segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Saúde realiza mega operação de combate à dengue em SP

Atividades serão realizadas durante toda a semana para alertar a população sobre prevenção à doença

Começa nesta segunda-feira, 19 de novembro, a Semana Estadual de Mobilização Contra a Dengue, organizada pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, que pretende acabar com focos de proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, e alertar à população em todo o Estado.

A Secretaria vai reunir cerca de 25 mil agentes para atuar no combate ao mosquito. Só na capital, cerca de 50 agentes da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) vão atuar nos locais com grande incidência de dengue. No total, são 110 profissionais que trabalharão como agentes especiais na cidade.

Por todo o Estado foram programadas atividades especiais, entre arrastões, panfletagens, pedágios, distribuição de adesivos e imãs de geladeira, palestras, apresentações de teatro, exposições e passeatas, além de mutirões de limpeza, visitas casa a casa, remoção de criadouros e visitas de imóveis estratégicos e especiais, como cemitérios e ferros-velhos.

Cada município programou suas atividades, que acontecem até dia 23 de novembro, sexta-feira. A Secretaria também irá distribuir 4 milhões de panfletos e cartazes aos municípios.

“A semana é um esforço pontual envolvendo todo o Estado, mas é importante frisar que o combate à dengue deve ocorrer durante todo o ano e a população tem papel extremamente importante nesta questão”, afirma Giovanni Guido Cerri, secretário de Estado da Saúde de São Paulo.

A Secretaria investe anualmente R$ 40 milhões para ajudar os municípios paulistas no combate à dengue, incluindo.

Desde 2010 o registro de casos de dengue tem caído no Estado. Neste ano, até o momento, foram registrados 21.063 casos. O número é 76,5% inferior ao total do mesmo período em 2011, quando foram registrados 89.785 casos. Em 2010, houve 189.330 casos da doença.

Dos 645 municípios do Estado de São Paulo, 342 não notificaram nenhum caso autóctone de dengue em 2012. Além disso, 31% dos casos deste ano concentram-se na região do Vale do Paraíba e Litoral Norte, que notificou ao Sinan 6.526 ocorrências.

Ainda de acordo com as notificações dos municípios, foram registradas 12 mortes por dengue autóctone até o mês de outubro deste ano, nos municípios de Araçatuba, Caraguatatuba, Guaratinguetá, Ibirá, Novais, Pontal, Praia Grande, Santa Rosa de Viterbo e São José do Rio Preto, além da capital paulista, com três óbitos registrados. As mortes representaram 0,05% do total de casos.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Incor vai ampliar em 68% UTI pediátrica e neonatal


Secretaria irá contratar 51 novos profissionais para garantir 11 novos leitos especializados em cardiologia; obras do bloco 3 começam nas próximas semanas

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo irá contratar 51 funcionários para aumentar em 68% o número de leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica e neonatal do Instituto do Coração (Incor) do HC-FMUSP.

Mediante concurso público serão contratados 11 médicos, 21 enfermeiros e 19 técnicos de enfermagem. O número de vagas neonatais e infantis para terapia intensiva cardiológica passará de 16 para 27, aumentando a capacidade de assistência aos pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde).

Cada um dos leitos conta com equipamentos como berços automáticos, respiradores e monitores de sinais vitais, com um custo em equipamentos de cerca de R$ 160 mil por leito.

A área de atendimento da UTI foi projetada para criar um espaço funcional para as equipes e, simultaneamente, lúdico e agradável para as crianças e adolescentes em atendimento. Cerca de 70% dos leitos da unidade são ocupados para tratamento de pacientes em fase pré e pós-cirúrgica e 30%, para tratamento clínicos (cardiomiopatias adquiridas, arritmia, febre reumática, hipertensão pulmonar e transplante).

O Incor também dará início, nas próximas semanas, às obras de contrução do Bloco 3. Serão seis andares, em uma área total de 6,7 mil m², com impacto não apenas no atendimento dos pacientes, como no ensino e no desenvolvimento das pesquisas que são feitas no Incor. A expectativa é que as obras estejam concluídas em 36 meses.

