Mostrando postagens com marcador programa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador programa. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 27 de março de 2013

SP lança projeto inédito para prevenir a corrupção na saúde

Em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, este é piloto na promoção de ações práticas para capacitação de 600 agentes de todo o Estado contra a corrupção

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e a Corregedoria Geral da Administração da Casa Civil lançam hoje, dia 27 de março, um projeto inédito no Brasil de prevenção à corrupção na saúde. Em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a iniciativa é uma ação prática de combate à corrupção na área da saúde, realizada pelo órgão da ONU, no mundo.

Voltado aos gestores de unidades públicas de saúde responsáveis pelos setores de diretoria, administração, finanças, compras, auditoria e recursos humanos, o projeto “Prevenção à Corrupção na Saúde” irá capacitar cerca de 600 agentes de todo o Estado, durante as oficinas regionais que serão realizadas no mês de abril (veja a programação abaixo).

Somente na aula inaugural, que será realizada no Cefor (Centro de Formação de Recursos Humanos para o Sistema Único de Saúde), localizado na zona Sul da capital, 150 profissionais serão capacitados presencialmente e mais 210 via transmissão por videoconferência, incluindo os que estão nas 17 regiões administrativas da Secretaria de Estado da Saúde. Já para as oficinas regionais, serão disponibilizadas 100 vagas por edição. Cada oficina terá duração de dois dias, com carga horária de 8 horas diária.

“A corrupção deve ser combatida em qualquer setor da sociedade. Porém, quando falamos em saúde pública, o combate a essa prática criminosa deve ser ainda mais efetivo e eficiente, porque se trata de uma área ligada diretamente à preservação da vida. Esperamos que essa iniciativa de combate à corrupção no setor saúde, inédita no Brasil, seja apenas o início de um processo que visa reverter a malversação do recurso público em ações para melhorias dos serviços oferecidos à população”, diz Giovanni Guido Cerri, Secretário de Estado da Saúde de São Paulo.

A partir das experiências discutidas durantes os cursos, será elaborado um manual de controle e prevenção de irregularidades na área da saúde, com diretrizes para o combate e prevenção à corrupção, que, posteriormente, fará parte de uma campanha institucional para divulgação do material por meio da internet.

Programação

Aula inaugural
Data: 27 de abril
Horário: 9h00
Local: Centro de Formação de Recursos Humanos para o Sistema Único de Saúde – CEFOR/SUS – Rua a Dona Inácia Uchoa, 574 ,Vila Mariana, São Paulo.

Macro Região de São José do Rio Preto e Araçatuba
Datas: 2 e 3 de abril
Local: Unilago – Rua Dr. Eduardo Nielsem, 960, Jardim Aeroporto, São José do Rio Preto.

Macro Região Metropolitana de São Paulo
Datas: 4 e 5 de abril
Local: Centro de Formação de Recursos Humanos para o Sistema Único de Saúde – CEFOR/SUS – Rua a Dona Inácia Uchoa, nº 574 ,Vila Mariana, São Paulo.

Macro Região de Campinas, Piracicaba e São João da Boa Vista
Datas: 8 e 9 de abril
Local: Faculdade Anhanguera (Campinas) – FAC III - Rua Luiz Otavio, 1313, Taquaral, Campinas.Macro

Região de Araraquara, Ribeirão Preto, Barretos e Franca
Datas: 8 e 9 de abril
Local: Universidade Paulista de Araraquara – Rua Alberto Benaffi, 200, Parque das Laranjeiras, Araraquara.

Macro Região de Baixada Santista, Registro, Taubaté e Sorocaba
Datas: 11 e 12 de abril
Local: Centro de Formação de Recursos Humanos para o Sistema Único de Saúde – CEFOR/SUS – Rua a Dona Inácia Uchoa, nº 574,Vila Mariana, São Paulo.

Macro Região de Marília- Bauru, Presidente Prudente e Marília
Datas: 16 e 17 de abril
Local: FEMA – Fundação Educacional do Município de Assis – Avenida Getúlio Vargas, 1200, Vila Nova Santana.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Programa de alimentação saudável para crianças ganha 20 receitas de chef francês

Cardápio assinado por Roland Villard, criado especialmente para o programa “Meu Pratinho Saudável”, traz pratos lúdicos para estimular a garotada a comer melhor

O programa “Meu Pratinho Saudável”, parceria dos institutos da Criança e do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP com a LatinMed Editora em Saúde, ganhou o apoio do chef francês Roland Villard.

Ele criou 20 sugestões de receitas especiais (veja exemplos abaixo) para estimular a garotada a comer de forma mais adequada, em vez de optar por hambúrgueres, frituras e doces. O objetivo da iniciativa é combater a obesidade infantil, fazendo com que as crianças sintam-se atraídas por refeições saudáveis. Todas as receitas têm porções adequadas de carboidratos, fibras, proteínas e outros nutrientes importantes para o organismo.

