levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que 32 idosos são internados por dia no Estado devido a fratura de fêmur. Somente em 2011, foram realizadas 11.631 internações, das quais 7.973 (68,5%) foram de mulheres.

Segundo Anderson Della Torre, geriatra e coordenador médico do Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia (IPGG), o pico de massa óssea dos seres humanos ocorre por volta dos 25 anos. A partir daí, inicia-se uma perda de massa contínua e progressiva.

“Para as mulheres, essa perda se intensifica durante a menopausa, o que pode explicar o maior número de fraturas no sexo feminino”, explica Torre.

Comparado com o ano de 2001, quando foram notificadas 6.830 internações, em dez anos houve um aumento superior a 70% no número de idosos que sofreram fraturas de fêmur. Já em relação ao número de óbitos, o aumento registrado em dez anos foi de 86%, passando de 331 em 2001 para 617 mortes em 2011.

Além da perda natural de massa óssea, alguns fatores de risco como má alimentação, sedentarismo e automedicação contribuem para o enfraquecimento dos ossos. Com isso, há aumento na probabilidade das quedas, que são as principais causas das fraturas ósseas dos idosos.

“Com o aumento da expectativa de vida há uma perda maior de massa dos ossos longos. A fratura de fêmur, maior osso do corpo, é a mais grave, pois pode gerar imobilidade e, por isso, na maioria das vezes, é necessária uma intervenção cirúrgica”, diz Torre.

Além de manter uma alimentação saudável e praticar exercícios regularmente para fortalecer os músculos e os ossos; o consumo de cálcio é fundamental. De acordo com o geriatra, a quantidade de cálcio elementar que deve ser ingerida varia de acordo com a faixa etária. Porém, em média, a quantidade diária indicada para crianças é de 800mg a 1.300 mg, para adultos de 1.000 mg a 1.200 mg e para os idosos é cerca de 1.200 mg. “Além do consumo de alimentos ricos em cálcio, como o leite, por exemplo, tomar sol é fundamental para a produção da vitamina D, componente essencial para fixar o cálcio nos ossos”, diz Torre.

Maternidade estadual capacita profissionais para trabalhar com adolescentes

Curso na capital paulista no próximo dia 6 de agosto

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, por meio da maternidade estadual Interlagos, está com inscrições abertas para curso de Reflexão e Orientação sobre sexualidade, gravidez na adolescência, saúde reprodutiva e DSTs. Totalmente gratuita, a capacitação é voltada a profissionais da área de saúde da esfera municipal.

Neste semestre, profissionais da maternidade vão capacitar funcionários das Unidades Básicas de Saúde do município de São Paulo para que sejam agentes multiplicadores, e também instalem um grupo de orientação para adolescentes nas unidades de saúde municipais.

 As inscrições serão feitas pelas próprias diretorias das unidades, que estão selecionando os funcionários que vão passar pela capacitação. Os participantes vão aprender a melhora maneira de tratar assuntos delicados com adolescentes. Os temas irão desde sexualidade até doenças sexualmente transmissíveis.

A capacitação será dividida em quatro grupos de 20 pessoas cada e os encontros acontecerão uma vez por semana. Os cursos começam no próximo dia 6 de agosto e termina no dia 26 de novembro.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

SP convoca mães para doarem leite durante o inverno

Bancos de leite estaduais têm redução de doadoras nos meses de férias escolares e com o clima mais frio

Em meio às comemorações ao Dia Mundial de Aleitamento Materno, no dia 1º de agosto, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo convoca as mães paulistas para doem leite às maternidades e Bancos de Leite estaduais. Durante os períodos de férias e inverno há uma grande queda no número de doadoras de leite.

Em algumas unidades, durante o período de férias a queda é de até 55% em relação aos demais meses do ano. Já durante o inverno o número de doações diminui em cerca de 10%.

 objetivo dos bancos de leite estaduais é garantir o aleitamento materno a todos os recém-nascidos, incluindo os internados em unidades neonatais e filhos de mães impossibilitadas de amamentar. São os bancos que armazenam o leite de doadoras, fazem a coleta e ensinam sobre a importância da amamentação.