 O novo bloco do Incor permitirá a atualização tecnológica da unidade e aumento da estrutura da Unidade Clínica de Emergência, Central de Material Esterilizado, Unidade de Internação do Serviço de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, Hospital-Dia e Central de Endoscopia Digestiva e Respiratória, além de tornar ainda melhor a qualidade da assistência, do acolhimento aos pacientes e de seus acompanhantes e das condições de trabalho dos médicos e demais membros da equipe que atuam na instituição.

Já as novas instalações da Unidade Clínica de Emergência terão salas de exames de ecocardiograma, ultrassom e raio-X no próprio serviço, além de acesso mais rápido, por meio de elevador, às áreas de diagnóstico de maior complexidade – hemodinâmica, tomografia, ressonância, angiografia – nos centro cirúrgico e nas unidades de internação.

 Especializado em cardiologia, pneumologia e cirurgias cardíaca e torácica, o Instituto do Coração do HC-FMUSP realiza anualmente 5 mil cirurgias, 13 mil internações, 2 milhões de exames análises clínicas e 260 mil consultas médicas.

PS do Instituto Central
Já o Instituto Central do HC-FMUSP deverá inaugurar, no próximo semestre, as obras de modernização e ampliação de seu pronto-socorro, no valor de R$ 4milhões. A reforma irá triplicar as unidades para atendimento de pacientes gravíssimos que chegam ao OS.

Um dos principais objetivos da reforma será a modernização do atendimento, que receberá equipamentos de ponta como os utilizados nos melhores prontos-socorros do mundo. Também haverá aumento dos leitos de emergência preparados para receber, imediatamente, pacientes em estado gravíssimo, totalmente equipados e com equipe multidisciplinar em todos eles.

A reforma irá ampliar e melhorar a recepção e otimizar a classificação segundo a gravidade e o fluxo de pacientes, tornando ainda mais rápido o atendimento para os casos mais graves. Também haverá melhora nas condições de trabalho dos funcionários, que poderão oferecer um atendimento mais humanizado e com mais conforto e segurança, com o aumento do número de guichês de atendimento e com a contratação de profissionais. O pronto-socorro do HC atende uma média diária de 500 pacientes por dia. 

Diabetes interna dois pacientes por hora em SP

Nível de glicemia pode ser controlado por meio de alimentação balanceada, alerta especialista do programa "Meu Prato Saudável”, do HC-FMUSP e Incor

Balanço da Secretaria de Estado da Saúde aponta que, a cada hora, duas pessoas são internadas no Estado de São Paulo vítimas de complicações do diabetes.

Somente em 2011 foram 23.117 internações, o que representa média de 64 por dia. Já este ano, entre janeiro e março, 5.288 diabéticos precisaram de internação pelo SUS (Sistema Único de Saúde) no Estado de São Paulo, o que equivale a 58 internações por dia.

A prevenção e o controle são fundamentais para evitar as complicações causadas pela doença. Embora idade, histórico familiar e estresse sejam fatores de risco para o desenvolvimento da doença, a obesidade, os maus hábitos alimentares, o sedentarismo e o tabagismo também são determinantes.

Segundo a nutricionista Lara Natacci, do programa "Meu Prato Saudável", iniciativa do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e do Incor, apesar do diabetes tipo 2 (que não exige o uso diário de insulina) ser originalmente mais comum em indivíduos com idade avançada, hoje observa-se o distúrbio também em pessoas mais jovens.

"Isso se deve, em grande parte, ao aumento de peso e ao acúmulo de gordura corporal, agravado pelo sedentarismo", afirma.

Segundo Lara, a alimentação tem peso significativo para o controle do diabetes e prevenção às complicações no sistema nervoso, no sistema cardiovascular, na visão, no funcionamento dos rins, nos pés e até na dentição.

Medidas simples, como realizar de cinco a seis refeições equilibradas por dia, garantem o funcionamento adequado do metabolismo, a boa digestão, a absorção correta de nutrientes, evitando oscilações da glicose sanguínea causadas pelo jejum prolongado.

O programa “Meu Prato Saudável” visa conscientizar e reorientar a alimentação de crianças, jovens, adultos, e idosos de todo o Brasil.

