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segunda-feira, 11 de março de 2013

SP registra queda de 9% na taxa de mortalidade por câncer em 10 anos

Cânceres de estômago, colo uterino e de pulmão em homens são os que mais contribuíram para a redução de taxa de mortalidade no Estado

Estudo realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que, em 10 anos, houve uma queda de 9% da taxa padronizada de mortalidade por câncer em todo o Estado.

Enquanto no biênio de 1999/2000 a taxa no Estado de São Paulo era de 104,6 para cada 100 mil habitantes, em 2009/2010 a taxa apresentada foi de 95,2 óbitos para cada 100 mil habitantes.

Entre os homens, a morte em decorrência de um câncer obteve queda de 10% no período de 10 anos. Entre 1999 e 2000, a taxa de mortalidade masculina por câncer no Estado era de 131,1 para cada 100 mil habitantes. Já entre 2009 e 2010, a taxa foi de 118,6 para cada 100 mil habitantes.

A diminuição das mortes por câncer entre as mulheres alcançou um índice menor – 8% em todo o Estado. No biênio 1999 e 2000, a taxa de mortalidade feminina era de 84,1 para cada 100 mil habitantes, já entre 2009 e 2010, a taxa foi de 77,7 para cada 100 mil habitantes.

O câncer de estômago está entre os tipos com maior redução no Estado. Entre os homens, a redução foi de 28% em 10 anos (de 15,7 para 11,3). Já entre as mulheres, a queda foi de 23% (de 5,7 para 4,4).

Para José Eluf Neto, diretor-presidente da Fundação Oncocentro de São Paulo (FOSP), ligada à Secretaria, a redução da mortalidade por câncer no Estado tem diversas causas, entre elas a prevenção, mais qualidade no tratamento e diagnóstico precoce.

Entre os homens, ainda se destacam a redução de 16% da taxa de mortalidade por câncer de pulmão (de 20,5 para 17,2) e por câncer de laringe (de 5,5 para 4,6), de 12% por câncer de cavidade oral e faringe (de 8,3 para 7,3), e de 11% por câncer de esôfago (de 8,1 para 7,2) e por câncer de bexiga (de 3,6 para 3,2).

“A redução da mortalidade por esses cânceres, que são associados ao hábito de fumar, está ligada ao abandono do tabagismo pelos homens, tendência observada há vários anos no Brasil”, ressalta o diretor-presidente da FOSP.

Entre as mulheres, os destaques são dos cânceres de colo de útero (de 4,7 para 3,2, queda de 32%) e de corpo e partes não especificadas do útero (de 4,2 para 3,2, queda de 24%). “Ambas as quedas indicam, sobretudo, maior acesso ao exame de Papanicolaou”, explica Eluf Neto.

Por fim, no mesmo período, houve queda da mortalidade por linfoma não Hodgkin de 19 % nos homens (de 3,1 para 2,5) e de 14% nas mulheres (de 2,2 para 1,9).

“A queda da mortalidade desse tipo de câncer está associada à melhora no acesso do paciente ao tratamento”, finaliza o diretor-presidente da FOSP.

Entre os tipos principais de cânceres que levaram homens ao óbito estão os de pulmão, de próstata (queda da taxa de 14,3 para 13,2) e de estômago.

Já com as mulheres, os principais cânceres foram os de mama (queda da taxa de 14,6 para 13,3), de cólon e reto (aumento da taxa de 7,5 para 8,2) e o de pulmão (aumento da taxa de 6,7 para 7,8).

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Mortalidade de idosos cai 9% em 10 anos no Estado de SP

Óbitos por doenças do aparelho circulatório perdem espaço para a mortalidade provocada por Mal de Alzheimer e insuficiência renal

Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo mostra que, em uma década, a mortalidade de paulistas com 60 anos ou mais caiu 9%.Foram 364 mortes para cada 10 mil idosos no Estado em 2010, último dado disponível, contra 400 por 10 mil em 2000.

Neste mesmo período houve também redução da taxa de mortalidade do principal grupo de causas de óbito entre idosos: as doenças do aparelho circulatório. No ano 2000, essas enfermidades eram responsáveis por 40,5% do total de óbitos, contra 35% em 2010.

Em números absolutos, a população paulista acima de 60 anos aumentou 50% na última década. Conforme o Censo realizado pelo IBGE em 1991, o Estado contava com 2,4 milhões de idosos, o que representava 7,7% total da população. Já no Censo de 2010, a população idosa era de 4,7 milhões (11,6% da população total). O número absoluto de óbitos entre os idosos no Estado de São Paulo foi de 133 mil em 2000 e 173 mil em 2010.

Na contramão, durante esses 10 anos, houve o crescimento de dois grupos de causas de óbito em maiores de 60 anos: as doenças do sistema nervoso, entre as quais se destaca o Mal de Alzheimer, e do aparelho geniturinário, grupo esse que traz a insuficiência renal como principal causa.

Em 2000, as doenças do sistema nervoso representaram 1,2% do total de mortes desta faixa etária e do aparelho geniturinário 2,1%. Já em 2010, as mortes provocadas por doenças do sistema nervoso representaram 3% do total e as do aparelho geniturinário representaram 3,6%.

Segundo Marília Louvison, coordenadora da área técnica de saúde da pessoa idosa da Secretaria, a queda da mortalidade de importantes grupos de doenças entre os idosos tem múltiplas causas, que incluem melhores condições sociais e mudanças no estilo de vida, como a prática de mais atividades físicas entre pessoas desta faixa etária, entre outros.