Segundo Renata Oliveira Giesta, responsável pelo banco de leite da maternidade estadual Leonor Mendes de Barros, unidade da Secretaria na zona leste da capital paulista, é muito importante que a criança seja alimentada com o leite humano.

“O leite materno contém determinados elementos que o leite de outros mamíferos não consegue incorporar, como anticorpos e glóbulos brancos, principalmente para bebês com pesos abaixo do normal. Por isso é muito importante que as mães façam as doações aos bancos de leite”, diz Renata Oliveira Giesta, responsável pelo banco de leite da maternidade estadual Leonor Mendes de Barros, na zona leste da capital paulista.

Como doar
Pode ser doadora toda mulher que estiver amamentando seu filho e tiver sobra do alimento. Deve-se procurar o banco de leite mais próximo de sua residência. As doadoras precisam estar saudáveis e não podem estar consumindo medicamentos.

Muitos bancos de leite oferecem serviço de busca em domicílio, e para isso, prestam às mães orientação de ordenha e armazenamento do leite. A lista completa dos bancos de leite pode ser consultada no site http://www.redeblh.fiocruz.br, por meio do link “Encontre o BLH mais próximo de você”.

Confira, a seguir, alguns mitos e verdades sobre o aleitamento materno:
•Algumas mães não têm leite.
Mito. Toda mulher, após o nascimento da criança, produz leite por meio da sucção. Quanto mais o bebê sugar, mais leite será produzido. Beber bastante água é fundamental durante a lactação. Se a mãe produz pouco leite, pode aumentar a frequência das mamadas, ou seja, diminuir os intervalos entre elas.

•É preciso preparar a mama durante a gestação, para que a mulher consiga amamentar corretamente.
Mito. Não é necessário massagear os mamilos, esfregar com bucha vegetal, e muito menos passar cremes ou pomadas. No máximo, a gestante pode tomar banho de sol ou de luz (de 40v) para auxiliar na produção de melanina. Não se deve estimular o bico durante a gestação, pois qualquer estímulo pode acelerar o trabalho de parto prematuro.

•Compressa de água quente ajuda na produção do leite materno.
Verdade. Colocar compressas quentes nas mamas ajuda, sim, a produzir mais leite. Mas só são indicadas quando a produção é baixa. Do contrário, pode causar ingurgitamento mamário (empedramento).

•Os bebês precisam mamar em um peito só por vez.
Verdade. O leite materno tem três fases. A primeira (logo no começo da mamada) é basicamente água. Na segunda fase, o leite é rico em eletrólitos, vitaminas e sais minerais. E na terceira fase é que estão as gorduras e os carboidratos, por isso é importante que o bebê mame em um peito só por vez, para que consiga ingerir o leite mais calórico, que vem no final da mamada. Após três horas, ou quando a criança pedir oferece-se a outra mama. Nesse intervalo, o organismo produz leite nas duas mamas, e é esse leite que sobra que deve ser doado, senão empedra e a mãe sente muita dor.

Emílio Ribas abre inscrições para 100 voluntários


Interessados poderão atuar em oficinas de leitura, artesanato e pintura, salão de beleza, lazer com crianças, entre outros

Estão abertas as inscrições para 100 vagas aos interessados em participar do grupo de voluntariado do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo referência no tratamento de doenças infectocontagiosas, na capital paulista.

O trabalho voluntário no Emílio Ribas oferece assistência em diversas áreas e para pacientes de todas as idades, vítimas de doenças infecciosas. O voluntário pode atuar em oficinas de leitura, artesanato e pintura, salão de beleza, lazer com crianças, entre outros.

Palestras de orientação aos interessados acontecem nos próximos dias 9, às 19h, e 11 de agosto, às 9h, no anfiteatro do hospital. O participante pode escolher o dia conforme a sua disponibilidade. Essa atividade é realizada como forma de apresentação para o trabalho do voluntário e para o curso de voluntariado, que acontecerá nos meses de setembro, outubro e novembro deste ano.

