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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Saúde vai dobrar atendimento a idosos em centro de referência na capital

Governador Geraldo Alckmin libera R$ 1,4 milhão para ampliação física do Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia, na zona leste

O Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo também conhecida como Centro de Referência do Idoso da Zona Leste, na capital paulista, irá dobrar sua capacidade de atendimento médico, de convivência e lazer para a população com 60 ou anos ou mais.

Nesta sexta-feira, 30 de novembro, o governador Geraldo Alckmin autoriza a liberação de R$ 1,4 milhão extra para aquisição de dois terrenos adjacentes, com área total de 1,6 mil m², a serem utilizados no projeto de ampliação física do IPGG.

Haverá expansão do setor de convivência, construção de quadra poliesportiva, piscinas para reabilitação e prática de atividades físicas desenvolvidas para os idosos, salas de ginástica, ateliês para oficinas culturais e artesanato, além do aumento no número de consultórios e salas de atendimento.

Após a compra dos terrenos, será elaborado o projeto executivo para lançamento de edital. A previsão é de que as obras se iniciem no segundo semestre de 2013 com prazo de entrega de 12 meses.

Em funcionamento desde outubro de 2001, o IPGG Leste conta atualmente com uma equipe com 243 funcionários, entre médicos, enfermeiros, dentistas, assistentes sociais, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, nutricionais e educadores físicos.

Por mês, são realizados 25 mil atendimentos, das quais 2,4 mil consultas médicas em especialidades como cardiologia, geriatria, ortopedia, clínica médica e psiquiatria, para os idosos moradores da zona leste da capital.

Outras 10,2 mil consultas não médicas (serviço social, enfermagem, psicologia) e 1,4 mil exames laboratoriais também são oferecidas mensalmente. Já no Centro de Convivência, são atendidos oito mil idosos participantes de atividades esportivas, sociais, recreativas e oficinas de geração de renda e promoção à saúde. O orçamento de custeio do IPGG Leste em 2012 é de R$ 1,6 milhão.

“Com o envelhecimento populacional, percebe-se uma demanda crescente de idosos que procuram nossos serviços. Dessa forma, o projeto de ampliação do IPGG decorreu da necessidade de aumentar a oferta de serviços assistenciais e de convivência já existentes, bem como implementar novas atividades de promoção de saúde e qualidade de vida para esta população”, afirma Paulo Sérgio Pelegrino, diretor técnico do IPGG.

Sobre o IPGG
O Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia “José Ermírio de Moraes” conta com 40 mil prontuários ativos de pacientes da região de Itaim Paulista, São Miguel Paulista e Ermelino Matarazzo.

Entre suas principais atividades estão o atendimento especializado ao idoso em diversas especialidades médicas, odontológicas, exames de imagem, reabilitação física e psicossocial, atendimento domiciliar, inclusão digital, alfabetização, educação física, esportes adaptados, oficinas culturais e de artesanato diversos, ações intergeracionais, bailes e passeios culturais.

O IPGG é bem avaliado pela população. Pesquisa de satisfação promovida entre seus usuários apontou que 95% dos entrevistados consideraram o serviço entre bom e ótimo.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Centro de referência para idosos promove campanha de prevenção de riscos cardiovasculares

Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia, na zona leste, atenderá cerca de 700 pessoas até a próxima sexta-feira

Até a próxima sexta-feira, 28 de setembro, o Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia, unidade da Secretaria de Estado da Saúde conhecida como Centro de Referência do Idoso da Zona Leste, promove uma campanha de prevenção de riscos cardiovasculares na terceira idade.

Em parceria com a Sociedade Brasileira de Cardiologia do Estado de São Paulo, o serviço estadual atenderá cerca de 700 idosos participantes das atividades do Centro de Convivência da unidade, em especial os frequentadores do “bailão” promovido todas as sextas-feiras.

A ação contará com um grupo interdisciplinar, formado por médicos, profissionais de educação física, enfermeiros, dentistas e nutricionistas, entre outros profissionais.

Os idosos serão submetidos a entrevistas, testes e exames laboratoriais, para verificar pressão arterial, níveis de glicose, colesterol e triglicerídeos, além de outros fatores de risco, como o tabagismo.

Além disso, os idosos também participarão de ações educativas e receberão recomendações adequadas conforme os riscos encontrados durante a avaliação. Os participantes que apresentarem alto risco de desenvolvimento de doença cardiovascular serão encaminhados para acompanhamento médico especializado.

“Essa campanha tem a finalidade de identificar idosos com fatores de risco cardiovasculares, oferecer intervenções preventivas, realizar o encaminhamento terapêutico necessário e promover a conscientização da importância da prevenção das doenças”, afirma Paulo Sérgio Pelegrino, diretor centro de referência.