A ideia do projeto é mudar, sem muitas restrições, os hábitos alimentares da população, por meio de orientações de como se alimentar de forma saudável em todas as refeições do dia, e assim, manter um peso saudável ou até mesmo reduzi-lo, evitando, desta forma, doenças relacionadas à má alimentação, como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Conheça outras dicas para o diabético manter o nível de glicemia regulado:

1) O café da manhã deve ter sempre uma porção de carboidrato rico em fibras (pães, biscoitos ou cereais, sempre integrais), uma de proteína magra (queijos magros, leite desnatado ou iogurte) e uma fruta;

2) Para o almoço e jantar o paciente deve preparar metade do prato com vegetais crus e cozidos. A outra metade deve ser preenchida com: 1/2 de carboidrato integral (arroz, macarrão, panquecas, batatas, mandiocas) e outra 1/2 com proteína animal (carne vermelha magra, frango sem pele, ovo, peixe) e vegetal (feijão, lentilha, ervilha, soja);

3) Não é necessário cortar carboidratos da dieta, mas sim controlar a quantidade e a qualidade. O ideal é preferir os que sejam ricos em fibras como cereais integrais, tubérculos, vegetais e frutas (com casca ou bagaço). As fibras estimulam o funcionamento intestinal, atuam na prevenção de doenças e influenciam na absorção de gorduras e açúcares simples;

4) Produtos light e diet devem ser consumidos com moderação. Apesar de serem indicados para indivíduos com diabetes, eles podem ser ricos em gordura ou outro nutriente;

5) É importante se acostumar a comparar o rótulo dos alimentos e verificar se os alimentos realmente atendem as necessidades;

6)  Adoçantes precisam ser consumidos com cuidado. A Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda no máximo 10 gotas por copo, mas a orientação do nutricionista do paciente deve ser priorizada;

7) Bebidas alcoólicas devem ser evitadas e quando, eventualmente, consumidas não devem ultrapassar a quantidade de uma dose para mulher e duas para homens, tanto para bebidas destiladas, quanto para fermentadas;

8) Jamais se deve consumir bebida alcoólica com o estômago vazio ou estado de desidratação;

9) É importante evitar bebidas açucaradas ou que contenham leite condensado;

10) Recomenda-se que o diabético beba dois litros de água distribuídos ao longo do dia, porém que evite beber água durante o almoço e o jantar;

11) As frutas devem ser consumidas diariamente por serem ricas em fibras, vitaminas e minerais, porém não deve haver excessos no consumo no caso do diabético. O ideal é consumir três unidades de frutas diferentes por dia;

12) O diabético deve praticar 150 minutos de atividade física por semana (cinco vezes de 30 minutos).

Fonte: programa Meu Prato Saudável, do HC-FMUSP e Incor

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Guarujá, Araçatuba e Bauru lideram risco de dengue no Estado de SP

Secretaria convoca secretários de saúde de 13 municípios acima de 60 mil habitantes com indicação de vulnerabilidade à transmissão da doença; objetivo é alinhar ações de prevenção e controle

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo promove nesta segunda-feira, 12 de novembro, na capital paulista, um encontro com secretários de saúde de 13 municípios com indicação maior vulnerabilidade para a transmissão da dengue.

A escolha dos municípios foi feita a partir do mapeamento do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria em parceria com a Sucen (Superintendência de Controle de Endemias), considerando os municípios com mais de 60 mil habitantes e que apresentaram índice de infestação predial do Aedes aegyptiacima de 1%.

O objetivo do encontro é mobilizar estas prefeituras para execução de ações de prevenção e controle de criadouros do mosquito transmissor. Segundo as diretrizes do SUS (Sistema Único de Saúde), as prefeituras têm papel fundamental no controle de vetores como o Aedes aegypti.

Apesar da queda no número de casos de dengue neste ano, alguns municípios ainda apresentam índices de infestação superior a 1% e, por isso, encontram-se em situação de alerta para a transmissão da doença no próximo verão.

O mapeamento, por amostragem, foi realizado em mais de 200 municípios paulistas, com inspeção em mais de 200 mil imóveis. A medição é feita pelas próprias prefeituras. Entre os municípios acima de 60 mil habitantes, Guarujá, Araçatuba e Bauru lideram o risco de transmissão de dengue no Estado para o próximo verão.

Dentre os depósitos mais comuns para Aedes aegypti nos municípios do mapeamento, destacam-se os recipientes móveis (45,5% do total), como vasos ou frascos com água, pratos, garrafas, pingadeiras, recipientes de degelo em geladeiras, bebedouros em geral, pequenas fontes ornamentais e materiais em depósito de construção (como peças sanitárias estocadas).

