segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

‘Andropausa’ atinge 1 em cada 4 homens acima dos 50 anos

Alterações no humor, perda da massa muscular e diminuição da libido são os sintomas mais comuns, alertam especialistas de hospital estadual em SP

“Me sinto cansado, mal humorado e minha potência sexual não é mais a mesma”. Este depoimento é relatado por um em cada quatro homens com mais de 50 anos atendidos por urologistas no Centro de Referência em Saúde do Homem, órgão da Secretaria de Estado da Saúde, na zona sul da capital paulista.

A chamada Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino, popularmente chamada de “andropausa”, é a queda na produção de testosterona, principal hormônio masculino, e atinge 25% da população masculina, a partir dos 50 anos.

Fadiga, alterações no sono e no humor, redução de massa muscular e óssea, além de diminuição da libido (desejo sexual) são os sintomas apresentados pelo distúrbio – e relatados pelos pacientes. “Para o corpo da mulher, a menopausa representa a interrupção total da produção de hormônios. No homem as taxas são reduzidas a cada ano, mas quando esta queda é mais acelerada o corpo responde com os sintomas de descompasso”, explica o médico responsável pelo serviço de urologia, Cláudio Murta.

Os homens que apresentam a deficiência podem desenvolver osteoporose, problemas cardiovasculares e disfunção erétil. O tratamento baseado em reposição hormonal oferece qualidade de vida e bem estar aos pacientes. Entretanto, o uso indiscriminado de hormônios como a testosterona traz danos graves à saúde. “É importante ressaltar que somente um especialista pode indicar esta reposição. Tomar hormônios de forma errada causa apneia, alterações na micção e doenças no fígado”, destaca o coordenador do Centro de Referência em Saúde do Homem, Joaquim Claro.

A alimentação saudável, aliada à prática de exercícios físicos, pode ajudar a combater o distúrbio. Os homens devem restringir refeições ricas em colesterol e açúcar e optar pelos pratos ricos em vitaminas, fibras e antioxidantes, como hortaliças, peixes e frutas oleaginosas (castanhas e nozes, por exemplo).

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

SP ganha serviço de internação para apoio a hospitais gerais da zona norte

Com 35 leitos, unidade será retaguarda para pacientes com casos mais simples, mas que precisam ficar em observação hospitalar

A Secretaria de Estado da Saúde entregou nesta sexta-feira, 9 de dezembro, uma nova unidade de internação que servirá como retaguarda para quatro hospitais estaduais da zona norte da capital paulista.

Instalada no espaço onde até 2007 funcionou a antiga maternidade São José, serviço particular de saúde, o novo hospital estadual terá 35 leitos para atender a pacientes com casos de baixa complexidade, considerados simples, mas que precisam de observação hospitalar.

A unidade, que passou por reforma e adequação do espaço físico, terá capacidade para até 2,5 mil internações por ano. A Secretaria investiu R$ 400 mil na aquisição de equipamentos e mobiliário.

O novo serviço terá papel estratégico para desafogar os quatro hospitais estaduais localizados na zona norte da capital: Mandaqui, Taipas, Vila Penteado e Vila Nova Cachoeirinha. Esses hospitais poderão concentrar o atendimento em pacientes com casos considerados mais graves e complexos, como politraumatizados, baleados e vítimas de acidentes vasculares cerebrais, por exemplo.

A Secretaria contratou 52 profissionais de saúde, aprovados em concurso público, que irão atuar no novo serviço, dos quais 30 auxiliares de enfermagem, oito enfermeiros e 14 médicos. A unidade também terá um centro cirúrgico com três salas.

A nova unidade será co-administrada pelo Hospital Geral de Nova Cachoeirinha, que disponibilizará aos pacientes laboratório de coleta de exames, laboratório de radiografias e um departamento de nutrição. O sistema de diagnósticos é informatizado, o que permitirá mais agilidade e precisão no acompanhamento dos pacientes.