“Esses dados também apontam para a melhoria de acesso aos recursos de saúde obtidos pela população, tanto na preservação quanto no tratamento dessas doenças, desde a criação e o desenvolvimento do Sistema Único de Saúde”, afirma Marília.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Mortalidade infantil em SP cai 31% e chega ao menor nível da história

Índice médio do Estado foi de 11,5 óbitos por mil nascidos vivos, contra 16,9 em 2000

A mortalidade infantil no Estado de São Paulo caiu 31% nos últimos 11 anos e atingiu, em 2011, o menor nível da história. É o que aponta o mais recente balanço realizado pela Secretaria de Estado da Saúde em parceria com a Fundação Seade.

O índice do ano passado ficou em 11,5 óbitos de crianças menores de um ano de idade a cada 1.000 nascidas vivas no Estado, contra 16,9 em 2000. A taxa coloca o Estado entre as áreas de menor risco de morte infantil do Brasil. A mortalidade infantil é o principal indicador da saúde pública segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde).

A região de Barretos apresentou, em 2011, o menor índice de mortalidade infantil do Estado, com 8,1 óbitos por 1.000 nascidos vivos, seguida pela região de São José do Rio Preto, com 9,1, e de Presidente Prudente, com 9,9.

Na comparação com 2010, as regiões de Presidente Prudente e Registro apresentaram as maiores reduções no índice, de 19,8% e 15%, respectivamente. De 17 regiões de Saúde no Estado, 12 tiveram, em 2011, redução do índice na comparação com o ano anterior, e 10 atingiram os menores patamares de mortalidade infantil da história.

Já em relação aos valores do ano de 2000, todas as regiões apresentaram redução da mortalidade infantil, com destaque para a queda de 52% na de Barretos, 49% na de Registro, 44% da de Presidente Prudente e 42% na de Marília.

 O aumento do número de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) Neonatal, o aprimoramento da assistência ao parto e à gestante, a ampliação do acesso ao pré-natal, a vacinação em massa de crianças pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e os investimentos estaduais na saúde básica são alguns dos motivos para a queda na taxa de mortalidade infantil no Estado.

 A cada ano o Estado de São Paulo tem conseguido diminuir o número de mortes infantis. Em 2010 o índice era de 11,8 óbitos por 1.000 crianças nascidas. No ano anterior foram 12,5. Em 2008, 12,6. Em 2007, 13. Em 2006, 13,2. Em 2005, 13,4. Em 2004, 14,2. Em 2002 a taxa ficou em 15,0 e, em 2001, 16,0.

Dos 645 municípios paulistas, 322 apresentaram em 2011 índices de mortalidade infantil inferior a dois dígitos, comparável a países desenvolvidos. Nenhuma região do Estado apresentou índice superior a 16,8. Quanto menor é a taxa de mortalidade infantil, mais difícil conseguir reduzi-la ainda mais.

 “A queda no número de mortes infantis é o principal indicador de que as políticas públicas de saúde estão sendo bem executadas. Essa redução só é possível com muito trabalho e com as parcerias entre as demais esferas do SUS (Sistema Único de Saúde), que devem ser constantes”, afirma Giovanni Guido Cerri, secretário de Estado da Saúde.

Causas de morte
As causas perinatais, aquelas relacionadas a problemas na gravidez, no parto ou no nascimento, representaram 57% das mortes infantis. No entanto, esse índice caiu 30% desde o ano de 2000, passando de 9,7 para 6,6 mortes por 1.000 nascidos vivos no período analisado, o que revela o aperfeiçoamento da assistência pré-natal.

 Entre 2000 e 2011 as mortes infantis por malformações congênitas foram as que apresentaram menor diminuição das taxas, de apenas 11%, passando de 2,8 para 2,5 óbitos por mil nascidos vivos.

Já as doenças do aparelho respiratório e infecciosas e parasitárias tem peso relativamente pequeno como causas de morte dos menores de um ano. Em 2011, estes tipos de patologias foram responsáveis por 5,6% e 4,4% das mortes, respectivamente.

Ampliações dos serviços de saúde
 Atualmente o Estado de São Paulo conta com 1.050 leitos de UTI neonatal, de um total de 4,8 mil UTI gerais. Somente em 2011, 102 novos leitos de UTI neonatal foram habilitados no Estado. A ampliação desses leitos é de suma importância para a redução dos óbitos infantis.

O levantamento da Secretaria de Estado da Saúde mostra que dos óbitos registrados em 2011, 68,1% ocorreram nos primeiros 28 dias de vida e, destes, 50% ocorreram na primeira semana. Ainda assim, a taxa de mortalidade neste período caiu de 8,7 para 5,7 óbitos por 1.000 nascidos vivos.

Outra medida adotada visando à melhoria dos índices de mortalidade infantil é o aumento dos investimentos estaduais na atenção básica. Em julho deste ano, o a Secretaria liberou R$ 76,2 milhões para a assistência básica de 625 municípios.

O recurso deverá ser destinado para modernização de salas das Unidades Básicas de Saúde (UBS), por meio de reformas e modernização de espaços como salas de vacina, de observação, de acolhimento, de arquivo de prontuários e de procedimentos, além de consultório, farmácia e recepção.

“A rede básica de saúde é o primeiro canal de acesso ao tratamento via SUS. É importante para a diminuição dos índices de mortalidade infantil que as ações básicas que precedem o parto, como um pré-natal eficiente, sejam realizadas com qualidade”, explica Cerri.