Os depósitos fixos, como tanques em obras, borracharias, calhas, lajes, ralos, sanitários em desuso, piscinas não tratadas, floreiras, vasos em cemitério, cacos de vidro em muros e outras obras arquitetônicas, como caixas de inspeção, responderam por 22% dos depósitos com foco do Aedes aegypti.Outros 14,6% dos depósitos com foco do mosquito são referentes a lixo, como os recipientes plásticos, garrafas e latas, sucatas em pátios e ferros velhos e entulhos de construção.

“É importante que os municípios estejam preparados para o controle do vetor, por meio de mobilização e conscientização da população, além de prestar a assistência médica adequada a pacientes com suspeita de dengue. A participação popular também é fundamental para o combate à doença, uma vez que a maioria dos criadouros do vetor estão no interior das residências”, afirma o médico infectologista Marcos Boulos, coordenador de Controle de Doenças da Secretaria.

Ele lembra que, no início de 2011, o sorotipo 4 da dengue chegou a São Paulo e, agora, circula em todas as regiões do Estado, tornando praticamente toda a população suscetível a contrair dengue.

“Ao serem infectadas com o tipo 4 do vírus da dengue, pessoas que já contraíram anteriormente um dos outros três sorotipos existentes podem apresentar formas graves da doença, como a febre hemorrágica”, diz.

Desde 2010 o registro de casos de dengue tem caído no Estado. Neste ano, até o momento, foram registrados 21.063 casos. O número é 76,5% inferior ao total do mesmo período em 2011, quando foram registrados 89.785 casos. Em 2010, houve 189.330 casos da doença.

Dos 645 municípios do Estado de São Paulo, 342 não notificaram nenhum caso autóctone de dengue em 2012. Além disso, 31% dos casos deste ano concentram-se na região do Vale do Paraíba e Litoral Norte, que notificou ao Sinan 6.526 ocorrências(veja quadro por região abaixo).

Ainda de acordo com as notificações dos municípios, foram registradas 12 mortes por dengue autóctone até o mês de outubro deste ano, nos municípios de Araçatuba, Caraguatatuba, Guaratinguetá, Ibirá, Novais, Pontal, Praia Grande, Santa Rosa de Viterbo e São José do Rio Preto, além da capital paulista, com três óbitos registrados. As mortes representaram 0,05% do total de casos.

A Secretaria, por intermédio da Sucen, presta apoio aos municípios no combate à dengue, mediante capacitação de pessoal e suporte em ações de nebulização, por exemplo.Para auxiliar no manejo clínico dos casos suspeitos, a pasta oferece, desde o ano passado, aos serviços de saúde, treinamentos rápidos, de 15 minutos, no próprio local de trabalho onde médicos e profissionais de enfermagem atuam.

Municípios com índice de infestação igual ou superior a 1%
Município
Índice de infestação
Guarujá
2,9 %
Araçatuba
2,3 %
Bauru
2,0 %
Tupã
1,8 %
Jandira
1,8 %
Ribeirão Preto
1,6 %
Catanduva
1,4 %
Leme
1,4 %
Marília
1,4 %
Barretos
1,4 %
São Sebastião
1,3 %
Assis
1,2 %
Presidente Prudente
1,2 %

Casos de dengue no Estado de SP 
Região de Saúde
Janeiro a Outubro
2011
2012
Capital e Grande SP
8.182
2.186
Araçatuba
785
1.363
Araraquara
4.191
1.048
Baixada Santista
663
1.086
Barretos
1.580
796
Bauru
5.441
348
Campinas
7.966
1.246
Franca
3.795
235
Marília
1.764
58
Piracicaba
6.090
3.649
Presidente Prudente
866
439
Vale do Ribeira
812
20
Ribeirão Preto
24.460
1.169
São João da Boa Vista
2.281
124
São José do Rio Preto
3.604
612
Sorocaba
2.923
157
Vale do Paraíba e Litoral Norte
14.377
6.526
Total
89.781
21.062

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Ônibus elétrico vai levar visitantes do metrô ao Instituto Butantan

Testes serão nesta sexta e sábado, e proposta é transportar 1.500 pessoas por dia, gratuitamente; veículo emite 90% menos poluentes

O Instituto Butantan, unidade ligada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, pretende usar um ônibus movido apenas a bateria para transportar visitantes e funcionários entre a estação Butantã do Metrô e a instituição.

