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terça-feira, 16 de julho de 2013

SP investe R$ 72 milhões em novo hospital estadual na zona Sul

Antigo Hospital Santa Marta, desativado há 12 anos, vai ressurgir pelas mãos do governo do Estado

 O antigo Hospital Santa Marta, em Santo Amaro, na zona Sul da capital paulista vai ressurgir como hospital público estadual e atendimento 100% pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

O governo do Estado definiu a compra do prédio e do terreno da unidade por R$ 35,7 milhões e irá instalar ali um hospital geral para atender à população da região. O hospital estava desativado há 12 anos.
Decreto de desapropriação do terreno (esse é o termo jurídico para a aquisição da unidade) será assinado nesta terça-feira, 16 de julho, pelo governador Geraldo Alckmin.

A Secretaria de Estado da Saúde irá promover uma ampla reforma e modernização do prédio, situado numa área de 3.120 m². O local é próximo ao Metrô e ao centro de Santo Amaro, o que deve facilitar o acesso dos pacientes da região. A estimativa é de que o hospital receba R$ 26 milhões em obras de reforma e adequação, e mais R$ 10,3 milhões para a compra de equipamentos, o que, somado  ao valor da desapropriação, totaliza R$ 72 milhões em investimentos pelo governo do Estado.

         Desde a desativação do Hospital Santa Marta, o prédio foi comprado por um plano de saúde, mas colocado à venda novamente em 2011 para pagamentos de dívidas. Levado a leilão, foi comprado por uma instituição financeira e agora revendido ao Estado.

O objetivo é já nos próximos meses providenciar a adequação da fachada, deteriorada pelas pichações, e trocar os equipamentos e camas antigos. Logo após será realizada a reforma e a definição do perfil assistencial da unidade, com total de leitos e especialidades a serem ofertadas. O novo hospital Santa Marta, agora estadual, deverá ser aberto à população no próximo ano.

         “É um importante reforço para os pacientes do SUS na região de Santo Amaro, que poderão contar com assistência médica gratuita e especializada em um hospital com infraestrutura modernizada”, afirma José Manoel de Camargo Teixeira, secretário de Estado da Saúde de São Paulo em exercício.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Novo plano de carreira dá remuneração de até R$ 14,7 mil a médicos da rede estadual em SP

Profissionais ainda poderão incrementar rendimento mensal com atividade docente; faixas salariais irão variar conforme grau de capacitação para o desempenho das atividades

O salário pago aos médicos que trabalham nos hospitais e serviços de saúde de administração direta do governo do Estado de São Paulo poderá chegar a R$ 14,7 mil. É o que prevê proposta do novo plano de carreira da categoria, apresentada pelo governador Geraldo Alckmin na manhã desta quarta-feira, 18 de outubro, Dia do Médico, a ser submetida à Assembleia Legislativa de São Paulo. Hoje o salário médio de um profissional médico da rede estadual é de R$ 3,7 mil.

Pelo novo plano, as faixas salariais irão variar não somente pelo número de horas semanais trabalhadas, mas também conforme a capacitação dos profissionais para o desempenho das atividades.

Será criada a categoria de 40 horas semanais de trabalho, com objetivo principal de fixar os médicos nas unidades de saúde.

Haverá três classes: Médico I, Médico II e Médico III. O valor da remuneração de até R$ 14,7 mil será para o profissional de classe III com carga horária semanal de 40 horas e que receba o teto do Prêmio de Produtividade Médica, além de outras gratificações.

Esse prêmio será pago conforme avaliação da produtividade, resolutividade, assiduidade, qualidade dos serviços prestados, responsabilidade e eficiência na execução das atividades profissionais. O valor do prêmio será computado para o cálculo de férias e décimo-terceiro salário.

Os médicos enquadrados na classe III receberão, com teto de produtividade, até R$ 7,5 mil por jornada de 24 horas semanais, R$ 6,3 mil por 20 horas semanais e R$ 3,8 mil por jornada reduzida de 12 horas semanais.

Da mesma forma, os médicos enquadrados na classe II irão receber, pelo teto da produtividade, até R$ 14,3 mil por jornada de 40 horas semanais, R$ 7,3 mil para 24 horas semanais, R$ 6,1 mil para 20 horas e R$ 3,7 mil por jornada reduzida de 12 horas semanais.

Já os médicos enquadrados na classe I irão receber até R$ 13,9 mil por jornada de 40 horas semanais, R$ 7,2 mil para 24 horas, R$ 6 mil e R$ 3,6 mil para jornada reduzida de 12 horas semanais.

Os médicos com cargos de chefia, como diretores, supervisores e encarregados, receberão remuneração diferenciada.

Além da remuneração prevista no novo plano de carreira, os médicos da rede estadual poderão receber rendimento extra mediante atividade docente. Conforme forem permanecendo no serviço público, os médicos irão receber acréscimos em suas remunerações, chegando a R$ 18,5 mil mensais.

“O novo plano promove um expressivo aumento na remuneração paga aos médicos de todo o Estado, proporcionando competitividade aos hospitais estaduais na contratação desses profissionais por concurso e, mais do que isso, valorizando a categoria como um todo. É uma conquista fundamental para a saúde pública paulista”, afirma Giovanni Guido Cerri, secretário de Estado da Saúde de São Paulo.