São pratos lúdicos, que levam nomes como "Monstrinho", "Porquinho", "Campo de Futebol", “Ninho”, Borboleta e "Sr. e Sra. Saudável”. Entre os ingredientes utilizados na preparação dos pratos estão batatas, ovos, carnes, peixes, frutas, verduras, legumes, farinha, entre outros. Todos os pratos são montados em formatos divertidos, que atraem as crianças.

“O objetivo deste cardápio é mostrar aos pais ou aos responsáveis pela alimentação das crianças que é possível ter uma alimentação saborosa e divertida e saudável. E, o melhor, utilizando alimentos que, em geral, que as pessoas já estão habituadas”, diz Elisabete Almeida, diretora-executiva do programa “Meu Pratinho Saudável”.

O programa “Meu Pratinho Saudável” é voltado para crianças de seis meses a 10 anos e tem como objetivo a readequação da alimentação, fazendo com que as crianças comam bem e de maneira saudável.

O principal conceito utilizado é mostrar às crianças o que e o quanto colocar no prato: metade deve ser preenchida com verduras e legumes (crus e cozidos). A outra metade deve ter alimentos ricos em proteínas (carne vermelha, frango, peixe ou ovo + leguminosas, como o feijão, grão de bico, soja ou lentilha). No ¼ restante, é a vez dos alimentos ricos em carboidrato: arroz, de preferência integral ou massa ou batatas, mandioca, mandioquinha e farinhas.

O café da manhã e os lanches devem conter pelo menos um alimento rico em proteínas, como por exemplo, iogurtes, queijos magros, leite desnatado, leite de soja sem açúcar, queijos processados reduzidos em gorduras, leite fermentado, ovo, peito de peru; um alimento rico em carboidratos, de preferência rico em fibras, como torradas, pães, biscoitos de fibras, cookies integrais, barras de cereal, cereal integral; e um alimento de origem vegetal, como frutas, verduras ou legumes.

As receitas do chef francês serão utilizadas na implementação do programa Meu Pratinho Saudável em escolas particulares e públicas, que teve o projeto piloto realizado em dezembro de 2012, em uma escola estadual da cidade de São Paulo. O programa é uma versão infantil do “Meu Prato Saudável”, também do InCor, HC-FMUSP e LatinMed, destinado a adultos.

 Mais informações sobre alimentação saudável podem ser obtidas por meio do aplicativo “Meu Prato Saudável”, disponível para download gratuito em smartphones e tablets, ou pelo site www.meupratosaudavel.com.br.

Sugestões de receitas:

Campo de Futebol
Rendimento: 10 porções

Ingredientes:
1,2 Kg de peixe branco desfiado;
500g de couve refogada;
60g de cebola picada;
5g de alho picado;
10g de azeite;
1 kg de arroz branco;
1 kg de feijão preto cozido;
30g de cenoura cozida

Modo de preparo:
Tempere o peixe com sal e pimenta e coloque o para assar em papel alumínio, no forno a 180⁰, por 20 minutos. Após o cozimento, retire o peixe do forno e o desfie.
Corte a couve em tirinhas e refogue-as com o azeite, a cebola e o alho. Utilizando a ajuda de aros, modele as letras na cenoura cozida.

Montagem
Coloque a couve em todo o prato, formando um campo de futebol. Com o peixe desfiado, faça uma linha, formando o gol. Com o aro, modele o arroz e o feijão, formando a bola. Para finalizar, decore com as letras formando a palavra Gol.

Exército Vermelho
Rendimento: 10 porções

Ingredientes:
60 morangos;
5 kiwis;
½ melão;
1 maçã;
5 laranjas;
30 palitos.

Modo de preparo:
Corte as folhas e o topo dos morangos e reserva as semente do kiwi para fazer os olhos dos soldados. Utilizando um boleador, faça bolinhas no melão.
Descasque os kiwis e, em seguida, corte-os em tirinhas.

Montagem

Cave um pouco os morangos e com um palito coloque as bolinhas de melão no topo do morango, formando um bonequinho. Em seguida, espete os kiwis no palito e prenda-os na maçã. Por baixo, coloque a rodela de laranja.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Obesidade atinge quase 30% dos paulistanos


Pesquisa com 15 mil pessoas realizada pelo programa ‘Meu Prato Saudável’, do HC e Incor, apontou que dois terços dos avaliados está acima do peso ideal

Uma pesquisa realizada pelo Programa “Meu Prato Saudável”, iniciativa do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e do Incor (Instituto do Coração), unidades da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, em parceria com a LatinMed Editora em Saúde, apontou que 29% das pessoas que circulam pela cidade de São Paulo são obesas.

A equipe do programa fez a avaliação nutricional de 15 mil participantes, dos quais 12,1 mil mulheres e 3,9 mil homens, em mutirões de promoção da saúde promovidos no último trimestre de 2012 em estações do Metrô, no Parque Ibirapuera e no chamado Quadrilátero da Saúde, onde fica o complexo do HC-FMUSP.

Do total de pessoas avaliadas, 19% tinham obesidade grau 1 (forma mais leve), 7,2%, obesidade grau 2 e 2,7% a obesidade grau 3 ou obesidade mórbida. Além disso, 37,4% dos participantes da pesquisa tinham sobrepeso, totalizando 66,4% de pessoas acima do peso ideal.