Os testes serão realizados nesta sexta-feira, 9 de novembro, e sábado, dia 10, com horários de partida sempre às 10h, 10h30, 11h e 11h30, da estação para o parque do Butantan, e às 14h30, 15h, 15h30 e 16h, no trajeto oposto.

A expectativa é que 1.500 pessoas sejam beneficiadas pelo transporte diariamente.

Hoje o Butantan não oferece esse tipo de transporte. Da estação do metrô até as principais atrações do instituto são cerca de 3 quilômetros a pé.

A ideia do projeto é estimular o uso do transporte coletivo entre os funcionários e visitantes, contribuindo duplamente com a preservação do meio ambiente, evitando o uso de carros para chegar ao Butantan e utilizando um meio de transporte que emite 90% menos poluentes do que outros veículos.

Segundo Ivo Loyola, coordenador do projeto, o ônibus ainda tem vida útil três vezes maior, com economia de 15% a mais de combustível e 30% mais barato na manutenção.

“É o Butantan dando a sua contribuição à cidade, para incentivar a conservação do meio ambiente”, diz.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Hospitais estaduais da capital ganham 82 novos médicos

Oito unidades serão beneficiadas com as novas nomeações de profissionais aprovados e concursos públicos

O governador Geraldo Alckmin nomeou nesta quinta-feira, 8 de novembro, 82 novos médicos, aprovados em concursos públicos, para reforçar o atendimento em oito hospitais da Secretaria de Estado da Saúde na capital paulista.

 Desse total, 37 irão trabalhar no Hospital Geral de Vila Penteado, na zona norte da capital paulista. As outras unidades que terão reforço no quadro de médicos são o Hospital Geral de São Mateus e o Hospital Infantil Cândido Fontoura, na zona leste, o Conjunto Hospitalar do Mandaqui, na zona norte, e Hospital Regional Sul, Maternidade Interlagos, Hospital Ipiranga e Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, na zona sul da capital.

 Para esses hospitais serão contratados 12 cirurgiões gerais, 11 clínicos especializados em medicina de urgência, 10 ortopedistas, 26 pediatras e neonatologistas, seis anestesiologistas e quatro cardiologistas, entre outras especialidades.

 Além dos médicos, outros 49 servidores da área da Saúde estão sendo nomeados, entre psicólogos, farmacêuticos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais, agentes de saúde, oficiais de saúde e oficiais operacionais.

 Desde o início deste ano o governador já nomeou 627 novos médicos e outros 511 servidores para unidades de saúde estaduais de administração direta.

“Os novos médicos vão auxiliar a ampliar a oferta da assistência gratuita em saúde nos hospitais para a população usuária do Sistema Único de Saúde. Trata-se de um reforço muito importante”, afirma o secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Giovanni Guido Cerri.

Plano de carreira
 No último dia 18 de outubro o governador encaminhou para a Assembleia Legislativa proposta de plano de carreira para os médicos da rede estadual que prevê remunerações mensais de até R$ 14,7 mil para a categoria.

Pelo novo plano, as faixas salariais irão variar não somente pelo número de horas semanais trabalhadas, mas também conforme a capacitação dos profissionais para o desempenho das atividades.

Será criada a categoria de 40 horas semanais de trabalho, com objetivo principal de fixar os médicos nas unidades de saúde.

 Além da remuneração prevista no novo plano de carreira, os médicos da rede estadual poderão receber rendimento extra mediante atividade docente. Conforme forem permanecendo no serviço público, os médicos irão receber acréscimos em suas remunerações, chegando a R$ 18,5 mil mensais.

 O novo plano de carreira proposto pelo governo do Estado promove um expressivo aumento na remuneração paga aos médicos de todo o Estado, proporcionando competitividade aos hospitais estaduais na contratação desses profissionais por concurso e valorizando a categoria como um todo.