“A nova unidade vai receber aqueles pacientes com quadros considerados menos complexos sob o ponto de vista clínico, como infecções urinárias, descompensações em decorrência de diabetes, por exemplo. São casos em que os pacientes precisam de acompanhamento clínico e estabilização, mas que não podem deixar de ser internados”, afirma Giovanni Guido Cerri, secretário de Estado da Saúde de São Paulo.

Emílio Ribas promove festa de natal para 700 crianças com HIV

Festa terá distribuição de presentes, apresentações de escola de samba infantil, show de palhaços e mágicos e presença do Papai Noel

Neste sábado, 10 de dezembro, a partir das 12h, o natal vai chegar mais cedo para 700 pequenos pacientes em tratamento de HIV e outras doenças no hospital estadual Emílio Ribas, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Haverá atrações musicais com escola de samba infantil e dança folclórica alemã mirim, além de entrega de brinquedos, roupas, kits escolares e uma linda cesta natalina do Papai Noel.

A programação foi planejada pela equipe da Capelania Hospitalar junto ao Comitê de Humanização do hospital. O “bom velinho” ainda receberá as crianças em sua poltrona para posar para fotos com as crianças, que serão entregues aos familiares das crianças como recordação.

A festa será repleta de atividades: ceia preparada de doces e salgados, brincadeiras de palhaços, apresentações de mágicos e oficinas educativas. Os profissionais que trabalham no hospital também devem participar da festa. Eles estarão fantasiados de personagens infantis, ajudando a animar ainda mais o evento e em todas as atividades, com trabalhos de reciclagem, pintura facial, gincanas, barraca de cabeleireiro, escultura em balões e muita diversão.

Além dos brinquedos e roupas, o natal das crianças no Emílio Ribas deste ano contou com a doação de cestas natalinas e kits escolares, contendo materiais básicos como cadernos, lápis de cor e demais itens de papelaria para o próximo ano letivo. A festa não ficará restrita apenas às crianças. Os adolescentes tratados na unidade também foram convidados para comemorar e receber presentes.

“Será sem dúvida uma tarde especial para os nossos pacientes, um momento de confraternização que ajuda a humanizar a assistência hospitalar”, afirma o médico David Uip, diretor do Emílio Ribas.

O hospital estadual Emílio Ribas fica na avenida Doutor Arnaldo, 165, Cerqueira César, zona oeste da capital.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

SP alerta para vacinação contra sarampo e febre amarela antes das férias

Atualização da caderneta deve ser realizada antes de viagens para áreas de risco

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo decidiu fazer um alerta aos paulistas que irão viajar neste final de ano. Algumas regiões do país e também do exterior são consideradas áreas de risco para doenças como a febre amarela e sarampo. Nestes casos, a recomendação é atualizar a caderneta de vacinação antes da viagem para evitar a infecção por essas doenças.

A imunização contra febre amarela, disponível no SUS (Sistema Único de Saúde) é indicada para qualquer pessoa, a partir dos nove meses de idade, que for viajar a áreas consideradas de risco, especialmente para regiões rurais, ribeirinhas e de mata (veja a lista abaixo). Quem se vacinou há menos de 10 anos não precisa repetir a dose. O ideal é que as pessoas sejam vacinadas com, ao menos, 10 dias de antecedência à viagem.

Já com relação ao sarampo, no Estado de São Paulo foram identificados apenas casos vinculados à importação em 2011, todos relacionados a vírus circulantes na Europa, onde mais de 30 países apresentaram ocorrências este ano. Também registraram surtos de sarampo países da África e Oceania. Por isso a vacinação é importante para quem vai a esses países.

No calendário de rotina as crianças devem tomar a primeira dose aos 12 meses e a segunda dose, entre 4 e 6 anos. Para adolescentes de até 19 anos também são recomendadas duas doses e para adultos de até 50 anos uma dose. É indicado que a vacinação contra o sarampo seja realizada 15 dias antes de viajar.

“É muito importante que as pessoas se informem sobre a região para a qual vão, para saberem quais vacinas devem tomar. A imunização é a medida mais eficaz que temos para evitar a contaminação por estas doenças", afirma Helena Sato, diretora de imunização da Secretaria.

