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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Butantan cria 'museu em braile'

Iniciativa, em parceria com a Fundação tem como objetivo aproximar a cultura científica e as pessoas com deficiência visual

O Museu de Microbiologia do Instituto Butantan, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, acaba de implantar o programa MicroToque, voltado para pessoas com deficiência visual parcial ou total. A iniciativa, inédita, tem como objetivo estimular a curiosidade científica e propiciar oportunidade de aproximação entre a cultura científica e as pessoas com deficiência visual, por meio da produção de conhecimento, da pesquisa e da educação.

Para a produção do material, o Butantan contou com a parceria da Fundação Dorina Nowill. O público com deficiência visual contará com uma maquete do Museu de Microbiologia, composta de materiais de alta resistência ao toque e também coloridos com duas cores contrastantes, de forma a facilitar a visualização por pessoas com baixa visão.

A exposição conta, ainda, com modelos do vírus HIV, da bactéria Escherichia coli, do protozoário Trypanossoma cruzi e do fungo Penicillium notatum, todos contendo legendas em Braille e em macrocaracteres, representados em modelos tridimensionais.

Há também a visita à Praça dos Cientistas, que abriga 11 bustos de renomados cientistas nacionais e estrangeiros que de alguma forma contribuíram para o desenvolvimento da microimunologia.

Neste espaço, as pessoas com deficiência visual poderão tocar nos bustos, ler seus nomes em Braille e ouvir uma pequena descrição de seus feitos por meio de áudio guias.Ao final do passeio, o Instituto Butantan presenteia o visitante com um CD-Lembrança.

Museu de Microbiologia
O Museu de Microbiologia abriga uma exposição de longa duração, pela qual os visitantes realizam uma viagem interativa no mundo invisível dos microrganismos.

Equipamentos, painéis, modelos tridimensionais de bactérias, vírus e protozoários explicam as bases da microbiologia e revelam o que são os chamados "germes" ou micróbios.

De maneira interativa, é possível manipular microscópios e observar, por exemplo, microrganismos vivos em uma gota de água não tratada. Neste mesmo espaço há uma série de computadores apresentando filmes, animações, atividades interativas, entre outros.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Museu da Língua Portuguesa terá posto volante contra a paralisia infantil


Crianças que forem vacinadas poderão conhecer o museu gratuitamente e ainda ganharão gibis e desenhos lúdicos

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo irá montar, pela primeira vez, um posto volante de vacinação contra a paralisia infantil no Museu da Língua Portuguesa, neste sábado, 16 de junho.

Após serem vacinadas, as crianças menores também poderão conhecer o museu e receberão presentes lúdicos com temas ligados à saúde.

O horário de funcionamento do posto no museu será das 9h30 às 17h. No museu, que é o mais visitado do Brasil e da América do Sul, as crianças poderão conhecer instalações coloridas e interativas monitoradas por educadores. A programação completa do fim de semana no Museu da Língua Portuguesa pode ser encontrada no site http://www.cultura.sp.gov.br/.

Também haverá a distribuição de gibis da Turma da Mônica com dicas de prevenção a queimaduras. As crianças ganharão, ainda, desenhos do mascote da campanha contra a pólio, o Zé Gotinha, para colorirem em casa.

“A vacina é a única forma eficaz de prevenção contra a paralisia infantil. Por isso é importante que os pais e responsáveis levem seus filhos para serem vacinados no próximo sábado. São duas gotas que podem salvar vidas”, afirma Helena Sato, diretora de Imunização da Secretaria.

Cerca de 14 mil postos de saúde, fixos e volantes, estarão abertos entre 8h e 17h deste sábado especialmente para a campanha contra a poliomielite. Em parceria com as prefeituras, o Estado mobilizou 51 mil profissionais de saúde.

O Estado de São Paulo pretende imunizar 2,84 milhões de crianças contra a doença. O número corresponde à meta de cobertura de 95% dos 2,99 milhões de paulistas menores cinco anos de idade, público-alvo da campanha de vacinação. A vacina é segura e os efeitos colaterais são extremamente raros.

Na capital, as salas de vacinação nos terminais Tietê e Barra Funda funcionarão até as 20h do sábado. Devido a uma reforma, a sala de vacinação do Instituto Pasteur não participará da campanha este ano.

Desde 1988 o Estado não registra casos de paralisia infantil, porém a vacinação é fundamental já que o vírus da doença ainda circula na África e Ásia.

O Museu da Língua Portuguesa fica na praça da Luz, s/n, centro de São Paulo.