1 em cada 5 homens fazem uso inadequado de estimulante sexual

Estudo foi realizado no Centro de Referência em Saúde do Homem, maior serviço público de urologia do Estado

O desejo de melhorar o desempenho sexual leva jovens de 20 a 35 anos a utilizarem medicamentos para disfunção erétil de maneira irregular, ou seja, sem indicação de um especialista. É o que aponta o levantamento inédito realizado no ambulatório de sexualidade do Centro de Referência em Saúde do Homem, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, na zona sul da capital paulista.

A unidade atende mais de 300 homens por mês com problemas sexuais e cerca de 20% deste total afirma já ter feito o uso de estimulantes sexuais, pelo menos uma vez, sem prescrição médica.

 Na hora da consulta, as explicações são sempre as mesmas: curiosidade, vontade de aprimorar a “performance” sexual e, claro, o receio de falhar na “hora H”.

No entanto, o médico chefe do serviço de urologia do hospital, Joaquim Claro, explica que os comprimidos não apresentam resultados para grande parte dos homens. “A medicação não é instantânea e muito menos mágica como acreditam os pacientes. Se o indivíduo já é saudável, o pênis dele não vai ficar ainda mais rígido após o consumo. Portanto, não vai haver mudança no desempenho”.

 Ele alerta que os estimulantes sexuais podem causar dores de cabeça e musculares, diarreia, alergias, visão dupla e, em casos mais severos, até cegueira. Os pacientes cardiopatas também não podem ingerir este tipo de medicamento, considerado um vasodilatador, principalmente sem supervisão médica. Somente o especialista pode diagnosticar a necessidade de uso e, ainda, o melhor método, conforme critérios como idade, histórico familiar e condição financeira.

 “Os efeitos colaterais são perigosos, mas há ainda o risco da dependência psicológica. O homem passa a supervalorizar a droga e liga o seu próprio desempenho sexual ao uso do remédio. Esta atitude gera um grau elevado de ansiedade e o paciente fica com medo de não ter mais relações satisfatórias se não contar com a ajuda medicamentosa”, destaca Claro.

A prática de atividade física é uma maneira saudável e eficaz de melhorar a atuação na hora do sexo, segundo os médicos. Os exercícios contribuem com o condicionamento físico, melhoram a circulação sanguínea e aumentam resistência trabalhando as regiões do peito, ombros, braços e pernas, além de elevar a autoestima.

Conheça outras atitudes importantes para manter uma vida sexual ativa e segura, segundo sugestões de especialistas do “Hospital do Homem”:

- Proteja o seu corpo
Use camisinha nas relações sexuais e evite o contato com as doenças sexualmente transmissíveis. Não deixe de visitar o médico pelo menos uma vez ao ano para realização de check-up e dos exames preventivos.

- Converse sobre sexo
Tenha um bom diálogo com o seu parceiro. A confiança é importante para que o sexo satisfaça plenamente o casal.

- Prepare o ambiente
A pressão psicológica e os problemas do dia a dia podem atrapalhar o desempenho. É importante escolher o local e o momento ideal propício para a relação.

 - Esqueça as lendas
Segundo estudos, o tempo médio de uma relação é de 15 a 20 minutos. Saber disso é um dos primeiros passos para que o casal consiga diminuir as suas próprias expectativas.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Saúde discute ações de epidemiologia para a Copa de 2014

Com presença de cerca de 20 palestrantes internacionais e 2 mil participantes, o evento discutirá estratégias no combate às doenças; inscrições já estão esgotadas

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, por meio do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), promoverá entre os dias 12 e 14 de novembro, a II Conferência Internacional de Epidemiologia, no Expo Center Norte, na capital paulista.

Entre os assuntos em destaque está uma mesa redonda sobre emergências em saúde pública e respostas aos eventos de massa, que abordará estratégias epidemiológicas para a Copa do Mundo no Brasil em 2014, com base na experiência adotada por Londres durante as Olimpíadas deste ano. Esta discussão será realizada no dia 14, das 11h30 às 12h30.

Voltado para profissionais da saúde pública e cientistas, a conferência reunirá cerca de 2 mil participantes para debater questões de epidemiologia, pesquisas e ações de vigilância epidemiológica que utilizaram novas tecnologias e estratégias no combate às doenças e agravos em saúde pública. As inscrições estão esgotadas.

