Lesões e problemas posturais podem ser causados pelo uso e posicionamento inadequado de equipamentos portáteis
Smarthphones, tablets, e notebooks fazem parte da vida moderna, permitindo estar conectado ao mundo a qualquer hora e em qualquer lugar. Mas, segundo o especialista do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do HCFMUSP, ligado à Secretaria de Estado da Saúde, Mateus Saito, essa autonomia dada pela modernidade trás lesões nos dedos pelo excesso de digitação e problemas posturais.
O uso da tecnologia aumenta as chances de desenvolver dor no polegar quando comparado com usuários de celular sem internet. “Para cada clique que o polegar realiza há um movimento de extensão que, após várias mensagens, acaba por causar microlesões no tendão extensor que se inflama. A articulação da base do polegar também se inflama pelo excesso de atrito do movimento circular deste dedo”, explica Saito.
Segundo o especialista, se a pessoa faz uso dos aparelhos e os posiciona de maneira confortável para os olhos, provavelmente seu uso se torna desconfortável para as mãos e braços. Quando posicionados de maneira confortável para mãos e braços, é necessário posicionar o pescoço de uma maneira incômoda para a cabeça e coluna cervical.
A má posição da cabeça durante o manuseio dos tabletes e smartphones também pode levar a fadiga de alguns músculos responsáveis pelo posicionamento adequado, além de sobrecarregar discos da coluna cervical. “A musculatura cansada dói, e os discos degenerados podem evoluir para uma hérnia de disco”, alerta o ortopedista.
As dores consequentes do uso destes aparelhos podem ser tratadas com analgésicos e programa de fortalecimento e estabilização do pescoço e do dorso, através de exercícios específicos.
“Postura correta e o uso consciente são as melhores opções para usufruir das vantagens do mundo moderno sem comprometer a saúde, pois apesar da evolução estas ferramentas ainda não estão adaptadas para o uso por períodos prolongados”, finaliza Mateus.Dicas:
- evitar o uso de aparelhos portáteis para produção de textos longos;
- ao utilizar os aparelhos procurar ficar numa posição de forma que haja um equilíbrio ente os olhos e as mãos;
- fortalecer os músculos com de atividades físicas de estabilização do tronco, sempre sobre a orientação de um profissional adequado;
- evitar de ficar mais de 30 minutos na mesma posição
- ao manusear o aparelho distribuir a carga entre as duas mãos
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quinta-feira, 18 de abril de 2013
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Hospital das Clínicas dá dicas para encarar o horário de verão
À zero hora do próximo domingo, 21 de outubro, relógios deverão ser adiantados uma hora
O horário de verão brasileiro terá início no próximo domingo, dia 21 de outubro, à zero hora, quando os relógios deverão ser adiantados uma hora em boa parte dos estados brasileiros, incluindo São Paulo. Isso significa dormir e acordar uma hora mais cedo em algumas regiões, o exige certa adaptação do ser humano.
Segundo o médico Arnaldo Lichtenstein, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, unidade da rede pública estadual e maior complexo hospitalar da América Latina, o melhor sono ocorre duas a três horas depois de escurecer. E o hormônio regulador do sono, "melatonina", acionado pela falta de luz, é alterado com a mudança de horário.
"Para se adaptar ao novo horário, o ideal é evitar situações estimulantes no final da tarde ou na parte da noite", afirma, explicando que quanto mais estímulo maior a dificuldade do organismo em relaxar. Ele observa que outros hormônios, como o cortisol e o hormônio do crescimento, também sofrem variações durante o dia.
Evitar o consumo de café ou chá preto é uma das dicas dadas pelo médico do HC. "Exercícios físicos muito extenuantes também devem ser evitados", observa, citando ainda outras atitudes que podem prejudicar o descanso, tais como se alimentar demais no jantar, ir dormir sem comer, tomar banho muito frio ou muito quente, e ler livros ou ver filmes muito estimulantes nas horas que antecedem o sono. "O horário de verão não é única instância que desequilibra o organismo. Novos turnos de trabalho ou viagens internacionais podem agir da mesma forma", lembra.
Para manter a saúde, esses cuidados com o sono devem ser constantes o ano todo."Dificuldade de dormir ou de acordar podem predispor o paciente a problemas cardíacos. O infarto, por exemplo, costuma ocorrer algumas horas depois de acordar e, principalmente, na segunda-feira, dia que o estresse comumente aumenta", diz Lichtenstein.
Ele lembra que o bom ambiente de sono envolve local silencioso, escuro e arejado, e ressalta que uma boa dica para os dias que antecede à mudança é dormir a cada dia alguns minutos mais cedo.
Segundo o médico, outra dúvida comum é quanto aos horários das medicações. “A orientação é seguir o horário do relógio”, diz. E complementa com outra dica: “aproveite o final de tarde e início de noite mais claros para fazer atividades prazerosas e caminhadas”.
O horário de verão brasileiro terá início no próximo domingo, dia 21 de outubro, à zero hora, quando os relógios deverão ser adiantados uma hora em boa parte dos estados brasileiros, incluindo São Paulo. Isso significa dormir e acordar uma hora mais cedo em algumas regiões, o exige certa adaptação do ser humano.
Segundo o médico Arnaldo Lichtenstein, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, unidade da rede pública estadual e maior complexo hospitalar da América Latina, o melhor sono ocorre duas a três horas depois de escurecer. E o hormônio regulador do sono, "melatonina", acionado pela falta de luz, é alterado com a mudança de horário.
"Para se adaptar ao novo horário, o ideal é evitar situações estimulantes no final da tarde ou na parte da noite", afirma, explicando que quanto mais estímulo maior a dificuldade do organismo em relaxar. Ele observa que outros hormônios, como o cortisol e o hormônio do crescimento, também sofrem variações durante o dia.
Evitar o consumo de café ou chá preto é uma das dicas dadas pelo médico do HC. "Exercícios físicos muito extenuantes também devem ser evitados", observa, citando ainda outras atitudes que podem prejudicar o descanso, tais como se alimentar demais no jantar, ir dormir sem comer, tomar banho muito frio ou muito quente, e ler livros ou ver filmes muito estimulantes nas horas que antecedem o sono. "O horário de verão não é única instância que desequilibra o organismo. Novos turnos de trabalho ou viagens internacionais podem agir da mesma forma", lembra.
Para manter a saúde, esses cuidados com o sono devem ser constantes o ano todo."Dificuldade de dormir ou de acordar podem predispor o paciente a problemas cardíacos. O infarto, por exemplo, costuma ocorrer algumas horas depois de acordar e, principalmente, na segunda-feira, dia que o estresse comumente aumenta", diz Lichtenstein.
Ele lembra que o bom ambiente de sono envolve local silencioso, escuro e arejado, e ressalta que uma boa dica para os dias que antecede à mudança é dormir a cada dia alguns minutos mais cedo.
Segundo o médico, outra dúvida comum é quanto aos horários das medicações. “A orientação é seguir o horário do relógio”, diz. E complementa com outra dica: “aproveite o final de tarde e início de noite mais claros para fazer atividades prazerosas e caminhadas”.
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