Entre as mulheres 35,8% estavam com sobrepeso e 30,1% eram obesas, totalizando 65,9% de pessoas do sexo feminino acima do peso considerado ideal. Já entre os homens havia 44,2% com sobrepeso e 23,9% de obesos.

O sobrepeso é estabelecido quando o IMC (Índice de Massa Corpórea), relação entre peso e altura, é de 25 até 29,9. A partir de 30 de IMC a pessoa é considerada obesa.

“Tanto o sobrepeso quanto a obesidade elevam os riscos de doenças crônicas, como cardiopatias, diabetes e colesterol elevado, e estão diretamente associados à alimentação inadequada e ao sedentarismo”, explica a médica Elisabete Almeida, diretora-executiva do Programa “Meu Prato Saudável”.

Durante os mutirões os profissionais do programa distribuíram aos participantes cartilhas sobre alimentação saudável e realizaram dinâmicas de montagem de prato com alimentos em resina e jogo em tablet com transmissão em plasma, pelo qual as pessoas “puxavam” os alimentos que normalmente comem.

Projeto
A ideia “Meu Prato Saudável” é mudar, sem muitas restrições ou dietas sacrificantes, os hábitos alimentares da população, por meio de orientações de como se alimentar de forma saudável em todas as refeições do dia, e assim, manter um peso saudável ou até mesmo reduzi-lo, evitando, desta forma, doenças relacionadas à má alimentação.

Um prato saudável deve conter porções que contemplem carboidratos, proteínas, lipídeos, fibras, vitaminas e minerais. Assim, deve-se preencher metade do prato com verduras e legumes (crus e cozidos), variando bastante a qualidade dos legumes e verduras, ingerindo alimentos de cores diferentes.

Para a outra metade, coloque 1/4 de alimento rico em proteínas (carne de boi, frango, peixe, ovos, com pouca gordura), que pode ser complementada com leguminosas (feijão, grão de bico, soja, lentilha); e o outro 1/4 com alimentos ricos em carboidratos, de preferência em sua forma integral, rico em fibras (arroz, massas, batatas, mandioca, mandioquinha, farinhas).

A meta do programa é alcançar toda a população brasileira até a Copa do Mundo de 2014. A iniciativa será levada a outros estados brasileiros, como o Rio de Janeiro.Informações sobre refeições saudáveis podem ser obtidas pelo aplicativo “Meu Prato Saudável”, disponível gratuitamente para celulares do tipo smartphone, e pelo portal www.meupratosaudavel.com.br.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

SP lança 'Meu Pratinho Saudável' nas escolas

Objetivo é de educar sobre alimentação na idade escolar, para que as crianças cresçam com hábitos alimentares corretos; em 2013 programa deverá chegar a 130 escolas de 28 diretorias de ensino na capital e Grande São Paulo

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação, lança nesta terça-feira, 11 de dezembro, o programa “Meu Pratinho Saudável nas Escolas”, voltado aos alunos da rede estadual de ensino.

Durante todo o dia, até 17h30, nutricionistas do programa idealizado pelo Instituto do Coração e Hospital das Clínicas da FMUSP farão avaliação nutricional de cerca de mil alunos da Escola Estadual Província de Nagasaki (rua Dorândia 158, Jardim Brasil), na zona norte de São Paulo, além de promover atividades para as crianças e capacitar os profissionais, como merendeiras e professores.

O objetivo da ação é de educar sobre alimentação na idade escolar, para que as crianças cresçam com hábitos alimentares corretos, refletindo em uma vida adulta mais saudável. Já no próximo ano o programa deverá chegar a 130 escolas de 28 diretorias de ensino na capital e Grande São Paulo.

Entre as atividades na escola onde o programa será lançado, haverá o jogo do Meu Pratinho Saudável no tablet, pelo qual, de maneira lúdica, a criança deve montar uma refeição, escolhendo seus alimentos preferidos, e recebe uma nota conforme a porcentagem de nutrientes que atingiu.

Também haverá dinâmicas em grupos, nas quais os alunos devem montar os pratos com alimentos em resina e as nutricionistas explicam as propriedades de cada alimento e o que as crianças poderiam colocar a mais ou a menos para melhor a qualidade das refeições.

Na cozinha, nutricionistas do programa vão orientar as merendeiras sobre a melhor maneira para montar o prato, de acordo com o recomendado pelo Meu Pratinho Saudável.

O almoço será servido em duas etapas, com uma turma às 11h30 e outra às 12h30. No cardápio, serão servidos arroz, feijão, frango desfiado com vagem e cenoura e couve crua temperada. Para a sobremesa ainda será servida uma fruta.

As nutricionistas também irão criar pratos divertidos, com montagens diferentes, para incentivar as crianças a consumirem alimentos saudáveis.

Cada criança levará para casa a cartilha do Meu Pratinho Saudável, além do papel bandeja e um quebra-cabeça. Os professores, funcionários e merendeiras também receberão as cartilhas dos programas Meu Prato Saudável e Meu Pratinho Saudável.

