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sábado, 24 de agosto de 2013

Mais de 482 mil crianças já passaram pelos postos de saúde de SP para atualizar vacinação

Balanço é da Secretaria de Estado da Saúde com base nos dados informados pelos municípios paulistas; campanha segue até sexta-feira

         Neste sábado, 24 de agosto, 482.717 crianças paulistas menores de cinco anos foram levadas aos postos de saúde para que tivessem conferidas e, se necessário, atualizadas suas cadernetas de vacinação. O balanço é da Secretaria de Estado da Saúde com base nos dados informados pelos 645 municípios paulistas até às 14h de hoje.

Das crianças levadas aos postos, a maioria, ou 116.247 mil, está na faixa etária de quatro anos.
As doses de vacinas oferecidas nos postos protegem contra 15 tipos de doença, como paralisia infantil, gripe, febre amarela, rotavírus e meningite. Também foi disponibilizada a vacina Pentavalente, que imuniza contra as doenças difteria, tétano, coqueluche, meningite e hepatite B.

         A campanha, que tem como meta atualizar a caderneta de vacinação de 2,8 milhões de crianças menores de cinco anos, segue até a próxima sexta-feira, 30 de agosto. Os postos de saúde abrem das 8h às 17h.

Em parceria com as prefeituras, o Estado mobilizou 38,3 mil profissionais da saúde. O objetivo é conferir a caderneta e aplicar as doses em atraso, conforme a faixa etária de cada criança.

As crianças devem ser levadas por pais ou responsáveis com a caderneta de vacinação das crianças, documento considerado fundamental para comprovar quais doses já foram aplicadas, quais estão em atraso e quais deverão ser aplicadas nos meses ou anos seguintes.

Caso os pais ou responsáveis tenham perdido a caderneta de vacinação de seus filhos, a recomendação é de que eles compareçam ao mesmo posto de saúde onde vacinaram as crianças anteriormente, para que seja possível consultar a ficha de registro nos arquivos da unidade sobre quais vacinas já foram ou não aplicadas.

“Esta campanha, que começou hoje, é importantíssima porque as crianças só ficam realmente protegidas quando ocorre uma cobertura vacinal completa, de acordo com cada faixa etária”, afirmou a médica pediatra Helena Sato, diretora de Imunização da Secretaria.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Saúde repassa mais 3 milhões de doses de Oseltamivir para todo o Estado

No total já foram entregues 5 milhões de doses no Estado; somente para a Capital, onde há maior número de casos e óbitos, foram enviadas mais de 1 milhão de doses do medicamento

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo repassou mais três milhões de doses do antiviral Oseltamivir (popularmente conhecido como Tamiflu®) para os municípios paulistas. A distribuição do medicamento ocorre em versões adulta e infantil e acontece nesta semana. O abastecimento do medicamento é destinado aos pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e poderá ser prescrito pelo médico responsável pelo atendimento nas unidades de saúde de cada município. Cerca de 5 milhões de doses já foram entregues ao Estado neste semestre, sendo que 1,2 milhão foram para o município de São Paulo.

Até o dia 05 de junho, em todo o Estado foram registrados 168 óbitos pela doença, sendo 48 (30,8%) casos na capital. Neste mesmo período foram confirmados 4.157 casos de SRAG, sendo 778 para influenza A H1N1, totalizando 359 deles, ou 46,1%, na capital. Dentre todos os óbitos, 106 (68%) apresentavam pelo menos uma comorbidade.

         A Divisão de Doenças Respiratórias recomenda à população que procure o serviço de saúde mais próximo sempre que a síndrome viral caracterizar-se por um quadro de febre, tosse, dor de garganta e pelo menos um dos seguintes sintomas: dores nas articulações, dores musculares ou dor de cabeça.
“A medicação do paciente com o fosfato de oseltamivir deve ser feita em até 48 horas após o surgimento dos sintomas, o que tem prevenindo os casos e óbitos”, explica o coordenador dos Serviços de Saúde, Marcos Boulos.

        A droga diminui a carga viral no paciente e a duração dos sintomas, melhorando o prognóstico da doença, o que impacta diretamente na diminuição no número de casos de óbitos, principalmente, em pacientes portadores de comorbidades (doenças crônicas como diabetes e hipertensão).
       