Os postos de saúde abrem de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h. A relação completa de postos de vacinação contra a febre amarela está disponível no site: http://www.cve.saude.sp.gov.br/htm/imuni/posto_fad1.htm. Na capital, também é possível receber a imunização contra febre amarela na sala de vacinação do Instituto Pasteur, na avenida Paulista, 393, que funciona inclusive aos sábados e domingos, das 8h às 20h.

Sintomas

A Secretaria orienta que a população esteja atenta aos sintomas destas doenças. Com relação ao sarampo, os principais são febre e exantema (manchas avermelhadas no corpo), acompanhados ou não de tosse, coriza e conjuntivite. Nesses casos, a recomendação é para que a pessoa procure imediatamente um posto de saúde e evite contato desnecessário com outras pessoas até que receba avaliação médica.

A febre amarela é uma doença infecciosa viral aguda, transmitida por mosquitos e que pode levar à morte. Os sintomas mais comuns são febre alta, calafrios, vômitos, dores no corpo, pele e olhos amarelados, sangramentos, fezes cor de "borra de café" e diminuição da urina.

Áreas consideradas de risco para febre amarela no país

- Estados do Norte e Centro-Oeste;
- Minas Gerais, Maranhão e parte da Bahia, Piauí, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
- Municípios da região de Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Araçatuba, Jales, São José do Rio Preto, Barretos, Franca, Ribeirão Preto, Araraquara, Bauru, Marília, Assis, Botucatu, Itapeva e Sorocaba.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Lei antiálcool para menores multa um estabelecimento a cada 2 horas em SP

Balanço da Secretaria de Estado da Saúde aponta 16,7 mil fiscalizações; índice de cumprimento da legislação é de 99%

Balanço da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que, a praticamente cada duas horas, um estabelecimento foi multado no Estado por desrespeito à lei antiálcool para menores. Em 15 dias de vigência da nova legislação foram aplicadas 164 multas por agentes da Vigilância Sanitária Estadual, vigilâncias municipais e Procon-SP.

Neste período foram feitas 16,7 mil inspeções a pontos do comércio paulista, o que significa 46 fiscalizações por hora em todo o Estado.

Desde 19 de agosto houve multas na capital e nas regiões de Ribeirão Preto, Alto Tietê, Franco da Rocha, Campinas, São José do Rio Preto, Bauru, Franca, Marília, Sorocaba, Grande ABC, Barretos, Baixada Santista, Presidente Prudente e Vale do Paraíba, a maioria por venda ou presença de adolescentes consumindo bebidas alcoólicas no interior dos estabelecimentos.

Somente na capital paulista foram aplicadas 109 multas. Na Grande São Paulo houve nove autuações, e outras 46 no interior e litoral do Estado (veja autuações por região abaixo). Nesse período a Secretaria recebeu 214 denúncias da população, das quais 92 na capital, pelo telefone 0800 771 3541 ou pelo site da lei (www.alcoolparamenoreseproibido.sp.gov.br), tendo programado imediatamente visitas aos locais apontados.

Pela nova lei, bares, restaurantes, lojas de conveniência e baladas, entre outros locais, não podem vender, oferecer nem permitir a presença de menores de idade consumindo bebidas alcoólicas no interior dos estabelecimentos, mesmo que acompanhados de seus pais ou responsáveis maiores de idade.

Entre os dias 19 de outubro e 19 de novembro os agentes da Vigilância Sanitária Estadual e Procon-SP percorreram cerca de 12 mil estabelecimentos em blitze educativas para orientar os proprietários e responsáveis, além de entregar material informativo sobre os objetivos da lei, que visa coibir o consumo precoce de álcool entre os adolescentes, reduzindo, desta forma, o risco de desenvolvimento de dependência.