A cada ano uma nova turma de voluntários é formada. Para a médica infectologista e responsável pelo Voluntariado do Emílio Ribas, Glória Brunetti, os voluntários têm um papel muito importante para humanizar o atendimento no hospital. “O voluntário deve trabalhar com profissionalismo, dedicação e amor. O trabalho dessas pessoas contribuirá na vida e no sucesso no tratamento dos nossos pacientes”, afirma.

As inscrições para palestra devem ser feitas pelo e-mail voluntariado@versocial.org.br ou pelo telefone (11) 3896-1436/ 7545-9346, das 10h às 16h.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Hepatite atinge 6 em cada 10 pacientes com problemas no fígado


Doença é responsável por quase metade dos transplantes de fígado realizados no Hospital de Transplantes do Estado; Dia Mundial de Combate à Hepatite é comemorado neste sábado

Levantamento realizado no serviço de hepatologia do Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo, unidade da Secretaria de Estado da Saúde na capital paulista, mostra que 60% dos pacientes com problemas no fígado atendidos no local são portadores de hepatite.

A doença é a maior responsável pela cirrose hepática e, por consequência, pelos transplantes de fígado. Cerca de 40% dos procedimentos ocorrem em pessoas contaminadas pelo vírus do tipo C. Já a hepatite B é responsável por 8% das cirurgias.

A hepatite é uma doença silenciosa e que demora a apresentar sintomas, pois o período de incubação do vírus pode variar entre 10 e 30 anos. Os danos causados pela inflamação nas células do fígado são irreversíveis e comprometem as funções vitais do órgão, como a produção de proteínas do sangue e a refinação dos alimentos absorvidos pelo intestino.

“A insuficiência hepática decorrente da cirrose leva o doente a necessitar de um transplante para sobreviver. Além disso, as chances do paciente apresentar câncer também são maiores”, ressalta Carlos Baía, médico coordenador do serviço de hepatologia do Hospital de Transplantes.

Os dados oficiais mais recentes apontam que há no Brasil cerca de 1,5 milhão de infectados pelo vírus do tipo C. Por ano são notificados mais de 33 mil novos casos de hepatites virais. “As chances de o indivíduo ter contato com este 'agente' são 100 vezes maiores do que com o vírus da Aids, por exemplo. Por isto é fundamental fazer o teste por meio de um exame de sangue. O médico da família pode, e deve, solicitá-lo periodicamente”, destaca Baía.

A vacina para a hepatite B está disponível gratuitamente na rede pública de saúde e, segundo o especialista, com os medicamentos disponíveis no SUS (Sistema Único de Saúde) a doença pode ser curada, principalmente se for diagnosticada no início.

Veja algumas recomendações para evitar o contato com os vírus das hepatites:

- Utilize preservativo nas relações sexuais

Em 70% dos casos, a hepatite B é transmitida em relações sexuais. O contágio pode ocorrer em uma única relação sem proteção.

- Não compartilhe objetos cortantes
Na visita a manicure recomenda-se levar seu próprio kit com alicates e outros instrumentos. Também tenha a sua própria lâmina de barbear e só utilize agulhas ou seringas que sejam descartáveis. Colocação de piercings e tatuagens são procedimentos arriscados, quando não realizados com os devidos cuidados de esterilização.

- Fique atento a higiene de utensílios e alimentos
A hepatite A é transmitida por ingestão do vírus. Assim, alimentos e até mesmo água comercializados nas ruas ou em ambientes precários, sem que haja condições básicas de higiene, podem servir de vetores para o vírus. 

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Saúde promove testes rápidos e vacinação contra hepatite

Ações nesta sexta e sábado marcam comemoração do Dia Mundial de Combate às Hepatites

Em comemoração ao Dia Mundial de Combate às Hepatites (28 de julho), a Secretaria de Estado da Saúde reforça a prevenção com ações de vacinação e testes rápidos para diagnosticar a doença nesta sexta-feira, dia 27 de julho, e no sábado, 28.