Treinamento
Na capital, as farmácias da Rede Dose Certa também dispõem do medicamento. Os farmacêuticos da Rede receberam uma capacitação do Centro de Vigilância Epidomológica (CVE), unidade da Secretaria de Estado da Saúde, para atender os pacientes que procurarem o tratamento sob prescrição médica.
“Existe desde 2000 um grupo de vigilância sentinela para a influenza monitorando as rotas e evolução do vírus, o que nos permite conhecer melhor a demanda de cada região”, explica. Telma Carvalhanas, diretora da Divisão de Doenças Respiratórias.

Com as quedas na temperatura registradas tradicionalmente nos meses de junho, julho e agosto, e a consequente aglomeração de pessoas dentro de espaços fechados, o contágio dos vírus tendem a se propagar mais rapidamente.

Entre as recomendações, estão: lavar a mão várias vezes ao dia, cobrir a boca com um lenço ou a mão quando for tossir, buscar sempre ambientes arejados, evitar ir trabalhar quando estiver com sintomas da gripe para não transmitir a doença, e procurar orientação médica imediatamente. Boa alimentação e hidratação diária também são indispensáveis. É importante que o paciente procure orientação médica na unidade de saúde mais próxima de sua casa.

Com base no protocolo de tratamento de influenza, a Secretaria orienta que os profissionais de saúde tomem os seguintes cuidados:

•        Em caso compatível com a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é recomendado iniciar o tratamento com o fosfato de oseltamivir após a suspeita clínica, independente da coleta de material para exame laboratorial e da situação vacinal. O antiviral apresenta benefícios mesmo se iniciado após 48 horas do início dos sintomas.

•        Em caso de Síndrome Gripal  com condições e fatores de risco para complicações, está indicado o uso de fosfato de oseltamivir de forma empírica, independente da situação vacinal. O antiviral apresenta benefícios mesmo se iniciado após 48 horas do início dos sintomas.

•        Em caso de Síndrome Gripal sem condições e fatores de risco para complicações, a prescrição do fosfato de oseltamivir poderá ocorrer, excepcionalmente, de acordo com o julgamento clínico, se o tratamento puder ser iniciado nas primeiras 48 horas do inicio dos sintomas da doença.

terça-feira, 23 de abril de 2013

SP vacina 2,7 milhões contra a gripe desde o início da campanha


Idosos, crianças de 6 meses a 2 anos, gestantes, puérperas, indígenas, profissionais de saúde, doentes crônicos serão imunizados. Vacinação termina na sexta-feira

Balanço da Secretaria de Estado da Saúde com base nos dados informados pelos municípios paulistas aponta que o Estado de São Paulo vacinou, até o dia 22 abril, 2,7 milhões de pessoas contra a gripe. O balanço leva em conta o número de pessoas imunizadas desde o início da campanha, que ocorreu no dia 15 de abril. A campanha termina nesta sexta-feira, 26 de abril.

No total, em todo o Estado, já foram vacinados 1,7 milhões idosos com 60 anos ou mais, 313,3 mil crianças a partir dos seis meses e menores de dois anos de idade, 138,4 mil gestantes, 165,3 mil trabalhadores da saúde, 364,8 mil doentes crônicos, 30,8 mil puérpuras e 3,2 mil indígenas. Esses são os públicos-alvo da campanha.

Ao longo da campanha a Secretaria pretende imunizar contra a gripe cerca de 7 milhões de paulistas. O número corresponde à meta de 80% dos 8,7 milhões de idosos com 60 anos ou mais, gestantes, crianças a partir de seis meses e menores de dois anos, indígenas, pacientes diagnosticados com doenças crônicas e profissionais de saúde do Estado.

A novidade para a campanha deste ano é a inclusão do grupo de mulheres puérperas (que deram à luz em até 45 dias) entre a população alvo. Além de imunizar a população contra a gripe A H1N1, tipo que se disseminou pelo mundo na pandemia de 2009, a campanha também irá proteger a população contra outros dois tipos do vírus influenza: A H3N2 e B.

Os postos de saúde vão abrir das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira, até o dia 26. Na capital as salas de vacina das rodoviárias do Tietê e da Barra Funda também abrirão aos sábados e domingos, das 8h às 20h. Em razão da reforma em sua sala de vacinação, o Instituto Pasteur, na Avenida Paulista, não participará da campanha deste ano.