“Nosso principal objetivo é fazer com que a alimentação adequada tenha início desde cedo, fazendo com que o hábito saudável se estabeleça pelo resto da vida. Além disso, as crianças poderão ser multiplicadoras desses ensinamentos e podem repassar o que aprendem aos pais e amigos”, afirma Elisabete Almeida, diretora-executiva do programa.

 Meu Pratinho Saudável
O programa Meu Pratinho Saudável é voltado para crianças de seis meses a 10 anos e tem como objetivo a readequação da alimentação, fazendo com que as crianças comam bem e de maneira saudável.

Um dos principais conceitos do programa prevê que nas refeições principais, a metade do prato da criança seja preenchido com verduras e legumes (crus e cozidos).

Para a outra metade, preencha o prato com 1/4 de alimento rico em proteínas como carne vermelha, frango, peixe, ovos, que deve ser complementada com leguminosas, como o feijão, grão de bico, soja, lentilha. O outro 1/4 do prato deve contar com alimentos ricos em carboidratos, de preferência em sua forma integral como arroz, massas, batatas, mandioca, mandioquinha, farinhas.

O café da manhã e os lanches devem conter pelo menos um alimento rico em proteínas, como por exemplo, iogurtes, queijos magros, leite desnatado, leite de soja sem açúcar, queijos processados reduzidos em gorduras, leite fermentado, ovo, peito de peru; um alimento rico em carboidratos, de preferência que seja fonte de fibras, como torradas, pães, biscoitos de fibras, cookies integrais, barras de cereal, cereal integral; e um alimento de origem vegetal, podendo ser frutas, verduras ou legumes.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Pratos saudáveis ajudam a prevenir câncer

Programa do HC-FMUSP e Incor mostra que é possível se alimentar de maneira correta para evitar a doença

O câncer é uma doença perigosa, mas em muitos casos pode ser evitada com a ajuda de hábitos, estilo de vida e alimentação adequados.

Na semana em que se celebra o Dia Nacional de Combate ao Câncer (27 de novembro), o programa “Meu Prato Saudável”, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e do Incor, unidades da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, mostra que a alimentação tem papel fundamental na prevenção de vários tipos de tumores.

Alguns alimentos como frutas, legumes e verduras, auxiliam na prevenção do câncer, pois são fontes de fibras, vitaminas e minerais, contendo antioxidantes.

As vitaminas, fibras e outras substâncias ajudam as defesas naturais do corpo a destruirem agentes cancerígenos antes que eles causem danos graves às células. Esses tipos de alimentos também podem bloquear ou reverter os estágios iniciais da formação de um tumor.

Outras substâncias anticancerígenas são encontradas em alimentos como brócolis, tomate e soja, que devem ser consumidos de forma moderada.

“Existem três hábitos fundamentais para levar uma vida saudável e prevenir-se contra o câncer: ter uma alimentação equilibrada, manter um peso adequado e praticar atividades físicas”, explica Elisabete Almeida, diretora-executiva do programa “Meu Prato Saudável”.

Ela lembra, ainda, que a redução do consumo de sal, bebidas alcoólicas, carnes gordurosas ou processadas (embutidos, enlatados, defumados) e alimentos ricos em açúcares também ajuda a evitar a doença.

“Esses alimentos contêm altas taxas de gordura, que prejudicam o organismo e aumentam os riscos de câncer”, afirma Elisabete.

Para aumentar a ingestão desses alimentos, ricos em substâncias protetoras, segundo Elisabete, deve-se preencher metade do prato com verduras e legumes (crus e cozidos), variando bastante a qualidade dos legumes e verduras, ingerindo alimentos de cores diferentes.

Para a outra metade, coloque 1/4 de alimento rico em proteínas (carne de boi, frango, peixe, ovos, com pouca gordura), que pode ser complementada com leguminosas (feijão, grão de bico, soja, lentilha); e o outro 1/4 com alimentos ricos em carboidratos, de preferência em sua forma integral, rico em fibras (arroz, massas, batatas, mandioca, mandioquinha, farinhas).

Outras dicas de alimentação que podem prevenir o câncer:

- Aumentar o consumo de frutas e vegetais para pelo menos cinco porções ao dia. Estes alimentos proporcionam diversos componentes preventivos, incluindo fibras, antioxidantes (betacaroteno, vitaminas A, C e E), e uma variedade de fitoquímicos (em alimentos como o alho, cebola, soja, chá verde e gengibre).

- Aumentar o consumo de alimentos preventivos do câncer, como brócolis, pimentão, cebola, alho, chá verde, rabanete.

- Aumentar o consumo de fibras para 25g a 35g por dia. O consumo de seis porções diárias de grãos integrais e pães e cereais ricos em fibras ajudará a atingir este objetivo.

- Reduzir o consumo de gorduras, dando preferência a preparações naturais, assados, grelhados ou cozidos.

- Limitar o consumo de carnes vermelhas para menos de três vezes por semana, e mesmo assim dar sempre preferência a carnes magras. As carnes brancas, como filé de peito de frango, filé de peito de chester ou filé peixe são boas opções.

