Dados também mostram que do total de internações pela doença no Estado, cerca de 20% foram de crianças menores de um ano
Levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, com base nas notificação realizadas pelas unidades públicas de saúde, aponta que, de janeiro a junho deste ano, em média 35 pessoas morreram por dia (ou uma a cada 41 minutos) no Estado em razão de complicações por pneumonia. O balanço também revela que do total de internações notificadas pela doença, cerca de 20% foram de crianças menores de um ano.
Somente no primeiro semestre deste ano, foram notificadas 61.830 internações em razão de complicações da doença no Estado, das quais 6.360 evoluíram a óbito. No mesmo período de 2011, o número total de internações foi de 69.766, com 6.841 óbitos. Na comparação, o número de internações caiu 11,4% no período.
Do total de internações notificadas neste ano, 11.853 foram de crianças menores de um ano. Em relação aos óbitos, a faixa etária com o maior número de notificação foi a dos idosos, com 4.971 mortes.
“As crianças menores de dois anos são um grupo etário particularmente suscetível a pneumonias porque seu sistema imunológico ainda está em desenvolvimento. Portanto, algumas medidas preventivas, como alimentação saudável, visitas regulares ao médico, e a vacinação são fundamentais para evitar a doença”, diz Fábio Pereira Muchão, pneumologista do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) "Dr. Luiz Roberto Barradas Barata", unidade da Secretaria no bairro de Heliópolis, zona sul da capital.
As pneumonias são infecções pulmonares que podem ser causadas por vírus, bactérias ou fungos, sendo as duas primeiras as causas mais comuns. “Normalmente, os vírus que causam pneumonias são contagiosos e transmitidos por meio de contato direto, gotículas de saliva ou aerossóis”, explica Muchão.
Vacinação
Desde 2010, a vacina pneumocócica 10-valente faz parte do calendário de imunização do SUS (Sistema Único de Saúde) e está disponível, gratuitamente, nos postos de saúde para crianças de dois meses a um ano e 11 meses de idade.
Além de imunizar as crianças contra determinados sorotipos de pneumocos, causadores de alguns tipos de pneumonias, a vacina pneumocócica 10-valente também protege contra otites agudas e outras infecções respiratórias, como meningites.
Outra proteção oferecida no calendário de imunização e que também auxilia na prevenção à pneumonia é a vacina contra a gripe, oferecida por meio de campanhas anuais de imunização em massa. “Voltada para idosos, gestantes, crianças menores de dois anos e portadores de doenças crônicas, a vacina contra a influenza diminui a incidência de gripes, que são as portas de entrada para pneumonias, e também contribuem para diminuir a ocorrência de pneumonias bacterianas”, diz Muchão.
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quarta-feira, 5 de setembro de 2012
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Queda de laje mata 1 pessoa a cada 3 dias em SP
Especialista faz alerta especial em relação a crianças, que utilizam o pavimento superior das casas para brincar e empinar pipas
Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que uma pessoa morre a cada três dias por queda de laje no Estado de São Paulo. Somente no ano de 2011, foram registradas 2.649 internações causadas por quedas acidentais de estruturas como lajes, balcões ou sacadas, muros, telhados e torres. Desse total, 136 pessoas morreram. No total as internações custaram R$ 3,2 milhões ao Sistema Único de Saúde (SUS) paulista.
Segundo a cirurgiã-geral Silvana Nigro, gerente do pronto-socorro do hospital estadual do Mandaqui e médica do Grupo de Resgate e Atendimento a Urgências da Secretaria (Grau), as quedas acidentais de laje ocorrem, principalmente, pela ausência de uma estrutura de proteção nesses pavimentos superiores.
“Muitas famílias constroem as lajes em suas residências para usarem como área de recreação e lazer ou mesmo como local para armazenarem mobílias e outros objetos, mas se esquecem de adicionarem um muro de tijolos ou mesmo uma grade como forma de proteção da área e evitar acidentes. Isso também propicia alto risco de choques elétricos, já que, dependendo da altura das lajes, os moradores podem ficar mais próximos aos fios de energia”, diz Silvana Nigro.
A médica também faz uma alerta para esse tipo de acidente com crianças, que utilizam as lajes para brincadeiras com bola ou pipas, especialmente em finais de semana e feriados.
“As quedas em laje podem provocar desde lesões mais leves, como escoriações e contusões, até fraturas de membros superiores e inferiores, lesões de coluna, traumatismos de tórax, abdômen e crânio”, ressalta Silvana.
Em casos de quedas em lajes, a cirurgiã dá as seguintes recomendações:
- A primeira medida é tentar manter a vítima calma e imobilizada segurando cuidadosamente sua cabeça para que ela não movimente a região do pescoço.
- Ligar para o serviço de resgate o mais rápido possível e informar com precisão o endereço no qual o acidentado se encontra, além de passar informações como a altura da queda e o estado da vítima, se há alguma fratura exposta ou sangramento e se ela está ou não consciente.
- Aguardar o socorro no local e evitar movimentar os membros da vítima, assim como manipular sangue ou outros tipos de secreções.
Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que uma pessoa morre a cada três dias por queda de laje no Estado de São Paulo. Somente no ano de 2011, foram registradas 2.649 internações causadas por quedas acidentais de estruturas como lajes, balcões ou sacadas, muros, telhados e torres. Desse total, 136 pessoas morreram. No total as internações custaram R$ 3,2 milhões ao Sistema Único de Saúde (SUS) paulista.
Segundo a cirurgiã-geral Silvana Nigro, gerente do pronto-socorro do hospital estadual do Mandaqui e médica do Grupo de Resgate e Atendimento a Urgências da Secretaria (Grau), as quedas acidentais de laje ocorrem, principalmente, pela ausência de uma estrutura de proteção nesses pavimentos superiores.
“Muitas famílias constroem as lajes em suas residências para usarem como área de recreação e lazer ou mesmo como local para armazenarem mobílias e outros objetos, mas se esquecem de adicionarem um muro de tijolos ou mesmo uma grade como forma de proteção da área e evitar acidentes. Isso também propicia alto risco de choques elétricos, já que, dependendo da altura das lajes, os moradores podem ficar mais próximos aos fios de energia”, diz Silvana Nigro.
A médica também faz uma alerta para esse tipo de acidente com crianças, que utilizam as lajes para brincadeiras com bola ou pipas, especialmente em finais de semana e feriados.
“As quedas em laje podem provocar desde lesões mais leves, como escoriações e contusões, até fraturas de membros superiores e inferiores, lesões de coluna, traumatismos de tórax, abdômen e crânio”, ressalta Silvana.
Em casos de quedas em lajes, a cirurgiã dá as seguintes recomendações:
- A primeira medida é tentar manter a vítima calma e imobilizada segurando cuidadosamente sua cabeça para que ela não movimente a região do pescoço.
- Ligar para o serviço de resgate o mais rápido possível e informar com precisão o endereço no qual o acidentado se encontra, além de passar informações como a altura da queda e o estado da vítima, se há alguma fratura exposta ou sangramento e se ela está ou não consciente.
- Aguardar o socorro no local e evitar movimentar os membros da vítima, assim como manipular sangue ou outros tipos de secreções.
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