“A imunização contra gripe é fundamental para evitar que o público-alvo sofra complicações respiratórias decorrentes da doença, a exemplo de pneumonias. Por isso, é muito importante que a população procure um posto de vacinação para se proteger. Vale esclarecer que a vacina não provoca, de maneira nenhuma, gripe em quem tomar a dose, pois é feita de pequenos fragmentos do vírus que são incapazes de causar qualquer infecção.”, afirma Helena Sato, diretora de Imunização da Secretaria.

Número de pessoas vacinadas desde o dia 15 de abril até o dia 22 de abril no Estado de SP (por região)

Regiões
Doses Aplicadas
Capital
644.437
Grande ABC
158.594
Alto Tietê
137.763
Franco da Rocha
26.130
Osasco
144.494
Araçatuba
66.284
Araraquara
69.179
Assis
43.100
Barretos
39.288
Bauru
75.181
Botucatu
45.505
Campinas
254.846
Franca
43.075
Marília
54.287
Piracicaba
86.756
Presidente Prudente
63.518
Registro
27.196
Ribeirão Preto
74.029
Santos
130.522
São João da Boa Vista
57.658
Vale do Paraíba e Litoral Norte
155.100
São José do Rio Preto
130.889
Sorocaba
172.381
Total
2.700.212

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

SP libera R$ 77 milhões ao Hospital São Paulo

Repasse, que integra o Projeto de Modernização dos Hospitais Universitários do Estado, será investido em obras de reforma e ampliação da unidade

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo libera nesta quarta-feira, dia 27 de fevereiro, um repasse no valor de R$ 77,3 milhões ao Hospital São Paulo, que é um hospital universitário, administrado pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), localizado na zona Sul da capital paulista. O repasse, que integra o Projeto de Modernização dos Hospitais Universitários do Estado, será investido em obras e ampliação da unidade.

Do total de investimentos realizados, cerca de R$ 20 milhões serão destinados à reforma e ampliação do pronto-socorro e R$ 12,8 milhões serão investidos em readequações no setor de UTI do hospital. Além disso, serão investidos mais R$ 13 milhões na readequação do setor de radioterapia e do acesso principal e outros R$ 13 milhões para a modernização dos serviços de diagnósticos do hospital.

Os elevadores da unidade também serão modernizados, de acordo com as normas legais de acessibilidade, a um custo estimado em R$ 5 milhões.

Dentro do plano de modernização, ainda serão reformados os setores de cirurgia endovascular e hemodinâmica, a área do Laboratório Central, a Central de Material Esterilizado (CME), a área do serviço de nutrição e dietética e a lavanderia do hospital.

Neste momento, já estão em andamento as obras de reforma no Centro Obstetrício, na unidade de internação ortopédica e nas áreas de internação e terapia intensiva adulta e pediátrica do Hospital São Paulo.

O repasse, que será realizado pela Secretaria, mediante a medição das obras, deverá ser efetuado em sua totalidade até 2015. Somente neste ano, serão repassados pela pasta ao hospital cerca de R$ 6 milhões.

“Os hospitais universitários, como o Hospital São Paulo, são unidades de referência não só em relação ao atendimento oferecido à população, como também no setor de ensino e pesquisa. Por isso, ao investir na modernização desses hospitais, que auxiliam também na formação de futuros profissionais da saúde, estamos ao mesmo ampliando a qualidade dos serviços públicos oferecidos à população e, consequentemente, garantindo uma mão de obra qualificada para o futuro”, diz Giovanni Guido Cerri, Secretário Estadual da Saúde de São Paulo.

Modernização de Hospitais Universitários
O governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado de Saúde, vai investir um total de R$ 452,8 milhões para obras, reformas, ampliações e compra de equipamentos, de oito hospitais de referência em atendimento de alta complexidade no Estado.

O programa, inédito, além do Hospital São Paulo, vai beneficiar na capital, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, maior complexo hospitalar da América Latina, e a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Também serão atendidos no programa o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, Hospital das Clínicas de Marília, o Hospital de Base de São José do Rio Preto, o Hospital das Clínicas de Botucatu e o Hospital Universitário de Taubaté, recentemente integrado ao Hospital Regional de Taubaté.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Casos de conjuntivite despencam 92% em SP

Foram registrados 79.387 casos de janeiro a julho deste ano, contra 998.185 no mesmo período de 2011; incidência da conjuntivite é maior durante o inverno e nos dias mais quentes da primavera e verão

Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde aponta que o número de casos de conjuntivite no Estado de São Paulo, notificados entre os meses de janeiro e julho de 2012, diminuiu 92% em relação ao mesmo período de 2011.