Com a participação de palestrantes nacionais e internacionais e composto por 36 mesas de discussão, seis cursos de pré-conferência, seis encontros com especialistas e apresentação de 300 pôsteres científicos, o evento discutirá temas como gripe H1N1, zoonoses, hepatites, investigações de surtos, saúde do viajante, tuberculose, Aids, doenças transmitidas por água e alimentos, vacinas, entre outros temas.

A conferência, que também abrigará a realização do IV Fórum de Promoção da Saúde, ainda premiará as melhores experiências locais e regionais em vigilância epidemiológica do Estado de São Paulo, apresenta nas mesas de trabalhos orais.

“A conferência é uma excelente oportunidade para troca de experiências e conhecimentos sobre vigilância epidemiológica, em prol da construção de novas estratégias e diretrizes para o controle e o enfrentamento de doenças e agravos”, afirma a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria, Ana Freitas Ribeiro.

O Expo Center Norte, local que abrigará a II Conferência Internacional de Epidemiologia, fica na Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme, zona Norte de São Paulo. Para mais informações sobre o cronograma do evento basta acessar www.cve.saude.sp.gov.br.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

1 em cada 5 vítimas de queda atendidas no HC caíram em calçadas

Levantamento mostra que os entorses são as lesões mais frequentes, seguidas das contusões e fraturas

Estudo feito no Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, unidade ligada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, aponta que 18% das vítimas de quedas atendidas na unidade caíram em calçadas.

No período estudado, dos 197 pacientes vítimas de queda que deram entrada no PS da ortopedia do HC, 35 relataram ter caído na calçada. Destes, 40% caíram devido a presença de buracos. Apesar de 77% serem do sexo feminino, o salto alto só era usado em 8,5% das quedas. O tênis foi o calçado mais usado entre os entrevistados (45%).

No levantamento, a idade que prevalece é entre 36 e 50 anos. “Ao contrário do que se pensa, não são os idosos que mais se acidentam nas ruas e calçadas”, diz o ortopedista Jorge dos Santos Silva. Dos relatos, 85% das pessoas caíram espontaneamente.

As entorses são as lesões mais frequentes (45%), seguidas das contusões (35%) e fraturas (8,5%). A estimativa é que um paciente internado devido a queda na calçada custe em média RS 40 mil para o sistema de saúde.

“Apesar de 90% dos pacientes terem alta no mesmo dia, há um risco de ocorrerem lesões graves nos pedestres”, conclui o ortopedista.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Veneno de cobra pode aumentar em 70% sobrevida nos casos de câncer de pele

Estudo inédito é desenvolvido no Instituto Butantan, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo

O Instituto Butantan, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, desenvolve uma pesquisa inédita utilizando a crotamina da cascavel, uma toxina isolada do veneno do animal.

Em pesquisa já realizada em camundongos com melanoma (câncer de pele), a sobrevida do animal aumentou em até 70%, além de retardar significativamente o desenvolvimento do tumor ou inibir a sua formação por completo.

A crotamina tem grandes vantagens quando comparada a outras drogas anticancerígenas. Ela é facilmente solúvel em diferentes solventes, é pouco imunogênica, ou seja, não induz grave reação alérgica que pode causar choque anafilático e tem ação tóxica seletiva contra as células do melanoma, ou seja, não atinge as células normais do organismo.

A crotamina, aparentemente, ainda não interfere no processo de divisão celular das células normais, diferente das outras drogas anticancerígenas que se acumulam dentro do tumor, permanecendo nas células tumorais por aproximadamente 24 horas, fato que poderá permitir uma única dose diária caso esta seja utilizada como droga no futuro.

Além disso, como as células cancerosas são muito diferentes das normais e a crotamina reconhece esta diferença, ela também está sendo utilizada pelos pesquisadores como uma ferramenta biotecnológica para desvendar diferenças entre células, podendo ajudar no desenvolvimento de novos medicamentos para combate ao câncer.

“Desta forma, demonstramos que a crotamina serve como protótipo para o desenvolvimento de novas drogas com propriedades parecidas”, explica a geneticista do Butantan e coordenadora do projeto, Irina Kerkis.

Antes de ser testada em seres humanos, os pesquisadores estão trabalhando para obter a crotamina na forma sintética. “A partir dai, podemos começar os testes clínicos e se todos os resultados forem positivos. Podemos ter medicamento para melanoma ou outros tipos de câncer em até cinco anos”, destaca Kerkis.