- Evitar o consumo de alimentos em salmoura, curados, em conservas e defumados.

- Evitar ou moderar o consumo de bebidas alcoólicas.Acumular 30 minutos de atividades físicas durante 30 minutos por dia, cinco dias por semana.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Programa do HC reduz sangue coletado e exposição de crianças à radiação

‘Diagnóstico Amigo da Criança’ pode se tornar modelo para hospitais públicos pediátricos de toda a rede do SUS

O Hospital das Clínicas da FMUSP, unidade da rede pública estadual e maior complexo hospitalar da América Latina, lança nesta segunda-feira, 3 de setembro, o programa “Diagnóstico Amigo da Criança”, que visa garantir o máximo de precisão diagnóstica, com o mínimo de exposição a riscos, presentes ou futuros, para as crianças.

Para isso, o projeto se apoia em duas linhas principais: a drástica redução do volume de sangue coletado dos pacientes e da exposição das crianças à radiação ionizante. Tudo isso em um ambiente de atendimento humanizado que preza o resgate da prática clínica tradicional. O projeto pioneiro do ICr poderá se tornar modelo para hospitais públicos pediátricos de toda a rede do SUS (Sistema Único de Saúde).

Por meio da utilização de micrométodos, o Instituto da Criança reduz em até 75% o volume de sangue coletado das crianças para análises laboratoriais. Os pacientes do instituto são muitas vezes bebês prematuros, com pequeno volume de sangue, e crianças com doenças agudas e crônicas, nas quais a retirada de sangue frequentemente implica a necessidade de seguidas transfusões, entre outros problemas.

O programa também prioriza a escolha de métodos diagnósticos dentro do conceito de mínimo risco, que usem doses mais baixas ou que não usem radiação ionizante, que sabidamente traz riscos imediatos e futuros à saúde do paciente, entre eles o aparecimento de câncer.

O novo aparelho de tomografia do ICr, adquirido por R$ 1,2 milhão, realiza exames reduzindo em torno de 70% a exposição das crianças à radiação. O aparelho fica em uma sala humanizada, com as paredes pintadas com ilustrações de céu e nuvens, e com um monitor no teto e projeção de vídeo nas laterais com imagens para acalmar as crianças, como filmagens do fundo do mar.

 O Instituto da Criança do HC realiza, por mês, uma média de 550 internações de pacientes e aproximadamente 6.400 consultas ambulatoriais. Todas essas crianças devem ser beneficiadas pelo programa em seus atendimentos. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo repassa cerca de R$ 8,3 milhões por mês para o custeio da unidade.

“O programa Diagnóstico Amigo das Crianças defende um retorno à clínica médica, a um atendimento humanizado. Não é justo que crianças tão pequenas, enfrentando doenças graves, sejam submetidas a coletas excessivas de sangue e à exposição constante à radiação. O programa busca o máximo de precisão diagnóstica com o mínimo de exposição das nossas crianças a riscos e sofrimento, presentes e futuros”, afirma a professora-titular do Departamento de Pediatria do ICr, Magda Carneiro-Sampaio.

O projeto prevê ainda a criação do “Cartão Amigo da Criança”, que reunirá as informações do paciente em um suporte digital, afim de que o histórico médico da criança fique reunido e acessível aos profissionais de saúde para que o processo de diagnóstico e de tratamento sejam realizados sempre com o máximo de informações possíveis, evitando exames desnecessários ou excessivos, sem que se perca a precisão clínica.

O Programa “Diagnóstico Amigo da Criança” segue a diretriz da Política Estadual de Humanização da Secretaria de Estado da Saúde, que irá investir R$ 40 milhões nos próximos quatro anos em ações para humanizar o atendimento em suas unidades de saúde.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

SP lança 'pré-natal do homem' para prevenir transmissão vertical de HIV e sífilis


Programa da Secretaria de Estado da Saúde deve chegar a quase 200 cidades paulistas consideradas prioritárias até 2014

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo acaba de lançar programa inédito, voltado aos homens, para ajudar a reduzir ainda mais a transmissão vertical (de mãe para filho) do HIV e a sífilis congênita. 

Chamado de “pré-natal do homem”, o projeto foi implantado inicialmente em 45 cidades paulistas e até 2014 deve estar em 190 municípios considerados prioritários.

O pré-natal voltado para o homem garante um espaço para que o pai possa procurar o serviço de saúde e participar de um momento que, historicamente, é da mulher.

A medida surge como possibilidade para aumentar o acesso às unidades de saúde e ao tratamento das DST, propiciar maior participação no momento da gestação, ampliar a discussão sobre prevenção às DST/Aids e outras doenças ligadas à saúde do homem. As consultas podem ser realizadas nos serviços públicos que já fazem o atendimento do pré-natal feminino.

“Uma vez confirmada a gravidez, a gestante é acolhida pelo serviço de saúde, seus exames de rotina solicitados e marcada a primeira consulta do pré-natal, onde são entregues os resultados dos exames. Simultaneamente, a unidade de saúde convida o parceiro da gestante para um atendimento individual”, afirma Ivone de Paula, gerente da área de prevenção do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, na capital, que oferece o “pré-natal do homem”.