Uma pesquisa do Ibope, feita a pedido do governo do estado, apontou que 18% dos adolescentes entre 12 e 17 anos bebem regularmente, e que quatro entre dez menores compram livremente bebidas alcoólicas no comércio. Segundo a pesquisa, o consumo de álcool acontece, em média, aos 13 anos. O Cratod (Centro de Referência em Tratamento de Álcool, Tabaco e Outras Drogas) detectou que 80% dos pacientes diagnosticados alcoólatras deram o primeiro gole antes dos 18 anos, parte deles muito jovens, com 11 ou 12 anos.

A nova lei paulista determina sanções administrativas, além das punições civis e penais já aplicadas pela legislação brasileira, a quem vende bebidas alcoólicas para menores de idade. Está prevista a aplicação de multas de até R$ 87,2 mil, além de interdição por até 30 dias, ou até mesmo a perda da inscrição no cadastro de contribuintes do ICMS, de estabelecimentos que vendam, ofereçam, entreguem ou permitam o consumo, em suas dependências, de bebida com qualquer teor alcoólico entre menores de 18 anos de idade em todo o Estado (veja as penalidades abaixo).

Além de não vender, os comerciantes não poderão permitir o consumo de bebidas alcoólicas por adolescentes no interior dos estabelecimentos. Antes, se um adulto comprasse a bebida e repassasse a um menor dentro do bar, o proprietário do estabelecimento não tinha qualquer responsabilidade.

A nova legislação muda esse ponto e obriga o comerciante a pedir documento de identificação para realizar a venda ou deixar que o produto seja consumido no local. Essas medidas têm como objetivo evitar que adolescentes tenham acesso a bebidas alcoólicas, que podem causar dependência, doenças, problemas familiares, violência, acidentes e mortes.

No site oficial da lei também é possível baixar avisos obrigatórios que devem ser afixados nos estabelecimentos, além de trazer informações sobre a lei, a campanha antiálcool, os males que o álcool traz à saúde, informações sobre as fiscalizações e as perguntas mais frequentes.

Fiscalização

Cabe aos responsáveis pelos estabelecimentos demonstrar, sempre que abordado por agentes fiscalizadores, que a venda ou o consumo de bebidas alcoólicas no local não fere a nova legislação, especialmente em relação à idade dos consumidores que no momento da fiscalização estejam fazendo uso desses produtos.

Caso o estabelecimento se recuse a comprovar a maioridade das pessoas que estejam consumindo bebida alcoólica, estará sujeito a multa e interdição. Todos os fornecedores de produtos ou serviços no Estado deverão ter afixado avisos de proibição de venda, oferecimento e permissão de consumo de bebidas alcoólicas para menores de idade, com indicação da nova lei.

"A fiscalização continuará de forma constante e intensa. Ninguém pode ser conivente com a venda ou consumo precoce de bebidas alcoólicas por crianças e adolescentes. Esta é uma questão importante de saúde pública, uma vez que quanto mais cedo os jovens começam a ingerir álcool, mais chances eles têm de desenvolver dependência química no futuro”, afirma Giovanni Guido Cerri, secretário de Estado da Saúde de São Paulo.

Penalidades aplicadas aos estabelecimentos que descumprirem a nova lei:

· 1ª vez: multa que pode variar de 100 a 5.000 Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (Ufesp), de acordo com a gravidade da infração e a condição econômica de cada estabelecimento, sendo aplicada em dobro em caso de reincidência;
· 2ª Infração: multa e interdição por até 15 dias;
· 3ª Infração: multa e interdição por até 30 dias;
· 4ª Infração: perda da eficácia da inscrição estadual no cadastro de contribuintes do ICMS (encerramento das atividades do estabelecimento).

Pacientes com câncer ganham programação especial de Natal

Icesp promove apresentações musicais durante todo o mês, para pacientes, acompanhantes e funcionários

Corais, apresentações musicais, visita do Papai Noel e distribuição de presentes serão atrações, durante todo o mês de dezembro, para pacientes, acompanhantes e funcionários do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp).

Para dar início à programação, o Coral da Polícia Federal se apresentará, a partir das 18h desta quarta-feira, 7 de dezembro, no hall de entrada do hospital. Em seguida, o Coral Madrigal, regido pelo maestro Eduardo T. Guerra Rodrigues, percorrerá os corredores das unidades de internação do instituto, alegrando a noite dos pacientes internados.

