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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Quedas internam 3 idosos por hora em SP


Mulheres são as maiores vítimas, aponta levantamento da Secretaria de Estado da Saúde

Levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que, em média, três idosos são internados por hora em hospitais públicos do Estado de São Paulo vítima de quedas.

Em 2012 houve 27.817 internações de pessoas com 60 anos ou mais em serviços hospitalares do SUS (Sistema Único de Saúde), causadas por queda.

Do total, 60% das internações foram de mulheres com mais de 60 anos.

As regiões que lideram os números absolutos de internações por este tipo de acidente são a Grande São Paulo, com 12.151, e a região de Campinas, que registrou 2.011 casos no ano passado.

“Um dos maiores motivos de quedas em idosos é a falta de equilíbrio e a perda de massa muscular, que ocorrem naturalmente com o avanço da idade”, explica Anderson Della Torre, geriatra e coordenador médico do Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia (IPGG), unidade da Secretaria na zona leste da capital paulista.

Segundo o médico, o número é maior em mulheres pois as idosas tendem a ser mais ativas e possuem menos massa muscular do que os homens.

O uso de medicamentos e o comportamento dos idosos também podem ser apontados como causadores de quedas. Idosos mais ativos, que tendem a realizar atividades, principalmente dentro de casa, possuem maior risco.


Dicas para evitar quedas dentro e fora de casa:

- Realizar atividades para reforço muscular e equilíbrio.
- Quando sofrer alguma queda procurar um médico imediatamente para investigar qual o motivo.
- Utilizar calçados fechados e que possam ser presos ao redor dos calcanhares.
- Em casa, retirar possíveis obstáculos como mesas de centro.
- Colocar os objetos mais utilizados no dia a dia em prateleiras baixas ou em locais de fácil alcance.
- Tomar cuidados para não utilizar tapetes em casa, principalmente no banheiro.
- Em caso de idosos que já tenham muita falta de equilíbrio, é recomendável que sejam instaladas adaptações como corrimãos, elevação dos vasos sanitários e barras de apoio.


Números de internações por quedas de idosos em 2012 por região:

Grande São Paulo – 12.151
Araçatuba – 779
Araraquara – 627
Baixada Santista – 725
Barretos – 505
Bauru – 1.313
Campinas – 2.011
Franca – 447
Marília – 1.355
Piracicaba – 917
Presidente Prudente – 653
Registro – 136
Ribeirão Preto – 1.008
São João da Boa Vista – 915
São José do Rio Preto – 1.615
Sorocaba – 1.319
Taubaté – 1.341

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Aids cai 36% em 11 anos mas ainda mata 1 a cada 3 horas em SP

Dados são do novo boletim epidemiológico da Secretaria; campanha “Fique Sabendo” vai até sábado, Dia Mundial de Combate à Aids

Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que, em uma década, houve queda de 35,7% da taxa de incidência de novos casos notificados de Aids em todo o Estado. No entanto, a doença ainda mata diariamente oito pessoas, em média, no território paulista.

Os dados fazem parte do mais novo boletim epidemiológico sobre a doença produzido pelo Programa Estadual DST/Aids.

Em 2000, o Estado registrou 10.667 notificações de Aids, com taxa de incidência de 28,8 novos casos por 100 mil habitantes. Já em 2011 houve 7.706 infecções, com taxa de 18,5 novos casos por 100 mil habitantes.

Houve queda também em relação aos óbitos. Em 2011 foram 3.006 óbitos por Aids no Estado, contra 4.181 em 2000, o que representa diminuição de 28% em números absolutos.

Entre os homens houve queda de 23% no número absolutos de casos de Aids notificados e 31% no total de mortes no período: foram 6.868 ocorrências em 2000, com 2.940 mortes, e 5.270 no ano passado, com 2.019 mortes entre a população do sexo masculino.

 Já entre as mulheres, em 2000 foram 3.798 casos novos e 1.241 óbitos, contra 2.436 infecções e 987 mortes em 2011.

“Os números apontam para o controle das novas infecções e pela estabilidade nas taxas de mortalidade por Aids. Mesmo assim ainda ocorre um número expressivo de mortes diariamente no Estado. Por isso é muito importante o diagnóstico precoce”, afirma Maria Clara Gianna, diretora do Programa Estadual DST/Aids.

“Fique Sabendo”
A Secretaria pretende realizar, até 1º de dezembro, Dia Mundial de Combate à Aids, 150 mil exames gratuitos para detecção do vírus HIV, além de sífilis e hepatites B e C.