Segundo dados Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria, os municípios paulistas notificaram 79.387 casos de conjuntivite nos sete primeiros meses de 2012, contra 998.185 no mesmo período do ano passado. A notificação de conjuntivite é considerada compulsória na ocorrência de surtos, ou seja, de dois ou mais casos no mesmo ambiente.

Segundo a oftalmologista Stefania Danca Pall, do Ambulatório de Especialidades Várzea do Carmo, na capital paulista, a conjuntivite não é considerada uma doença, mas uma inflamação da conjuntiva (membrana mucosa que forra a parte externa do globo ocular e a interna das pálpebras) e que pode ter alta incidência entre a população tanto no período do inverno quanto no período mais quente da primavera e do verão.

“A maior propagação de conjuntivite viral ou bacteriana ocorre nesse período porque a sua contaminação ocorre por meio das relações interpessoais. No inverno a maior parte da população passa longos períodos em ambientes fechados, mesmo com a grande aglomeração de pessoas”, afirma a oftalmologista.

Ela explica que nos dias de altas temperaturas, os agentes causadores da conjuntivite também encontram situação propícia, uma vez que há uma grande exposição ao sol, vento, água do mar e de piscinas.

“Essa exposição, por períodos mais longos, pode gerar uma irritação nos olhos. Ao coçarmos rosto e olhos com as mãos repetidamente, aumentamos as chances de uma contaminação na região dos olhos”, ressalta Stefania.

Entre os principais sintomas da conjuntivite estão sensação de “areia nos olhos”, vermelhidão do globo ocular, coceira ou ardência persistente, lacrimejo, inchaço e, em alguns casos, presença de secreção amarelada ou esverdeada.

“Procurar o serviço de saúde é a principal recomendação logo após o surgimento de um ou mais sintomas. Porém, é indicado que, mesmo antes do atendimento médico, o paciente lave bem as mãos e os olhos com água filtrada e limpa ou use algodão ou gaze encharcado com soro fisiológico para fazer a higienização da região dos olhos”, completa a oftalmologista.

Para a médica, frequentar ambientes frescos e arejados e manter a higienização correta das mãos com água limpa e sabão ou álcool em gel está entre as medidas que podem favorecer a queda no número de casos de conjuntivite.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Mortalidade de idosos cai 9% em 10 anos no Estado de SP

Óbitos por doenças do aparelho circulatório perdem espaço para a mortalidade provocada por Mal de Alzheimer e insuficiência renal

Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo mostra que, em uma década, a mortalidade de paulistas com 60 anos ou mais caiu 9%.Foram 364 mortes para cada 10 mil idosos no Estado em 2010, último dado disponível, contra 400 por 10 mil em 2000.

Neste mesmo período houve também redução da taxa de mortalidade do principal grupo de causas de óbito entre idosos: as doenças do aparelho circulatório. No ano 2000, essas enfermidades eram responsáveis por 40,5% do total de óbitos, contra 35% em 2010.

Em números absolutos, a população paulista acima de 60 anos aumentou 50% na última década. Conforme o Censo realizado pelo IBGE em 1991, o Estado contava com 2,4 milhões de idosos, o que representava 7,7% total da população. Já no Censo de 2010, a população idosa era de 4,7 milhões (11,6% da população total). O número absoluto de óbitos entre os idosos no Estado de São Paulo foi de 133 mil em 2000 e 173 mil em 2010.

Na contramão, durante esses 10 anos, houve o crescimento de dois grupos de causas de óbito em maiores de 60 anos: as doenças do sistema nervoso, entre as quais se destaca o Mal de Alzheimer, e do aparelho geniturinário, grupo esse que traz a insuficiência renal como principal causa.

Em 2000, as doenças do sistema nervoso representaram 1,2% do total de mortes desta faixa etária e do aparelho geniturinário 2,1%. Já em 2010, as mortes provocadas por doenças do sistema nervoso representaram 3% do total e as do aparelho geniturinário representaram 3,6%.

Segundo Marília Louvison, coordenadora da área técnica de saúde da pessoa idosa da Secretaria, a queda da mortalidade de importantes grupos de doenças entre os idosos tem múltiplas causas, que incluem melhores condições sociais e mudanças no estilo de vida, como a prática de mais atividades físicas entre pessoas desta faixa etária, entre outros.

