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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Icesp orienta pacientes com câncer sobre cuidados nas viagens de férias

Algumas dicas importantes devem ser seguidas por quem passa por tratamento oncológico e pretende viajar no final do ano

O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), unidade ligada à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP, preparou uma série de dicas e orientações para as férias voltadas especialmente para quem passa por tratamento oncológico. Isso porque muitos pacientes em tratamento contra o câncer aproveitam as festas de final de ano longe de casa e, para garantir o bem-estar de todos, algumas recomendações devem ser seguidas.

O primeiro e fundamental passo é que o médico saiba e esteja de acordo com a decisão do paciente em viajar. Outra importante recomendação é que pacientes em tratamento quimioterápico devem proteger-se do sol com uso de filtro solar e roupas adequadas, que devem incluir chapéus ou lenços na cabeça. Os medicamentos podem manchar a pele e cuidar disso com o uso de bloqueadores solares é imprescindível.

Cuidar da alimentação também faz parte da rotina de cuidados. É importante que o paciente sempre consuma alimentos frescos e de procedência confiável, além de beber bastante líquido. Outra dica é não esquecer de levar na viagem todos os medicamentos que estejam em uso, assim como os sintomáticos, utilizados em caso de dor, febre e vômito, por exemplo.

“Algumas dicas essenciais podem e devem ser seguidas. É fundamental que o paciente adote todas as recomendações dadas pelo médico que o acompanha, garantindo seu bem-estar e uma viagem sem imprevistos”, orienta Maria Del Pilar Estevez, oncologista clínica do Instituto do Câncer.

É importante destacar ainda que se o paciente apresentar febre igual ou superior a 37,8ºC (medida em baixo das axilas) e estiver em quimioterapia ou radioterapia, deve procurar imediatamente o serviço local de saúde ou entrar em contato com o seu médico.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Saúde orienta sobre cuidados na compra de brinquedos para crianças no Natal

Produtos inadequados ou inapropriados para a idade podem trazer danos para a saúde, alerta especialista de hospital estadual especializado em pediatria

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo faz um alerta para os pais e responsáveis que forem comprar brinquedos para dar de presente às crianças neste Natal.

É preciso estar atento a algumas dicas na hora da compra. Brinquedos considerados inadequados ou inapropriados para a idade das crianças podem trazer sérios riscos à saúde. Algumas recomendações são essenciais para que os pais possam comprar brinquedos de forma adequada para cada idade.

“Antes de mais nada, é preciso que o produto respeite regras básicas de segurança. Dessa forma é possível comprar o brinquedo dos sonhos das crianças sem colocar a saúde em risco”, afirma Sérgio Sarrubo, diretor do hospital estadual Darcy Vargas, unidade da Secretaria na capital paulista especializada em assistência médica pediátrica.

Algumas dicas:

- Brinquedos com ruídos excessivos podem causar danos à audição;

- Evite brinquedos com formas e cheiros que imitem alimentos; as crianças tendem a engoli-los;

- Atenção aos brinquedos que possuem partes cortantes ou pontiagudas, que podem ocasionar ferimentos;

- Em hipótese alguma adquira brinquedos compostos por substâncias tóxicas ou de fácil combustão;

- Brinquedos têm, sim, prazo de validade. Verifique o prazo de validade e as condições de garantia do brinquedo;

- Atenção especial a brinquedos que possam levar a sufocamento, como cordas, balões ou peças muito pequenas;

- Adquira o brinquedo de acordo com a faixa etária ou idade do seu filho. Por lei, os fabricantes devem transmitir essa informação no rótulo;

- Verifique se a embalagem do brinquedo possui informações sobre o fabricante (nome, CGC, endereço);

- Evite brinquedos que possam ocasionar choque elétrico;

- Os brinquedos devem conter selo de segurança fornecido pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial).

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Hospital das Clínicas orienta sobre reposição hormonal na menopausa

15% da população feminina atendida no Ambulatório de Ginecologia Endócrina e Climatério sofrem com queda de produção hormonal

Levantamento do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, ligado à Secretaria de Estado da Saúde, aponta que 15% da população feminina atendida no Ambulatório de Ginecologia Endócrina e Climatério sofrem com a queda de produção hormonal após a menopausa.

 Suor em excesso, ondas de calor, insônia, irritabilidade, baixa autoestima, diminuição da lubrificação vaginal e irregularidades no ciclo menstrual são os principais sintomas de que a menopausa chegou. Os sintomas atingem cerca de 40% das mulheres nesse período.

A queda brusca na produção dos hormônios é a responsável por essas manifestações, em geral, depois dos 40 anos de idade. Segundo Vicente Renato Bagnoli, ginecologista do HC-FMUSP, a mulher deve procurar o médico nos primeiros sinais de alteração no organismo para minimizar os efeitos da menopausa.

Nessa fase, o desconforto pode atrapalhar a qualidade de vida, acelerar o envelhecimento precoce e aumentar os riscos cardiovasculares. Para combater os efeitos, o tratamento mais indicado é a terapia de reposição hormonal. Além de melhorá-los, a reposição também combate a osteoporose.

No Ambulatório de Ginecologia Endócrina e Climatério do Hospital das Clínicas são atendidas 200 mulheres por mês, das quais cerca de 30 necessitam do tratamento. No entanto, alerta o médico, é fundamental que o ginecologista avalie os riscos e os benefícios da terapia de reposição hormonal antes da sua prescrição.

“Não existe uma fórmula única. Cada mulher deve ser medicada de acordo com o seu quadro clínico. A reposição hormonal segura e bem feita neutraliza os riscos à saúde da paciente”, adianta Bagnoli.

Para as pacientes cujos efeitos da menopausa não são tão intensos, há outras opções de tratamentos que ajudam a reduzir os sintomas. A recomendação do ginecologista para o sucesso no tratamento é “buscar um acompanhamento clínico e uma dieta alimentar adequada, além de atividades física e sociocultural”.