A campanha “Fique Sabendo”, promovida pelo Programa Estadual de DST/Aids em parceria com o Instituto Adolfo Lutz e as secretarias municipais de Saúde, tem como objetivo incentivar o diagnóstico precoce dessas doenças.

 Do total de exames oferecidos, 30 mil serão testes rápidos anti-HIV. Ao todo, 526 municípios do Estado aderiram à campanha, num total de mais de 2 mil unidades de saúde. Foram mobilizados para a ação cerca de 40 mil profissionais de saúde de diferentes áreas (gestores, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e técnicos de laboratório, entre outros).

 No estado de São Paulo foram notificados 217.367 casos de Aids entre 1980 a junho de 2012. Embora o patamar de novas infecções esteja estável e a taxa de óbito tenha caído nos últimos anos, oito pessoas, em média, morrem todos os dias no Estado vítimas da doença.

“A campanha tem como objetivo alertar a população para a importância de se realizar o exame, que está disponível na rede pública de saúde durante o ano todo”, diz Maria Clara Gianna.

A campanha também pretende incentivar pessoas que nunca realizaram o teste a conhecerem o seu status sorológico, independentemente de sua orientação sexual.

“É fundamental que as pessoas com vida sexual ativa façam o teste, para descobrirem se são ou não portadora do vírus HIV. Se o teste der positivo, é importante iniciar imediatamente o seguimento médico”, explica a diretora do Programa Estadual DST/Aids.

Para divulgar a ação foram confeccionados e distribuídos aos serviços de todo Estado 10 mil cartazes, cinco milhões de folders sobre a importância da testagem e 500 mil folders sobre teste rápido, além de 30 mil camisetas e 30 mil coletes para profissionais de saúde envolvidos na campanha.

Os testes para sífilis e hepatite B são tão importantes quanto o de HIV. Em caso de soropositividade, possibilita tratamento precoce, interrupção da transmissão de mãe para filho, assim como para parceiros.

O teste rápido do HIV, feito a partir de punção digital, com pequena amostra de sangue, demora cerca de 40 minutos e sua eficácia é igual ao tradicional. Os testes de sífilis e hepatites B e C utilizam a mesma tecnologia do exame para HIV.

Informações sobre as unidades que estão participando da campanha, bem como dos serviços que irão atender no sábado, dia 1º, podem ser obtidas pelo Disque DST/Aids (0800-16-25-50) e no site www.crt.saude.sp.gov.br.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Diabetes interna dois pacientes por hora em SP

Nível de glicemia pode ser controlado por meio de alimentação balanceada, alerta especialista do programa "Meu Prato Saudável”, do HC-FMUSP e Incor

Balanço da Secretaria de Estado da Saúde aponta que, a cada hora, duas pessoas são internadas no Estado de São Paulo vítimas de complicações do diabetes.

Somente em 2011 foram 23.117 internações, o que representa média de 64 por dia. Já este ano, entre janeiro e março, 5.288 diabéticos precisaram de internação pelo SUS (Sistema Único de Saúde) no Estado de São Paulo, o que equivale a 58 internações por dia.

A prevenção e o controle são fundamentais para evitar as complicações causadas pela doença. Embora idade, histórico familiar e estresse sejam fatores de risco para o desenvolvimento da doença, a obesidade, os maus hábitos alimentares, o sedentarismo e o tabagismo também são determinantes.

Segundo a nutricionista Lara Natacci, do programa "Meu Prato Saudável", iniciativa do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e do Incor, apesar do diabetes tipo 2 (que não exige o uso diário de insulina) ser originalmente mais comum em indivíduos com idade avançada, hoje observa-se o distúrbio também em pessoas mais jovens.

"Isso se deve, em grande parte, ao aumento de peso e ao acúmulo de gordura corporal, agravado pelo sedentarismo", afirma.

Segundo Lara, a alimentação tem peso significativo para o controle do diabetes e prevenção às complicações no sistema nervoso, no sistema cardiovascular, na visão, no funcionamento dos rins, nos pés e até na dentição.

Medidas simples, como realizar de cinco a seis refeições equilibradas por dia, garantem o funcionamento adequado do metabolismo, a boa digestão, a absorção correta de nutrientes, evitando oscilações da glicose sanguínea causadas pelo jejum prolongado.

O programa “Meu Prato Saudável” visa conscientizar e reorientar a alimentação de crianças, jovens, adultos, e idosos de todo o Brasil.