Na consulta são ofertados os exames para sífilis e HIV, além de aconselhamento para a prevenção das DST, informando sobre as possibilidades de risco e práticas sexuais seguras. Na sequência, é agendada nova consulta, para entrega dos resultados e aconselhamento pós-teste, além de orientações necessárias com relação à saúde dos pais e do bebê. 

Estudos brasileiros demonstraram que a taxa de transmissão vertical (mãe para filho) do HIV era de 16% em 1997 e de 7% no ano de 2002. Já no Estado de São Paulo, a taxa de transmissão era de 2,7% em 2006. Esta queda se deve ao diagnóstico precoce e à introdução da terapia antirretroviral como prevenção durante a gestação.

Um dos maiores entraves para a eliminação da sífilis congênita é a dificuldade de tratar os parceiros sexuais das mulheres grávidas que tem a doença diagnosticada. A doença pode causar aborto, má formação ou morte do bebê, além de sequelas como cegueira, surdez e deficiência mental.

“Habitualmente, o homem só procura os serviços de saúde quando já está doente ou recorre a farmácias para cuidar de sua saúde. Quando o assunto envolve doenças sexualmente transmissíveis e sexualidade, a situação torna-se ainda mais delicada”, diz Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa Estadual DST/Aids-SP.

A implantação do pré-natal masculino faz parte das ações programáticas do Programa Estadual de DST/Aids, sendo realizada por meio de monitoramento das ações de prevenção às DST/Aids na rede de atenção básica. Durante a realização do monitoramento os profissionais dos municípios são capacitados e acompanhados.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Saúde investe R$ 40 milhões para humanizar atendimento em hospitais



Secretaria lança Política Estadual de Humanização; proposta é utilizar experiência de sucesso adotada no Instituto do Câncer do Estado de SP e expandir iniciativas em hospitais e ambulatórios estaduais

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo irá investir R$ 40 milhões nos próximos quatro anos para humanizar o atendimento em seus hospitais e AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades). A proposta é utilizar experiências de sucesso em atendimento humanizado adotadas no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) e em outras unidades como o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, Hospital Geral de Itapecerica da Serra e Hospital Estadual de Américo Brasiliense, entre outros serviços, e expandir projetos de humanização para toda a rede estadual, beneficiando pacientes, acompanhantes e os funcionários das unidades.

Os investimentos fazem parte da nova Política Estadual de Humanização, lançada nesta quinta-feira, 24 de maio, que tem como objetivo facilitar uma mudança na cultura e no modelo de gestão das organizações de saúde ligadas ao SUS (Sistema Único de Saúde), possibilitando um novo padrão de comunicação, participação e integração entre gestores, profissionais e usuários.

Para colocar a política em prática, a Secretaria pretende ativar Centros Integrados de Humanização nos hospitais, AMEs, Departamentos Regionais de Saúde, colegiados de gestão regional e também nos municípios.

Nas unidades de saúde estaduais um dos focos prioritários será o desenvolvimento de programas de acolhimento dos pacientes e acompanhantes, com orientação e apoio na primeira consulta, no momento de internação e da alta e, em caso de óbito, até mesmo no processo de luto, enfocando aspectos emocionais, éticos, sociais e legais. O acolhimento também incluirá contato permanente com a equipe de enfermagem para orientação e informações.

Haverá investimento em ambiência, com objetivo de oferecer espaços que garantam acolhimento com conforto, privacidade, fácil orientação e fluxos de pacientes entre as diferentes áreas e serviços dos hospitais.

Além disso deverão ser implantados programas terapêuticos e culturais para a saúde e defesa de direitos e deveres dos usuários da rede estadual de saúde, a exemplo de grupos de orientação e prevenção em saúde nas salas de espera dos ambulatórios, apresentação de filmes em circuito interno de TV, exposições artísticas e musicais nos serviços de saúde, brinquedoteca, empréstimo de livros para pacientes e acompanhantes nas unidades de internação e apoio espiritual, entre outras ações.

Também serão implantados projetos específicos voltados à valorização dos profissionais que trabalham nas unidades de saúde, a exemplo de espaços de convivência para os funcionários, programas culturais, educacionais e de saúde e programas de participação social, como apoio a campanhas.

Visitas abertas, em horários flexíveis, acompanhamento psicológico de familiares em horários de visita à UTI e ampliação dos canais de escuta para pacientes e profissionais, a exemplo de serviços de atendimento ao usuário e conte comigo, além de pesquisas de satisfação dos usuários e pesquisas de clima organizacional, também farão parte do processo de humanização da rede estadual de saúde.

A implantação de iniciativas de humanização será avaliada pela Secretaria mediante a apresentação de projetos pelas unidades estaduais de saúde. Já em 2012 deverão ser beneficiados 57 serviços de saúde, a exemplo do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, Conjunto Hospitalar do Mandaqui e Hospital Geral de São Mateus, na capital, Hospital Regional de Cotia, Hospital Estadual Mario Covas (Santo André) e Hospital Geral de Pirajussara (Taboão da Serra), na região metropolitana.

