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terça-feira, 3 de julho de 2012

Pesquisa revela que ejaculação precoce está ligada a ansiedade em 75% dos casos

Ingestão excessiva de álcool e tabagismo também facilitam a ocorrência do problema, alerta especialista do “Hospital do Homem”

Levantamento elaborado no ambulatório de sexualidade do Centro de Referência da Saúde do Homem, órgão da Secretaria de Estado da Saúde, que recebe cerca de 500 pacientes por mês com disfunções sexuais, mostra que a ejaculação precoce é decorrente de fatores emocionais, como ansiedade acentuada e baixa autoestima, em 75% dos casos relatados por homens entre 20 e 70 anos. O problema atinge mais de 25% deste grupo usuários atendidos no hospital.

A ejaculação precoce ocorre quando o homem chega ao auge da relação em um curto espaço de tempo e com poucos estímulos sexuais. Este “descontrole” pode acontecer antes mesmo da penetração, durante as preliminares, e causa constrangimento e insatisfação ao casal.

 O problema é mais comum em jovens e no encontro com novos parceiros – quando não há intimidade entre as duas pessoas. A ansiedade intensa que acomete o homem antes do sexo, principalmente pelo medo de não corresponder às expectativas da parceira, é um dos principais vilões do bom desempenho sexual. Outra característica em comum entre os pacientes que mais se queixam do problema é a timidez excessiva.

“A insegurança em relação à própria aparência, e muitas vezes a inexperiência, geram grande pressão psicológica no homem. A consequência deste ‘transtorno ansioso’ é o aceleramento da ejaculação”, explica o médico coordenador do serviço de urologia Cláudio Murta.

 O diagnóstico do distúrbio e a indicação de tratamento devem ser realizados por um especialista, que vai avaliar a frequência com que estes episódios se repetem e o quanto eles influenciam na satisfação do casal.Quando não ligada a causas emocionais, a ejaculação precoce pode ser decorrente de fatores orgânicos como distúrbios neurológicos.

O especialista acrescenta que o uso de medicamentos ou de cremes que prometem retardar a ejaculação, indicados por amigos ou disponíveis na internet, não são aconselhados e oferecem riscos a saúde.

“Em torno de 25% da população brasileira sofre com ejaculação precoce e não desfruta de uma vida sexual plena. É importante ressaltar que, segundo estudos, o tempo médio de uma relação é de 15 a 20 minutos. Saber disso é um dos primeiros passos para que o paciente consiga diminuir as expectativas em relação ao seu desempenho”, ressalta o urologista.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

SP investe R$ 250 milhões em 700 novos leitos para dependentes químicos

Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas, na capital, passa a funcionar 24 horas e amplia assistência a usuários de crack; SP terá telefone para orientar sobre drogadependência

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo irá investir cerca R$ 250 milhões nos próximos dois anos para implantar 700 novos leitos de internação para dependentes em álcool e drogas no Estado de São Paulo. Os novos leitos irão totalizar 1,2 mil vagas custeadas integralmente pelo governo do Estado para atender aos pacientes.

Além disso, o Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas (Cratod), unidade da Secretaria no Bom Retiro, região central da capital paulista, passará a funcionar em período integral a partir de março, incluindo finais de semana e feriados, ampliando a assistência aos usuários, com nove leitos de observação para casos agudos. Cerca de 80 novos profissionais deverão ser contratados para a unidade.

O Cratod também terá uma central telefônica exclusiva para tirar dúvidas da população sobre drogas, alertar sobre riscos e orientar sobre serviços gratuitos de atendimento a dependentes na capital e em outras localidades do Estado. Não será necessária a identificação do usuário que ligar para o serviço.

Inaugurado em 2002, o Cratod é uma unidade de assistência multidisciplinar a dependentes de substâncias psicoativas que oferece acompanhamento especializado por equipe de médicos, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais e até dentistas, além de distribuição gratuita de medicamentos e oficinas terapêuticas. Em 2011 a unidade realizou 27 mil atendimentos, aproximadamente.

Além disso, o Cratod promove ações comunitárias em ruas movimentadas da região central da cidade, orientando a população sobre os riscos do consumo de derivados do tabaco, álcool e drogas. O centro estadual de referência também realiza a capacitação de profissionais de saúde dos municípios para a implantação dos Caps Ad (Centros de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas).

Atualmente a Secretaria mantém 482 leitos, em clínicas próprias ou serviços contratados, para internação de dependentes químicos no Estado. Essas vagas são custeadas integralmente com recursos do tesouro estadual, uma vez que o Ministério da Saúde não previa, até agora, o financiamento de internações de usuários de drogas.

De imediato serão implantados, ainda no primeiro semestre deste ano, 247 leitos, dos quais 40 na capital, 135 em Itapira e 72 no município de Botucatu. Os demais deverão ser abertos até o final de 2014. Caberá aos municípios realizar a triagem desses pacientes, verificando a necessidade de internação. A Secretaria deverá investir cerca de R$ 25 milhões por ano para custear a totalidade dos novos leitos a serem criados.

Na cidade de São Paulo, o Hospital das Clínicas da FMUSP terá um prédio voltado, exclusivamente, ao tratamento de dependência química. Com 70 leitos, o local também abrigará uma unidade do Centro de Atenção Psicossocial (Caps-ad), que atenderá 25 pacientes de alta complexidade por dia, e uma unidade do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), que receberá até 14 famílias diariamente.

O centro do HC contará com equipes multidisciplinares, com assistentes sociais, enfermeiros e psicólogos, responsáveis por conhecer o cenário social do paciente: se ele tem emprego, família, quem são os amigos e se o uso de drogas e álcool faz parte do dia-a-dia dele.

Também haverá escritórios, centros de pesquisa, salas de aula e salas de reuniões para familiares. A unidade, que deverá ser implantada em uma área de 3 mil metros quadrados do Hospital Cotoxó (serviço hospitalar do HC no bairro da Pompéia), terá como finalidade, além da assistência aos dependentes químicos, testar novos tratamentos e expandi-los para outras regiões do país.

“A ampliação das vagas para internação de dependentes químicos reforça o compromisso pioneiro de São Paulo em oferecer alternativas ao tratamento ambulatorial , em uma rede estruturada em diferentes níveis de atenção para a efetiva reabilitação dos usuários”, afirma o secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Giovanni Guido Cerri.