A hepatite é uma doença viral, dividida em cinco tipos (A, B, C, D, E), em muitos casos silenciosa e com consequências graves. Somente no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade da Secretaria na capital paulista, todos os dias sete novos casos são diagnosticados, principalmente das hepatites do tipo B e C.

Essas duas doenças são transmitidas pelo sangue contaminado e a hepatite B ainda pode ser transmitida por relação sexual desprotegida. Quando não diagnosticadas precocemente, as hepatites geram consequências graves como cirrose, insuficiência hepática, câncer de fígado, além de complicações em outros órgãos.

Em São Paulo, a Coordenação Estadual DST/Aids-SP, o Programa de Hepatites Virais da Secretaria Estadual da Saúde e o Programa Municipal DST/Aids-SP vão promover nesta sexta-feira uma ação para realização de testes rápido para hepatites B e C, das 9h às 14 h, no Serviço de Assistência Especializada do Campos Elíseos, que fica na alameda Cleveland, 374, centro. Serão ofertados 120 testes rápidos.

Já no sábado (28), o Instituto Emílio Ribas manterá plantão das 8h às 17h para vacinar a população contra a hepatite B, na avenida Dr. Arnaldo, 165, Cerqueira Cesar.

Os alvos da campanha para a vacinação contra a Hepatite B são os recém-nascidos logo nas primeiras 12 horas, com mais duas doses no segundo e no sexto mês de vida. A indicação da vacina também compreende doses crianças (entre 1 e 12 anos), adolescentes (entre 13 e 19 anos) e adultos jovens com até 29 anos de idade. São necessárias três doses para ficar imune à doença.

“É muito importante que jovens e adultos até 29 anos não deixem de tomar a vacina contra hepatite B, uma vez que 20% dos portadores do vírus poderão desenvolver, ao longo da vida, tumores hepáticos ou cirrose”, diz a médica Helena Sato, diretora de imunização da Secretaria.

A vacina contra a hepatite B está disponível na rede pública de saúde, todos os dias do ano. O intervalo entre a primeira e a segunda doses deve ser de um mês. Já o intervalo entre a primeira e a terceira dose deve ser de seis meses. Mesmo aqueles que perderam o prazo entre uma dose e outra não devem deixar de tomar as três doses.

A vacina da hepatite B também é destinada aos profissionais de saúde, como trabalhadores que manuseiam objetos cortantes e perfurantes como manicures, tatuadores, podólogos, entre outros grupos com maior risco de contágio. Estima-se que mais de 300 milhões de pessoas no mundo sejam portadoras da hepatite B.

“Esta doença infecciosa mata quatro vezes mais do que a Aids, embora haja vacina disponível. Por isso é preciso cada vez mais reforçarmos a importância desta imunização.”, enfatiza o infectologista Roberto Focaccia, coordenador do Grupo de Hepatites do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

70% dos homossexuais de SP já sofreram algum tipo de agressão

Estudo da Secretaria também mostra que discriminação acontece, principalmente, dentro das escolas

Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo mostra que o preconceito, a violência e a discriminação ainda fazem parte do dia a dia da maioria dos homossexuais da capital paulista.

O estudo feito pelo Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, unidade da pasta estadual, em parceria com a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, mostra que dos 1.217 entrevistados, 70% relataram terem sofrido algum tipo de agressão. Desse total, 62% sofreram agressões verbais. Outros 15% sofreram agressão física e 6%, sexual. Os participantes relataram também terem recebido ameaças de agressão física, chantagem ou extorsão, além de constrangimento no ambiente de trabalho.

“Não existem leis que criminalizem a homossexualidade. Nem o Código Penal, nem a Constituição Federal proíbem o sexo entre pessoas do mesmo sexo, maiores de 18 anos. No entanto, existem leis estaduais e municipais que proíbem o preconceito e a discriminação por orientação sexual. É inaceitável que ainda assim os homossexuais continuem relatando tanta violência”, afirma Paulo Roberto Teixeira, da coordenação do programa Estadual DST/Aids.