A proposta é que até 2015 a rede estadual de saúde, a maior do país, esteja executando plenamente projetos de humanização integrados e sustentáveis.

“Essa política é fundamental para aprimorar a integração entre equipes de saúde e os usuários. A humanização melhora o atendimento aos pacientes e deixa as equipes mais motivadas e capacitadas. É tratar a doença mas também cuidar do doente”, afirma o secretário de Saúde do Estado, Giovanni Guido Cerri.

Articuladores

Já está em andamento processo seletivo para contratação de 21 articuladores de humanização, que terão atuação regional de integração das equipes direta ou indiretamente ligadas ao processo de implementação da Política Estadual de Humanização. Também serão realizadas oficinas de mobilização para implantação das ações de humanização nos hospitais e demais serviços públicos de saúde.

Outro ponto da política é o apoio técnico e a formação em humanização. Para isso, serão contratados ativadores/tutores para cada macrorregião do Estado. Eles terão a tarefa de auxiliar na formação, disseminação e intervenção na rede de saúde.

“A humanização é um princípio ético e político orientador da atenção e da gestão em saúde. Baseada em diálogo, participação responsável e respeito ao outro, visa atitudes que regulem as relações entre os profissionais de saúde e os pacientes, entre os próprios trabalhadores da saúde e entre instituição, a rede de saúde e a comunidade”, afirma a psicóloga Eliana Ribas, responsável pelo Núcleo Técnico de Humanização da Secretaria.

As principais linhas de ação da Política Estadual de Humanização foram definidas considerando as diretrizes da Política Nacional de Humanização, as necessidades da população do Estado de São Paulo, o perfil do sistema de saúde local, as principais diretrizes de gestão do governo e a experiência de implantação de ações e programas de humanização nos municípios.

O objetivo é promover a participação responsável, a difusão de conhecimentos e práticas, o fortalecimento do trabalho em rede pautado por vínculos de cooperação e respeito, integrando e articulando os serviços r de saúde entre si e a outros setores e políticas publicas.

A Política Estadual de Humanização também prevê a implantação de um sistema de avaliação permanente e participativa dos resultados das políticas de saúde nesta área, com a finalidade de qualificar as ações e corrigir os rumos dos trabalhos.

Icesp
O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), unidade da rede pública estadual e maior centro especializado em oncologia da América Latina, desenvolve atualmente 53 projetos de humanização, em suas diversas áreas e serviços.

Somente em 2011, mais de 52 mil pessoas participaram de atividades de humanização no Icesp. E 99% delas avaliaram como bom ou muito bom o projeto de que participaram.

Os pacientes do hospital respondem por 79% dos participantes dos projetos de humanização desenvolvidos na unidade, enquanto acompanhantes e funcionários representam 20% do total.

Uma das ações desenvolvidas é o “Grupo Acolhida”, cujo objetivo é prestar acolhimento e orientação sobre os serviços disponíveis assim que o paciente dá entrada na unidade. Já o “Alô Enfermeiro” é um serviço telefônico para esclarecer dúvidas dos pacientes quando eles estão em casa. O objetivo é proporcionar comodidade e segurança, sem que o paciente precise esperar a próxima consulta para esclarecer alguma dúvida pontual sobre o tratamento. Cerca de 2,4 mil telefonemas são recebidos por mês pelo serviço.

O Icesp ainda mantém um serviço de estética para pacientes oncológicos, que oferece corte de cabelo, manicure, barbearia, técnicas de maquiagem e dicas para amarrar lenços na cabeça, entre outros. São cerca de 200 atendimentos por mês, às terças e sextas-feiras.

Há, também, a Cozinha Experimental, uma programação de aulas de culinária, que podem ajudar os pacientes a comer melhor, além de oficinas de artesanato, comemoração do aniversário de pacientes internados (com direito a bolo, bexigas e a presença de familiares e amigos) e a Contação de Histórias, para pacientes internados ou que aguardam por exames e consultas nas salas de espera.

Desde sua fundação, em maio de 2008, o Icesp demonstrou preocupação que vai além da qualidade técnica e da disponibilização de estrutura e equipamentos de ponta para os pacientes que atenderia. Entre os pilares do Instituto está a oferta de atendimentos mais humanos. Isto significa uma preocupação com a melhoria das relações, acolhimento, ambiência e fluxos de trabalho.

Por entender que as relações que permeiam o contexto da oncologia (pacientes, acompanhantes e profissionais) são complexas e intensas pela vulnerabilidade do paciente/acompanhante diante do diagnóstico do câncer e necessidade de tratamentos que ainda são estigmatizados pelas pessoas leigas, o Instituto implantou seu modelo de atendimento humanizado.

Segundo a gerente do Centro Integrado de Humanização, Maria Helena da Cruz Sponton, ações como essas ajudam na autoestima do paciente, além de amenizar o processo do tratamento.