A ideia do projeto é mudar, sem muitas restrições, os hábitos alimentares da população, por meio de orientações de como se alimentar de forma saudável em todas as refeições do dia, e assim, manter um peso saudável ou até mesmo reduzi-lo, evitando, desta forma, doenças relacionadas à má alimentação, como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Conheça outras dicas para o diabético manter o nível de glicemia regulado:

1) O café da manhã deve ter sempre uma porção de carboidrato rico em fibras (pães, biscoitos ou cereais, sempre integrais), uma de proteína magra (queijos magros, leite desnatado ou iogurte) e uma fruta;

2) Para o almoço e jantar o paciente deve preparar metade do prato com vegetais crus e cozidos. A outra metade deve ser preenchida com: 1/2 de carboidrato integral (arroz, macarrão, panquecas, batatas, mandiocas) e outra 1/2 com proteína animal (carne vermelha magra, frango sem pele, ovo, peixe) e vegetal (feijão, lentilha, ervilha, soja);

3) Não é necessário cortar carboidratos da dieta, mas sim controlar a quantidade e a qualidade. O ideal é preferir os que sejam ricos em fibras como cereais integrais, tubérculos, vegetais e frutas (com casca ou bagaço). As fibras estimulam o funcionamento intestinal, atuam na prevenção de doenças e influenciam na absorção de gorduras e açúcares simples;

4) Produtos light e diet devem ser consumidos com moderação. Apesar de serem indicados para indivíduos com diabetes, eles podem ser ricos em gordura ou outro nutriente;

5) É importante se acostumar a comparar o rótulo dos alimentos e verificar se os alimentos realmente atendem as necessidades;

6)  Adoçantes precisam ser consumidos com cuidado. A Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda no máximo 10 gotas por copo, mas a orientação do nutricionista do paciente deve ser priorizada;

7) Bebidas alcoólicas devem ser evitadas e quando, eventualmente, consumidas não devem ultrapassar a quantidade de uma dose para mulher e duas para homens, tanto para bebidas destiladas, quanto para fermentadas;

8) Jamais se deve consumir bebida alcoólica com o estômago vazio ou estado de desidratação;

9) É importante evitar bebidas açucaradas ou que contenham leite condensado;

10) Recomenda-se que o diabético beba dois litros de água distribuídos ao longo do dia, porém que evite beber água durante o almoço e o jantar;

11) As frutas devem ser consumidas diariamente por serem ricas em fibras, vitaminas e minerais, porém não deve haver excessos no consumo no caso do diabético. O ideal é consumir três unidades de frutas diferentes por dia;

12) O diabético deve praticar 150 minutos de atividade física por semana (cinco vezes de 30 minutos).

Fonte: programa Meu Prato Saudável, do HC-FMUSP e Incor

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

AVC interna 4 paulistas por hora

Identificação dos indícios e socorro em até duas horas reduz os riscos de sequelas, aponta médica do resgate estadual

Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde com base nos dados de 2011 aponta que, em média, quatro pessoas são internadas em hospitais públicos após terem sofrido AVC (Acidente Vascular Cerebral).

Foram 39 mil internações de pacientes paulistas vítimas da doença, via SUS (Sistema Único de Saúde). O dado é similar ao registrado em 2010, quando houve 38,9 mil internações. Houve, em 2010 (último dado disponível), 21,2 mil mortes por derrame no Estado.

Segundo a cirurgiã-geral Silvana Nigro, gerente do pronto-socorro do hospital estadual do Mandaqui e médica do Grupo de Resgate e Atendimento a Urgências da Secretaria (Grau), é fundamental que as pessoas conheçam os sintomas do AVC, pois quanto mais rápido o socorro, menor o risco de sequelas.

“O ideal é que, no máximo após duas horas dos primeiros sintomas, o paciente já esteja sendo medicado e que tenha tido sua pressão arterial restabelecida”, afirma Silvana.

Os principais sintomas de derrame são tontura, confusão mental, dor de cabeça, visão limitada, perda de força ou formigamento de um lado do rosto ou do corpo, alterações na fala (pronuncia errada), desvio no canto da boca (ficar com a boca torta) e dificuldade de compreensão.

“Dificilmente, a própria vítima percebe que está sendo acometida. Quem sofre um AVC fica em uma espécie de transe”, explica a médica.

Segundo ela, assim que for identificada a suspeita de um AVC, a vítima deve ser deitada, com apoio para elevar a cabeça. Um serviço de socorro deve ser acionado imediatamente.

Fatores de risco para AVC que exigem alerta:

1. Idade avançada

2. Pressão alta

3. Tabagismo

4. Colesterol elevado
5. Diabetes

6.Arritmia ou problemas com as válvulas cardíacas
7. Histórico familiar de AVCs ou AVEs
8. Reincidência (quem já teve o problema anteriormente)