A pesquisa, denominada “Sampacentro”, foi realizada no centro da cidade de São Paulo entre novembro de 2011 e janeiro de 2012, e abordou homens em 92 lugares, entre casas noturnas, saunas, cinemas e na rua. Esses locais foram previamente selecionados.

Para participar do estudo era preciso residir no estado de São Paulo, ser maior de 18 anos e ter tido relação sexual com outro homem. A maior parte dos entrevistados é jovem, com 30,1% na faixa entre 18 e 24 anos e 38% entre 25 e 34 anos.

Ainda conforme os dados obtidos, 68% dos participantes relataram algum tipo de discriminação, como, por exemplo, maus-tratos por parte de professores e alunos dentro das escolas, relatados por 32% dos entrevistados. O ambiente familiar é palco de 29% das reclamações de discriminação dos homossexuais que participaram da pesquisa, assim como o ambiente religioso (23%) e entre amigos e vizinhos (29%).

Entre os 1.217 participantes, 776 deles concordaram em realizar um teste para constatar se tinham HIV, dos quais 16% tiveram o resultado positivo para o vírus da Aids.

“É importante que os jovens homossexuais tenham abordagens novas e originais para engajarem a si mesmos em práticas de sexo seguro. Dessa forma, o exercício da cidadania e a luta contra o preconceito e a discriminação são duas questões básicas que devem ser vinculadas ao trabalho de educação em saúde sexual e prevenção das DST/HIV/Aids”, finaliza Teixeira.

A pesquisa “Sampacentro” foi realizada com financiamento do Programa Pesquisa para o SUS, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, Ministério da Saúde e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Acidentes em parques de diversões internam 4 por dia em SP

Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde mostra que ao menos uma criança ou adolescente é internada por dia por este motivo

Quatro pessoas são internadas, em média, todos os dias no Estado de São Paulo vítimas de acidentes em playgrounds ou parques de diversões. O dado é da Secretaria de Estado da Saúde, com base nos números de 2011, quando houve 1.641 internações de pessoas que se feriram nesses locais.

Os frequentadores entre 20 e 39 anos são os que mais se acidentaram. Nesta faixa etária foram registradas 584 internações em 2011, o que representa 36% dos casos. Em seguida aparecem adultos entre 40 e 59 anos, com 410 hospitalizações (25%). Entre crianças e adolescentes, com até 19 anos, foram registradas 353 internações (22%), praticamente uma por dia no Estado.

Segundo o supervisor médico do Grupo de Resgate e Atendimento a Urgência (Grau) da Secretaria, Gustavo Feriani, bater no próprio brinquedo ou no mecanismo de proteção, quedas da própria altura ou até a ejeção de um brinquedo podem vitimar adultos nos playgrounds ou parque de diversões.

“Nessas situações, a pessoa está exposta a ocorrência de ferimentos ou até fraturas mais graves em diferentes partes do corpo”, afirma Feriani. Para o especialista, atentar-se ao uso correto do equipamento de proteção dos brinquedos ajuda a evitar acidentes.

Além disso, o médico ainda alerta para a falta de proteção na região da cabeça, sugerindo que, para alguns brinquedos, administradores de parques poderiam adotar, como prevenção, capacetes protetores.

Com relação aos acidentes infantis, Feriani ressalta, especialmente, os perigos da cadeira de balanço. Caso o corpo seja projetado para trás, a criança fica exposta a fraturas da coluna e da região posterior da cabeça. Se for ejetada para frente, são mais frequentes as fraturas e ferimentos no punho, mão, braço, face e cabeça.

Para o supervisor médico, o escorregador também é considerado um local de risco para acidentes com crianças, com quedas de alturas superiores a 1,5m, o que pode provocar múltiplas fraturas, além do rompimento de vísceras, do baço e dos vasos do intestino.

“A melhor recomendação é que um adulto sempre acompanhe as crianças quando estiverem brincando num playground, uma vez que elas não têm noção do perigo e do limite”, avisa Feriani.

Feriani alerta, ainda, para a importância de se manter a vacinação em dia. “Como alguns brinquedos podem não apresentar boa conservação, e terem pontos de ferrugem, essa atitude é essencial para imunizar o paciente contra o tétano”, finaliza.