“Tanto para os internados quanto para quem está em atendimento ambulatorial, receber uma atenção desse tipo é fundamental para que o dia-a-dia e as vindas ao hospital sejam amenizadas”, avalia. “Mais que considerar o volume de ações, no Icesp há, verdadeiramente, uma preocupação com a qualificação dos vínculos em sua integralidade.O Icesp transpira humanização”, completa.

No Dante Pazzanese, referência nacional em cardiologia, o grupo de humanização atua desde 2003. Há programas como horários ampliados de visita, acolhimento de pacientes por meio de consulta de enfermagem e classificação de risco, manuais de orientação para pacientes submetidos a cateterismo e aulas explicativas sobre as patologias cardiovasculares e sobre cuidados necessários para a recuperação do paciente.

O Dante também trabalha com orientações pré-operatórias, orientações na alta hospitalar com folhetos de orientação quanto aos cuidados a serem seguidos (buscando adesão do paciente ao tratamento com remédios), assistência espiritual e o programa Conte Comigo, entre outras ações.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

SP investe R$ 30 milhões em hospitais de retaguarda e centros de referência para idosos


USP Leste terá centro-dia de cuidados integrados para a terceira idade; ações integram programa “São Paulo Amigo do Idoso”


 A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo irá investir R$ 29,6 milhões na implantação de hospitais de retaguarda, quatro polos regionais de referência e um centro-dia de cuidados intensivos voltados à terceira idade.

A iniciativa integra o programa “São Paulo Amigo do Idoso”, que o governo paulista anuncia nesta segunda-feira, 14 de maio. O objetivo é implantar no Estado serviços que sejam modelos de atenção ao idoso, além de incentivar os municípios a promoverem a melhoria da qualidade de vida das pessoas com 60 anos ou mais, adaptando seus serviços para que sejam acessíveis aos idosos com diferentes necessidades.

Um dos principais eixos do programa é a área da saúde. O Laboratório Centro-Dia Idoso (LCDI) será construído no campus da USP Leste. O investimento será de R$ 5 milhões. A unidade deverá prestar assistência para cerca de 300 idosos semidependentes, moradores da zona leste de São Paulo, com limitações físicas e/ou cognitivas, e também dar apoio às famílias.

Além disso, haverá um centro de ensino e pesquisa para formação de recursos humanos especializados. O LCDI contará também com serviços de retaguarda como o Centro Dia Social e Atendimento domiciliar. A previsão é que a unidade seja inaugurada no segundo semestre de 2013. A Secretaria deverá fazer repasses para o custeio do centro, no valor de R$ 2,4 milhões por ano.

Outra iniciativa será a criação de quatro novos Centros de Referência ao Idoso (CRIs), nas regiões de Ribeirão Preto, Campinas, ABC e Baixada Santista.

Os CRIs serão polos regionais de promoção de envelhecimento ativo e centros formadores geriátricos, com especialidades médicas, atividades educacionais, culturais e de lazer. Na capital existem duas unidades estaduais com este perfil em funcionamento: os Centros de Referência do Idoso (CRI) da Zona Norte e o da Zona Leste.

Até o segundo semestre de 2014 as quatro unidades devem ser inauguradas, com um investimento total de R$ 20 milhões para as construções e custeio anual de R$ 57,6 milhões.

A pasta também vai investir R$ 4,6 milhões para a revitalização de seis hospitais localizados no interior do Estado que serão transformados em unidades hospitalares de retaguarda para cuidados integrados a idosos, denominados hospitais de cuidados continuados.

As unidades ainda vão receber, no total, R$ 7,2 milhões para apoio do custeio anual.As unidades a serem adaptadas são hospitais de pequeno porte, com menos de 50 leitos, para esse serviço de apoio. Terão prioridade os contratos administrativos e convênios de cooperação com Santas Casas e hospitais filantrópicos do interior do Estado.

Atualmente, duas unidades da região de Franca, a Santa Casa de Ipuã e a Santa Casa de Pedregulho, já estão em reforma e devem começar a funcionar ainda neste ano. Até o segundo semestre de 2014 outras quatro unidades devem ser revitalizadas nas regiões de Araçatuba, Presidente Prudente, São José do Rio Preto e Marília, regiões com maiores índices de envelhecimento.

A proposta dos hospitais de retaguarda também é oferecer programas de reabilitação para o autocuidado e cuidados paliativos, em apoio aos quadros de fragilidade, síndromes de demências, estados pós-derrames e quedas de idosos, entre outros.

“O idoso precisa ser respeitado e incluído no contexto social de maneira geral. A expectativa de vida subiu e as pessoas com mais de 60 anos estão ativas, precisam de atenção especial e saúde garantida", diz Giovanni Guido Cerri, secretário de Estado da Saúde.

Cidade amiga do idoso

Além disso, será realizada uma certificação aos municípios paulistas, de acordo com boas práticas públicas voltadas para idosos, com a criação do selo “Cidade Amiga do Idoso”. O objetivo é promover amplo processo de mobilização regional para promover territórios amigáveis a todas as idades, com foco no envelhecimento.

“Desta maneira, pretendemos incentivar as cidades a promoverem a melhoria da qualidade de vida dos idosos”, explica o secretário