Amanhã, quinta-feira, haverá a apresentação de um duo de piano e violino com o Coral do Icesp, também no no hall de entrada, a partir das 11h. Em seguida, no mesmo espaço, haverá um duo de violão e violino. Para encerrar a semana, um coral percorrerá os corredores das internações à partir das 15h.

Outros destaques da programação são o Coral da USP, que se apresentará em 14 de dezembro, a partir das 18h, para os pacientes das unidades de internação, e a pianista Maria Inês Vasconcelos, do Ballet Cisne Negro, que fará uma exibição no hall de entrada, a partir das 13h do dia 19.

O espírito Natalino não será levado apenas pela música. Em 19 de dezembro haverá entrega de presentes e panetones pelo Papai Noel, acompanhado pelo grupo de voluntários do Icesp, aos pacientes internados e para aqueles que estiverem em tratamento ambulatorial de quimioterapia.

O Icesp fica na avenida Doutor Arnaldo, 251 (próximo ao metrô Clínicas). As apresentações realizadas no hall de entrada são gratuitas e abertas ao público.



terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Crises de depressão e ansiedade lideram emergência psiquiátrica em SP

Problemas com dependência química representam 13% dos atendimentos em pronto-socorro público especializado em saúde mental na zona norte

Crises de depressão e ansiedade lideram o atendimento de emergências psiquiátricas no maior pronto-socorro especializado em psiquiatria da capital paulista. É o que aponta levantamento da Secretaria de Estado da Saúde com base nos dados do PAI (Polo de Atenção Intensiva) em Saúde Mental, unidade da pasta localizada na zona norte.

Do total de pacientes atendidos no serviço, 25% têm diagnóstico primário de depressão ou de transtorno de ansiedade. Problemas com dependência química são responsáveis por 13% dos casos. Já os surtos psicóticos representam 12% dos atendimentos, enquanto os transtornos bipolares respondem por 7% e outros transtornos ansiosos, 6%.

Para a gerente médica do PAI, Célia Gallo, o nível alto de estresse da vida moderna em uma grande capital, como São Paulo, pode ser considerado uma possível causa para os quadros prevalentes de depressão e ansiedade atendidos no local, mas não a única. A médica explica que os mesmos diagnósticos são encontrados também no meio rural, onde a vida é mais tranquila, por exemplo.

Ela também analisa que apesar de serem o principal motivo da busca do serviço para 13% dos pacientes, as drogas podem ter influência indireta junto a um número muito maior de casos. “Os diagnósticos [do levantamento] são os primários, os que levaram aquele paciente ao pronto-socorro. Mas, é preciso entender que alguns destes pacientes podem ter comorbidades combinadas com a dependência química”, afirma Célia.

Dos 20,7 mil pacientes atendidos pelo PAI em 2010, 51% estavam em idade produtiva e tinham entre 19 e 40 anos.

O PAI da Zona Norte é uma parceria entre a Secretaria de Estado da Saúde e a Associação Congregação de Santa Catarina. Instalado na área do Conjunto Hospitalar do Mandaqui, possui 30 leitos de internação, 13 de observação e um ambulatório para acolher os pacientes. Seu foco é o atendimento em psiquiatria. A demanda espontânea (pacientes que procuram o serviço) representa 88% dos atendimentos.

O PAI também mantém projetos diferenciados para seus pacientes e familiares, como a da Cozinha Experimental, que ocorre duas vezes por mês e visa fortalecer os vínculos entre as equipes e os pacientes, trabalhando habilidades como a organização e autonomia.

Outro projeto inovador é o Casulo, que abre espaço para discussão e informação dos pacientes, familiares e dos profissionais, desmistificando o termo “loucura” e proporcionando um trabalho de reflexão sobre o tema. O trabalho também é realizado pelos profissionais do PAI ZN por meio de visitas domiciliares à comunidade local.