Das 1.641 internações registradas no ano passado, 76% foram na região de Campinas (1.241). Na sequência está a Grande São Paulo, com 269 hospitalizações (16%).

SP ganha 95 leitos para tratamento de dependência em crack

Governo do Estado vai investir R$ 3,1 milhões por ano em vagas para adultos e gestantes; também serão oferecidos cursos profissionalizantes

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo entrega nesta quarta-feira, 25 de julho, 95 leitos exclusivos para tratamento gratuito de dependentes químicos. As vagas serão disponibilizadas no Instituto Américo Bairral, no município de Itapira, e serão custeadas integralmente pelo governo do Estado de São Paulo.

As novas vagas fazem parte do projeto da Secretaria de ampliação da rede de internação para dependentes químicos no SUS (Sistema Único de Saúde) paulista para 1,2 mil, ampliando em 143% a capacidade no Estado.

Dos novos leitos, 15 serão destinados, especificamente, para gestantes dependentes químicas. Com a ampliação das vagas a Secretaria estima que serão acrescidos mais 320 pacientes por ano no Bairral, além dos 426 paciente/ano já atendidos na unidade pelo SUS, com custeio do governo do Estado. Para os novos leitos a Secretaria deverá investir, anualmente, mais R$ 3,1 milhões.

A Fundação Espírita Américo Bairral investiu R$ 1,2 milhão em reforma e adequação do espaço físico para receber estes pacientes. As obras foram iniciadas em novembro de 2011 e concluídas em maio de 2012. Pelo menos 10 leitos destinados às gestantes já estão ocupados.

“Estes novos leitos vão ser diferenciados, pois são destinados a pacientes que já passaram por um período de internação em outro serviço público do Estado. São pessoas que não têm família e/ou suporte social, e que, portanto, precisam de cuidados prolongados”, destaca Giovanni Guido Cerri, secretário de Estado da Saúde.

Os pacientes terão nestes novos leitos uma espécie de “moradia transitória”, recomendada ao tratamento da drogadependência em sua fase menos aguda. Além disso, será oferecido aos pacientes cursos profissionalizantes, como técnico agrícola ou técnico em guia de eco-turismo, visando atender a demanda da região.

Com estes novos leitos, a Secretaria passará a contar com 587 leitos, em clínicas próprias ou serviços contratados, para internação de dependentes químicos no Estado. Essas vagas são custeadas integralmente com recursos do tesouro estadual.

Em abril de 2012, o governo do Estado inaugurou o primeiro serviço especializado em internação de grávidas dependentes químicas, em São Bernardo do Campo. Com investimento aproximado de R$ 700 mil/ano, o Hospital Psiquiátrico Lacan disponibiliza 10 leitos para gestantes, com acompanhamento clínico, psiquiátrico e obstetrício.

Saúde promove simulado de atendimento em acidente de trânsito ocorrido na Régis

Atores que se passarem por ‘vítimas’ serão atendidos no Hospital Geral de Itapecerica da Serra, unidade estadual

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo promove nesta quinta-feira, 26 de julho, a partir das 10h, um simulado no Hospital Geral de Itapecerica da Serra, unidade estadual, para atendimento de pacientes vítimas de um grande “acidente de trânsito”, supostamente ocorrido na rodovia Regis Bittencourt

A ação faz parte de ação interna que o hospital está promovendo com o objetivo de capacitar toda a equipe para situações de emergência com múltiplas vítimas, quando ocorre mudança na rotina de atendimento. Cerca de 50 pessoas, entre vítimas e equipe médica, vão participar da ação.

O treinamento vai seguir uma história, como se um acidente de grandes proporções tivesse ocorrido na Regis Bittencourt, envolvendo um caminhão de peso leve, um carro de passeio, um ciclista e sete pedestres em um ponto de ônibus.

A ação acontece no pronto-atendimento do hospital, que fica na rua Guacy Fernandes Domingues, 200, bairro Indu-Mirim, em Itapecerica da Serra.