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quarta-feira, 26 de junho de 2013

SP alerta viajantes para vacinação contra o sarampo antes das férias

Europa registrou sete mil casos da doença em 2012; transmissão ocorre por meio de contato próximo com a pessoa infectada, observa médico do Instituto Emílio Ribas

         O Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade da Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo referência nacional no tratamento de doenças infecciosas, faz um alerta às pessoas que farão viagens internacionais nas férias de julho, especialmente aos que irão à Europa, para que tomem a vacina contra o sarampo. O ideal é que a imunização ocorra 15 dias antes da viagem.
         Ao longo de 2012 foram registrados cerca de sete mil casos de sarampo em território europeu, segundo boletim do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria. A vacina tríplice viral, que está disponível gratuitamente no SUS (Sistema Único de Saúde), é a medida de prevenção mais segura e eficaz contra o sarampo, protegendo também contra a rubéola e a caxumba.
         Em 2013, a doença continua presente em diferentes regiões do mundo, resultando em óbitos no Paquistão e Nigéria, e milhares de casos na China, Turquia, Rússia, Georgia, Gabão, e no Reino Unido. Os Estados Unidos registraram surtos em três estados, relacionados à importação do vírus da Índia e Reino Unido.
         No Estado de São Paulo foram registrados cinco casos de sarampo neste ano, todos vinculados à importação de outros países. Mas desde 2000 o Estado não registra circulação endêmica do vírus.
         Segundo o infectologista Ralcyon Teixeira, do Emílio Ribas, os casos de sarampo são mais comuns durante a infância, mas na idade adulta e em crianças menores de 1 ano vida os riscos de complicações pelo vírus costumam ser maiores. A vacina ainda é a forma mais segura de prevenção.
         Pelo calendário do SUS a primeira dose da vacina deve ser aplicada aos 12 meses de idade e a segunda, entre quatro e seis anos. Para os adultos não imunizados, a vacina também está disponível e é indicada para os nascidos a partir de 1960.
         Dados do CVE apontam que, dos casos registrados na Europa em 2012, 94% ocorreram em países como a França, Itália, Romênia, Espanha e Reino Unido. Metade dos casos acometeram crianças menores de um ano de idade. A circulação endêmica do vírus se manteve na África, Ásia e Oceania. Espera-se que em 2013 ocorra uma circulação maior do vírus do sarampo no Reino Unido. Neste ano, um caso importado da doença foi notificado no hospital Emílio Ribas. Trata-se de brasileira, com 60 anos de idade, recém-chegada da Itália.
         O sarampo é uma doença de natureza viral altamente contagiosa. Sua transmissão ocorre através do contato com uma pessoa infectada ao falar, tossir ou espirrar. Também têm sido observados alguns casos de contagio por dispersão de gotículas em ambientes fechados, como por exemplo, escolas, clínicas médicas e creches.  As pessoas que viajaram ao exterior nos últimos 30 dias ou tiveram contato no mesmo período com alguém que viajou devem ficar atentas quanto aos sintomas da doença.
         De acordo com o infectologista, a doença geralmente se manifesta de forma mais acentuada nos primeiros dias após o contágio.  “Os principais indícios do vírus são febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e aparecimento inflamações avermelhadas na pele. Ao perceber os sintomas, o indivíduo deve procurar imediatamente atendimento médico”, afirma o especialista do Instituto Emílio Ribas.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

HC oferece vacinação para viajantes

Serviço é intensificado no período de férias e de viagens e tem como objetivo evitar a “importação” de doenças

O Hospital das Clínicas da FMUSP, maior complexo hospitalar da América Latina, ligado a Secretaria de Estado da Saúde, oferece serviço de orientação e vacinação para viajantes.

Quem vai fazer trilhas em áreas de mata fechada, por exemplo, deve usar repelente, protetor solar, roupas confortáveis, claras e de manga longa. Recomenda-se também evitar o uso de perfumes (principalmente os de fragrâncias florais) e trajar peças escuras, pois, além de reterem calor, provocam odores que atraem insetos.

Esses são alguns dos cuidados que o Ambulatório do Viajante do HC recomenda para diminuir o risco de picadas de insetos vetores de doenças como a febre amarela, malária, dengue e leishmaniose. O ambulatório orienta também que não se deve tocar em vegetais, nem pôr a mão ou se aproximar de locais suspeitos, pois podem ocultar animais peçonhentos.

Para viagens a determinadas localidades são oferecidas vacinas específicas. Os profissionais atualizam a imunização de cada usuário com os antídotos de rotina contra tétano, difteria, sarampo, caxumba, rubéola, hepatite B e poliomielite.

A vacinação contra a febre amarela é obrigatória - de acordo com o Código Internacional Sanitário - para quem viaja a países onde a doença é endêmica. Com o objetivo de evitar o risco da "importação" da moléstia, o certificado é exigido também de indivíduos provenientes dessas regiões. O Certificado Internacional de Vacinação contra a febre amarela deve ser anexado ao passaporte, pois essa é uma das exigências da vigilância sanitária de alguns países.

 O ambulatório dos viajantes acontece toda quarta-feira e as consultas devem ser agendadas por telefone. Médicos do HC oferecem orientação de qual vacina deve ser tomada, de acordo com o itinerário do viajante. Além disso, o Centro de Imunizações do HC funciona normalmente de segunda a sexta das 7h às 16h onde o paciente pode tomar a vacina de febre amarela e atualizar as demais de rotina.

Serviço:
Ambulatório dos viajantes
Endereço: Rua Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 155 – Prédio dos Ambulatórios - 4ºAndar – Sala 8
Telefone: 11. 2661-6392