“Esses dados também apontam para a melhoria de acesso aos recursos de saúde obtidos pela população, tanto na preservação quanto no tratamento dessas doenças, desde a criação e o desenvolvimento do Sistema Único de Saúde”, afirma Marília.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

SP mobiliza 4,3 milhões de alunos em dia dedicado à atividade física

‘Agita Galera’ tem como objetivo estimular a prática de exercícios entre estudantes, professores e funcionários, incentivando a promoção da saúde e a prevenção de doenças

As secretarias de Estado da Educação e da Saúde realizam nesta sexta-feira, 31 de agosto, o “Agita Galera”, evento que visa mobilizar os 4,3 milhões de alunos da rede estadual de ensino, além de professores, funcionários e toda a comunidade escolar, para a prática regular de atividades físicas.

Desenvolvido por meio de parceria com o Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs), o evento tem como tema neste ano “O esporte agita a galera e otimiza o desempenho na escola”.

Ao longo de todo o dia, conforme a programação de cada unidade de ensino, os alunos farão algum tipo de atividade física, que podem envolver brincadeiras, jogos e diversas modalidades esportivas. O objetivo é levá-los a refletir sobre a importância dos exercícios físicos para um estilo de vida mais ativo e saudável, que previne doenças como a obesidade, diabetes e colesterol elevado, por exemplo.

O secretário de Estado da Saúde, Giovanni Guido Cerri, destaca que a mudança de hábitos diários pode ajudar a combater o sedentarismo.

"A missão do Agita Galera é fazer com que os exercícios físicos passem a fazer parte da rotina das crianças paulistas desde a idade escolar. Atitudes simples como subir as escadas em vez de usar o elevador ou andar mais de bicicleta podem ser meios possíveis e simples contra o sedentarismo”, afirma.

“O que nós queremos é proporcionar mais qualidade de vida aos nossos alunos. Além dos benefícios para a saúde, a prática frequente de atividades físicas pode contribuir para o melhor desempenho escolar”, afirma o secretário da Educação do Estado de São Paulo, professor Herman Voorwald.

Além da programação especial feita anualmente na última sexta-feira no mês de agosto, por meio do Agita Galera, o governo do Estado estimula os responsáveis pela gestão nas escolas estaduais para que estendam as atividades de forma permanente, ao longo do ano letivo.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Em 10 anos, novos casos de hanseníase caem 41% em SP


Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde aponta 1.753 novos casos registrados no Estado em 2011, contra 3.000 no ano de 2001

O número de novos casos de hanseníase no Estado de São Paulo diminuiu 41,5% nos últimos 10 anos. É o que aponta o levantamento da Secretaria de Estado da Saúde com base na série histórica feita pela Divisão Técnica de Hanseníase do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado (CVE).

Segundo o levantamento, em 2001 foram detectados 3.000 novos casos da doença, enquanto que, em 2011,  foram diagnosticados 1.753 novos casos.

Outro índice que também apresentou queda foi a prevalência da hanseníase, ou seja, o número de pessoas que se encontram em tratamento da doença. Em 2001, 5.378 pessoas estavam em tratamento no Estado de São Paulo. Já em 2011, esse número caiu para 2.152 pacientes.

Segundo a diretora da Divisão de Hanseníase do CVE, Mary Lise Marzliak, a queda do número de novos casos da doença na última década se deve, principalmente, ao trabalho intenso das equipes médicas, cada vez mais capacitadas para a detecção precoce, e também ao tratamento integral do paciente com o medicamento PQT (poliquimioterapia), disponibilizado gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O período de tratamento varia entre seis meses e um ano.

“A hanseníase é uma doença que pode atingir homens e mulheres de todas as faixas etárias e de todas as classes sociais. Por isso, é muito importante que cada um esteja sempre atento ao seu corpo e procure imediatamente um médico caso suspeite de alguma anormalidade”, afirma Mary Lise.

A hanseníase é uma doença contagiosa, causada por um bacilo (Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen) que pode ser transmitida por uma pessoa doente, que não esteja em tratamento, para outra pessoa saudável, por meio de gotas eliminadas no ar pela fala, tosse ou espirro. O bacilo penetra por meio das vias respiratórias e se instala preferencialmente nos nervos periféricos e na pele.

Instalado no organismo, o bacilo de Hansen tem a sua produção lenta, uma vez que pode demorar de dois a cinco anos para que os primeiros sintomas se manifestem. Mesmo assim, a maioria das pessoas resiste ao bacilo e não adoece.