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em todo o mundo, acometendo homens e mulheres. Segundo a Organização Mundial de Saúde, até 2015, cerca de 20 milhões de pessoas podem morrer por doenças coronarianas ou por acidente vascular cerebral.

“Uma dieta inadequada, o sedentarismo, o tabagismo, níveis de glicose e colesterol elevados, associados ao sobrepeso e à obesidade aumentam significativamente a chance de ocorrência de cardiopatia coronária e acidente cerebrovascular”, finaliza Pelegrino.

O CRI Leste fica na Praça Aleixo Monteiro Mafra (antiga praça do Forró), 34 – São Miguel Paulista.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

SP investe R$ 30 milhões em hospitais de retaguarda e centros de referência para idosos


USP Leste terá centro-dia de cuidados integrados para a terceira idade; ações integram programa “São Paulo Amigo do Idoso”


 A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo irá investir R$ 29,6 milhões na implantação de hospitais de retaguarda, quatro polos regionais de referência e um centro-dia de cuidados intensivos voltados à terceira idade.

A iniciativa integra o programa “São Paulo Amigo do Idoso”, que o governo paulista anuncia nesta segunda-feira, 14 de maio. O objetivo é implantar no Estado serviços que sejam modelos de atenção ao idoso, além de incentivar os municípios a promoverem a melhoria da qualidade de vida das pessoas com 60 anos ou mais, adaptando seus serviços para que sejam acessíveis aos idosos com diferentes necessidades.

Um dos principais eixos do programa é a área da saúde. O Laboratório Centro-Dia Idoso (LCDI) será construído no campus da USP Leste. O investimento será de R$ 5 milhões. A unidade deverá prestar assistência para cerca de 300 idosos semidependentes, moradores da zona leste de São Paulo, com limitações físicas e/ou cognitivas, e também dar apoio às famílias.

Além disso, haverá um centro de ensino e pesquisa para formação de recursos humanos especializados. O LCDI contará também com serviços de retaguarda como o Centro Dia Social e Atendimento domiciliar. A previsão é que a unidade seja inaugurada no segundo semestre de 2013. A Secretaria deverá fazer repasses para o custeio do centro, no valor de R$ 2,4 milhões por ano.

Outra iniciativa será a criação de quatro novos Centros de Referência ao Idoso (CRIs), nas regiões de Ribeirão Preto, Campinas, ABC e Baixada Santista.

Os CRIs serão polos regionais de promoção de envelhecimento ativo e centros formadores geriátricos, com especialidades médicas, atividades educacionais, culturais e de lazer. Na capital existem duas unidades estaduais com este perfil em funcionamento: os Centros de Referência do Idoso (CRI) da Zona Norte e o da Zona Leste.

Até o segundo semestre de 2014 as quatro unidades devem ser inauguradas, com um investimento total de R$ 20 milhões para as construções e custeio anual de R$ 57,6 milhões.

A pasta também vai investir R$ 4,6 milhões para a revitalização de seis hospitais localizados no interior do Estado que serão transformados em unidades hospitalares de retaguarda para cuidados integrados a idosos, denominados hospitais de cuidados continuados.

As unidades ainda vão receber, no total, R$ 7,2 milhões para apoio do custeio anual.As unidades a serem adaptadas são hospitais de pequeno porte, com menos de 50 leitos, para esse serviço de apoio. Terão prioridade os contratos administrativos e convênios de cooperação com Santas Casas e hospitais filantrópicos do interior do Estado.

Atualmente, duas unidades da região de Franca, a Santa Casa de Ipuã e a Santa Casa de Pedregulho, já estão em reforma e devem começar a funcionar ainda neste ano. Até o segundo semestre de 2014 outras quatro unidades devem ser revitalizadas nas regiões de Araçatuba, Presidente Prudente, São José do Rio Preto e Marília, regiões com maiores índices de envelhecimento.

A proposta dos hospitais de retaguarda também é oferecer programas de reabilitação para o autocuidado e cuidados paliativos, em apoio aos quadros de fragilidade, síndromes de demências, estados pós-derrames e quedas de idosos, entre outros.

“O idoso precisa ser respeitado e incluído no contexto social de maneira geral. A expectativa de vida subiu e as pessoas com mais de 60 anos estão ativas, precisam de atenção especial e saúde garantida", diz Giovanni Guido Cerri, secretário de Estado da Saúde.

Cidade amiga do idoso

Além disso, será realizada uma certificação aos municípios paulistas, de acordo com boas práticas públicas voltadas para idosos, com a criação do selo “Cidade Amiga do Idoso”. O objetivo é promover amplo processo de mobilização regional para promover territórios amigáveis a todas as idades, com foco no envelhecimento.

“Desta maneira, pretendemos incentivar as cidades a promoverem a melhoria da qualidade de vida dos idosos”, explica o secretário