Além de ter cura, a hanseníase apresenta sinais e sintomas dermatológicos e neurológicos que facilitam o diagnóstico, como manchas ou caroços esbranquiçados ou avermelhados, e áreas da pele, mesmo sem manchas, com ausência de dor ou sem sensibilidade. Quando não tratada precocemente, a doença pode causar incapacidades ou deformidades no corpo.

“O que muitos pacientes precisam saber é que quanto mais cedo iniciado o tratamento, mais rápida será a cura, com a diminuição dos riscos do desenvolvimento de qualquer deformidade ou incapacidade”, diz Mary Lise.

Informações importantes sobre a hanseníase:

A hanseníase é transmitida pela respiração, por meio de gotas eliminadas no ar pela fala, tosse ou espirro, após contato direto e prolongado com a pessoa doente.

Somente a pessoa doente que ainda não iniciou o tratamento transmite a hanseníase.

Não se pega hanseníase bebendo no copo ou utilizando o mesmo talher da pessoa com a doença.

Fique atento aos sinais do corpo: verifique se existem manchas esbranquiçadas, caroços avermelhados ou castanhos. Caso haja, toque nelas e verifique se estão dormentes ou se a sensibilidade é diferente.

Verifique também áreas da pele, mesmo sem manchas que não coçam, mas formigam ou pinicam e vão ficando dormentes, com diminuição ou ausência de dor ou sensibilidade ao calor, frio e ao toque.

Os sinais podem se localizar em qualquer parte do corpo, porém, ocorrem com maior frequência na face, orelhas, costas, braços, nádegas e pernas.

A evolução da doença é lenta, mesmo assim, um médico deve ser consultado ao surgimento de qualquer indício de manchas ou dormência em qualquer área do corpo.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Casos de dengue caem 77% em SP

Levantamento aponta 19.929 casos autóctones registrados de janeiro a julho deste ano, contra 88.916 no mesmo período de 2011

Balanço da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que o número de casos de dengue até julho de 2012 foi 77,5% inferior ao registrado no mesmo período de 2011.

Os municípios paulistas informaram à Secretaria, por intermédio do Sinan (Sistema de Informações de Agravos de Notificação), 19.929 casos autóctones de dengue (com transmissão dentro do Estado) nos sete primeiros meses deste ano. No mesmo período do ano passado foram registrados 88.916 casos da doença.

Do total de casos de dengue em todo o Estado, 31,6% estão concentrados na região do Vale do Paraíba e Litoral Norte, que notificou pelo Sinan 6.299 ocorrências. Outras seis regiões do Estado registraram mais de 1.000 casos: Piracicaba (3.344), Grande São Paulo (2.097), Araçatuba (1.321), Campinas (1.161), Ribeirão Preto (1.122) e Araraquara (1.030).

 O Estado de São Paulo trabalha, prioritariamente, com confirmação laboratorial de casos de dengue, por intermédio de exames de sorologia realizados na rede de laboratórios do Instituto Adolfo Lutz.

Dos 645 municípios do Estado de São Paulo, 352, ou seja, mais da metade, não notificaram nenhum caso autóctone de dengue nos sete primeiros meses de 2012.

Ainda segundo balanço da Secretaria, foram notificadas 11 mortes por dengue autóctone entre janeiro e julho deste ano, nos municípios de Araçatuba, Caraguatatuba, Guaratinguetá, Ibirá, Novais, Pontal, Praia Grande, Santa Rosa de Viterbo e São José do Rio Preto, além da capital paulista, com dois óbitos registrados. As mortes representaram 0,06% do total de casos.

A Secretaria de Estado da Saúde investe R$ 40 milhões anualmente no combate à dengue. No segundo semestre do ano passado a pasta lançou o Plano de Intensificação das Ações de Vigilância e Controle da Dengue mobilizando prefeitos e gestores de saúde de 283 municípios paulistas considerados prioritários, definidos com base na série histórica de dengue, índices de infestação predial e densidade populacional. Dentre as medidas previstas, estavam o apoio aos municípios para as visitas casa a casa e treinamentos Express para equipes de saúde.

Cerca de 80% dos criadouros do Aedes aegypti estão no interior das residências, em recipientes com água parada como pneus, garrafas, vasos de plantas, além de caixas d’água destampadas e calhas. Por isso a participação popular no controle da transmissibilidade da doença é considerada fundamental.